Estalactites e estalagmites

Imagine uma caverna...

O que lhe vem à mente?

Provavelmente você pensou naquelas formas horizontais pontiagudas, algumas apontando para baixo e outras, para cima, correto?

Essas formações são denominadas estalactites, quando estão no alto; e estalagmites, quando estão para baixo. Ambas são formações decorrentes do gotejamento de água das fendas das paredes das cavernas de rocha calcária, transportando parte do calcário desta. Ao entrar em contato com o ar, precipita um anel de calcita na base desta gota. Este processo se repete enquanto houver água penetrando pela fenda: cada nova gota dará origem a um novo anel de calcita, consolidando formas cônicas e pontiagudas denominadas estalactites.

A estalactite e estalagmite tendem a se unir, uma vez que esta última é resultado do gotejamento que deu origem àquela - os pingos das estalactites, ao caírem no fundo da gruta, tendem a se precipitar, dando origem às estalagmites, que possuem forma mais grosseira: mais arredondada, menos pontiaguda. Desta união, temos um novo espeleotema: coluna.

O processo de crescimento destes espeleotemas (formações minerais que ocorrem em cavernas) é demorado e contínuo – varia entre 0,01mm a 3mm por ano e dependem de fatores como quantidade de água, velocidade de gotejamento, pureza do calcário e temperatura. Algumas vezes, as estalactites seguem frestas do teto, podendo atingir dimensões bem maiores.

Falando em “maiores”, a maior estalactite registrada no Brasil se localiza na Gruta do Janelão, em Januária – MG. “Perna de bailarina” – como é chamada possui 28 metros de comprimento: