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Tópico: Mafra

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    Padrão Mafra

    Mafra é uma vila portuguesa no Distrito de Lisboa, com cerca de 11.300 habitantes. É sede de um município com 291,42 km² de área e 76.749 habitantes (2011), subdividido em 17 freguesias. O município é limitado a norte pelo município de Torres Vedras, a nordeste por Sobral de Monte Agraço, a leste por Arruda dos Vinhos, a sueste por Loures, a sul por Sintra e a oeste tem litoral no oceano Atlântico. Mafra é famosa pelo seu palácio-convento, mandado construir por D. João V no século XVIII e que constitui a mais grandiosa obra do barroco português. Vestígios arqueológicos sugerem que o povoado hoje denominado por Mafra foi habitado pelo menos desde o Neolítico. A origem do termo Mafra continua envolta em mistério, sabendo-se apenas que evoluiu de Mafara (1189), Malfora (1201) e Mafora (1288). Alguns autores encontraram na sua origem o arquétipo turânico Mahara, a grande Ara, vestígio de um culto de fecundidade feminina outrora existente no aro da vila. Outros, radicaram o nome no árabe Mahfara, a cova, na presunção de que a povoação se encontrava implantada numa cova, facto desmentido pelo reconhecido arabista David Lopes. A vila está isso sim, situada numa colina, cercada por dois vales onde correm as ribeiras conhecidas por Rio Gordo e Rio dos Couros. Certo também é que Mafra foi uma vila fortificada, podendo ainda hoje encontrar-se, na Rua das Tecedeiras, um pouco da muralha que a cercava. Os limites do castelo, que tudo leva a crer assenta sobre um povoado neolítico, sucessivamente reocupado até à Idade do Ferro, compreendiam toda a zona da "Vila Velha", que hoje se inclui no espaço delimitado a Oriente pelo Largo Coronel Brito Gorjão, a Sul pela Rua das Tecedeiras, a Ocidente pelo Palácio dos Marqueses de Ponte de Lima e a Norte pela Rua Mafra Detrás do Castelo. A designação desta rua deve-se ao facto de a povoação ter voltado, literalmente, as costas ao flanco norte, por ser o mais exposto aos ventos. A densa floresta que, consta, existiu até ao século XIX na Quinta da Cerca, constituída por árvores de grande porte, reforçaria o paravento. Em 1147, Mafra é conquistada aos Mouros por D. Afonso Henriques, e em 1189 a vila é doada pelo Rei D. Sancho I ao Bispo de Silves, D. Nicolau, que no ano seguinte lhe confere o primeiro foral. Em 1513 o Rei D. Manuel I concede Foral Novo a Mafra, o que subentende a relativa importância da vila, que em breve diminuiria drasticamente. Um censo da população datado de 18 de Setembro de 1527 apura 191 vizinhos, dos quais apenas quatro vivem em casais na vila. Quando em 1717, o Rei D. João V lança a primeira pedra da construção do Palácio, Mafra resumia-se a uns casarios, aglomerados a centenas de metros do Monumento. Ao longo do século XIX começou a povoação a crescer em direcção ao Monumento. Mafra foi palco de episódios importantes na história de Portugal: corria o dia 8 de Dezembro de 1807 quando as tropas de Napoleão entraram em Mafra para montar quartel-general no Palácio. Parte do exército seguiu para Peniche e Torres Vedras, enquanto o restante ficou aquartelado no Palácio e Convento, e os oficiais nas casas da vila, sob o comando do General Luison. A invasão duraria cerca de nove meses. No dia 2 de Setembro o exército inglês irrompia em Mafra, saudado com grande alegria pela população e ao som dos carrilhões. A 5 de Outubro de 1910 de novo o povo de Mafra viveria um dia único. A revolução republicana estalara na véspera em Lisboa, o Rei D. Manuel II refugiara-se durante a noite no Palácio e abandonava Mafra, num automóvel escoltado, acompanhado da sua mãe e avó, rumo à Ericeira, onde o Iate “D. Amélia”, os conduziria a Gibraltar e ao exílio. Volvidos quatro anos sobre a fuga de El-Rei, novo sobressalto em Mafra: no dia 20 de Outubro, um grupo de monárquicos reuniu-se no largo D. João V e munido de algumas armas, encaminhou-se para a Escola Prática de Infantaria, instalada no Convento, depois de cortar os fios telefónicos e telegráficos. A revolta foi facilmente anulada pelos militares, acabando na cadeia de Mafra cerca de uma centena de pessoas. Desde a construção do Monumento que os militares conferem parte do ambiente humano à Vila de Mafra. A partir de 1840 o Convento passou a ser ocupado por tropas, e em 1859 cerca de 4000 recrutas ali assentaram praça para receber instrução no Depósito Geral de Recrutas, criado por D. Pedro V. Esta instituição seria extinta no ano seguinte, após 94 recrutas terem falecido supostamente devido a doença infecto-contagiosa. De 1848 a 1859, e de 1870 a 1873 o Convento alberga o Real Colégio Militar. Em 1887 é criada a Escola Prática de Infantaria e Cavalaria e no ano seguinte é construída, na Tapada de Mafra, a carreira de tiro, de que passou a ser frequentador o Rei D. Carlos, entusiasta dos concursos de tiro. Em 1896 é criada a Escola Central de Sargentos, dependente da Escola Prática de Infantaria. Em 1911 é fundado o Depósito de Remonta e Garanhões, que dá lugar, em 1950, à Escola Militar de Equitação e sete anos mais tarde ao Centro Militar de Educação Física, Equitação e Desportos. Hoje continua a funcionar o agora denominado (desde 1993) Centro Militar de Educação Física e Desportos, no Largo General Conde Januário, e a Escola Prática de Infantaria, no Convento de Mafra.

    Vista aérea de Mafra e do Convento.

    Rede Rodoviária.

    O Concelho de Mafra é constituído por uma rede viária que serve toda a região, tendo como eixos principais as estradas nacionais - EN 8, EN 9, EN 116 e EN 247 - e as estradas secundárias (municipais), permitindo a ligação os municípios de Torres Vedras, Sintra, Loures, Sobral de Monte Agraço e Lisboa. Para além destas estradas, o Município é servido ainda, pela Auto-Estrada A8 (Lisboa - Leiria, com as seguintes saídas no Concelho de Mafra: Venda do Pinheiro, Malveira e Enxara dos Cavaleiros), e pela A21 (Ericeira – Mafra – Malveira, com as seguintes saídas: Ericeira, Mafra Oeste, Mafra Este, Malveira e Venda do Pinheiro), contribuindo para a melhoria das deslocações de passageiros e mercadorias e consequentemente, para o desenvolvimento do próprio Concelho.

    Em relação ao serviço de transportes públicos rodoviários de passageiros, este é assegurado pelas empresas Barraqueiro Transportes, SA (Barraqueiro Oeste e Mafrense); Rodoviária de Lisboa; e Isidoro Duarte. A oferta rodoviária concentra-se nos seguintes troços principais:
    Mafrense: Principal operador de transporte público rodoviário no concelho, existindo em Mafra, na Malveira e na Ericeira, ligações para Torres Vedras, Sintra, Loures e Lisboa (Campo Grande e Colégio Militar).
    Barraqueiro Oeste: Ligação de Torres Vedras e de Sendieira para Lisboa (Campo Grande), passando pela Malveira e por Loures.
    Rodoviária de Lisboa: Ligações da Malveira para Almargem do Bispo e para Bucelas
    Isidoro Duarte: Efectua ligações nas zonas de Milharado e Venda do Pinheiro, e também para a zona ocidental do concelho de Loures e para o Campo Grande, em Lisboa.

    Rede Ferroviária.

    O concelho é servido pela Linha do Oeste, com estações em Mafra (estação Mafra-Gare) e Malveira, e apeadeiros em Alcainça–Moinhos e Jeromelo, desempenhando funções, essencialmente, interurbanas e regionais, quer em termos de transportes de mercadorias (sobretudo na estação da Malveira), quer em termos de passageiros.

    O município de Mafra é administrado por uma câmara municipal composta por 9 vereadores. Existe uma assembleia municipal, que é o órgão legislativo do município, constituída por 44 deputados (dos quais 27 eleitos directamente).

    Câmara Municipal de Mafra.

    Bandeira de Mafra.

    Brasão de Mafra.
    Última edição por mjtc; 22-05-2013 às 10:53.

  2. #2
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    Padrão Palácio Nacional de Mafra

    A cerca de 25 km de Lisboa, o Palácio Nacional ou Convento de Mafra, é constituido por um palácio e mosteiro monumental em estilo barroco. Foi iniciado em 1717 por iniciativa do rei D. João V, em virtude de uma promessa que o jovem Paulo Lourenço fizera se a rainha D. Maria Ana de Áustria lhe desse descendência. Classificado como Monumento Nacional em 1910, foi um dos finalistas para uma das Sete Maravilhas de Portugal a 7 de Julho de 2007. Em 1715, foi fundado o Convento de Nossa Senhora e Santo António de Mafra, que pertencia à província eclesiástica da Arrábida. Teve origem numa comunidade do Hospício do Espírito Santo. Em 1730, sagrada a Igreja de Nossa Senhora e Santo António, junto de Mafra, foi para lá transferida a sobredita comunidade. Entre 1771 e 1791, por breve de Clemente XIV, de 4 de Julho de 1770, a requerimento do Marquês de Pombal, foi ocupado pelos Cónegos Regulares de Santo Agostinho da Congregação de Santa Cruz de Coimbra; os Franciscanos da Província da Arrábida saíram do Convento de Mafra, em Maio de 1771. Em 1791, os Cónegos Regulares de Santo Agostinho saíram do edifício de Mafra. Em 1834, no âmbito da "Reforma geral eclesiástica" empreendida pelo ministro e secretário de Estado, Joaquim António de Aguiar, executada pela Comissão da Reforma Geral do Clero (1833-1837), pelo Decreto de 28 de Maio, promulgado a 30 desse mês, foram extintos todos os conventos, mosteiros, colégios, hospícios e casas de religiosos de todas as ordens religiosas, ficando as de religiosas, sujeitas aos respectivos bispos, até à morte da última freira, data do encerramento definitivo. Há quem defenda que a obra se construiu por vias de uma promessa feita relativa a uma doença de que o rei padecia. O nascimento da princesa D. Maria Bárbara determinou o cumprimento da promessa. Este palácio e convento barroco domina a vila de Mafra. Foi classificado como Monumento Nacional em 1910 e uma das Sete Maravilhas de Portugal a 7 de Julho de 2007.

    Convento de Mafra.

    Igreja do Palácio Nacional de Mafra.

    A Sala Amarela do Palácio.

    A Sala dos Destinos.

    Biblioteca do Convento de Mafra.

    O maior tesouro de Mafra é a sua biblioteca, com chão em mármore, estantes em estilo rococó e uma colecção de mais de 40.000 livros com encadernações em couro gravadas a ouro, incluindo uma segunda edição de Os Lusíadas de Luís de Camões. Situada ao fundo do segundo piso é a estrela do palácio, rivalizando em grandiosidade com a Biblioteca da Abadia de Melk, na Áustria. Construída por Manuel Caetano de Sousa, tem 88 m de comprimento, 9.5 de largura e 13 de altura. O magnífico pavimento é revestido de mármore rosa, cinzento e branco. As estantes de madeira estilo rococó, situadas em duas filas laterais, separadas por um varandim contêm milhares de volumes encadernados em couro, testemunhando a extensão do conhecimento ocidental dos séculos XIV ao XIX. Entre eles muitas jóias bibliográficas, como incunábulos. Estes volumes magníficos foram encadernados na oficina local, também por Manuel Caetano de Sousa.

    Biblioteca do Convento de Mafra.
    Última edição por mjtc; 22-05-2013 às 10:55.

  3. #3
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    Padrão Tapada Nacional de Mafra

    A Tapada Nacional de Mafra, ou simplesmente Tapada de Mafra é uma área verde situada na freguesia de Sobral da Abelheira, em Mafra, Portugal. É também uma Zona de Caça Nacional. Com 1187 hectares de área, rodeada por um muro de 21 km de extensão, a Tapada de Mafra possui grande diversidade de espécies animais e vegetais, sendo uma área de acesso regulado (pago). A área está dividida em três desde 1828, estando a primeira de 360 hectares sob administração militar. A Tapada de Mafra foi criada em 1747, no reinado de D. João V na sequência da construção do Palácio de Mafra, que lhe é contíguo. Conhecida então como Tapada Real de Mafra, a sua criação teve como objectivo a existência de uma zona de lazer real vocacionada para a caça para entertenimento da família real e da nobreza. Na actualidade, a zona é ainda usada para a caça, feita de forma limitada, e para turismo rural e lazer. Fazem parte desta Cooperativa as seguintes instituições:
    - Instituto Nacional de Recursos Biológicos, I.P;
    - Câmara Municipal de Mafra;
    - Direcção Geral dos Recursos Florestais;
    - Liga dos Amigos de Mafra;
    - Direcção Regional de Agricultura e Pescas do Vale do Tejo;
    - Instituto da Conservação da Natureza e Biodiversidade;
    - Clube Português de Monteiros;
    - Federação dos Arqueiros e Besteiros de Portugal;
    - Associação dos Agricultores do Conselho de Mafra - Fundação Alter Real;
    - Evasão Sem Limites Lda.;

    Fauna:

    A fauna da área é marcada pela presença de espécies usadas na caça desportiva, como:
    - O gamo (Dama dama);
    - O veado-vermelho (Cervus elaphus);
    - O javali (Sus scrofa).
    Outras espécies de mamíferos presentes são:
    - O lobo ibérico (Canis lupus signatus);
    - A raposa (Vulpes vulpes);
    - A doninha (Mustela nivalis);
    - A gineta (Genetta genetta).
    Diversas espécies de aves são encontradas na Tapada. Entre as aves de rapina, conhece-se a existência de alguns espécimens de:
    - O bufo-real (Bubo bubo);
    - A aguia de Bonelli (Hieraaetus fasciatus);
    - O açor (Accipiter gentilis);
    - O peneireiro-vulgar (Falco tinnunculus);
    entre outras. Outras aves incluem:
    - O gaio comum (Garrulus glandarius);
    - A perdiz (Alectoris rufa);
    - O tentilhão (Fringilla coelebs);
    - O rouxinol (Luscinia megarhynchos).
    A presença de zonas húmidas em toda a Tapada proporciona um habitat para a existência de diversos anfíbios, como:
    - A salamandra (Salamandra salamandra);
    - O tritão verde (Triturus marmoratus);
    - A rela (Hyla arborea).
    Encontram-se ainda pequenos répteis como:
    - A osga (Tarentola mauritanica);
    - A lagartixa comum (Podarcis bocagei);
    - A víbora cornuda (Vipera latastei), uma espécie venenosa mas não agressiva.

    Flora:

    A diversidade florestal da área é considerada a grade riqueza da Tapada de Mafra. Abundam espécies como:
    - O pinheiro-manso (Pinus pinea);
    - O pinheiro-bravo (Pinus pinaster);
    - O sobreiro (Quercus suber);
    - O carvalho lusitano (Quercus faginea);
    - O zambujeiro, um tipo de oliveira selvagem (Olea europea var. sylvestris);
    - O eucalipto (Eucalyptus globulus) é também abundante mas não uma espécie desejada na zona, estando a sua erradicação em progresso.
    Outras árvores presentes na Tapada são:
    - O choupo (Populus sp.);
    - O plátano (Platanus sp.);
    - O salgueiro (Salix sp.);
    - O freixo (Fraxinus sp.).
    Fazem parte da flora da Tapada arbustos como:
    - A urze (Erica scoparia);
    - A murta (Myrtus communis);
    - A aroeira (Pistacia lentiscus);
    - O pilriteiro (Crataegus monogyna);
    - O carrasco (Quercus coccifera);
    - O feto Pterydium aquilinum.

    Gamos pastando na Tapada de Mafra.

    Veados na Tapada de Mafra.

    Javali: mãe com os seus filhos.

    Actividades:

    Na Tapada de Mafra encontram-se instalações de turismo rural, além de espaços para a realização de diversos tipos de eventos. Existem trilhos para percurso pedestre ou BTT e visitas guiadas para observação da fauna e flora. A caça é permitida em alturas específicas do ano e bastante condicionada, de modo a manter o equilíbrio cinergético da área. São também organizadas actividades pedagógicas de educação ambiental, com um público-alvo preferencialmente juvenil. Existem dois museus na Tapada: o Museu da Caça e o Museu dos Carros de Tracção Animal do século XIX.


    Museu da Caça.

    Museu dos Carros de Tracção Animal do século XIX.

    Há várias formas de conhecer a Tapada de Mafra, e apanhar o comboio articulado é uma delas. Permitindo apreciar com segurança, javalis, veados, gamos, aves de rapina, etc. O comboio ainda faz duas paragens uma no Museu da Caça e outro no Museu dos carros de tracção animal do século XIX. Os passeios de comboio realizam-se aos fins-de-semana e feriados, às 10h45m e às 15h00m, com partida do Portão do Codeçal. Preço: €11 (adultos), €6 (crianças dos 4 aos 10 anos), €8 (maiores de 65 anos), €28 (bilhete família, dois adultos e duas crianças). Reservas ou informações pelo 261 817 050 ou em Tapada Nacional de Mafra - Home.

    Meio agradável para conhecer a Tapada.

    Outra forma eficiente:


    Um belo passeio a cavalo.
    Última edição por mjtc; 22-05-2013 às 10:57.

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    Padrão Parque de Campismo Sobreiro

    O Parque de Campismo Sobreiro, situado na localidade que lhe dá o nome, encontra-se a 4 km da vila de Mafra e a 6 km da Ericeira. Entre a serra e o mar, o parque tem muitas sombras e usufrui do microclima da Tapada de Mafra. Destacam-se as belas vistas e praias da vila da Ericeira. Aqui pode visitar o parque de Santa Marta e passear a pé pelas suas típicas ruas, onde dominam as casas em tons de azul e branco. Influenciado pelo microclima da Tapada de Mafra, o parque apresenta muitas sombras, sala de convívio, sala de jogos, bar, animação, lava roupa, campo de jogos, tomadas de corrente para caravanas e tendas e parque infantil. A 50 metros, encontra-se um restaurante, a 6 km de distância, localiza-se a zona de praias e a 4 km, uma piscina. Os locais a visitar na região são o Palácio Nacional de Mafra, o Jardim do Cerco, a Tapada Nacional de Mafra e a Igreja da Misericórdia, entre outras atracções. Não esquecer de saborear os famosos doces regionais como o Fradinho de Mafra, o Ouriço da Ericeira ou o pão com chouriço do Sobreiro.
    Última edição por mjtc; 14-02-2012 às 23:28.

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    Padrão Aldeia de José Franco

    Quem passa pelo Sobreiro- Mafra, não pode deixar de visitar esta característica aldeia toda saída das mãos do famoso mestre Franco. De grande imaginação e uma vida totalmente dedicada ao barro e à cerâmica, saíram das suas hábeis mãos verdadeiras obras de arte. Ela faz as delícias não só dos adultos, mas sobretudo das crianças. É famosa a sua aldeia em miniatura. É com interesse que a podemos observar e apreciar toda aquela vida motivada pelo mexer das figuras humanas, desempenhando inúmeras tarefas do dia a dia das actividades campesinas. Retratando as profissões de antigamente, onde nem falta a célebre figura do barbeiro - dentista com toda aquela profusão de objectos utilizados naquelas duas artes, passando pelas antigas mercearias e como uma grande variedade de opções, tais como comermos pão com chouriço quente, farturas, ou tomarmos algumas bebidas, comprarmos louça de barro e vidrada, ou poder assistir a uma exibição de algum rancho folclórico ao vivo. Também não falta um parque infantil para os mais novos. São muitos os atractivos desta aldeia. E se antigamente podíamos ter o prazer de ver o mestre trabalhar no seu atelier, tal já não é possível, pois, a idade avançada já não lhe permite coabitar naquele local. Pena que a família e o Mestre Franco não cheguem a um consenso acerca da divisão dos lucros obtidos. E ele lá está, num Lar de 3ª idade na Ericeira, à espera que a Câmara Municipal de Mafra se decida pela sua proposta: uma Fundação sem fins lucrativos! Mas a família diz que ele já não tem capacidades para saber o que diz. Uma das obras mais recentes foi a construção de um espaço onde se situa um pequeno museu que tem expostas algumas das mais belas imagens que produziu. Para finalizar: Esta aldeia está aberta todos os dias.



    Aldeia saloia em miniatura.

    Esta é alguma da louça típica que está à venda.

    Mestre José Franco quando
    ainda trabalhava.

  6. #6
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    Padrão Doçaria Tradicional em Mafra

    A doçaria tradicional constitui um dos seus mais proeminentes atractivos gastronómicos. Muitos conventos portugueses, nomeadamente os femininos, tiveram as suas especialidades doceiras. O de Santo António, junto à vila de Mafra, parece ter sido dos raros mosteiros masculinos a seguir-lhes o exemplo, contando com uma cozinha expressamente destinada à sua confecção, denominada Pastelaria. A existência de tal dependência constitui caso raro, senão mesmo excepção, nas casas religiosas nacionais. Não existe localidade outrora detentora de convento ou mosteiro que não possua tradição doceira. Com efeito, a dieta conventual incluía invariavelmente doces. Porém, a gulodice fradesca não é por si só, explicação para a sobrevivência dos verdadeiros tesouros gastronómicos saídos das claustras conventuais. Os excedentes de açúcar, cujo comércio era monopólio da coroa, deixavam de estar sujeitos a tal restrição se transformados, o que terá contribuído para a difusão de semelhante prática. Algumas dessas receitas dos frades.

    Arros Doce.

    Sempre que a Comunidade conventual de Mafra comia arroz doce consumia os seguintes géneros:
    - Arroz - 2 alqueires e meio [cada alqueire 13,800 litros];
    - Leite - 48 canadas [cada canada = 1,400 litro];
    - Açúcar - 42 arráteis [cada arrátel 459 g];
    - Água de flor - canada e meia;
    - Canela - meio arrátel.
    Se se adicionasse amêndoa, gastava uma arroba dela [cada arroba 14, 688 kg].

    Creme do Bispo.

    Trata-se de uma das raras receitas conventuais mafrenses subsistentes. Prepara-se colocando ao lume um litro de leite e 2 kg de açúcar. Ao levantar fervura, junta-se uma chávena de café muito forte, retirando do lume e deixando arrefecer, mas não completamente. Acrescentam-se dez gemas de ovos, voltando ao lume apenas o tempo suficiente para que estas cozam. Serve-se numa travessa, polvilhado com açúcar que se queima com uma pá.

    Pasta de Nata.

    Sempre que a Comunidade conventual de Mafra comia pastéis de nata consumia:
    - Natas - 300;
    - Ovos - 61 dúzias;
    - Açúcar - 56 arráteis.
    - Sendo de fruta, eram necessárias 1100 frutas azedas.

    O Fradinho.

    O Fradinho é um pastel de amêndoa e feijão com receita conventual, característico da região de Mafra. Especialidade da Pastelaria Fradinho de Mafra é vendida à unidade ou em caixinhas de oferta de 6 ou 12 unidades.


    Pão de Mafra.

    O fabrico do pão de Mafra, inicialmente conhecido pela designação mais vasta de pão saloio, permaneceu uma actividade essencialmente doméstica e artesanal que, durante séculos, marcou os ritmos de um ciclo agrícola mais complexo e demorado. Na actualidade, a sua produção representa uma das mais importantes actividades industriais do município. Produto de excelência, característico da região, o pão de Mafra encontra-se actualmente em processo de certificação como produto de denominação de origem protegida. O Pão de Mafra nasceu na freguesia da Encarnação em 1960, quando Justino Alexandre Sardinha recorreu a uma receita da avó para fazer um pão mais à pressa. Na região da grande Lisboa, o Pão de Mafra ganhou rapidamente notoriedade. Actualmente não é difícil encontrar pão designado como de Mafra, mas nem sempre é, conforme sublinha Custódio. Terminar com o uso da designação de Pão de Mafra, sem ser produzido como o original, está entre os objectivos da qualificação, adianta, ao Café Portugal Custódio Alves. «O nosso pão caracteriza-se por ser mais adocicado porque tem menos tempo de fermentação. É mais húmido e tem uns alvéolos, buracos, maiores do que o pão tradicional», diz. Do caderno de especificações fazem parte outros critérios como: «O padeiro deve usar farinha moída por mós de pedra, pelo menos 70% da farinha usada deve ser desta moagem. Deve ter apenas 2% de fermento e deve ser cozido em fornos de alvenaria de aquecimento directo. Os dois combustíveis permitidos são a lenha e o gás», especifica o mesmo responsável. O famoso Pão de Mafra, é um pão com uma elevada percentagem de água, composto por farinha de trigo tipo 80, água, farinha de centeio tipo 70, levedura e sal.

    Pão comprido.

    Pão redondo.

    Bolinhas.

    No Sobreiro, destacamos o famoso pão com chouriço - um autêntico almoço.
    Última edição por mjtc; 22-05-2013 às 11:01.

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