Cães de guerra e Cães policias

Os cães de guerra (ou militares) e os cães policias são animais especificamente treinados para ajudar os homens em tarefas do foro militar ou foro policial.

Começaram por fazer parte da invasão da Lusitânia por parte dos Romanos, onde se faz referência aos grandes cães (possivelmente antecessores do "cão da Serra da Estrela") que ajudaram Viriato (Chefe Lusitano - II séc. a.C.) e os seus homens nas lutas mantidas em redor dos Montes Hermínios (hoje Serra da Estrela).

Se bem que essa ajuda canina seria muito provavelmente pelo instinto de amizade que os homens lhe inspiravam e não tanto o resultado do adestramento específico para essa função, o que só se veio a verificar muito mais tarde.

Só no séc. XX se tomou a sério o emprego intencional de cães trabalhando ao lado das tropas durante a Primeira grande Guerra Mundial (1914-1918). Foram os exércitos Alemão e Austríaco os que primeiro utilizaram os serviços desses prestáveis quadrúpedes (note-se que no início desse conflito a Alemanha possuía já 6.000 cães de guerra).

Em Portugal a sua utilização iniciou-se na Escola de Fuzileiros criada em 1974 com objectivos de desempenho de funções de controlo e contenção de multidões e guarda de instalações.

No entanto essas funções têm vindo a alargar-se para áreas de maior intervenção, sendo que existem distintas funções como "cão sentinela", "cão pisteiro", "cão de busca e salvamento", "cão explorador ou de pesquisa" e até "cão paraquedista".

As 3 raças portuguesas que têm mostrado mais resultados nesta área são os Serra da Estrela, o Cão de Água e o Castro Laboreiro.

Aproveitando-se as várias capacidades caninas como o olfacto, o ouvido, a melhor visão á noite, maior mobilidade e velocidade, maior resistência ás caminhadas, foram-lhe conferidas tarefas como a busca e salvamento, detecção de minas e drogas, envio de mensagens, etc., o que veio a beneficiar as Forças Armadas poupando o seu pessoal e alcançando objectivos inacessíveis para o ser humano.


Escrito por
Cristina Inácio, PT