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Tópico: Muita espuma na água... :/

  1. #1
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    Question Muita espuma na água... :/

    Amigos, tenho um aquário onde tinha peixes e onde aparentemente estava tudo bem há cerca de um ano.
    Recentemente, mudei de casa r tive que mudar o aquário também. Até aqui nada de novo, o que se começou a passar é que a água que sai do filtro biológico e da pedra difusora, quando chega ao cimo da linha de água, cria espuma...
    Mudei os tubos, mudei o filtro, mudei a água várias vezes, usei desinfectantes, antimicóticos, purificadores da água, cristalizadores da água... e nada resolve aparentemente este problema... . Só não mudei ainda o filtro biológico, mas como a própria espuma surge a partir da pedra difusora (até a bomba de ar abri para ver se tinha algum problema), creio que não terá a ver com o filtro biológico...
    Os peixes não morrem e as plantas naturais parecem-me bem, mas não consigo eliminar este problema. O cimo do meu aquário parece um local onde se esteve a lavar a louça com detergente... :(
    Aquando da mudança de local, troquei todo o areão e lavei/desinfectei tudo como deve ser, até porque tinha ultimamente detectado a presença de caracóis na água...
    Se limpo a espuma, com um pouco de papel higiénico, ela desaparece por alguns minutos e o aquário parece ficar normal, mas com o passar do tempo (basta uma hora) a água volta a ficar cheia de espuma a boiar ao cimo... :S

    Alguém tem alguma ideia do que possa ser feito para corrigir este problema?

    Obrigado pela atenção.

    Tedioboy,

  2. #2
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    Se usar um filtro externo pode resolver o excesso de espuma no aquario


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  3. #3
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    umas dicas :

    O que é Filtração?
    Uma operação de filtração consiste essencialmente em fazer passar um fluido (líquido ou gás), por um dispositivo (filtro) formado por uma ou mais camadas de materiais diversos, conhecidos conjuntamente como o “meio filtrante”. Essa operação visa obter como produto, o fluido introduzido em estado de maior “pureza”, ou seja mais livre de eventuais agentes “poluentes” (físicos, químicos e biológicos).

    Este artigo trata da filtração da água para um aquário, levando em consideração as características e necessidades essenciais desta atividade. Porém, algumas considerações gerais a respeito de filtros utilizados para outras finalidades serão discutidas discutidas no texto.

    Por que Filtrar?
    Em um ecossistema semi-aberto como um aquário, onde são constantemente introduzidas porções de matéria orgânica (alimentos, plantas, peixes, microorganismos, etc.), o consumo dos alimentos e nutrientes por parte dos seres vivos gera uma “carga” de dejetos poluidores que tendem a se acumular ao longo do tempo, causando um desequilíbrio orgânico, físico e químico no meio. Ou seja, a água do aquário é gradativamente poluída por seus próprios ocupantes, tendendo a ficar turva, carregada de substâncias químicas nocivas (nitritos, nitratos, amônia, fosfatos...), povoada com algas indesejáveis, com o pH alterado, etc.

    Para contrabalançarmos esses efeitos precisamos intervir para eliminar os detritos e compostos indesejáveis acumulados da melhor maneira possível. Para essa tarefa, um dos melhores recursos com que o aquarista pode contar é o filtro.

    Para saber como são formados alguns dos mais importantes compostos nocivos, conheça detalhes do Ciclo do Nitrogênio neste artigo do site.

    Tipos de Filtração
    Relacionamos e discutimos a seguir as diversas maneiras pelas quais as operações de filtração realizam a tarefa de purificar a água.
    Filtração por Gravidade

    Pouco utilizado em aquarismo, consiste em introduzir o líquido pela parte superior do recipiente filtrante e deixá-lo escoar através das camadas filtrantes por ação da gravidade. Bastante econômico operacionalmente, é um filtro de ação relativamente lenta, cuja velocidade de filtração depende essencialmente da altura da coluna d’água acima do elemento filtrante, (normalmente areia é utilizada para esta finalidade), da granulometria do mesmo e, claro da quantidade de material em suspensão no líquido que, ao ser retirado, vai gradualmente “entupindo” o filtro, exigindo limpezas periódicas.

    Por sua praticidade e baixo custo, esse tipo de filtro é utilizado largamente em estações de tratamento de água para consumo humano, onde filtração em larga escala se torna necessária. A sua ação é basicamente física, retirando do líquido matéria sólida em suspensão (detritos). Um outro exemplo bastante simples e corriqueiro deste tipo de filtro é o filtro de café, feito com um funil de papel ou coador de pano.

    Filtração por Circulação Forçada

    Este tipo de filtração consiste em “forçar” a passagem do líquido através das camadas filtrantes por meio de bombeamento, para aumentar a velocidade da operação. Este é o principal método utilizado em aquarismo, onde é necessário uma boa capacidade de filtração em pouco espaço, com equipamentos de porte relativamente pequeno, e também uma boa facilidade de controlar ou intervir no filtro a qualquer tempo.

    A capacidade final de filtração obtida por este processo depende do poder de compressão da bomba ou estação de bombeamento para gerar o fluxo do líquido, da altura da coluna d’água, e da permeabilidade total da(s) camada(s) de filtração utilizada(s).

    Filtração Física (ou Mecânica)

    Muito da amônia gerada em um aquário se origina da decomposição de matéria orgânica (restos de comida, excrementos, urina, microorganismos, etc). Se pudermos retirar os detritos do sistema em seu estado macroscópico, antes que comecem a se decompor, estaremos contribuindo antecipadamente para a limpeza química do meio.

    A Filtração Física consiste em retirar as impurezas macroscópicas (orgânicas e inorgânicas) existentes em suspensão na água do aquário pelo método simples de passá-la através de um “coador”. Este tipo de filtração não é capaz de retirar bactérias e plâncton de reduzidas dimensões, e muito menos substâncias químicas dissolvidas na água.

    Esta é normalmente, a primeira etapa de um processo de filtração, sendo o produto da mesma (água livre de detritos), “entregue” às demais etapas, que assim não correm o risco de sofrer entupimentos físicos.

    Diversos materiais podem ser utilizados nessa etapa, tais como esponjas, cartuchos de papel ou fibra, e mantas de material sintético, sendo o mais difundido e utilizado atualmente o Perlon, que pode ser utilizado em camadas, sacos, etc., acomodando-se aos mais diversos tipos de filtro e espaços disponíveis para acomodar esta “camada” da filtração. Trata-se de um material neutro, não interferindo com as características químicas da água, quer pela retirada que pela adição de elementos.

    Podemos utilizar mantas de lã acrílica do tipo usado para o estofamento de móveis em lugar do perlon, para a filtração física. Este material deve ser limpo a cada 15/30 dias dependendo da capacidade do filtro x volume do aquário, e trocado a cada 3 meses aproximadamente. Obviamente, dependendo das condições locais, este espaçamento entre as datas de manutenção poderá ser modificado.

    Nunca deveremos utilizar a lã de vidro verdadeira em filtros, pois esse material solta “farpas” afiadas (virtualmente invisíveis na água), que representam um sério risco de ferimentos para os nossos “pupilos”.

    É recomendável manter, no mínimo, dois circuitos de filtração alternativos (particularmente em aquários grandes), para prevenir contra acidentes. Outras vantagens estão no fato de haver captação da água para filtração em mais de um ponto do aquário, e de oferecer maior segurança quanto à proteção das colônias de bactérias, minimizando problemas caso haja a perda acidental de uma das colônias enquanto se faz a limpeza de um filtro. Manter equipamento(s) de reserva, devidamente ciclados, é uma alternativa válida para quem tem muitos aquários, ou aquários pequenos. Em aquários com injeção de CO2 deve-se procurar agitar a água o menos possível, para não provocar a liberação do CO2 dissolvido.

    Filtração Biológica

    Esta é a denominação que se dá às ações nitrificante e desnitrificante proporcionadas pelas colônias de bactérias, fundamentais para a saúde do nosso mini ecossistema. Conjuntamente, as bactérias existentes no aquário (paredes, substrato, plantas, água, etc.), e no filtro biológico atuam permanentemente de modo a manter em equilíbrio o meio que, sem sua presença rapidamente se tornaria inabitável.

    Existem na Natureza vários tipos de bactérias capazes de decompor a amônia em compostos menos tóxicos (Nitritos e Nitratos). Elas existem naturalmente no meio ambiente (substrato, plantas, água, etc.), e não necessitamos nos preocupar em adicioná-las a nossos aquários. A própria Natureza se encarregará disso para nós. Bastará deixar um aquário recem-montado em repouso (com a circulação de água ativa) por algum tempo, que as colônias de bactérias crescerão e se estabelecerão naturalmente por toda a parte, prendendo-se em paredes, cascalho, rochas, plantas, nos elementos do filtro, enfim em toda e qualquer superfície submersa (até nos próprios peixes e outros organismos).

    Estudos recentes mostram que a absorção da amônia pelas plantas aquáticas é muito mais rápida que a absorção dos nitratos, existindo essencialmente uma competição entre plantas e bactérias pela amônia dissolvida. E que as plantas necessitam basicamente desdobrar nitritos e nitratos em amônia que será então absorvida.

    As colônias de bactérias necessitam essencialmente de: um local para se fixarem, e nutrientes (Nitrogênio e Oxigênio) para viver. Para a fixação das colônias de bactérias, são utilizados com freqüência anéis de cerâmica porosa ou também as bio-balls, que proporcionam uma grande superfície (externa e interna) possibilitando o estabelecimento de grandes quantidades de colônias de bactérias.

    Para a filtragem biológica, podemos substituir os anéis de cerâmica, ou as bio-balls, por pedaços (cacos) de cerâmica porosa, obtidos a partir de velas de filtro quebradas (porém não devemos usar as que têm prata em suas paredes internas, pois este é um elemento, prejudicial ao desenvolvimento das colônias de bactérias). Durante a manutenção do filtro deve-se procurar manter úmidos os seus componentes (anéis, cacos de cerâmica, etc.), mantendo-os mergulhados em água, (de preferência retirada do próprio aquário).

    Podemos também utilizar mantas de espuma de malha aberta, do tipo utilizado em filtros de aparelhos de ar-condicionado, como elemento de fixação das colônias (na manutenção esta espuma deve ser lavada apenas com água desclorada, e não muito ativamente, para não prejudicar as colônias).

    Nunca devemos trocar integralmente (a menos de acidentes por contaminação bacteriana), todos os elementos da filtragem biológica ao mesmo tempo. Quando necessário é recomendável fazer a troca por partes (duas trocas de 50% em 30 dias, ou três de 33% com intervalo de 15 dias).

    Não mais utilizar os FBF (Filtros Biológicos de Fundo), considerados hoje mais como causadores de complicações do que utilidade.

    A filtragem biológica é normalmente feita após a filtragem física, dessa maneira as colônias de bactérias receberão uma água já livre de detritos, para “trabalhar”, reduzindo-se assim o risco de entupimento dos poros dos elementos de cerâmica.

    Se a filtração biológica é capaz de resolver o problema da intoxicação do meio, por que, então, necessitamos de outros tipos de filtração ?

    A filtração biológica ocorre a uma velocidade relativamente lenta comparada com os outros métodos. Assim sua utilização de modo isolado limitaria bastante a quantidade de peixes que poderíamos colocar no ambiente. Por isso ela é normalmente complementada por outros tipos de filtração que reforçam a capacidade de estabilização do meio.

    Filtração Química

    Filtração Química é a remoção de substâncias dissolvidas na água do aquário a nível molecular. Estas substâncias, quanto à sua natureza, podem ser polarizadas (íons) e não polarizadas (moléculas). O método mais empregado para este tipo de filtração consiste em passar a água por uma camada de Carvão Ativado (CA), que é mais eficiente para a remoção de moléculas, mas que funciona também com alguns íons.

    O CA pode conter elevados níveis de fosfato (nas cinzas internas), que poderá ser dissolvido na água do aquário. Isso é particularmente nocivo ao aquarismo marinho, mas também não é bom para os aquários de água doce. Portanto, ao adquirirmos CA deveremos dar preferência aos especificamente produzidos para utilização em aquários.

    Este problema pode ser diminuído fazendo-se a imersão prévia do CA em água limpa (renovada), algum tempo antes de sua utilização (2 a 3 semanas). Com isso estaremos fazendo uma dissolução prévia do fosfato e outros materiais, porventura existentes, atenuando seus efeitos.

    Existe por parte de alguns aquaristas uma preocupação em relação à adsorção pelo CA de nutrientes minerais vitais requeridos pelo ecossistema do aquário. Ocorre que o esgotamento de nutrientes minerais é algo que ocorrerá tanto em aquários plantados como em aquários marinhos pelo consumo dos organismos vivos, e isso ocorrerá com ou sem a presença do CA no sistema. Considera-se que os ganhos proporcionados por sua utilização são suficientemente grandes em relação aos “prejuízos”, para justificar plenamente sua utilização.

    A utilização do CA deve ser suspensa enquanto estivermos administrando algum medicamento, adubação química, etc., na água, pois o CA poderá absorver da água os remédios ou alguns produtos químicos de maneira seletiva, prejudicando os resultados pretendidos.

    CA já utilizado pode ser (parcialmente) reativado domesticamente aquecendo-o no forno a cerca de 150 oC e lavando-o em água pura sucessivamente. Através deste processo será feita a eliminação dos gases aprisionados, permanecendo porém no interior dos poros as moléculas de material mais pesado (ex.: metais tóxicos), que não serão eliminadas pelo aquecimento, razão pela qual este procedimento é contra-indicado em aquarismo. Apenas em laboratórios, com equipamentos adequados e testes apropriados a recuperação poderá ser feita com segurança.

    Felizmente o custo do CA é suficientemente reduzido, possibilitando-nos usá-lo em quantidades razoáveis. É recomendável lavar bem o carvão antes de utilizá-lo, para remover o pó que sempre se acumula em sua superfície.

    Quanto de CA utilizar é uma recomendação difícil de ser feita, mas se verifica que a utilização de quantidades menores, com trocas mais freqüentes funciona melhor do que o oposto. Como ponto de partida, experimente usar 250 ml (1 copo de requeijão) para cada 150 litros de água, fazendo trocas mensais do CA. Não se deve utilizar carvão comum (vegetal ou animal) em substituição ao Carvão Ativado.

    Além do CA diversos outros materiais foram desenvolvidos para a filtragem química. Um deles é a argila de zeolita, capaz de remover amônia da água. Útil para emprego por curtos períodos, pode se tornar prejudicial a longo prazo. Interfere também na ciclagem de aquários novos, impedindo a formação das colônias de bactérias.

    Outro tipo de substâncias, relativamente recentes, que podem ser utilizadas para a filtração química são as Resinas Deionizadoras, formadas por materiais (há diversos tipos), que possuem a capacidade de retirar (absorver) íons dissolvidos na água. São bastante eficientes, mas possuem atualmente custos bem mais elevados do que o CA, possuindo porém em alguns casos a capacidade de absorver substâncias sobre as quais o CA não tem capacidade de adsorção.

    Os filtros do tipo Skimmer possuem pronunciada atuação na remoção de detritos químicos, sendo hoje largamente utilizados em aquarismo marinho.

    Ordem das Seções na Filtração

    Foi dito anteriormente que a ordem de filtração é normalmente feita com a seção de filtração física posicionada em primeiro lugar em relação ao fluxo de água. Isso não é absolutamente verdadeiro, pois há sistemas de filtração (inclusive comerciais), em que a ordem das seções filtrantes é diferente, por exemplo, com a seção responsável pela filtração biológica posicionada no início do percurso da água a ser filtrada.

    Há defensores de diferentes métodos, baseados em diferentes motivos. O interessante e importante é que todos os métodos funcionem bem, havendo com certeza outros mais que poderão ser utilizados com bons resultados.

    Observe que, além das três categorias de filtração acima (física, biológica e química), outras seções complementares poderão ser adicionadas a um filtro em operação, conforme a necessidade e desde que a sua configuração física assim o permita, por exemplo, uma seção contendo material alcalinizante poderia ser incorporada temporariamente em aquários que estejam necessitando deste tipo de correção.

    Outra seção que poderia ser útil poderia ser preenchida por fibras de xaxim, turfa ou similares, que tem a ação de acidificar levemente a água, com um efeito “envelhecedor” adicional.

    Ou seja, há uma grande diversidade de materiais filtrantes e auxiliares disponíveis e eles podem ser usados de várias maneiras para atingirmos os objetivos desejados. Poderíamos por exemplo, compor um filtro destinado ao tratamento preliminar da água da torneira, dispensando (ou complementando) a utilização dos produtos químicos normalmente usados para essa finalidade.

    Fluxo da Filtração

    Recomenda-se como parâmetro geral para o fluxo de circulação da água pelos filtros, um fluxo horário de 5 a 10 vezes a capacidade bruta do aquário (litros/hora). Estes valores são recomendáveis como referências iniciais seguras, particularmente para filtros do tipo externo de pendurar (power filters), cuja capacidade em termos de quantidade de mídia filtrante é pequena em comparação com outros tipos de filtro. Para outros tipos de filtro (canister, dry-wet, etc.) o fluxo de água ideal poderá variar conforme o caso, pois sua maior capacidade em termos de mídia pode compensar com sobras uma eventual redução no fluxo de água.

    Mais adiante discutiremos alguns fatores que exercem influência complementar (positiva ou negativa) no tratamento da água de um aquário, agindo simultaneamente à filtração. Avaliando criteriosamente o comportamento de um setup estabilizado poderemos sintonizar melhor sua filtração em função de suas características específicas.

    Equipe de Elaboração

    Nossos agradecimentos a todos os que colaboraram, de uma forma ou de outra, para a elaboração deste documento.

    Relação alfabética dos co-autores: Alex Kawazaki, De Togni, Emil Beli, Luís Mühlen, R.D.Maia


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  4. #4
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    Para realizar um ou mais dos tipos de filtração descritos na parte anterior, existe uma grande quantidade de tipos de filtros. A seguir vamos descrever e conceituar os tipos mais conhecidos quanto às suas características, tipo de filtração executada, equipamentos, capacidades, cuidados, recomendações, etc.

    Filtros Internos
    Estes são os filtros projetados para funcionar inteiramente dentro do aquário. Seu custo é normalmente baixo e apresentam uma boa eficiência em relação à potência consumida. São de utilização bastante prática, normalmente de porte pequeno, mas costumam interferir com a estética do ambiente, além de tomarem parte do espaço do aquário. Relatos de “acidentes” com este tipo de filtro, onde ocorre a reintrodução na água aquário de parte dos detritos retirados anteriormente e armazenados nos elementos filtrantes, fazem-nos não gostar muito da idéia básica de funcionamento dos mesmos.

    Mais informações sobre este tipo de filtro poderão ser encontradas na seção Produtos do site.

    Filtros de Esponja / Filtros de Canto
    Os filtros de esponja ou de canto baseiam-se em fazer circular a água através de uma espuma porosa, usando uma bomba ou o borbulhamento de ar em um tubo ou caixa plástica, colocados em um canto do aquário (de onde deriva o seu nome). O fluxo de água através da esponja propicia o crescimento de uma colônia de bactérias responsáveis pela neutralização da amônia e nitrito dissolvidos na água.

    Este é um tipo de filtro bastante primitivo e econômico, que pode ser útil em pequenos aquários tais como aquários de quarentena, hospitais, criatórios, etc., pois pode ser fácil e rapidamente construído, com custos mínimos.

    Sua capacidade de filtração, porém, é reduzida em relação a outras opções, motivo pelo qual aconselhamos seu uso apenas em situações “emergenciais”. Tem os inconvenientes de ocupar espaço interno no aquário e requerer manutenção freqüente, durante as quais não se deve fazer a troca de todo o material filtrante para preservar pelo menos parte da colônia de bactérias.

    Exemplos de filtros deste tipo podem ser encontrados aqui.

    Filtros Biológicos de Fundo (FBF) / Undergravel Filters
    Este tipo de filtro constituiu a “primeira geração” dos filtros biológicos para aquários. Considerados hoje obsoletos pelos aquaristas mais experientes, eles ainda se encontram à venda nas lojas do comércio aquarista por todo o país. Tem como principais aliados para sua sobrevivência o baixo custo e a ignorância dos que estão iniciando no aquarismo, sobre suas limitações e sobre as vantagens de outros tipos de filtros.

    O FBF é um filtro interno, constituído basicamente por uma camada de placas perfuradas (uma grade), em material plástico colocada no fundo do aquário, sobre a qual é colocado cascalho (obrigatoriamente de granulação elevada). Uma ou mais das placas possui uma torre de saída, à qual é conectada uma bomba que, agindo por sucção, faz com que a água circule através da camada de cascalho, passando pela grade para a parte inferior do aquário de onde será aspirada pela bomba e lançada de volta para a parte “superior” do aquário.

    Os filtros FBF contam essencialmente com a capacidade de tratamento biológico das colônias de bactérias que se formam no substrato, para o tratamento da água do aquário. Pouca ou nenhuma ação de filtração mecânica oferecem, uma vez que a granulometria do cascalho é bastante elevada, não sendo capaz de reter matéria em suspensão.

    A situação do aquário se complica quando a montagem envelhece, pois a tendência do FBF é acumular matéria orgânica entre o cascalho e a parte inferior das placas, tornando-se, com o passar do tempo, verdadeiros “circuladores de sujeira” incorporados ao aquário. Como se isso não bastasse, desativar um FBF não é tarefa das mais agradáveis, uma vez que essa operação implica em desmontar e refazer todo o setup do aquário.

    Sistema Jaubert de Filtragem
    Também denominado sistema Plenum, sistema Mônaco ou sistema NNR (Natural Nitrate Reduction), é utilizado em aquários marinhos. Este sistema tem uma aparente semelhança ao FBF (por utilizar o mesmo tipo de placas), mas possui algumas modificações importantes. Desenvolvido e patenteado pelo Dr. Jean Jaubert em 1995, o Sistema Jaubert, como ficou conhecido, é formado essencialmente da seguinte maneira:

    Em um aquário, colocam-se as placas de filtro de fundo, com uma ou duas placas com torre de sucção (dependendo do tamanho do aquário), sobre as placas é colocada uma tela de nylon e a seguir uma camada de cascalho fino de Halimeda e/ou cascalho de Coral, contendo aragonita, com uma espessura de 3 a 4 cm (ou mais, dependendo do porte do aquário).

    Com a ajuda de bombas conectadas às torres das placas, a água é circulada por cerca de uma semana de modo a propiciar a formação de colônias de bactérias, devendo-se a seguir retirar as bombas e fechar as aberturas das torres de sucção das placas.

    A seguir, sobre o cascalho, deve ser colocada uma segunda tela de nylon, sobre a qual é colocada uma segunda camada de cascalho (pode ser mais grosso) do mesmo material, também com a espessura de 3 a 4 cm (ou mais).

    Relativamente fácil de montar, e de custo muito acessível, este filtro foi bastante utilizado até recentemente. Ultimamente porém, vem caindo em desuso e sendo substituído por opções modernas mais eficientes e fáceis de controlar (ver Filtro Skimmer).

    Maiores detalhes sobre este filtro podem ser encontrados nas seguintes páginas da Aqualândia, Revista Aqua, Advanced Aquarist e The Reefs.

    Filtros Externos
    Como o seu nome genérico implica, esta categoria de filtros funciona externamente ao aquário, sendo a água circulada através dele e de volta ao aquário por um processo qualquer (gravidade, bombeamento, etc.).

    Existe disponível no mercado uma grande variedade de tipos, tamanhos e modelos de filtros desta categoria, de diversos fabricantes, além de podermos também encontrar facilmente na Internet, uma grande quantidade de projetos FVM/DIY (Faça Você Mesmo/Do It Yourself), de excelente qualidade, com ótimos resultados finais e custos normalmente bem inferiores aos dos equipamentos comerciais.

    A opção de uso entre os filtros comerciais e os montados envolve essencialmente considerações de custo, espaço, estética, tempo disponível, flexibilidade de uso, tendência pessoal, etc. A qualidade final dos resultados obtidos é perfeitamente equivalente, obtendo-se montagens bem equilibradas tanto usando-se filtros comerciais como filtros montados.

    De nossa parte, sempre que o aspecto estético o permite, damos preferência aos projetos montados por considera-los mais flexíveis e adaptáveis a novas circunstâncias, associados a custos significativamente inferiores aos produtos de mercado. Porém, utilizamos também em várias montagens, equipamentos comerciais com excelentes resultados.

    Veja mais informações e opiniões sobre filtros externos neste tópico do forum.

    Filtros Externos de Pendurar / Power Filters
    Este tipo de filtro funciona “pendurado” em uma das paredes do aquário (fundo ou lateral). Ele consiste basicamente em uma estação de bombeamento que aspira água do aquário por meio de um tubo nele mergulhado, forçando sua passagem através das seções de material filtrante existentes em seu reservatório. A água, após filtrada, retorna ao aquário por uma calha existente na parte superior do filtro, tal como uma cascata, a qual serve também como suporte para a fixação e apoio do filtro no aquário.

    São bastante práticos e eficientes, prontos para uso imediato, necessitando apenas uma rápida montagem, que consiste essencialmente em encaixar peças conforme o modelo do filtro. Sua eficiência porém, faz com que seja necessário observar um certo cuidado em relação à aspiração que, sendo bastante forte pode facilmente sugar alevinos, ou mesmo pequenos peixes para o interior do filtro.

    Para evitar esse risco, recomendamos bloquear a entrada do tubo com uma tela de nylon de modo a proteger os peixes menores, embora esta providência prejudique um pouco a eficiência do filtro. Existem no mercado diversas boas opções deste tipo de filtro, que apresentam algumas variações quanto às suas características mais importantes, tais como: - Possibilidade (ou não) de regulagem do fluxo d’água (volume de filtração/hora); - Diferenças de nível de ruído operacional; - Potência elétrica consumida; - Facilidade de obtenção dos materiais de reposição originais; - Maior ou menor custo dos materiais de reposição originais; - Possibilidade (ou não) de substituição dos materiais originais por equivalentes “caseiros”; - Possibilidade (ou não) de modificação do setup de filtração;

    Mais informações sobre este tipo de filtro podem ser encontradas na seção Produtos do site.

    Filtros tipo Canister / Canister Filters
    Seu nome deriva da palavra inglesa canister (reservatório geralmente cilíndrico para estocagem), significando que esta categoria de filtros consiste basicamente em um reservatório onde ficam contidas as seções filtrantes. As seções podem ser acomodadas em bandejas ou prateleiras no caso de filtros com fluxo vertical, ou em seções separadas por divisórias, nos filtros com fluxo horizontal.

    Semelhantes em “filosofia” aos filtros de pendurar, mas com um dimensionamento mais avantajado, alguns destes filtros possuem bombeamento incorporado, enquanto outros necessitam de uma estação de bombeamento externa (particularmente os montados a partir de projetos DIY).

    Muito eficientes em sua maioria, proporcionam uma grande flexibilidade de configuração, permitindo a seus usuários modificar facilmente o conteúdo das seções filtrantes conforme a necessidade do momento. Como desvantagem podemos apresentar a maior necessidade de espaço para operar, e uma instalação mais complexa em relação aos anteriores.

    Este tipo de filtro (particularmente os montados), apresentam normalmente a melhor relação custo-benefício, que, associada às suas características de flexibilidade o tornam provavelmente o preferido entre aquaricultores da atualidade.

    Mais informações sobre este tipo de filtro poderão ser encontradas na seção Produtos do site.

    Projetos de filtros DIY e informações sobre este tipo de filtro serão encontrados neste Primeiro, Segundo e Terceiro tópicos do forum, e também nestas páginas da Forum Aquário e Reef Corner.

    Filtros tipo Copo
    Este tipo de filtro é totalmente modular. Ele é formado por diversas seções filtrantes independentes conectadas entre si por tubulações. Cada uma das seções é responsável pela execução de um tipo de filtração, sendo sua manutenção bastante facilitada, pois podemos atuar em qualquer das seções do filtro sem interferir nas demais.

    Na prática funciona como se tivéssemos um filtro canister em que cada seção filtrante fosse isolada das demais em seu respectivo recipiente (copo). Este filtro, por sua modularidade, é altamente configurável, permitindo adicionar ou retirar elementos filtrantes a qualquer tempo, conforme a necessidade.

    Seus maiores inconvenientes são o custo elevado, o maior espaço requerido para seu funcionamento, e a dificuldade de utilização de meios filtrantes alternativos, uma vez que é difícil conseguir substitutos para os cartuchos padronizados utilizados.

    Veja filtros deste tipo aqui.

    Filtros tipo Sump
    Seu nome se baseia na palavra inglesa sump que significa local (ou recipiente) para coleta de água drenada.

    Este tipo de filtro consiste basicamente em um aquário-reservatório adicional, para o qual é transferida gradualmente parte da água do aquário principal a ser tratada, que é restituída após a filtragem. Neste reservatório são colocados os elementos filtrantes em seções.

    O reservatório destinado ao sump pode ser integrado ao aquário fazendo parte do mesmo por projeto de construção, ou um recipiente adicional, incorporado posteriormente a um aquário de construção comum. A transferência da água para o sump pode ser feita por meio de gravidade (transbordo) ou sifonagem do aquário para o sump, enquanto que a devolução da água é feita por bombeamento. Como regra básica o volume de água do sump deve ser de no mínimo 20% do volume total do aquário. Essa reserva adicional de água oferece a vantagem de aumentar a estabilidade do conjunto.

    Este tipo de filtro apresenta como principal vantagem a facilidade de manutenção, além de um fácil acompanhamento visual da situação das seções filtrantes. Além disso a eventual administração de medicamentos e produtos químicos ao sistema é bastante facilitada por este sistema de filtração. Porém, a sua instalação nem sempre é fácil ou viável em aquários já montados pois alguns projetos de sump requerem a introdução de furos nas paredes do aquário.

    Para mais informações, e projetos sobre este tipo de filtros, acesse esta página.

    Filtro de Plantas
    Menos conhecida, mas nem por isso menos eficiente, é a utilização de plantas emersas como “elemento filtrante”. Utilizadas com o objetivo principal de retirar excessos de compostos contendo nitrogênio e fósforo, elas podem ser colocadas tanto diretamente dentro do aquário (pode ser inconveniente devido a problemas estéticos causados pelas raízes), como fora do mesmo, em algum recipiente que faça parte do percurso da água a ser filtrada.

    Sua capacidade de absorção de nitratos é bastante elevada, tornando-se bastante úteis para o controle de algas. Além disso suas raízes servem como suporte adicional para colônias de bactérias.

    Veja mais a respeito deste tipo de filtro neste tópico do forum.

    Filtros tipo Wet-Dry
    Também chamados de trickle filters, trata-se de um método de filtração essencialmente biológico, utilizado principalmente em aquarismo marinho. Consiste basicamente na introdução lenta (gotejamento ou aspersão) da água a ser tratada em uma coluna de material filtrante bacteriológico (contendo bio-balls), ocorrendo o processo pela atuação das bactérias em um meio aeróbico.

    Dependendo do equipamento / projeto do filtro, pode haver uma pequena seção de pré-filtração mecânica antes da entrada da água na coluna de filtração. Neste processo é importante que não haja uma inundação da coluna de filtração, devendo-se prover uma boa aeração da água e das colônias de bactérias residentes nas bio-balls para que o processo aeróbico possa ter lugar.

    É recomendável que a capacidade do filtro seja de pelo menos 10 % do volume do aquário, que as bio-balls sejam mantidas no escuro, e que a distribuição da água aspergida sobre as mesmas seja uniforme.

    Um inconveniente deste tipo de filtro é a necessidade de mantermos as colônias de bactérias nas bio-balls sempre úmidas, sob pena de as vermos destruídas, o que torna este tipo de filtro bastante sensível a "acidentes", tais como falta de energia, quebra da bomba, etc. Nestas situações torna-se conveniente inundar temporariamente a torre de filtração para proteger as colônias de bactérias.

    Mais detalhes e projetos sobre este tipo de filtro poderão ser vistos aqui.

    Filtros tipo Desnatador / Skimmer Filters
    Este tipo de filtro é utilizado essencialmente em aquarismo marinho. Ele se baseia no fato de que substâncias químicas orgânicas são atraídas para a superfície de bolhas de ar. Desse modo, fazendo passar uma grande quantidade de bolhas através de uma coluna d’água, ocorre a formação de espuma contendo detritos orgânicos e substâncias químicas (arrastadas junto com as bolhas), na superfície. Ao remover esta espuma, fazemos uma excelente operação de limpeza com este procedimento simples.

    Este processo só funciona bem em água com pH elevado e bastante salinidade, o que o torna específico para aquários de água salgada. Ele tem a excepcional capacidade de remover resíduos orgânicos da água antes que eles se decomponham, o que o torna um processo de excepcional valia.

    O filtro skimmer é o maior responsável pela ampla difusão do aquarismo marinho a partir dos anos 90, devido à sua simplicidade e à alta qualidade da água obtida na sua utilização. A tendência atual em aquários de recifes de corais baseia-se no uso de skimmers e rochas-vivas, sem o emprego de filtros wet-dry. Esta linha de pensamento é conhecida como o “Método de Berlim”.

    Um aspecto inconveniente deste filtro, na opinião de alguns, é que, juntamente com a matéria orgânica indesejável, ele também faz a “limpeza” de nutrientes e microorganismos (plâncton e bactérias) úteis ao ecossistema, de maneira indiscriminada. Seus defensores afirmam que a quantidade de matérial orgânico útil não é significativa em relação ao total removido, não chegando a perturbar o equilíbrio do sistema. Outro possível inconveniente é a liberação de odores desagradáveis, provenientes dos detritos retirados do aquário.

    Mais informações e projetos sobre filtros skimmer serão encontrados nestas páginas da Reef Corner, Saltaquarium e Cichlid Forum.

    Filtros Desionizadores
    A atuação deste tipo de filtros se baseia na absorção de íons dissolvidos, feita por certas resinas especiais.

    A utilização destas resinas é relativamente recente, sendo as mesmas objeto de extensa pesquisa atualmente pelos fabricantes de equipamentos para aquários. Sua utilização é normalmente feita com o objetivo obter água mais livre de impurezas químicas para utilização em montagens que exigem manutenção mais crítica.

    Mais informações podem ser obtidas em: aqui.

    Filtros por Osmose Reversa
    Este tipo de filtro é utilizado para a obtenção de água com elevado grau de pureza. Não é utilizado diretamente em aquários, mas como uma fonte de água de alta qualidade que deve ser “recondicionada” a seguir pela adição de produtos químicos destinados a produzir uma água com as características finais desejadas.

    No momento não há fabricantes nacionais deste tipo de filtro, e os equipamentos e materiais de reposição dos mesmos tem atualmente um custo bastante elevado.

    Para mais informações acesse estas páginas na Automated Aquariums e Aquarium Water Filters.

    “Filtro” UV
    Este tipo de dispositivo deveria ser mais propriamente chamado de esterilizador baseado em luz ultravioleta do que filtro, uma vez que da função conceituada como filtração no início desse artigo ele nada executa.

    Sua atuação se dá através da circulação de água por um recipiente em que se encontra acesa uma lâmpada UV emitindo radiação em uma freqüência esterilizante: UV(C) ~250 Angstroms. A radiação ultravioleta mata células vivas (bactérias, algas, etc.), por meio da destruição do seu DNA, proporcionando um meio eficaz de controlar agentes patógenos.

    Para que a ação da luz UV(C) seja eficaz, é necessário um tempo mínimo de exposição, com um fluxo entre 35 a 95 litros por hora por Watt, ou seja, tipicamente para uma lâmpada de 15 W o fluxo deverá estar entre 500 e 1400 litros por hora. No caso de projetos montados, como medida de segurança recomendamos adotar sempre os fluxos mínimos de modo a garantir a exposição máxima dos microorganismos do meio à radiação UV.

    Problemas comuns que podem reduzir a eficiência e taxa de esterilização: - Fazer a água fluir muito rápido pelo “filtro” UV. - A obstrução da luz devido ao acúmulo de depósitos na superfície da lâmpada (processo gradual). - O enfraquecimento da luz devido à idade da lâmpada (que tipicamente tem uma vida útil de seis meses.)

    ATENÇÃO !!! A mesma propriedade desta luz que mata germes pode danificar os olhos humanos, portanto cuidados especiais devem ser tomados em relação à exposição dos olhos quer direta quer indiretamente à luz UV. Além disto esta radiação também pode causar sérios danos à pele humana, desde queimaduras até câncer de pele. Seu maior perigo está em que a vítima não tem qualquer sensação física (calor) ao ser exposta, não tendo portanto qualquer "aviso" dos danos que está sofrendo.

    Observação: Este tipo de filtro é pouco eficaz contra algas azuis (cianobactérias), em virtude das mesmas possuírem um tipo diferenciado de material genético que é pouco sensível à radiação UV. Informações sobre estas "algas" podem ser encontradas neste artigo do site.

    Maiores detalhes e projetos de filtros UV podem ser obtidos em: neste tópico do forum.

    Equipe de Elaboração

    Nossos agradecimentos a todos os que colaboraram, de uma forma ou de outra, para a elaboração deste documento.

    Relação alfabética dos co-autores: Alex Kawazaki, De Togni, Emil Beli, Luís Mühlen, R.D.Maia


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  5. #5
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    Padrão

    Em continuação às partes I e II desta "trilogia" sobre filtração, relacionamos a seguir os materiais filtrantes e auxiliares mais usados nos diversos tipos de filtros descritos na parte II, com alguns comentários pertinentes a cada um deles.

    Esponja de malha aberta
    Este tipo de esponja é normalmente utilizado como suporte para as colônias de bactérias na filtração biológica. Um bom material substituto é obtido com o tipo de espuma utilizada em filtros de aparelhos de ar-condicionado.

    Esponja de malha fechada
    Este tipo de esponja é utilizado em filtros internos de espuma, cumprindo dupla função: filtragem mecânica e biológica.

    Perlon
    Este é o nome comercial dado ao tecido (manta) de lã acrílica utilizado em filtração. Como material substituto podemos utilizar as mantas acrílicas utilizadas no estofamento de móveis. O perlon está entre os materiais de filtração mecânica mais utilizados devido ao seu baixo custo e praticidade de uso.

    Velas de cerâmica porosa ou fibra sintética
    Estas velas do tipo utilizado em residências ou empresas para a filtragem de água potável, podem ser utilizadas com bons resultados em aquarismo. São encontradas em diferentes formatos e encaixes, dependendo de sua finalidade, devendo ser preferidas as de maior granulometria (ex.: 25 micra) para reduzir a freqüência de manutenção. Em emergências, podemos utilizar velas de menor granulometria (5 a 10 micra), com objetivos específicos como o tratamento de infestações por algas. Este tipo de uso destes filtros é denominado help-filter na terminologia aquarística.

    Cartuchos específicos
    Normalmente fornecidos pelos fabricantes para utilização em seus produtos específicos, os cartuchos podem conter combinações de diferentes materiais filtrantes, cumprindo mais de uma função simultaneamente. De utilização prática, porém com custo normalmente elevado, os cartuchos são descartáveis, não sendo passíveis portanto de reutilização.

    Carvão ativado
    Carvão mineral granulado ou em blocos, submetido a tratamento especial para criar poros, é um dos melhores e mais econômicos agentes da filtração química por suas propriedades adsorventes. É capaz de retirar diversas substâncias nocivas da água, entre as quais o cloro. Não possui ação bactericida e alguns tipos podem ter nitrato de prata como aditivo (cuidado com estes, não utilizar). Observe que, apesar de assim chamado, não existe exatamente um "carvão mineral", uma vez que todo carvão é resultado da queima incompleta de organismos biológicos (vegetais ou animais). O "carvão mineral" é assim chamado por ser extraído (minerado) de extensas jazidas subterrâneas, resultado de camadas de matéria orgânica enterrada em eras anteriores. Além disto outras substâncias também são utilizadas na fabricação de CA, tais como madeiras leves (produzem um CA muito poroso), e cascas de nozes (ex.: coco, que produzem um CA com poros de menor diâmetro), entre outras. Portanto, dependendo de sua origem, o carvão (mesmo o ativado) pode conter substâncias nocivas ao aquário, principalmente fosfatos. Por esse motivo é recomendável sua imersão antecipada (2 a 3 semanas) em água limpa, trocada freqüentemente, antes de sua colocação no(s) filtro(s). A relação a seguir nos dá uma idéia da capacidade de adsorção do CA em relação a diversas substâncias:

    Alta a Muito Boa:
    Antimônio, Arsênico, Bismuto, Branqueadores, Cloraminas, Cloretos, Cloro, Cromo, Corantes, Ouro, Peróxido de Hidrogênio, Inseticidas, Monocloramina, Odores, Pesticidas, Fenóis, Tanino, Tri-halometanos, Compostos orgânicos (aromáticos, éteres, cetonas, glicóis, halogenados, esteres, aldeídos, aminas), Gases em geral.

    Boa a Moderada:
    Ácido Acético, Cobalto, Detergentes, Sulfeto de Hidrogênio, Mercúrio, Ozônio, Permanganato de Potássio, Prata, Sabão, Solventes, Vinagre, Zircônio.

    Fraca:
    Cobre (complexos), Ferro (Fe3+), Chumbo, Níquel, Titânio, Vanádio.

    Baixa a Nenhuma:
    Amônia, Bário, Berilo, Cádmio, Dióxido de Carbono, Cobre, Ferro (Fe2+), Manganês, Molibdênio, Nitratos, Selênio, Tungstênio, Zinco.

    Por ter uma estrutura química absolutamente neutra, o CA (livre de impurezas) não interfere diretamente nas características da água do aquário (Alcalinidade, Dureza, pH). Porém, ao adsorver substâncias diversas dissolvidas na água (umas mais que outras), o CA pode causar por via indireta modificações no ambiente, que não são totalmente previsíveis, pois dependem da natureza e das quantidades das substâncias dissolvidas na água tratada.

    Carvão Vegetal
    O carvão comum, do tipo utilizado para churrasco, também possui propriedades adsorventes, porém em proporção muito inferior às do carvão ativado, pois não possui a estrutura porosa daquele.

    Esse fato, associado ao maior risco de existência de fosfatos no seu interior, devido à queima recente, e à possibilidade de o mesmo ter sido obtido a partir de plantas que apresentem toxidez para os ocupantes do aquário nos fazem contra-indicar categoricamente sua utilização em filtros de aquários.

    Resinas Deionizadoras
    Desenvolvidas nos últimos anos, esses tipos de resinas acrescentam uma importante opção à etapa de filtração química, pois normalmente possuem maior capacidade de absorção e neutralização de íons do que o carbono ativado, servindo como excelentes substitutas (ou complementos) para o mesmo.

    Xaxim
    Xaxim é o nome vulgar de uma samambaia gigante de crescimento lento, (Dicksonia sellowiana) que pode alcançar 10 metros de altura. O xaxim que conhecemos vem do "tronco", na verdade uma raiz que se ergue suportando as folhas. Esse "tronco" é cortado em vasos, placas ou desfibrado. Material orgânico (fibras ou pó), extraído da samambaia, atualmente ameaçada de extinção pela super exploração, o xaxim tem propriedades levemente acidificantes contribuindo para “envelhecer” a água do aquário. Devido à ameaça de extinção da planta da qual é obtido o xaxim, existem hoje no país leis federais restringindo sua exploração. De nossa parte recomendamos aos colegas aquaristas absolutamente não mais utilizarem este material, contribuindo assim para a conservação da espécie.

    Turfa
    Material orgânico, extraído do solo de regiões específicas na Europa, a turfa apresenta propriedades semelhantes às do xaxim, sendo porém de mais difícil obtenção no Brasil. Alguns fabricantes de meios filtrantes apresentam embalagens contendo turfa tratada para utilização em seus equipamentos. A turfa é capaz de reduzir a dureza (GH) da água, suavizando-a. A maneira mais eficiente de suavizar a água usando turfa é arejar a água durante um bom tempo (1 a 2 semanas) em um recipiente contendo turfa previamente fervida. É possível colocar turfa natural nos filtros de aquários, porém esta técnica tem desvantagens: a turfa entope facilmente, pode turvar a água do aquário, e é difícil calcular a quantidade de turfa correta para cada caso, (usar quantidades erradas pode produzir efeitos indesejados).

    Fibra de coco
    Material orgânico alternativo, a fibra de coco ainda não possui suficiente “tempo de estrada” para proporcionar uma avaliação segura de suas propriedades. Estima-se que poderia ser um bom substituto para o xaxim (tal como em jardinagem), porém ainda não dispomos de confirmações seguras de seus efeitos em aquarismo. De nossa parte acreditamos que valeria a pena para todos nós aquaristas e para o meio-ambiente, fazermos análises e testes mais aprofundados para investigar a viabilidade de sua utilização como substituto do xaxim, pois trata-se de material renovável e de fácil obtenção em todo o país.

    Bactérias
    As bactérias constituem a base fundamental de toda a filtragem biológica. Sem elas seria muito difícil, se não impossível, mantermos ambientes perfeitamente equilibrados e saudáveis. Uma das suas principais funções é a sua atuação no ciclo do nitrogênio.

    Plantas
    As plantas, algumas espécies mais que outras, são também um importantíssimo agente de “filtragem” nos aquários. Elas tem a capacidade de absorver amônia e nitratos (pelas folhas e pelas raízes), contribuindo fortemente para a desintoxicação do meio em que estão mergulhadas. Além disso elas também servem de suporte para colônias de bactérias que reforçam a ação desintoxicante no interior do aquário.

    Anéis de cerâmica porosa
    Os anéis de cerâmica são utilizados para “hospedar” as colônias de bactérias da seção de filtragem biológica. São bastante convenientes por proporcionarem uma superfície ampliada (devido aos poros), para a fixação das bactérias, maximizando a utilização do espaço do filtro e a eficiência dele.

    Velas de filtro de cerâmica (cacos)
    Pedaços de vela de cerâmica porosa, do tipo utilizado em filtros de água domésticos, podem ser utilizados como um substituto válido (e econômico), para os anéis de cerâmica e também as bio-balls, para a hospedagem de colônias de bactérias. Possuindo uma ação alcalinizante no início, este material tende a perder este efeito após algum tempo de uso (maturação), quando passa a não mais interferir no pH do ambiente.

    Bio-balls
    Consistem em bolas de material plástico não tóxico (nylon, polietileno, poliuretano, etc), que apresentam uma superfície irregular, rugosa e com protuberâncias, destinadas a maximizar a ocupação pelas bactérias das colônias suportadas. Sua principal utilização é feita nas torres de filtração dos filtros do tipo wet-dry, usados no aquarismo marinho.

    Rochas-Vivas
    Assim são denominados genericamente os inúmeros tipos de organismo marinho constituintes dos bancos de corais (pólipos), responsáveis por importante papel na ecologia oceânica e "construtores" dos bancos de corais (reefs). Esses organismos são responsáveis por uma grande parte da “reciclagem” da matéria orgânica que poluiria o aquário (dejetos). Devem ser utilizadas, preferencialmente rochas-vivas de natureza calcária, que possuem grande diversidade de microorganismos benéficos. Eles contribuem para manter estáveis os níveis de nitritos, amônia e outras substâncias, agindo no interior do aquário..

    Areia fluidizada
    Os filtros de areia fluidizada chegaram recentemente ao mercado aquarístico. Eles executam uma filtragem biológica baseando-se no bombeamento da água através de um recipiente (tubo) onde se encontra a areia (partículas de sílica), nas quais estão fixadas colônias de bactérias. Este é um processo muito eficiente, o que lhes permite ter uma constituição compacta que os torna aptos a serem utilizados inclusive no interior de aquários.

    Produtos Químicos
    Produtos químicos diversos podem ser adicionados aos vários tipos de filtros, com a finalidade de auxiliar no condicionamento da água aos parâmetros desejados. Desse modo substâncias alcalinizantes, acidificantes, tamponadores (buffers), etc, podem ser facilmente incorporados ao processo de tratamento da água, simplificando a operação. A este respeito podemos fazer a seguinte consideração: só consideramos vantajoso interferir desta maneira no tratamento da água se for fácil tanto a incorporação quanto a retirada de substâncias no processo. Ou seja, se o tipo de filtro utilizado oferecer a possibilidade de uma reconfiguração fácil. Essa característica é essencial para a rápida correção de eventuais erros porventura introduzidos, que então poderá ser feita com um mínimo de trabalho. Caso o tipo de filtro em uso não ofereça esta facilidade, recomendamos introduzir as modificações através de outros métodos, que possam ser mais facilmente controlados.


    Operações Auxiliares
    Embora não possamos enquadrar exatamente como operações de filtração, não poderíamos deixar de referenciar as operações de Sifonagem, Tratamento de Água, e Trocas Parciais de Água (TPA) que, juntamente com a filtração, constituem a base da manutenção aquarística atual.

    Sifonagem

    De certa forma esta operação pode ser vista como uma forma de filtração especial e dirigida, destinada a remover detritos que, por seu tamanho ou posicionamento no aquário, não puderam ser removidos por meio da filtração regular. Esta operação consiste em aspirar por meio de uma mangueira, bomba, etc., os detritos depositados sobre o substrato, no fundo do aquário, tomando-se o cuidado de não revolver ou aspirar os grãos de areia ou cascalho do mesmo. Ela deve ser feita regularmente, sendo normal sua execução como ponto inicial de uma Troca Parcial de Água.

    Tratamento de Água

    Esta operação pode se tornar necessária para garantir que a água a ser introduzida no aquário esteja livre de gases tóxicos (como o Cloro), ou quaisquer outras substâncias que possam afetar de maneira prejudicial o aquário. Por isso, operações de ajuste de pH, dureza, alcalinidade, temperatura, neutralização ou eliminação de sais (íons), etc., podem se tornar necessárias mesmo para os que têm a felicidade de possuir uma boa fonte de água nas torneiras de suas residências.

    Trocas Parciais de Água (TPA)

    A troca periódica de parte da água do aquário é uma forma eficiente de reduzir uma parte das várias substâncias nocivas que não conseguem ser removidas pela filtragem e inevitavelmente acumulam no aquário, assim permitindo uma renovação na qualidade da água. As TPA's devem ser feitas regularmente, tipicamente a cada 1-2 semanas, recomendando-se geralmente que a quantidade de água substituída em cada operação seja em torno de 20 a 50% do volume total do aquário. Deve-se tomar cuidado para que a nova água a ser introduzida no aquário tenha propriedades tão próximas quanto possível da existente no mesmo (exceto se a troca tem o objetivo de corrigir algum parâmetro). Antes de realizarmos uma TPA é recomendável verificar os parâmetros da água do aquário e da água de reposição, de forma a evitar surpresas desagradáveis.


    O Aquário e a Filtração
    Temos, até o momento, falado acerca da filtração tentando dar ao texto um caráter “objetivo”. Está na hora de tecermos algumas considerações mais específicas, que levarão em conta as características dos diversos tipos de “complexo” aquarístico. Qualquer aquarista com um pouco de experiência sabe que aquários têm “personalidade”, ou seja, não há dois aquários que se comportem exatamente da mesma maneira. As variações existem em função dos mais diversos fatores, tais como o tamanho, a localização, a iluminação, as características da água, a população do aquário (qual o tipo e quantidade de espécimens que o habitam), a quantidade de vegetação existente no mesmo, o tipo de filtros agregados, a media filtrante utilizada, o fluxo d’água, etc.

    Seria impossível abordar todos os casos possíveis, de modo que para simplificar, tentaremos classificar os aquários em algumas categorias, tais como:

    Pelo Tamanho

    A capacidade de um aquário (volume de água nele contido) é o principal fator determinante do nível de dificuldade na sua manutenção. Podemos, de uma forma simplista, agrupar os aquários em categorias como:

    Muito pequenos: (até 20 litros): denominados “nano-aquários” no jargão aquarístico, demandam manutenção de alto nível técnico;
    Pequenos (de 20 a 100 litros): ainda bastante exigentes em termos de manutenção;
    Médios (de 100 a 300 litros): esta é a faixa de tamanho ideal para iniciantes;
    Grandes (de 300 a 5000 litros): fáceis de manter, porém com maior carga de trabalho;
    Muito Grandes (acima de 5000 litros): aquários de centros de pesquisa, oceanários, etc.
    Pela População Relativa

    A população de um aquário, ou seja quantidade, tamanho, nível de atividade, etc., de seus ocupantes é outro dos fatores determinantes nas suas necessidades de filtração, pois a quantidade de dejetos produzidos é proporcional ao número e tipo de ocupantes do mesmo. Levando-se em consideração a “ocupação relativa” (cm de peixes por litro do aquário), poderíamos classificar, de maneira bem rudimentar, os aquários como:

    Escassamente Povoados (até 0,3 cm/litro): pouca geração de detritos;
    Medianamente Povoados (até 0,6 cm/litro);
    Densamente Povoados (até 1,0 cm/litro): maior volume de detritos;
    Pela Destinação

    As características da filtração dos aquários são também influenciadas pela qualidade de seus ocupantes, cuja natureza determina os parâmetros ideais da água para cada caso. Sendo os graus de dissolução das diversas substâncias, etc., influenciados pelas características da água (pH, temperatura, etc.), os parâmetros adotados para determinado aquário poderão tornar sua manutenção mais crítica. Isto é especialmente verdadeiro para alguns tipos de aquários mono-espécie e também para aquários marinhos.

    Aquários Comunitários: normalmente adotam parâmetros para a água próximos da neutralidade, o que os tornam mais “equilibrados”;
    Aquários Mono-espécie e/ou Biótopos (Discos, Ciclídeos Africanos, Kinguios, Killies, Guppys, etc.): dependendo da espécie podem requerer desvios significativos em relação à neutralidade, dos parâmetros da água (pH, dureza, temperatura, etc.), tornando sua manutenção mais crítica;
    Aquários Marinhos: são os mais exigentes em termos de manutenção;
    Pela Vegetação

    A vegetação aquática desempenha importante papel no tratamento da água de um aquário. Tanto pela função de fotossíntese (absorção de CO2 e liberação de O2), como pela capacidade de absorção de amônia e nitratos das plantas (algumas espécies mais que outras) as plantas aquáticas contribuem fortemente como agentes despoluidores do meio em que se encontram. Nem todas as plantas utilizadas em aquarismo possuem as propriedades acima, algumas tem uma função predominantemente ornamental. Mas, até mesmo estas, proporcionam superfícies submersas onde se fixarão colônias de bactérias, contribuindo também, mesmo que de forma indireta, para o tratamento da água. De acordo com sua vegetação, poderemos agrupar os aquários como:

    Sem Vegetação;
    Com pouca Vegetação;
    Com muita Vegetação (Aquários Plantados);
    Marinhos sem Rochas Vivas (rochas-vivas não são vegetação, mas sim animais complexos);
    Marinhos com Rochas-Vivas;
    Resumo

    Como resumo, de uma forma bastante simplificada poderemos dizer que:

    Quanto menor o aquário mais crítica é sua manutenção;
    Quanto mais densamente povoados maiores suas exigências;
    Aquários mono-espécie são normalmente mais exigentes do que aquários comunitários;
    Aquários sem vegetação apresentam maior dificuldade de manutenção;
    Aquários plantados podem ser mais exigentes, ou mais fáceis, em função do tipo de plantas colocadas nos mesmos;
    Aquários marinhos com rochas-vivas têm um delicado equilíbrio a ser mantido;
    A qualidade da água de torneira disponível poderá facilitar ou complicar bastante a manutenção de determinados setups;
    Do acima exposto podemos concluir que o clássico “peixinho dourado em um pequeno aquário redondo” é, provavelmente, o pior dos casos em termos de manutenção e qualidade de vida (pobres Kinguios).

    Equipe de Elaboração

    Nossos agradecimentos a todos os que colaboraram, de uma forma ou de outra, para a elaboração deste documento.

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  6. #6
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    Boa tarde, esperimenta em desligar a bomba de ar para ver se o problema é mesmo dela e depois diz algo.

  7. #7
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    Thumbs down Não me consigo livrar da espuma... :(

    Boas!

    A minha batalha contra a espuma está a deixar-me completamente passado...
    Ando há quase dois meses a experimentar uma visão estilo «pia de lavar pratos com detergente» no meu aquário.
    Tenho um filtro de fundo, como sempre tive, de onde sai pelo tubo, com a ajuda da pedra difusora, espuma que se espalha pelo aquário, espuma branca parecida com aquela que se vê quando se lava a louça...
    Coloquei mais areão, coloquei mais plantas naturais, coloquei desinfectantes e outros produtos para clarear a água, etc... etc... etc... e nada!
    Os peixes andam de saúde, não morrem, alimentam-se bem, algumas fêmeas guppy e molly já tiveram crias que estão a crescer sem problemas, os peixes de fundo e os dos vidros estão a fazer o seu trabalho de «limpeza», a água está limpida e sem cheiro... mas a espuma não sai da superficie da água.
    Quando alimento os peixes, os flocos espalham-se pela superficie e a espuma desaparece, o que me intriga ainda mais, mas com o continuar do ciclo da água a passar pelo filtro de fundo, ela volta a ocupar lentamente cerca de metade da superficie da água do aquário...
    Tudo isto aconteceu desde que mudei de casa e levei o aquário para esta outra casa. O material é mesmo, apenas substitui o areão por novo, que foi devidamente preparado antes de por no aquário.

    Alguém tem ideia de como posso resolver este assunto?
    Última edição por Tedioboy; 09-10-2010 às 22:58. Razão: Correcções ortográficas...

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