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Tópico: Mamiferos da Letra L

  1. #1
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    Padrão Mamiferos da Letra L

    Mamiferos da Letra L
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    Migel

  2. #2
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    Padrão Leão


    O Leão (Panthera leo) é um grande felino, originalmente encontrado na Europa, Ásia e África. Tais felinos possuem coloração variável, entre o amarelo-claro e o marrom-escuro, com as partes inferiores do corpo mais claras, ponta da cauda com um tufo de pêlos negros e machos com uma longa juba. Há ainda uma raridade genética de leões brancos, que, apesar de sua linda aparência, apresenta dificuldades de sobrevivência por se destacar nas savanas ou selvas, logo, tendo imensas dificuldades de caça. São exclusivos da reserva de Timbavati.
    Os leões vivem especialmente nas savanas, onde caçam principalmente grandes mamíferos, como antílopes, zebras e javalis, entretanto um grupo pode abater um elefante que esteja só, também é freqüente o atacaque contra hienas (sendo estes em bandos ou não)por disputa de território.
    O leão é aplidado o rei dos animais por sua imponência, força e bravura. São os únicos felinos sociáveis do mundo, um grupo pode possuir até 40 indivíduos, e é composto por maioria de fêmeas.

    //

    Classificação
    O leão apresenta inúmeras subespécies, algumas delas extintas.

    Aparência

    O leão macho é facilmente reconhecido pela sua juba. Seu peso varia entre as subespécies, num intervalo de 150 kg a 210 kg, raramente ultrapassando esse peso na natureza. As fêmeas são menores, pesando entre 120 kg e 160 kg. São dos maiores felinos vivos, menores apenas do que os tigres, podem correr numa velocidade aproximada de 50km/h, mas somente em pequenas distâncias.
    Quando filhotes, machos e fêmeas têm a mesma aparência; no decorrer do crescimento, os machos adquirem as jubas; chegando à maturidade sexual, os machos novos optam por viver sozinhos ou disputar a liderança do grupo.

    Distribuição geográfica


    Casal de leões criados em zoológico


    O território do leão em épocas históricas compreendia toda a África, Oriente Médio, Irão, Índia e Europa (de Portugal à Bulgária e do sul de França à Grécia).
    Hoje ainda se podem encontrar leões na África sub-saariana, mas populações significativas só existem em parques nacionais na Tanzânia e África do Sul. A subespécie asiática consiste hoje apenas de cerca de 300 leões que vivem num território de 1412 km² na floresta de Gir, noroeste da Índia, um santuário no estado de Gujarat.
    Os leões foram extintos na Grécia, último local na Europa, por volta do ano 100 d.C., mas sobreviveram em considerável número até o começo do século XX no Oriente Médio e no Norte da África. Os leões que viviam no Norte da África, chamados de leões bárbaros, tendiam a ser maiores que os leões sub-saarianos, tendo os machos jubas mais exuberantes. Talvez viessem a ser uma subespécie de leão, o que não foi confirmado.




  3. #3
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    Padrão Continuacao

    Dieta

    São exímios caçadores de grandes herbívoros, como a zebra e o gnu, mas sabe-se que comem quase todos os animais terrestres africanos que pesem alguns poucos quilogramas. Como todos os felinos, têm excelente aceleração, mas pouco vigor. Por isso, usam tácticas de emboscada e de acção em grupo para capturar suas presas. Muitos leões desencadeiam o ataque a 30 metros de distância da presa. Mesmo assim, muitos animais ainda conseguem escapar.

    Hábitos

    Esses grandes felinos vivem em bandos, de 5 a 40 indivíduos, sendo os únicos felinos de hábitos gregários. Em um bando, há divisão de tarefas, as fêmeas são encarregadas da caça e do cuidado dos filhotes, enquanto o macho é responsável pela defesa do território.
    Apesar de geralmente se considerar que as fêmeas efectuam a maior parte da caça, os machos são igualmente capazes, se não melhores caçadores.
    As fêmeas são sociais e caçam de forma cooperativa, enquanto os machos são solitários e gastam boa parte de sua energia patrulhando um extenso território.
    As fêmeas precisam de um tempo extra para caçar, porque os machos não cuidam dos filhotes. As leoas formam manadas de dois a dezoito animais da mesma família, o que as caracteriza como o único felino realmente social. Apesar de a caça em grupo ser mais eficiente do que a caça individual, sua eficácia não é tão compensadora, já que, em grupo, é preciso obter mais alimento para alimentar a todos. É mais provável que a socialização das fêmeas vise a proteger os filhotes contra os machos.

    Ataques contra humanos

    Enquanto um leão faminto provavelmente irá atacar um humano que esteja próximo, alguns leões (normalmente machos) preferem ficar longe da presa humana. Alguns casos de leões famosos devoradores de homens incluem os leões de Tsavo (imortalizados no filme A Sombra e a Escuridão) e os leões de Mfuwe. Em ambos os casos os caçadores que encararam os leões escreveram livros detalhando a "trajetória" dos leões como devoradores de homens. No folclore africano, leões devoradores de homens são considerados demónios.
    Os casos dos devoradores de homens de Mfuwe e Tsavo apresentam algumas semelhanças. Os leões de ambos os incidentes eram todos maiores que o normal, não tinham juba e aparentavam sofrer queda de dentes. Alguns especulam que eles possam ser de um tipo de leão ainda não classificado, ou então que encontravam-se doentes e dessa forma não conseguiam caçar suas presas correctamente.
    Ainda foram reportados outros casos de ataques de leões contra humanos em cativeiro.

    Status de conservação

    Desde a antiguidade o leão veio sofrendo extinções: Europa Ocidental (1), Europa Oriental (100), Cáucaso (século X), Palestina (século XII), Líbia (1700), Egito (década de 1790), Paquistão (1810), Turquia (1870), Tunísia e Síria (1891), Argélia (1893), Iraque (1918), Marrocos (1922), Irã (1942), dentre outras. Ainda no final do século XIX estava quase extinto da Índia. Além de atacar pessoas, a existência do leão também é ameaçada pela ampla cultura de gado na África, na medida em que isso leva a confrontos com o ser humano, já que o leão passa a atacar o gado e os fazendeiros em retaliação matam os leões. Além disso também sofre com a caça ilegal. Por viver em grandes bandos e viver em áreas abertas, é mais fácil de ser caçado do que tigres e leopardos, já que ele é mais fácil de ser avistado por caçadores.

    Simbologia

    Poucos animais possuem presença tão marcante como símbolo.
    O Leão é um dos doze signos do zodíaco.
    O leão é conhecido como o Rei dos Animais, e assim é retratado em muitas histórias infantis, como O Rei Leão.
    Sua imagem é normalmente associada ao poder, a justiça e a força, mas também ao orgulho e a auto-confiança.
    O leão também é um símbolo solar.
    No livro das revelações, o Leão de Judá é o Messias: "Todavia, um dos anciãos me disse: Não chores; eis que o Leão da tribo de Judá, a Raiz de Davi, venceu para abrir o livro e os seus sete selos." (Apocalipse 5:4-6). O leão também aparece no estandarte da tribo de Judá.


  4. #4
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    Padrão Leopardo



    Leopardo (Panthera pardus), também chamado onça em Angola, é, com o leão, tigre e onça-pintada, um dos quatro "grandes gatos" do gênero Panthera. Medem de 1 a quase 2 m de comprimento, e pesam entre 30 e 70 kg. As fêmeas têm cerca de dois terços do tamanho do macho. De menor porte do que a onça brasileira, o leopardo não é menos feroz. Habita a África e Ásia. Possui várias subespécies, algumas criticamente ameaçadas, como o leopardo do Amur, o leopardo da Barbária e o leopardo da Arábia. O leopardo nebuloso (Neofelis nebulosa) e o leopardo da neve (Panthera uncia) pertencem a espécies e géneros separados. A pantera negra é uma forma melanística do leopardo, não constituindo uma subespécie.

    //
    Curiosidade

    Um leopardo, à primeira vista, parece-se muito com uma onça-pintada. Porém, um exame mais detalhado mostra que sua padronagem de pêlo apresenta diferenças significativas. Enquanto a onça apresenta pintas em forma de rosetas, os leopardos têm manchas escuras de cor sólida.

    Subespécies


    Ásia


    Europa


    Filhote de Leopardo



    África



  5. #5
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    Padrão Lobo


    Nome científicoCannis lupus
    Foi a partir do lobo que todos os cães evoluíram.

    Actualmente, o lobo possui características marcantes que o separam do cão.

    Talvez a mais importante seja o modo como bebem água, enquanto o cão utiliza a língua para trazer a água à boca, o lobo sorve a água como se fosse um aspirador. Algumas pessoas pensam que, em cada ninhada de lobos, um bebe como os cães, sendo depois abandonado pela mãe e afastado do resto da alcateia, e que esses animais terão dado origem ao cão e, posteriormente, ao cão domesticado.

    Os lobos vivem em alcateias que podem conter entre 5 e 10 elementos, dependendo do próprio núcleo familiar e da altura do ano.

    Os lobos têm duas pelagens distintas, a de Inverno, mais densa, de maior comprimento e de cor acinzentada, que cai no início da Primavera. Nasce então uma pelagem mais curta, que fica até ao início do Inverno, com uma tonalidade de cor mais acastanhada, que lhe confere maior capacidade de camuflagem.

    Em todas as alcateias há um líder, que é respeitado pelos demais e que guia todo o grupo pelo seu território.

    Em Portugal, não são muitos os sítios onde podem ser encontrados lobos em liberdade. O Nordeste Transmontano talvez seja o local onde mais facilmente poderá ter um encontro com estes belos animais. Também é possível encontrar alguns lobos no Parque Nacional da Peneda Gerês e no Distrito da Guarda, na Serra de Leomil, embora se pense que poderão apenas existir aqui uma ou duas alcateias.

    Contudo, em Portugal os lobos estão a atravessar uma fase de declínio e a sua sobrevivência está ameaçada. Este declínio começou com uma caça intensa a esta espécie, e nos últimos anos, tendo a caça sido proibida, surgiram os envenenamentos. Outro factor importante tem sido o facto de cada vez haver menos cervídeos em liberdade e essa era a sua maior fonte de alimento.

    Os fogos florestais vão reduzindo o território e o número de presas, e os lobos passam então a ter de se alimentar de gado, sobretudo ovelhas, provocando enormes prejuízos aos pastores, que vêm assim os seus rebanhos dizimados. Apesar de estar contemplado que esses serão monetariamente recompensados pelos danos, o facto de os pagamentos demorarem muito tempo leva a que alguns achem que a única solução é acabar com os lobos nas suas zonas de pasto.

    Pensa-se que, em território português, pode haver cerca de 200 lobos, talvez um pouco mais.

    Os lobos não são uma ameaça para os humanos, pelo contrário, o Homem é que é um perigo para o lobo. A história do lobo mau não é mais que um velho conto infantil, criado com o objectivo de fazer prevalecer essa ideia.

    Os lobos, quando adultos, podem atingir cerca de 30 kg de peso e viver cerca de 15 anos.


  6. #6
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    Padrão Lince


    Nome científicoLynx pardinus
    Este animal está prestes a ficar extinto em Portugal. E este problema parece não ter retrocesso, tal é o ponto em que se encontra a situação desta espécie.

    O lince ibérico é o carnívoro mais ameaçado da Europa eo felídeo mais ameaçado do mundo, e tudo isto acontece em Portugal, sem que haja verdadeiramente um plano de acção, nem verbas que permitam inverter esta tendência.

    Actualmente, está reduzido a uma população que se resume a cerca de 30/40 animais, no máximo, a viver em liberdade.

    A sua distribuição geográfica faz-se por pequenos grupos a viver no Algarve, Vale do Guadiana, Serra de São Mamede, Vale do Sado e Serra da Malcata.

    O homem foi o principal responsável por este desaparecimento, devido à caça que lhe deu durante o último século.

    O desaparecimento do habitat natural destes animais também foi acontecendo, não tendo sido, ao longo dos anos, minimamente salvaguardado pelas autoridades responsáveis.

    Por último, a doença hemorragica viral, que dizimou as grandes populações de coelhos bravos, que eram o principal alimento destes animais, acabou definitivamente por criar o vazio em que agora se encontra.

    O facto de os poucos animais existentes estarem dispersos por um longo território, leva a que não haja reprodução, e que o fim destes felídeos esteja próximo em território português.

    Com o desaparecimento anunciado do lince ibérico, o territírio nacional deixa de contar com a presença de grandes felinos.


  7. #7
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    Padrão lebre

    Em Portugal, a lebre encontra-se disseminada por todo o território, embora apareça com mais frequência na planície alentejana.

    Para muitos, a lebre é apenas um coelho grande, mas de facto trata-se de outra espécie com características muito próprias, entre elas: o seu tamanho, o tamanho das suas orelhas e a forma como corre sobre a erva alta, dado que tem umas patas posteriores bastante maiores que os coelhos bravos comuns. A sua coloração, castanho esverdeado, faz parte da camuflagem necessária a animais que vivem em espaços abertos e que têm muitos predadores permanentes, entre eles o homem - a lebre é um dos animais mais procurados pelos caçadores em toda a Europa - mas também (por enquanto...) o lince, a raposa e as aves de rapina.

    As lebres vivem em grupos com 6 a 10 elementos, embora, quando se sentem ameaçados, os vários elementos do grupo sigam em direcções diferentes, por forma a despistar os perseguidores, se os houver.

    A sua fuga ao “sprint” torna-a um alvo díficil para os caçadores e, para os cães, uma presa difícil de perseguir. A lebre é uma espécie que se encontra em alerta permanente, pelo que a sua aparição é rara, sendo encontrada pelos caçadores que conhecem os seus territórios favoritos e, fugazmente, por outras pessoas que trabalham ou passeiam nos campos.

    As lebres procriam, em média, duas vezes por ano, e a sua prole raramente ultrapassa as duas crias por ninhada.
    Este roedor alimenta-se, principalmente, de ervas que encontra no seu território e, se encontrar cereais, também não os dispensa.

    Durante os últimos anos do século passado, as lebres sofreram baixas importantes, devido à febre hemorrágica que se fez sentir, com particular intensidade na Península Ibérica, levando ao seu quase extermínio em algumas zonas. Esta espécie encontra-se protegida durante parte do ano, por forma a garantir a sua sobrevivência.

    A lebre pode atingir os 6 kg , e viver cerca de 10 anos.

  8. #8
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    Padrão lontra

    A lontra ainda pode ser observada em alguns rios de Portugal.

    O facto de, durante alguns anos, a lontra ter sido caçada sem regra por toda a Europa, leva a que agora as suas populações sejam encontradas em áreas dispersas, em grupos sem qualquer contacto entre si, embora nessas zonas onde se encontram existam elementos em abundância. Este animal tem vindo a ser protegido por todo o mundo. Os problemas ambientais e a poluição dos rios levou à extinção deste mamífero em alguns países, tendo agora havido, principalmente na Europa, vontade de o reintroduzir nas áreas onde antes era possível observá-lo.

    No entanto, Portugal continua a ser um paraíso para estes animais, já que aparecem com alguma frequência por todo o território, embora, para o mais comum dos observadores, não seja fácil encontrá-las. São muito desconfiadas e fugidias, qualquer pequeno ruído alerta estes animais, que desaparecem em segundos. A juntar a isto, é um animal com especial actividade durante a noite e a madrugada.


    Podem ser encontradas lontras de norte a sul, do Parque Nacional do Alvão, perto de Mondim de Basto, até ao Algarve.

    A lontra é um mamífero carnívoro, comendo um pouco de tudo de entre aves, lagostins, répteis, peixes e pequenos roedores que se atravessem no seu caminho. O seu nariz fecha-se quando submerge e volta a abrir assim que põe a cabeça fora de água, necessita deste mecanismo já que é um animal anfíbio, que passa grande parte do seu tempo dentro de água a brincar ou na procura de alimento.

    A sua cor é castanha, embora por vezes, e depois dos banhos de lama, seja impossível reconhecê-la. Este é um dos divertimentos favoritos das lontras, embora estas sejam muito brincalhonas e tudo sirva para uma boa brincadeira.

    Os territórios são demarcados pelos machos, que tentam defendê-los, embora nem sempre seja possível.
    A lontra pode medir cerca de 1,2 m.

  9. #9
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    Padrão Leopardo-negro

    Também é conhecido como pantera-negra.



    O mesmo fenômeno que ocorre em onças-pintadas (Panthera onca), chamado melanismo, também ocorre em leopardos, fazendo com que nasçam filhotes inteiramente negros. Nada impede que um leopardo-negro tenha pais pintados e que, por sua vez, dê à luz filhotes pintados. Portanto, o leopardo-negro não é uma subespécie de leopardo. Entretanto, a subespécie Panthera pardus melas, chamada popularmente de leopardo-de-Java é a que apresenta a maior incidência de leopardos-negros. Por esta razão o leopardo-negro também costuma ser chamado de leopardo-de-Java

    Leopardo ou pantera, nome comum de um dos maiores membros da família dos Felídeos. Mamífero carnívoro, de corpo robusto, mede entre 90 cm de altura, 1,50 m de comprimento, sem incluir a cauda (1 metro de cauda). As patas são curtas em comparação ao corpo. Pesam cerca de 80 kg. Suas garras são anormalmente longas para os carnívoros. Muito afiadas, constituem, juntamente com os dentes, perigosas armas de ataque e defesa. Suas patas, de forte musculatura, podem, de um só golpe, estripar uma girafa ou um antílope. Como vive em ambientes muito diversos, a alimentação do leopardo é também muito variada. Mas, em geral, suas presas são animais de tamanho médio como antílopes, cervos, macacos e cães.
    Pelagem
    É provido de uma pelagem densa de cor amarelada, salpicada de pintas escuras (manchas laranja, contornadas de preto) em forma de rosetas. O tamanho e a forma das manchas variam muito, de modo que não se encontra dois leopardos com a mesma pele.
    m



    Constante apenas é o brilho, o comprimento e a suavidade do pêlo, razão porque sua pele é tão cobiçada e custosa. Para salvar as subespécies mais ameaçadas, em alguns países da Europa tenta-se a reprodução. O leopardo é muito comum em zoológicos, e a maior parte das subespécies reproduz-se bem em cativeiro. Podem ser observados indivíduos completamente negros.

    Pantera Negra
    A pantera negra (Panthera pardus melas) vive nas selvas quentes da Malásia, Sumatra e Assa, e na Etiópia. Existe a pantera negra cujo pêlo, inteiramente preto, é muito apreciado. Essas panteras (ou leopardo negro) são os leopardos melânicos, que sofreram melanismo (fenômeno oposto ao albinismo), e são relativamente comuns em regiões florestais.

    Habitat
    Os leopardos são os "grandes gatos", muito ágeis, como o leão (Panthera leo), o tigre (Panthera tigris) e a onça (Panthera onca). Habita quase toda a África (mais ao sul do Saara) e também a Ásia (do Irã à Manchúria) e nas Américas. Ocupa uma grande variedade de habitats e são de hábitos noturnos.

    Parentesco
    Na Índia, há muitas histórias sobre a crueldade do leopardo, porém, nem todas imaginárias: quando invade uma zona habitada, o leopardo espalha o terror, atacando indistintamente pessoas e gado. Mas o leopardo é um animal belo. Seus movimentos são graciosos: o modo de caminhar é harmonioso e o olhar fascinante. É parente próximo da onça-pintada, tanto que as únicas diferenças são que o leopardo tem um porte um pouco menor e apresenta pintas formadas por manchas circulares muito próximas. Na onça, ocorrem círculos com pontos dentro.

    Gestação e filhote
    O tempo de gestação é de 90 a 105 dias, nascendo de 2 a 4 filhotes. O filhote do leopardo têm o pêlo claro, quase bege e branco, e na fase em que está deixando de mamar, e ainda não aprendeu a caçar bem, um leopardo com fome devora até insetos.




    Ágil e elástico
    O leopardo salta, escala troncos e passa a maior parte do tempo no topo das árvores, descansando, dormindo ou comendo sua presa, em geral, prefere arrastá-las para lá, livrando-se, assim, da tarefa de dividi-las com os outros animais ou evitar a cobiça de predadores como o leão e a hiena, seus principais concorrentes.
    Ele mergulha e nada; sobre pedras soltas ou folhas secas, movimentam-se sem fazer ruído. De repente, salta no ar e cai a metros de distância, sobre sua vítima. Ataca mamíferos, com exceção dos demais felídeos, bem como qualquer criatura bem mais fraca do que ele. Prefere áreas cobertas de arbustos.
    Última edição por wizardstyle; 11-02-2007 às 01:36.

  10. #10
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    Padrão Leopardo


    Família: Panthera pardus

    Espécie: A África possui 11 tipos diferentes de subespécies, enquanto o Oriente Médio possui 6 e a Ásia, 8.

    Tamanho máximo: 1.67m/91kg

    Reprodução: 2-4 filhotes, após 90-105 dias de gestação.

    Vida social: Os leopardos levam uma existência solitária. Os machos se locomovem em territórios de até 40 quilômetros quadrados – que normalmente se sobrepõem ao território de várias fêmeas.

    Dieta: Antílopes, gazelas, macacos, cobras e até insetos.

    Status: Todos os leopardos estão catalogados como espécies em perigo de extinção. Quatro espécies: o leopardo-do Sul da Arábia, o leopardo Amur, o leopardo do Norte da África e o Leopardo Anatolian estão em risco de extinção.

    Os leopardos perseguem suas vítimas a velocidades superiores a 70 quilômetros por hora e são incrivelmente fortes. Eles são capazes de levantar carniças três vezes maiores que seu próprio peso corporal, colocando-as nas árvores a 6 metros de altura. Existem váriosrelatos de leopardos que arrastam girafas jovens até o alto das árvores.

  11. #11
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    Padrão Leopardo da Neve

    Família: Uncia uncia

    Espécie: Mongólia, Rússia: Uncia uncial uncia China: Uncia uncia uncioides

    Tamanho máximo: 1.3m/55kg

    Reprodução: Até cinco filhotes, após 104 dias de gestação.

    Vida social: Solitários, apesar de machos e fêmeas se unirem para caçar durante a período de acasalamento

    Dieta: Ovelhas selvagens e cabritos, mas também podem comer cervos almiscarados, lebres, pássaros e animais de consumo doméstico.

    Status: Em perigo de extinção. Estima-se que existam no mundo menos de 5 mil em ambientes naturais.

    Originário da Ásia, o leopardo da neve pode ser encontrado nas áreas montanhosas, do centro do continente – do norte da Índia ao Nepal, da Rússia à China. Geralmente, o leopardo da neve vive em alturas entre 2.000 a 4.000 metros – mas já foi encontrado nos Himalaias a 6.000 metros.

    Como os linces, seus pés acolchoados funcionam como verdadeiros esquis, permitindo ao leopardo da neve atravessar campos cheios de neve com facilidade.

    O leopardo da neve também é um felino muito forte – capaz de dar grandes saltos sobre precipícios ou caçar presas três vezes maiores que seu próprio tamanho.

  12. #12
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    Padrão

    Pois é uma grande tristeza para mim ver todos estes animais ficarem extintos por culpa do homem a natureza está a perder a sua beleza natural.
    As plantas sem animais não tem grande vida e grande beleza pensso que seria mais belo olhar-mos para um determinado sitio e em vez de so ver folhas ver tambem outros animais a brincarem na natureza que é o caso do lince ibérico, refiro-me a este pois é o que esta mais ameacado ora digamos quase extinto da face da terra por nossa culpa.

  13. #13
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    Padrão Lince-ibérico: Centro Nacional de Reprodução em Cativeiro poderá estar activo no fina

    Lisboa, 05 Nov (Lusa) - Portugal poderá receber os primeiros linces ibéricos no Centro Nacional de Reprodução em Cativeiro, que está a ser desenvolvido em Silves, já a partir do final do próximo ano, assegurou hoje o secretário de Estado do Ambiente.

    "Depende do acordo com Espanha e da disponibilidade do centro de Doñana (em Espanha), mas nós temos condições para os receber a partir de finais de 2008, início de 2009", altura em que o centro deverá estar terminado, esclareceu Humberto Rosa, à margem da apresentação do plano de acção para a conservação do lince-ibérico.

    O plano contempla para o Centro a ser construído em Silves uma capacidade para 16 animais.

    Quanto à libertação dos primeiros animais na natureza, o secretário de Estado referiu que esse é um processo mais demorado, que ainda deverá levar alguns anos.

    "Não vamos ter pressa. Primeiro o centro de reprodução tem de estar a funcionar e depois há uma outra etapa, que é uma reintrodução experimental e para isso temos que encontrar um local em semi-cativeiro, onde possamos observar se os linces criados em cativeiro se adaptam bem à natureza", explicou.

    Este foi o primeiro plano de acção apresentado para a conservação do lince-ibérico e inclui um conjunto de acções que visam "garantir que o lince-ibérico possa ter condições para voltar à natureza".

    Questionado sobre a incapacidade do Governo de impedir o desaparecimento da espécie no território nacional, Humberto Rosa lembrou que foi um conjunto de factores que conduziram a esta situação, nomeadamente o declínio do coelho bravo, principal fonte de alimentação do lince.

    "O lince é hiperdependente do coelho bravo, que também declinou. As duas espécies andam a par", acrescentou.

    Em Sevilha, o ministro do Ambiente Francisco Nunes Correia assinou hoje o Pacto Ibérico para o Lince, assinalando no seu discurso "os esforços que têm sido desenvolvidos para dotar o programa ibérico de salvaguarda e recuperação do lince-ibérico dos compromissos políticos que permitam a sua concretização".

    A 31 de Agosto foi assinado em Lisboa o "Acordo de Cooperação entre a República Portuguesa e o Reino de Espanha relativo ao programa de reprodução em cativeiro do lince-ibérico", no qual ficou estabelecido que o Centro Nacional de Reprodução em Cativeiro de Silves vai integrar a rede de centros de reprodução em cativeiro do programa ibérico.

    Em Espanha, o ministro não deixou também de referir a apresentação do plano de acção para a conservação do lince-ibérico nacional, ressalvando que este representa "uma resposta a um compromisso que Portugal assumiu junto de instituições internacionais".

    "O plano será desenvolvido com base numa parceria envolvendo diferentes autoridades e organismos públicos com responsabilidades na gestão do território, o sector privado, as instituições de investigação e as organizações governamentais para a defesa do Ambiente", explicou Francisco Nunes Correia.

    Em Lisboa o secretário de Estado do Ambiente secundou as ideias expressas pelo ministro, afirmando que "a conservação da natureza não se faz só com o Instituto de Conservação da Natureza e da Biodiversidade, faz-se com parceiros sociais", realçando a existência de "medidas agro-ambientais que compensem a protecção do lince"

    Humberto Rosa adiantou ainda que o novo plano prevê a cedência de algumas compensações aos proprietários de terrenos em zonas de habitat dos linces, com vista à sua preservação.

    O plano de acção tem como objectivos operacionais "conservar os habitats favoráveis à espécie e ao coelho-bravo", "minimizar as causas não-naturais de mortalidade", "contribuir para o cumprimento dos objectivos do programa ibérico de reprodução em cativeiro através da implementação de um centro exclusivo para este fim em Portugal", "aumentar a consciência sobre a problemática da conservação do lince", e "estabelecer um sistema contínuo de monitorização e de vigilância populacional do lince em Portugal".

    O plano prevê o desenvolvimento de acções entre 2008 e 2012 e actualizações em cada cinco anos, de acordo com os conhecimentos obtidos relativamente à espécie.

    Actualmente estima-se que existam pouco mais de uma centena de linces-ibéricos situados em apenas duas zonas de Espanha.

    Fonte:Lusa/Fim
    Um abraço

    Bruno Cardoso



  14. #14
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    Lama

    Distribuição:
    Os lamas são oriundos da América do Sul, da zona dos Andes, do Altiplano Andino Chile, Bolívia, Peru e Argentina.
    Já não existem lamas a viver em estado selvagem há muito tempo. Os povos indígenas desta zona domesticaram estes animais para transporte de carga, dada a sua capacidade de subir às mais altas montanhas, e ainda hoje são muito utilizados. Entretanto, a carne, o leite e a pele de lama continuam a ter muito interesse como produtos de consumo.
    Hoje, existe exploração comercial de lamas fora da América do Sul, na Europa, nos Estados Unidos e na Austrália.
    Os lamas ganharam má fama como animais mal dispostos devido ao seus hábito de cuspir nos outros animais, principalmente nos humanos.

    Alimentação:
    Os lamas são herbívoros, sendo a sua alimentação basicamente constituída por plantas de vegetação de montanha.

    Estado de conservação:
    Uma vez que na origem já não existem animais a viver em estado selvagem, esta espécie não está contemplada com nenhum estatuto de conservação.

    Reprodução e maturidade sexual:
    Os lamas, machos e fêmeas, atingem a maturidade sexual entre os 2 e os 3 anos.
    O tempo de gestação das fêmeas dura em média 11 meses, findos os quais nasce, regra geral, uma cria.

    Tamanho:
    Os lamas, dependendo da zona onde habitam, podem ter entre os 0,90 m e os 1,60 m de altura, e podem pesar até cerca de 150 kg.

    Longevidade:
    Estes animais têm uma esperança de vida que ronda os 20 anos.

    -----------

    Abraço

  15. #15
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    como se reproduz o leopardo negro?

  16. #16
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    como se reproduz o leopardo negro?

  17. #17
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    Padrão Ligre



    Outros nomes
    Liger

    Criado intencionalmente
    O ligre não existe na Natureza, é um animal criado pelo homem como resultado de cruzamentos intencionais entre leões e tigres. Estamos assim perante um híbrido, que, por esse motivo, é quase sempre estéril. Apesar de ainda não se saber muito sobre esta criatura, tudo indica que, dadas as suas características, se vai tornar o maior felino conhecido.

    Neste cruzamento, ao que parece, o gene que determina o tamanho perde-se, crescendo então estes animais de forma inusitada, podendo atingir uma altura corporal de 1,30 m e um comprimento de 2,60 m e pesar mais de 400 kg!

    Cruzamentos
    Têm sido feitos cruzamentos de pai leão com mãe tigre, e também o inverso, pai tigre e mãe leoa. Ao que parece, os animais resultantes destes dois tipos de acasalamento têm características físicas bastante diferentes, principalmente no tamanho e na coloração do corpo. Podem nascer animais com a coloração típica dos tigres mas com juba de leão, ou um animal que dificilmente se identifica com o tigre ou com o leão, já que apresenta simultaneamente semelhanças com ambos.

    Aberrações
    Os poucos animais que não nascem estéreis são ainda cruzados entre si, dando origem a verdadeiras aberrações de felinos.

    Como pouco se sabe sobre os resultados já conseguidos não vamos, porque não podemos nem queremos, exceder-nos em mais comentários, esperando haver mais informação nos próximos anos, para então conseguirmos fornecer melhores esclarecimentos.
    "bicharada"

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