Teatro Ferro regressa às origens nesta produção

«Daydream» estreia sexta





O Teatro Carlos Alberto apresenta sexta-feira, em estreia absoluta, «Daydream», a nova criação do Teatro de Ferro, com texto de Regina Guimarães e encenação de Igor Gandra.
O texto de «Daydream» toma como ponto de partida o conto «As Ruínas Circulares», de Jorge Luis Borges, para lançar o espectador 'num teatro, templo ou oficina consagrada à tarefa exclusiva de sonhar',
'Verdadeiramente, penso que tudo começou na primeira vez em que li o conto, há uma data de tempo. Esta dimensão circular, esta ideia de ciclo e de ruína, sempre andou mais ou menos presente no nosso trabalho', sustenta Igor Gandra.
Neste espectáculo, o Teatro de Ferro regressa às origens com o trabalho de pesquisa e experimentação de marionetas, sendo esta 'uma noção da marioneta que se aproxima mais da linguagem da dança e do questionamento do corpo e das suas possibilidades', explica o encenador.
'Houve uma reflexão sobre a prática, porque isto é sobretudo uma coisa de fazer e fazer muito, aprender e reaprender', acrescenta.
Igor Gandra salienta que «Daydream» explora a marioneta como duplo, interlocutor e objecto plástico, e 'recoloca a questão do seu enigmático relacionamento com o actor/manipulador',
Esta peça estará em exibição no Teatro Carlos Alberto, cuja gestão está a cargo do Teatro Nacional de S. João, até 30 de Novembro.

«Daydream». Nova produção do Teatro Ferro tem estreia absoluta no Teatro Carlos Alberto, no Porto, na sexta-feira

D.R.





Fonte: o primeiro de janeiro