É um instrumento musical de sopro, um aerofone da família dos metais. O trompete é um tubo de metal, com um bocal no início (onde se produz o som) e uma campânula no fim (por onde sai o som) . A distância percorrida pelo ar dentro do instrumento é controlada com o uso de 3 pistões, que controlam a distância a ser percorrida pelo ar no interior do instrumento. Além dos pistões, as notas são controladas pela pressão dos lábios do trompetista e pela velocidade com que o ar é soprado no instrumento.

O trompete é utilizado em diversos géneros musicais, como por exemplo a música clássica e o jazz.


História

Os primeiros trompetes eram feitos de um tubo de cana, bambu, madeira ou osso e até conchas, e só mais tarde se fizeram de metal. Embora os trompetes sejam instrumentos de tubo essencialmente cilíndrico, há trompetes extra-europeus (por exemplo, as do antigo Egipto) que são nitidamente cónicos. Os mais primitivos eram usados à maneira de um megafone, para fins mágicos ou rituais: cantava-se ou gritava-se para dentro do tubo para afastar os maus espíritos. A partir da Idade do Bronze os trompetes passaram a ser usados sobretudo para fins marciais. Na Idade Média os trompetes eram sempre feitos de latão, usando-se também outros metais, marfim e chifres de animais. No entanto, tinham uma embocadura já semelhante à dos instrumentos actuais: um bocal em forma de taça.


Até fins da Renascença predomina ainda o trompete natural, ou trombeta natural (aquela que produz os harmónicos naturais).

As trombetas mais pequenas eram designadas por clarino. Era habitual, ao utilizar várias trombetas em conjunto, cada uma delas usar só os harmónicos de um determinado registo.

Durante o período Barroco os trompetistas passaram a especializar-se em cada um destes registos, sendo inclusive remunerados em função disso. O registo clarino (mais agudo), extremamente difícil, era tocado apenas por virtuosos excepcionais, capazes de tocar até ao 18.º harmónico. A trombeta natural no registo de clarino tem um timbre particularmente belo, bastante diferente do timbre do trompete actual.

O desaparecimento, após a Revolução Francesa, de pequenas cortes que mantinham músicos foi uma das razões que fizeram com que os executantes de clarino desaparecessem também no fim do século XVIII. A impossibilidade de produzir mais sons para além de uma única série de harmónicos era a maior limitação dos instrumentos naturais. Já no principio do Barroco este problema começa a ser encarado seriamente, surgindo os trompetes de varas.

Vários instrumentos, hoje obsoletos, foram construídos como resultado de invenções e tentativas, até ao aparecimento dos pistões em 1815(piston comprimido); ainda hoje usado nos trompetes modernos.



Fonte: emnsc