Uma criança, de oito anos, foi alvejada por um primo, de nove, enquanto brincava nas traseiras de casa, em Guimarães. O menino foi atingido na zona do pescoço mas está livre de perigo. A arma é de um primo e estava ilegal

"Poderia ter sido uma tragédia se a criança tivesse morrido. Graças a Deus que tudo não passou de um susto". Era desta forma que familiares e amigos das crianças iam desabafando, ao longo da tarde, já sabendo que o estado de saúde da criança alvejada não carecia de grandes cuidados e não corria perigo de vida.

Este incidente ocorreu, ontem, cerca das 15.30 horas, na rua 24 de Junho, na freguesia de Vila Nova das Infantas, Guimarães, quando quatro primos brincavam num parque infantil construído no logradouro da habitação de um deles. A avó das crianças, ainda atónita com o sucedido, contou, ao JN, o que se terá passado. "As crianças estavam aqui na rua e foram atrás da mãe para a outra casa. De repente ouviu-se um barulho que a mãe até pensou ser algo a partir. Era o disparo", relatou sem querer divulgar a identidade. Pelo que o JN constatou esta rua da freguesia de Infantas é habitada maioritariamente por elementos da mesma família.

A criança, de nove anos, encontrou uma arma no carro de um familiar mais velho e decidiu ir divertir-se com os primos numa brincadeira que terminou mal. Segundo os familiares, a arma estava escondida nessa viatura precisamente para não estar em casa onde mais facilmente era encontrada por quem quer que fosse. "Nem nós sabíamos onde estava a arma mas, sabe como é, os miúdos descobrem tudo", disse outro dos familiares.

Contudo, a arma em causa, uma pistola de calibre 6.35 milímetros, é propriedade de um primo mais velho e não se encontra legalizada, situação que poderá acarretar complicações ao proprietário que foi já ouvido pela Polícia Judiciária (PJ). Além da PJ, estiveram no local elementos da GNR de Guimarães. A criança foi prontamente assistida por uma viatura do INEM e também pelos Bombeiros Voluntários de Guimarães.

Durante a tarde o clima era de apreensão pelo estado de saúde da criança e também pelo que poderá vir a acontecer criminalmente ao indivíduo que tinha a arma na viatura. Cerca das 18 horas chegava a boa nova. "Já não tem nada", suspiraram de alívio os familiares ao saberem em definitivo que o rapaz não havia ficado com a bala alojada, já que terá sido atingido de raspão na zona do pescoço. Ainda assim, o menino permanece internado na unidade de Guimarães do Centro Hospitalar do Alto Ave.


<lusa>