Testemunhas relataram hoje os momentos dramáticos, marcados por muitos gritos e por um estrondo “muito forte”, do atropelamento múltiplo que matou 12 pessoas e feriu 17, no apeadeiro de Castelldefels (nordeste de Espanha).
Fontes oficiais referiram que as identidades das vítimas ainda estão a ser confirmadas, mas que as informações mais recentes indicam que os mortos tinham todos entre 16 e 22 anos.

Inicialmente foi referida a existência de uma vítima mais velha, mas de acordo com serviços de emergência locais a mais velha é uma mulher de 45 anos que ficou ferida.

O balanço atualizado confirma que o acidente provocou 12 mortos e 17 feridos, três em estado crítico. Quatro já receberam alta do hospital.

Nove dos corpos foram já transferidos para uma sala especial do Instituto de Medicina Legal, em Barcelona, onde serão realizadas as autópsias e comprovadas as identidades.

Os trabalhos de remoção dos restos mortais das restantes vítimas ainda decorrem e a circulação ferroviária na linha continua cortada. As autoridades anunciaram a realização de uma investigação oficial do acidente.
Marcelo Carmona, que presenciou o acidente na noite de quarta feira, disse que dezenas de pessoas decidiram atravessar a linha do comboio porque a passagem subterrânea estava “cheia de gente”.

“O comboio (suburbano) onde viajava com a minha família estava cheio de jovens e adolescentes. Centenas de pessoas. Quando parámos na estação e se abriram as portas os jovens foram em direção à passagem subterrânea. Mas era estreita e ficou cheia de gente”, explicou.

“Uma onda de gente lançou-se à linha do comboio e começou a atravessar. Ouviu-se o apito do comboio várias vezes e em poucos segundos… ficou tudo cheio de corpos. Houve muitos gritos e muito angústia”, contou aos jornalistas.

Carmona disse que a única forma de cruzar a linha era pela passagem subterrânea, já que a passagem aérea estava fechada.

dd.