Processo inovador torna combustível de avião menos poluente

A Faculdade de Engenharia Química (FEQ) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) desenvolveu um processo inovador para a produção de bioquerosene a partir de vários tipos de óleos vegetais que poderá tornar o combustível usado em aviões menos poluente e mais barato.

De acordo com Rubens Maciel Filho, professor do Departamento de Processos Químicos da FEQ e coordenador do estudo, a maior contribuição do processo de obtenção do bioquerosene são os altos índices de pureza do produto final. Outra vantagem ambiental desse combustível renovável é que, ao emitir dióxido de carbono no ar em altitudes elevadas, ele contribui para o crescimento das plantas no solo, que absorvem o dióxido de carbono e conseguem manter seu balanço energético.

Durante o processo, após a extração e refino, o óleo é colocado em um reator junto com uma quantidade específica de etanol e um catalisador, responsável por acelerar as reações químicas. Em uma segunda etapa, os pesquisadores separam todos os produtos da reação. O isolamento ocorre em uma unidade de separação em condições de temperatura e pressão que tornam o biocombustível economicamente viável. O grau de pureza chega a 99,9%.

"Não há registros de produtos semelhantes no mercado brasileiro ou internacional. E é exatamente esse alto nível de pureza que permite a utilização do biocombustível em altas altitudes¿, disse Maciel Filho, que também coordena o Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Biofabricação (Biofabris), um dos Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia (INCTs) que, no Estado de São Paulo, são apoiados pela FAPESP por meio da modalidade Auxílio à Pesquisa ¿ Projeto Temático. Com informações da Agência Fapesp


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