Tem os ingredientes de um clássico, uma assinatura reconhecida, não fosse Ridley Scott, realizador de êxitos cinematográficos como "Thelme e Louise", "Gladiador" ou "Robin Hood", na televisão da série "Good Wife" e "Núm3ros", e uma base sólida: o "best-seller" de Ken Follet.


"Pilares da Terra", uma minissérie de oito episódios estreada em Julho nos Estados Unidos, no canal Starz, onde rendeu a maior audiência da estação até ao momento, e Canadá, proporciona uma viagem no tempo, não fosse o seu cenário de fundo o século XII, pela Idade Média, em Inglaterra, país de origem do Ridley Scott e seu irmão, outro dos produtores executivos.

Em Portugal, pode ser vista esta noite numa estação em sinal aberto, a TVI, a partir da 0.54 horas. A estação optou por dividir a exibição por duas partes, quatro episódios esta semana, até quinta, e os restantes na próxima semana. No AXN, No AXN, o primeiro capítulo foi emitido a 26 de Dezembro.

Não vai para o ar mais cedo, por ser estratégia da empresa ter produtos nacionais até às 24 horas, explica um porta-voz da TVI. "Não temos produtos importados nestes horários". Acrescenta ainda a mesma fonte: "O público-alvo desta série enquadra-se perfeitamente no perfil de espectador da faixa horária da meia-noite".

Com o pretexto da construção de uma catedral gótica de Kingsbridge, Inglaterra, por parte de um humilde pedreiro, a saga épica, na qual não faltam uma grande história de amor, ambição, questões religiosas e políticas, e corrupção, percorrerá 40 anos, acompanhando o nascimento de sucessivas gerações, em mosaicos que se vão encaixando e sobrepondo.

No começo, os desaires assolam o protagonista, Tom, a abraços com o drama da perda da mulher e do seu abandono de um bebé recém-nascido. A ele se juntará Ellen e seu filho problemático, socialmente inadaptado. Segundo as críticas, não é, porém, a intriga, nem o trato do período histórico, apesar de exímio, os seus pontos fortes. Os nós do enredo vão se desfazendo ao longo da narrativa. Cativa e sobressai ali o rumo dado à evolução das personagens, um rumo passível de realização realista.

Nas palavras do próprio autor, "trata-se de uma história humana de amor e ódio, de ambição e cobiça, de luxúria, maldade e vingança. Mas decorre num mundo marcadamente distinto do actual, Mas as paixões das gentes são as mesmas, mas não as suas condições".

O livro "Pilares da terra", lançado em 1989, ultrapassou a venda de 14 milhões de exemplares. Ken Follet, filósofo de formação, que começou a sua carreira de escritor enquanto jornalista, deu nas vistas no universo literário com "O Buraco da Agulha", o seu primeiro "best-seller".

O elenco de "Pilares da terra" também é forte. Na sua ficha técnica desfilam nomes sonantes como os de Donald Sutherland, Ian McShane, Gordon Pinsent, Allinson Pill, Sarah Parish, Rufus Sewell.

Claramente uma grande produção independente, esta minissérie envolveu a Tandem Communications, da Alemanha, a Muse Entertainment, do Canadá, e ainda a Scott Free Films, dos irmãos Ridley e Tony Scott, e os seus custos atingiram os 40 milhões de euros. Em termos de gravações, optou-se por trabalhar em Áustria e Hungria.

Da parte da TVI refere-se que "este produto está dentro do orçamento previsto para a programação internacional". É sua intenção, explica porta voz, "oferecer produtos que preencham as necessidades de vários públicos-alvo. Além da ficção nacional, entretenimento e informação, a programação internacional e o desporto têm lugares de destaque". A TVI comprou ainda novas temporadas, como é o caso de "Glee"

A segunda época de "Glee" deve estrear muito em breve, anuncia a estação. "House", "Lite to me - O rosto da mentira", "Modern Family - Uma família muito moderna" também já têm continuidade garantida naquela antena.

Estreias previstas

"The Event - o Evento" e "Hawaii five -zero - Hawai Força Especial" são foram adquiridas pela estação de Queluz e farão parte da sua oferta ainda durante este ano.

Jornal de Notícias