Noivos de Santo António







Na véspera do dia de Santo António, encha um pequeno alguidar com água e escreva em papelinhos o nome daqueles que gostaria, ou pensa que seriam, os seus parceiros ideais.


Enrole-os, como se fossem rifas, e coloque-os no alguidar debaixo da cama.


No dia seguinte, o papel que estiver mais aberto revela-lhe o nome do seu futuro noivo


Junho é o mês dos Santos Populares, das tradições, da magia e do cheiro a manjerico e alfazema.

Não só em Lisboa, mas um pouco por todo o país a festa sai à rua.


As janelas são enfeitadas, as noites são iluminadas pelas fogueiras e o calor e a alegria dão lugar aos bailes.

E é neste ambiente colorido, de marchas populares e de balões a planar pela cidade, que aqueles que ainda não foram afortunados com uma paixão duradoura se juntam para pedir a Santo António um casamento abençoado por ele.

Por volta dos anos 50, a tradição de Santo António, conhecida como Noivas de Santo António, foi patrocinada pelo Diário Popular e por comerciantes locais.


O objectivo daquela iniciativa era possibilitar o matrimónio, apadrinhado por Santo António, a casais com maiores dificuldades económicas, uma vez que os noivos seleccionados eram presenteados com um enxoval e equipamentos domésticos.


Curiosamente, naquela época, era exigida uma garantia de virgindade, provada clinicamente.

As Noivas de Santo António contaram, desde cedo, com o apoio do município de Lisboa, bem como da sua população, transformando-se rapidamente num acontecimento incontornável, inserido nas Festas Populares da Cidade. E assim, ia crescendo a fama casamenteira do Santo António.

Em 1974, esta tradição foi interrompida. Mas, em 1997, a Câmara Municipal de Lisboa recomeçava a patrocinar o matrimónio entre os casais mais desfavorecidos, para que estes pudessem unir as suas vidas, nesta data tão importante para a cidade de Lisboa.


Conto de Santo António

Conta-se que uma jovem muito linda, mas cansada de esperar por um noivo, já desesperada de encontrar marido, pediu ajuda a Santo António. Adquiriu uma imagem do santo, benzeu-a e todos os dias enfeitava-a com flores que colhia no jardim.


Além disso, orava com regularidade para que Santo António lhe arranjasse um noivo.
Mas, passaram-se semanas, meses, anos… e nada.


O noivo não aparecia, nem se falava nas redondezas que algum mancebo ou mesmo, à falta de outro, algum velhote ricaço que por ela se interessasse.

Certa vez, pôs-se a lamentar a ingratidão do santo, chegando mesmo a ser repreendida pela mãe. E, desapontada pelo poder miraculoso do santo, pegou na imagem e, no auge do desespero, atirou-a pela janela a fora.


Passava na rua, naquele momento, um jovem cavaleiro que levou com a imagem, em cheio, sobre a cabeça. Apanhou-a intacta e subiu a escada para devolver a imagem.

Quem o recebeu, por notável coincidência, foi a formosa donzela. O cavaleiro apaixonou-se por ela e algum tempo depois casaram, naturalmente por milagre do santo.




Um jogo para quem procura a cara-metade


Nos arredores de Lisboa, as raparigas faziam três bolas de massa, só uma delas com um grão de pimenta no interior.


Colocavam uma debaixo do travesseiro, uma atrás da porta e a outra atiravam pela janela. No outro dia, viam onde é que estava aquela que continha o grão de pimenta.


Se estivesse debaixo do travesseiro era sinal de casamento breve, se estivesse atrás da porta significava que casariam tarde e se era a que atiraram para a rua não casavam nunca.








Fonte:kazulo