Um estudo recente sugere que, mulheres que engravidam pouco tempo depois de terem efectuado uma cesariana têm um risco aumentado de sofrerem uma ruptura uterina numa gravidez posterior.

Numa segunda gravidez a seguir a uma cesariana as mulheres são geralmente encorajadas a tentar um parto natural, para evitar a dor e o tempo de recuperação prolongado associados a uma cesariana. Sabe-se que, em cerca de 1% dos casos, esta tentativa de parto natural resulta numa ruptura uterina. O grupo de risco inclui mulheres que tenham sido sujeitas a uma cesariana em gravidezes anteriores.

Este novo estudo, publicado na edição de Fevereiro de 2001 da revista Obstretrics & Gynecology, relaciona o intervalo de tempo que vai desde uma cesariana a uma nova gravidez com a probabilidade de ocorrência de uma ruptura do útero. O grupo de investigadores analisou o registo clínico de 2409 mulheres que tentaram efectuar um parto natural a seguir a uma cesariana.

Concluíram que, mulheres que deram à luz até 18 meses após terem efectuado uma cesariana, tinham 3 vezes mais probabilidade de sofrerem uma ruptura uterina do que mulheres que esperam mais tempo entre gravidezes. Ou seja, mulheres que engravidam até 9 meses após uma cesariana estão em maior risco de uma ruptura do útero.

Uma possível explicação dada pelo grupo de investigadores para estes resultados prende-se com o facto de ainda não ter ocorrido a cicatrização completa da ferida uterina causada pela cesariana. Estima-se que esta ferida sara completamente ao fim de 6 a 9 meses após o parto de cesariana.