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Tópico: Tudo sobre o Parto

  1. #1
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    Padrão Cuidados no pós-parto

    O puerpério, ou pós-parto, é o período que se inicia após a dequitação (saída da placenta) e termina com a primeira ovulação da mulher. A primeira ovulação nas mulheres que não amamentam ocorre entre 6 e 8 semanas após o nascimento do bebé. Nas mamães que amamentam isso pode acontecer depois de 6 a 8 meses. Esse é um momento de mudanças físicas, fisiológicas e psíquicas.

    Como o período em que a primeira ovulação acontece é imprevisível, se a mamãe não quiser ficar grávida é essencial que use algum método contraceptivo para não correr riscos. Para saber o melhor método, converse com seu médico.

    O puerpério é dividido em três fases:

    • Puerpério imediato (do primeiro ao décimo dia).

    • Puerpério tardio (do décimo ao quadragésimo quinto dia).

    • Puerpério remoto (além do quadragésimo quinto dia, até retornar a função reprodutiva da mulher).

    Após o parto normal, a mulher já pode andar e comer, mas a mamãe não deve se levantar sozinha, pois perdeu muito sangue durante o parto e isso pode fazer com que a pressão arterial caia e cause até desmaios.

    Já no parto cesária, a mulher deve permanecer em repouso na cama já que realizou um procedimento cirúrgico. Mas não por muito tempo, pois permanecer deitada no leito por muito tempo aumenta o risco de trombose no período pós-parto. É recomendado que a mamãe levante somente com auxilio da enfermagem após 12 horas do parto. A alimentação após a cesariana é iniciada gradualmente após 6 horas.

    A alta hospitalar acontece a partir de 48 horas do parto normal e 72 horas após a cesariana se tudo ocorrer bem, e se obstetra, neonatologista e pais estiverem de acordo. Exercícios pré e pós-natal orientados são fundamentais para o mais rápido estabelecimento da mulher.

    Um corrimento vaginal (lóquios) parecido com a menstruação ocorrerá por cerca de 20 a 30 dias. Nos primeiros dias será vermelho e intenso tendendo a diminuir e ficar acastanhado até transparente. Se dentro de 30 dias esse corrimento não diminuir ou aumentar, tiver mau cheiro, coágulos ou secreção purulenta com febre, é melhor avisar o médico, pois pode ser sinal de alguma infecção.

    Nas nutrizes (mamães que amamentam) ou nas mulheres submetidas à operação cesariana com limpeza abundante da cavidade uterina, os lóquios costumam ser de menor intensidade.

    Mudanças no útero - O útero é primeira mudança sentida pela mulher. Após o parto, ele deve estar duro e firme e geralmente uma enfermeira irá examiná-lo várias vezes durante algumas horas. O útero se contrai naturalmente para prevenir hemorragia e para retornar ao tamanho que era antes da gravidez. As contracções podem acentuar-se durante a amamentação, provocadas pela estimulação da sucção dos mamilos. Até o final do primeiro mês, diminuindo cerca de um centímetro por dia, o útero retorna ao seu tamanho original.

    Os seios estão se preparando para alimentar o bebé por isso tornam-se doloridos. A amamentação fará com que alivie a dor. Se sentir dores fortes, endurecimento das mamas e febre, procure seu médico. Não esqueça de pedir o máximo de informações sobre amamentação com os profissionais que te atenderão no pós-parto. O leite materno é o melhor alimento para seu filho e a amamentação faz com que seu corpo volta o mais rápido ao que era antes da gravidez.

    O intestino costuma ficar mais lento e acumular gases, podendo aparecer hemorróidas e um certo inchaço na barriga. Nas primeiras vezes, poderá sentir um pouco de dor e também de medo que os pontos rompam, com o esforço. O relaxamento da musculatura abdominal e perineal, a episiotomia e hemorróidas deixam a mulher com intestino preso.

    Nas pacientes submetidas à operação cesariana, a obstipação (intestino preso) pode chegar até 72 horas. Recomenda-se ingerir alimentos ricos em fibra, frutas como mamão, ameixa e laranja, além de beber bastante água, pelo menos dois litros por dia.

    A região perineal, principalmente se a episiotomia tenha sido feita, e a região do corte cirúrgico na cesárea podem doer. Caso isso ocorra, a mamãe terá a receita médica de analgésicos.

    Essas regiões devem estar sempre limpas. Existem exercícios para melhor cicatrização. Seu médico pode te orientar.

    Incontinência urinária - Pode ocorrer incontinência urinária devido a lesões traumáticas nos primeiros dias após o parto.O controle será readquirido com a ingestão de muito líquido e exercícios. Se tiver dores, dificuldade ao urinar ou necessidade de urinar com freqüência, deve procurar assistência médica.

    As manchas na pele que ocorreram durante a gravidez tendem a diminuir. Por vezes não somem por completo. As estrias tendem a diminuir devido à perda de peso e a se tornarem menores e brancas. Algumas mulheres têm tendência a apresentar pele seca, queda acentuada de cabelo durante 3 a 6 meses após o parto e unhas quebradiças.

    Logo após o parto a mulher perde de 5 a 6 quilos e com a normalização do metabolismo poderá perder até 3 quilos nos dez primeiros dias. Enquanto o metabolismo não se normaliza, a mulher pode sentir-se muito cansada pelo parto e por ter um novo “trabalho”, o bebé. Precisa de ajuda até pegar o ritmo.

    Recomeço com o papai - Depois de exames e liberação do obstetra, a vida sexual pode ser retomada. Isso deve acontecer de 30 a 40 dias após o parto. Com as alterações hormonais a vagina está mais ressecada e a libido pode estar em baixa. Aos poucos, a mamãe e o papai encontrarão a melhor maneira de recomeçar.

    A sensibilidade da mamãe nessa época fica aflorada. É a época em que todos os sentimentos se misturam. Seja ele sentimentos de alegria pela chegada do novo serzinho, de medo, insegurança e ansiedade por não saber se vai cuidar dele direito, se vai conseguir ser mãe e mulher e necessidade de muito carinho ou de atenção por parte do marido. Mamãe, saiba que sentir-se assim é normal.

    Mas se a sensação de incapacidade, tristeza e crise de choro não deixar a mamãe cuidar do seu bebé e continuar sua vida como sempre, isso pode ser depressão pós-parto. Nesse caso, existe a necessidade de cuidados profissionais.

    Aos poucos conhecendo o bebé e se acostumando com a nova rotina, a mamãe se ajeitará naturalmente e passará por esse período sem maiores problemas.

  2. #2
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    Padrão A queda de cabelo abundante pos-parto

    - Gravidez e Pós-Parto - Necessidade suplementar de nutrientes para cabelos e unhas enfraquecidos:

    As unhas e os cabelos são constituídos essencialmente por uma proteína de estrutura rígida - a Queratina.

    A gravidez corresponde a um estado fisiológico da mulher que se caracteriza pela ocorrência de numerosas alterações, tanto hormonais como metabólicas.

    A nível hormonal verifica-se um aumento de estrogéneos, hormonas femininas que estimulam o crescimento de cabelo e unhas. Nesta fase, 95% dos cabelos encontram-se em formação (anagénese) e a fase de queda (telogénese) encontra-se interrompida. Por este motivo, a normal queda de cabelo não se verifica na gravidez. No entanto, as alterações metabólicas que ocorrem durante a gravidez vão-se traduzir numa necessidade suplementar de aporte de nutrientes no organismo da mulher, uma vez que vão ser indispensáveis para a alimentação do feto.

    A carência nutricional que normalmente se verifica durante a gravidez vai condicionar a estrutura do cabelo e unhas, uma vez que os nutrientes são essenciais para a síntese de um cabelo e unhas íntegros, traduzindo-se numa fragilidade capilar e ungueal. Apesar de ocorrer um estímulo do seu crescimento, forma-se um cabelo frágil, quebradiço e espigado, bem como unhas frágeis e quebradiças.

    No post parto, ocorre um restabelecimento do equilíbrio hormonal acompanhado de um aumento da % de cabelo em queda. Após 3 meses do parto, os cabelos que estavam em fase de anagénese na gravidez vão passar para a fase de telogénese, verificando-se a queda do cabelo que não caiu durante a gravidez, de um modo difuso e acentuado.

    Durante o período após o parto, verificam-se igualmente carências nuricionais, particularmente agravadas pelo aleitamento em que há uma necessidade suplementar de aporte específico de nutrientes, que vão afectar a integridade capilar e ungueal.

    Um estudo publicado no Jornal de Nutrição da Sociedade Americana das Ciências Nutricionais, Pregnancy and Lactation: Physiological Adjustments, Nutritional Requirments and the Role of Dietary Supplements; 0022-3166; 2003, refere que durante a gravidez e aleitamento há uma necessidade suplementar de numerosos nutrientes, entre outros:

    Nutrientes Gravidez Aleitamento
    Proteínas 54,35% 54,35%
    Vitamina B5 20% 40%
    Minerais (Zinco) 37,50% 50%
    Biotina (Vitamina H) 0% 16,67%


    Tabela 1- Necessidades nutritivas suplementares (%) que ocorrem na gravidez e no período de aleitamento.

  3. #3
    Super-Moderadora Avatar de Satpa
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    Arrow Recuperar da cesariana

    Recuperar da cesariana - o que esperar?

    A percentagem actual de partos feitos através de cesariana é cerca de 30%. A cesariana é uma opção muito utilizada para trazer um bebé ao mundo. Independentemente do motivo pelo qual é feito, o parto por cesariana implica outras sensações pós-parto diferentes de um parto normal.

    O parto por cesariana acaba por ser mais previsível pois poderá marcar o dia em vez de esperar pela vontade do bebé. No entanto é bom saber um pouco mais, antes de entrar em trabalho de parto. Existem alguns pormenores que deverá saber:

    A recuperação depois de um parto por cesariana é mais demorada. Uma cesariana é uma cirurgia abdominal, por isso como em qualquer outra cirurgia existe um período de recuperação que inclui a cicatrização. Na realidade são necessários cerca de 6 meses para que recupere completamente da cirurgia. Depois da cesariana poderá sentir-se um pouco sem sensibilidade na área, mas os nervos voltam a recuperar cerca de 6 a 9 meses depois do parto. Também é comum surgir um pouco de comichão na zona.

    É comum sentir dores no local nas primeiras semanas depois do parto. Para diminuir este desconforto é aconselhado usar uma almofada para suportar o tronco especialmente a zona da incisão para que quando tossir ou rir não sentir tanto impacto. Usar uma cinta por debaixo da roupa também é aconselhável; evitar pegar em grandes pesos; limitar o número de vezes que sobe ou desce escadas, é tudo aconselhado até que o local comece a sarar.

    Os gases intestinais podem ser dolorosos. As dores provocadas pelos gases durante os primeiros dias depois do parto podem ser dolorosas pois é quando os intestinos voltam a trabalhar. Dar uns pequenos passeios em casa, mudar de posição frequentemente ajudará a libertar-se dos gases, ajudando-a a reduzir as dores.

    O amamentar pode ser desconfortável. Se sentir dificuldades em conseguir uma posição confortável para amamentar o bebé deve conversar com o seu médico ou com uma enfermeira da especialidade. Usualmente amamentar deitada de lado funciona bem porque evita que o bebé toque no local da incisão.

    Poderá sentir desconforto ao urinar. Na primeira ou segunda semana depois do parto poderá sentir um desconforto e uma pressão ao urinar. Isto acontece devido à cirurgia mas desaparecerá quando o corpo começar a sarar.

    Existe um risco de sentir depressão pós-parto. Se sentir qualquer tipo de sintomas de depressão peça logo ajuda ao seu médico e nunca deixe passar, pois o tempo não a curará, apenas piorará, e quanto mais depressa a tratar mais depressa ela desaparecerá.

    Terá de descansar mais. Depois de um parto por cesariana deve fazer questão de descansar durante as semanas posteriores, pois não será apenas bom para si também será bom para o bebé pois terá uma mãe mais saudável.


  4. #4
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    Padrão O alivio da dor no parto – a epidural

    Algumas mulheres têm os seus filhos sem grandes desconfortos. Mas, para a maioria não há dúvida de que colocar uma criança no mundo é uma experiência bastante dolorosa. Não entre em pânico! Existem variadíssimas formas de aliviar a dor e muitas grávidas recorrem a diversos métodos. A ajuda pode passar por massagens, certas posições, pela respiração ou pelo relaxamento dentro de água. Algumas terapias complementares também poderão ser úteis no combate à dor, nomeadamente a aromaterapia, acupunctura ou a hipnose. Existem também analgésico entre os quais destacamos a epidural

    A Epidural

    A anestesia epidural é a forma médica mais frequentemente utilizada em Portugal para o alívio das dores no parto. Talvez, por isso, seja a que suscita mais dúvidas e receios.

    Os médicos aconselham a administração da epidural pois bloqueia a dor mas não implica a perda de consciência. A mãe estará acordada o tempo todo podendo ouvir o primeiro choro do seu bebé (contrariamente a uma anestesia geral).

    Pode ser aplicada apenas como alívio da dor num parto normal tal como em partos complicados, em casos de pré-eclampsia ou asma ou antes da utilização de forcéps. Uma dose mais elevada será usada se for realizada uma cesariana.

    Primeiro aplica-se uma anestesia local na coluna para a adormecer. Depois o anestesista introduz uma agulha fina e oca na zona epidural (a região à volta da medula espinal), no interior da coluna. Então, introduz-se um tubo fino (ou cateter) e a agulha é retirada. Através do cateter que lá ficou é administrada a anestesia.

    Deve avisar previamente, a equipa médica, se quiser a epidural, pois leva cerca de 10 a 20 minutos a ser preparada e outro tanto a surtir efeito.
    Os efeitos irão desaparecer gradual e progressivamente, e a mãe poderá levantar-se e andar algumas horas depois do nascimento do filho.

    O momento em que é administrada é muito importante. Você poderá querer que lhe administrem a anestesia assim que as contracções comecem a ficar dolorosas. No entanto, tome em atenção que não é aconselhado que o faça antes da cerviz ter, pelo menos, 4 cm de dilatação pois a epidural pode diminuir a velocidade do trabalho de parto ou mesmo pará-lo, se for dada muito cedo. Ou, pode dizer que não quer e depois, assustada com a intensidade das dores, mudar de opinião quando já for muito tarde. Ainda é possível ter uma anestesia epidural nessa fase adiantada, mas se a cerviz já tiver uma dilatação de quase 10 cm é provável que o medico diga que o momento certo já passou e que é tarde demais. Isto acontece pois já falta pouco para a expulsão do bebé e é melhor ter sensibilidade para sentir as contracções, para poder empurrar nos momentos certos.

    A maior parte das mulheres defende o uso da epidural como algo muito bom pois tornou o parto uma experiência positiva, em que puderam manter o controlo das sensações, sem dores. Todavia, algumas (embora em numero reduzido) não ficaram tão satisfeitas porque só fez efeito num dos lados do corpo, ou porque houve pequenas áreas que não foram anestesiadas, como por exemplo, uma zona da barriga ou da coxa. É sempre um risco.

  5. #5
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    Padrão Episiotomia

    A episiotomia é um corte cirúrgico efectuado no períneo, de modo a alargar a abertura vaginal, para facilitar a saída do bebé. É feito em 99% dos partos, principalmente se for o primeiro.

    Deve ser feito nas seguintes circunstâncias:
    - A cabeça do bebé é grande demais para a abertura vaginal.
    - O nascimento está prestes a acontecer e o períneo não se distendeu o suficiente;
    - A mãe não consegue parar de empurrar;
    - O bebé não está de cabeça mas sim de nádegas e o parto está a ser difícil;
    - O bebé está em sofrimento;
    - É necessário o uso de fórceps

    Quando a cabeça do bebé aparece, a mãe deve deixar de empurrar para que o útero a solte de uma forma gradual e não repentina. Contudo, se a cabeça do bebé sair de repente, por a mãe estar a fazer muita força de expulsão, é provável que ocorram rasgões e lacerações à volta da entrada vaginal, que ficará com bordos irregulares, difíceis de coser. Consequentemente, a cura será mais difícil, para além de que o ânus ou o canal da uretra podem ficar danificados.

    Nessa altura, faz-se a episiotomia, ou seja, uma incisão vertical para baixo (na direcção do ânus), de aproximadamente 4 cm, com a ajuda de uma tesoura ou bisturi. Geralmente, a anestesia epidural que foi aplicada no início do trabalho de parto é suficiente para fazer o corte. No entanto, se não houve epidural, será necessário um anestésico local no períneo, conhecido por bloco pudendo.

    Contudo, é preciso ter alguns cuidados. A episiotomia só deve ser executada no momento em que o períneo se tiver estreitado. Se for mais cedo, pode causar danos nos vasos sanguíneos, no músculo e na pele. No corte também podem ocorrer hematomas e edemas. Se forem dados pontos muito apertados, depois do parto para fechar a incisão, pode haver um grande desconforto na cicatrização que pode mesmo ser dolorosa, prejudicando, por isso, a pratica sexual por um longo período de tempo. Se quiser, tem todo o direito de avisar o médico de que pretende evitar a episiotomia a menos que seja absolutamente necessário.

  6. #6
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    Padrão Indução ao parto

    Depois de passarem as 40 semanas, por vezes o bebé não nasce. É natural que o seu médico se torne ainda mais atento e irá monitorizar, tanto o seu estado como o do bebé, através de ecografias, exames e analises.

    A indução do parto deverá ser realizada nas seguintes circunstâncias:
    - sinais de insuficiência placentária, pois o bebé pode deixar de receber os nutrientes e oxigénio suficientes
    - pré-eclampsia, diabetes, doença cardíaca, hipertensão ou hemorragia pré-parto
    - as membranas romperam, para deixar sair a bolsa de águas, mas o parto não se realizou nos dois dias seguintes
    - já está grávida há mais de 42 semanas
    - um feto muito grande, porque se esperar pelo parto espontâneo este pode vir a ter complicações, pois entretanto o bebé ainda cresceu mais
    - um feto muito pequeno, pois a segurança do bebé pode estar em risco

    Actualmente, a indução do parto é um processo bastante seguro e realizado com frequência. Não deve ficar ansiosa ou preocupada por o parto não decorrer exactamente como imaginara. Um factor importante a ter em conta é que a indução não vais realizar o parto, mas sim despertar os mecanismos naturais do trabalho de parto para que estes façam, naturalmente, evoluir todo o processo do nascimento.

    Métodos de indução do parto

    São três os métodos de indução usados com mais frequência e conjugados entre si.

    A prostaglandina

    As prostaglandinas podem ser administradas via oral, sob a forma de comprimidos, ou via vaginal, junto ao colo do útero sob a forma de gel ou comprimidos. Ao fim de algumas horas o colo do útero estará amadurecido tornando-se mole, curto e com a dilatação apropriada. Geralmente, continua-se a indução com oxitocina.

    A oxitocina

    A oxitocina é administrada no soro, por via endovenosa, e vai estimular as contracções uterinas. Assim pode ser mais facilmente regulada caso esteja a entrar muito depressa em trabalho de parto, sem ter atingido a dilatação necessária. O saco do soro pode ser pendurado numa estrutura móvel, com um tubo comprido, para que seja mais fácil para a mãe movimentar-se e caminhar.

    A ruptura artificial das membranas

    Este método é, geralmente, utilizado em conjunto com a administração do soro de oxitocina.
    As membranas impedem que a bolsa das águas seja expelida e, por consequência, o bebé, pois é nesta bolsa que ele pousa a cabeça.
    Um instrumento parecido com uma agulha de croché é introduzido através do colo do útero para fazer um pequeno corte, indolor, nas membranas para que as águas possam sair. A cabeça do bebé vai, então, pressionar o colo do útero, estimulando as contracções e a estimulação e, o resto do trabalho de parto decorrerá normalmente.

  7. #7
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    Padrão O parto assistido com fórceps e ventosa

    Por vezes os partos complicam-se e é necessário recorrer a procedimentos especiais, nomeadamente, a utilização de fórceps ou ventosas para ajudar o bebé a sair pelo canal vaginal da mãe.

    Fórceps
    Ventosa

    Fórceps

    Os fórceps têm a forma de tenazes e são utilizados quando o colo do útero já está completamente dilatado e a cabeça do bebé está no canal uterino.

    Pode ser usado nas seguintes circunstâncias:
    - Quando a cabeça do bebé já está na pélvis da mãe mas não consegue avançar mais;
    - Num parto pélvico (em que as nádegas nascem primeiro)
    - Quando o útero já não faz contracções
    - Quando a mãe já não tem forças para empurrar
    - Quando a saúde do bebé está em risco (por exemplo, por falta de oxigénio) e tem que se fazer um parto rápido
    - Por vezes, quando o bebé nasce prematuro, para proteger os frágeis ossos cranianos na passagem pelo canal uterino

    Antes do uso dos fórceps é sempre aplicada uma anestesia local no períneo e feita uma episiotomia. Nessa altura introduzem-se os fórceps na vagina, um de cada vez, e puxa-se delicadamente a cabeça do bebé, até esta sair. Então, os fórceps são retirados e o resto do corpo nasce naturalmente.

    Ventosa

    A extracção por ventosa consiste na utilização de um objecto em forma de cone que é colocado na cabeça do bebé. Com a ajuda de uma bomba, vai-se criar vácuo para que adira plenamente. Nesse momento, o médico pode optar por rodar a cabeça ou puxar a mesma, delicadamente, para fora do corpo da mãe.

    É uma alternativa mais suave do que os fórceps e tem as seguintes vantagens:
    - como é mais pequena do que os fórceps, é mais fácil de aplicar
    - deixa uma marca saliente na cabeça do bebé mas que desaparece passadas 2 semanas
    - por vezes, dispensa a realização da episiotomia

  8. #8
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    Padrão A primeira fase do parto

    Quais os primeiros sinais?

    A espera pode torna-la tão impaciente que será difícil determinar quando começa mesmo o trabalho de parto. Se sentir contracções regulares estas tanto podem ser contracções normais do útero, ameaças falsas de parto ou podem, realmente, ser as verdadeiras contracções de parto.

    Perda do rolhão mucoso

    Enquanto está gravida, o canal da cerviz está coberto por um muco grosso para ajudar a proteger o bebé das infecções. Antes do parto, a cerviz torna-se mais macia e, geralmente, este muco é expelido. Parece uma geleia que, por vezes, é cor-de-rosa ou pode vir com sangue. Pode nem dar conta, mas é um sinal de que o nascimento está para breve. No entanto, o parto pode ainda demorar uns dias por isso não entre em pânico. Não precisa ir já a correr para o hospital !

    Rebentam as águas

    Algumas mulheres iniciam o trabalho de parto com o rompimento da bolsa de águas, que rodeia e protege o bebé. Podem ser algumas gotas ou uma quantidade maior. Em qualquer dos casos deve dirigir-se ao hospital.

    Contracções

    A única maneira de ter a certeza que entrou em trabalho de parto é quando as contracções se tornam mais frequentes. Geralmente, começam por ser suaves e com intervalos de 20 ou 30 minutos entre elas. Progressivamente, vão diminuindo o espaçamento até terem intervalos de 5 minutos e podem manter-se assim durante toda a primeira fase.

    No princípio cada contracção pode durar cerca de 40 segundos e, embora fortes, são facilmente suportáveis. À medida que esta fase avança, as contracções tornam-se mais frequentes e vão aumentando de intensidade e duração. Na altura em que têm intervalos de 5 minutos e duração de 1 minuto, são tão intensas e fortes que você terá que parar com o que estiver a fazer, colocar-se numa posição confortável e concentrar-se, de modo a ultrapassa-las da melhor forma.

    Quanto tempo demora?

    Esta é a fase mais longa. Numa primeira gravidez dura, em média entre 12 a 14 horas. No segundo filho pode variar entre 6 a 10 horas, podendo ser menos nos partos seguintes. Todavia, pode variar bastante, visto que algumas mulheres têm apenas uma hora de contracções, enquanto que para outras esta primeira fase chega a durar 24 horas.

    É doloroso?

    A maioria das mulheres descreve o parto como a experiência mais dolorosa das suas vidas. No entanto, algumas dizem que embora as sensações sejam muito fortes e intensas, não são dolorosas. No intervalo das contracções, não costuma haver dor e isso permite-lhe descansar, falar ou mudar de posição.

    À medida que o tempo passa, a dor vai aumentado de intensidade e duração. Nas primeiras contracções, mais suaves, vai aprendendo a descontrair-se, preparando-se para suportar as mais fortes. Se sentir dores extremamente fortes existem várias opções de alívio da dor às quais pode recorrer.

    Transição

    Quando a cerviz tem uma dilatação de aproximadamente 7cm as contracções tornam-se ainda mais frequentes. Duram mais tempo, cerca de 2 minutos e são muito mais fortes. Às vezes, nem se regista intervalo entre elas. Algumas mulheres sentem-se muito agitadas e enjoadas, neste momento. Também é provável que sinta vontade de empurrar mas não deve faze-lo até o médico confirmar se a cerviz está completamente dilatada.

    Esta etapa, que vai dos 7 cm até aos 10 cm é chamada de transição pois apanha a primeira e a segunda fase do parto. É uma parte muito intensa mas que costuma ser rápida e algumas mulheres nem notam a diferença.

  9. #9
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    Padrão A segunda fase do parto

    Quanto tempo demora?

    A segunda fase começa quando a cerviz está completamente dilatada. Pode não sentir imediatamente necessidade de empurrar. Algumas mulheres fazem uma pausa – se isto lhe acontecer aproveite ao máximo para repousar e reunir forças para o esforço que se aproxima. O que acontece a seguir pode variar bastante de mulher para mulher. Pode sentir apenas duas contracções muito fortes e, ao empurrar, o bebé nascer, ou pode durar duas horas de contracções intensas e muita força para tentar expulsa-lo do seu corpo. Para algumas mulheres é bastante fácil, enquanto que para outras é um trabalho muito doloroso e exaustivo. Tal como na primeira fase, esta também pode durar mais, caso seja o seu primeiro parto.

    É doloroso?

    Muitas mulheres referem que as contracções desta segunda fase são menos dolorosas e mais fáceis de suportar do que as da primeira fase. Neste momento, os seus esforços juntam-se aos da natureza enquanto tenta empurrar o bebé para o mundo. A sua mente sente um estimulo ao pensar que já está quase, muito em breve o seu filho estará nos seus braços, e isso dá-lhe uma nova e grande força.

    O momento em que a cabeça do bebé chega à vagina e já se consegue ver, pode ser intensamente doloroso mas não dura muito tempo. Depois da cabeça passar, o resto será mais fácil. A cabeça vira para que os ombros passem, sem dificuldade, pela parte mais larga da pélvis da mãe. Então, o resto do corpo escorrega rápida e facilmente. Se estiver tudo bem e não houver problemas, o bebé é colocado em cima da barriga da mãe enquanto o cordão umbilical é cortado.
    Esqueça tudo por que passou, o seu filho nasceu !!

  10. #10
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    Padrão A terceira fase do parto

    A terceira fase é a expulsão da placenta. Para a maioria das mulheres e maridos, esta fase é a menos interessante de todas. Mas faz parte do processo do parto e, às vezes, acontecem coisas nesta etapa que podem ter efeitos marcantes, por isso é melhor estar informada e consciente do que implica.

    Em muitos hospitais, a pratica habitual é uma injecção que contem maleato de ergonovina e oxitocina. Esta é administrada quando a cabeça e um dos ombros do bebé já estão cá fora, por isso irão perguntar-lhe se podem dar a injecção nesse momento. Noutros hospitais, o procedimento pode ser um pouco diferente pois, será inquirida antes do parto se pretende ou não que seja dada a injecção. Caso não queira, deverá esperar que as contracções recomecem pois isso significa que a placenta se separou da parede uterina e está a descer. Então o médico irá estimular a expulsão da placenta, puxando devagar o cordão umbilical e comprimindo, ao mesmo tempo, por cima da região pélvica para impulsionar a saída. A placenta é, então, expulsa da vagina ao que se seguem as membranas. Por vezes, sai também um coágulo de sangue. Posteriormente o médico deve examina-la para se certificar que não restou nada dentro do útero, caso contrário podem ocorrer hemorragias.

    É melhor informar-se sobre qual é o procedimento normal no hospital que escolheu. Se não quer levar a injecção, escreva-o na sua planificação do parto, para que o médico saiba antecipadamente. Uma vez que o momento em que é administrada a injecção é muito importante, não pode deixar para a hora a discussão sobre os prós e os contras, devendo decidir com calma e previamente se quer, ou não, fazer a expulsão da placenta com injecção.

    Independentemente da escolha relativa à expulsão da placenta, se pretende que o cordão umbilical seja cortado pelo pai, não se esqueça de alertar o médico para esse facto.

    Quais são as opções em relação à expulsão da placenta?

    Existem alguns pontos que deve ter em atenção antes de decidir:

    - É relevante para si o tempo que poderá demorar até a placenta ser entregue?
    Sem a injecção leva mais tempo, talvez cerca de uma hora.
    - Gostaria de ter alguns momentos tranquilos com o bebé logo após o nascimento? É possível que haja bastante azáfama à sua volta caso tome a injecção.
    - O que pensa de perder sangue? Vai perder sangue de qualquer das maneiras mas se não tomar a injecção, perde mais – cerca de meio litro. No entanto, lembre-se que uma mulher grávida tem muito mais sangue no seu corpo do que o habitual.
    - O que é melhor para o bebé? Esta questão não será muito relevante na medida que não irá prejudicar o bebé.
    - Está preocupada com os efeitos secundários? Pode sentir-se enjoada, elevar a tensão arterial ou ter dores de cabeça.
    - Existe alguma situação em que seja aconselhável a administração da injecção?
    Sim, caso tenha estado anémica na gravidez ou tenha tido uma hemorragia; se o parto foi provocado ou acelerado pelos médicos; se tomou medicamento para as dores ou a epidural; se foram usados fórceps ou ventosas; se forem gémeos ou mais; se a tensão arterial subiu muito (embora neste caso possam ser administrados medicamentos).
    Última edição por estela; 26-05-2009 às 02:45.

  11. #11
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    Padrão Cesariana

    A cesariana, normalmente é realizada em casos de risco para a mãe e bebé, sofrimento fetal e uma série de ocorrências obstétricas. Tirando estas situações, esse tipo de parto é desaconselhado pelos médicos.

    Os motivos para optar por uma cesariana devem ser, essencialmente, clínicos. As razões mais frequentes são a desproporção do tamanho do bebé em relação a pélvis feminina, infecções, mães diabéticas, posição do bebé invertida e difícil, ou ainda, se o trabalho de parto não estiver a evoluir normalmente.

    Na cesariana, a barriga será coberta com um anti-séptico destinado a desinfectar e eliminar as bactérias e a anestesia será a epidural (em alguns casos, é necessária a geral). Você irá receber soro e uma sonda será introduzida na bexiga para a esvaziar. Não poderá acompanhar a cirurgia, pois uma tela será colocada na parte superior do corpo, impedindo a visão. Uma incisão horizontal, de 15 a 20 cm, será feita acima dos pêlos púbicos, através da parede da sua barriga e do útero.
    Ao alcançar o bebé, o cirurgião irá tirá-lo suavemente e observá-lo para ver se está tudo bem. Posteriormente, a placenta também será retirada e examinada. O corte será fechado com pontos. O procedimento deve durar aproximadamente 30 minutos, o parto leva cerca de 5 a 10 minutos e os pontos rondam os 20 minutos.

    É importante saber que como uma cirurgia, a recuperação de uma cesariana é lenta, e requer o internamento por alguns dias. Será difícil rir, ficar de pé, etc...

  12. #12
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    Est Gémeos: A hora do parto

    Gémeos: A hora do parto

    Mesmo com todo o acompanhamento no pré-natal, existe a possibilidade dos bebés nascerem antes das 40 semanas de gestação. Mas não se assuste. Quase todos os gémeos que nascem com 36 semanas de gestação, estão mais aptos para nascer do que os bebés que vem de uma gestação única.

    A ameaça do parto prematuro, quando as contracções são muito frequentes, estimula no organismo a produção de substâncias que amadurecem rapidamente o pulmão dos bebés. Em consequência disso, as complicações respiratórias são muito menores. Porem, tudo vai depender do número de bebés e do pré-natal que foi feito durante a gestação.

    Na sala de parto, devem estar presentes de preferência, um neonatologista para cada criança, dois ou três obstetras e o anestesista. Já que os bebés não podem sofrer nenhum tipo de traumatismo, durante o parto é recomendada uma cesariana. Além disso, principalmente no caso de trigémeos, às vezes não é possível visualizar com muita precisão a posição de todos no útero.

    A gestante recebe anestesia "pelidural" (apenas da cintura para baixo fica anestesiada). Os neonatologistas se organizam e combinam quem cuidará dos bebés, por ordem de chegada. E um a um eles vão nascendo!

    Em alguns casos, os bebés ficam internados para receber alimentação venosa, ajuda respiratória ou somente para ganhar peso. Mas isso não é uma regra geral. Já houve caso (raro, é verdade), em que, durante o parto normal, o obstetra descobriu que não estava lidando com um bebé, mas com três! Todos nasceram saudáveis, foram para o berçário comum, começaram a mamar e seguiram direito para casa, sem necessidade de incubadoras ou cuidados especiais.

    O único procedimento de rotina para recém-nascidos gémeos é mantê-los após o parto em observação na incubadora, durante 2 horas. Assim permanecem em temperatura ambiente adequada à temperatura normal. Depois é só levar os pimpolhos para casa e iniciar uma vida emocionante!

    Megabebés

  13. #13
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    Citação Postado originalmente por estela Ver Post
    Depois de passarem as 40 semanas, por vezes o bebé não nasce. É natural que o seu médico se torne ainda mais atento e irá monitorizar, tanto o seu estado como o do bebé, através de ecografias, exames e analises.

    A indução do parto deverá ser realizada nas seguintes circunstâncias:
    - sinais de insuficiência placentária, pois o bebé pode deixar de receber os nutrientes e oxigénio suficientes
    - pré-eclampsia, diabetes, doença cardíaca, hipertensão ou hemorragia pré-parto
    - as membranas romperam, para deixar sair a bolsa de águas, mas o parto não se realizou nos dois dias seguintes
    - já está grávida há mais de 42 semanas
    - um feto muito grande, porque se esperar pelo parto espontâneo este pode vir a ter complicações, pois entretanto o bebé ainda cresceu mais
    - um feto muito pequeno, pois a segurança do bebé pode estar em risco

    Actualmente, a indução do parto é um processo bastante seguro e realizado com frequência. Não deve ficar ansiosa ou preocupada por o parto não decorrer exactamente como imaginara. Um factor importante a ter em conta é que a indução não vais realizar o parto, mas sim despertar os mecanismos naturais do trabalho de parto para que estes façam, naturalmente, evoluir todo o processo do nascimento.

    Métodos de indução do parto

    São três os métodos de indução usados com mais frequência e conjugados entre si.

    A prostaglandina

    As prostaglandinas podem ser administradas via oral, sob a forma de comprimidos, ou via vaginal, junto ao colo do útero sob a forma de gel ou comprimidos. Ao fim de algumas horas o colo do útero estará amadurecido tornando-se mole, curto e com a dilatação apropriada. Geralmente, continua-se a indução com oxitocina.

    A oxitocina

    A oxitocina é administrada no soro, por via endovenosa, e vai estimular as contracções uterinas. Assim pode ser mais facilmente regulada caso esteja a entrar muito depressa em trabalho de parto, sem ter atingido a dilatação necessária. O saco do soro pode ser pendurado numa estrutura móvel, com um tubo comprido, para que seja mais fácil para a mãe movimentar-se e caminhar.

    A ruptura artificial das membranas

    Este método é, geralmente, utilizado em conjunto com a administração do soro de oxitocina.
    As membranas impedem que a bolsa das águas seja expelida e, por consequência, o bebé, pois é nesta bolsa que ele pousa a cabeça.
    Um instrumento parecido com uma agulha de croché é introduzido através do colo do útero para fazer um pequeno corte, indolor, nas membranas para que as águas possam sair. A cabeça do bebé vai, então, pressionar o colo do útero, estimulando as contracções e a estimulação e, o resto do trabalho de parto decorrerá normalmente.

    Bom post estela, identifico-me com ele porque os meus dois partos foram induzidos.

    Uma foi com a prostaglandina e a outra com soro c/ oxitocina!!

    Só um aparte, os médicos se entretanto não houver sinal de indicadores do começo do parto a partir da 40ª semana, eles induzem-no ás 41 semanas.



  14. #14
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    Olá satpa,eu identifico-me também com este post pois o parto do meu filhote foi induzido com 39 semanas devido a alterações que eu tinha no fígado.
    Utilizaram o método da ruptura artificial das membranas de seguida a administração do soro de oxitocina.






  15. #15
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    Padrão Parto na Água



    O método tradicional de dar à luz sofreu algumas alterações. Hoje em dia, uma das formas de trazer o seu filho ao mundo pode ser numa piscina, onde a dor é bem menor.

    Uma das últimas novidades que, chegou recentemente até nós, é o parto na água. Em Portugal, os hospitais estatais não o realizam, e as clínicas particulares também ainda não adoptaram essa técnica, segundo as informações que obtivemos. De facto, os partos na água oferecem as mesmas garantias que os partos realizados numa cama de hospital. É um método seguro, que reduz a dor, e permite uma maior agilidade de movimentos.


    Assim, os partos realizados na água permitem que a mãe se possa descontrair e que encontre a posição que mais lhe convém. O próprio líquido amniótico, onde se encontra o bebé, conduzirá melhor o seu "rebento" para o mundo exterior. A mãe acaba por se sentir como a principal protagonista de todo o processo do parto, facto que não acontece com a mesma facilidade no parto normal.


    Quando a futura mãe chega ao hospital é lhe proposto a possibilidade de realizar o seu parto na água, já muito utilizado nos países do Norte da Europa. Assim, o parto na água não está sujeito a nenhuma marcação prévia, mas sim a uma opção do momento. Caso a mulher prefira o parto na água, antes de entrar na piscina deve tomar um banho para a sua higiene pessoal. O companheiro pode também entrar na piscina, apoiando-a e ajudando-a no que ela precisar, e tomando igualmente um duche.


    A água facilita muito o trabalho da mulher nos partos da água. O corpo da mulher está muito mais relaxado e, os típicos problemas das contracções e das dores tendem a estar diminuidos. Todo o trabalho de parto mais doloroso para a mulher, acaba por ser bem mais leve neste tipo de parto, devido às características inerentes à água e que permitem uma maior mobilidade. Daí que a duração do parto seja, habitualmente, menor. Sendo o período de dilatação mais curto que o habitual, é normal que o parto em si leve muito menos tempo que aqueles realizados nas salas dos hospitais.


    Uma das grandes vantagens dos partos na água é que, normalmente, são realizados em piscinas grandes, o que permite à mãe uma maior liberdade para realizar os movimentos que necessita, como já anteriormente referimos. Além disso, o pai ao estar conjuntamente com a mãe dá-lhe apoio físico e psicológico a todo o momento. Ao ter o marido junto de si, logicamente que a sua segurança será muito maior.


    Outro aspecto a não esquecer é a diferença de temperaturas do corpo da mãe para a da sala de partos. O bebé quando nasce está habituado a uma determinada temperatura no corpo da mãe e, ao despertar para o mundo na sala de partos, há uma grande diferença de temperatura o que proporciona um choque tremendo. Logo, a criança está habituada aos 37,5 graus do útero da mãe e passa para os 20 da sala de operações. Nos partos realizados numa piscina, semelhante situação não acontece. A água está numa temperatura equivalente aos 37 graus e o corpo da mãe está próximo dos 37,5. A diferença de temperatura é mínima, não causando assim qualquer risco de excesso de consumo de glucose, situação esta que se regista com uma grande diferença de temperatura.


    Certamente, esta hipótese deve ter-lhe agradado bastante. Para fazer o parto na água, o sítio mais perto que tem para esse efeito é em Espanha, na Maternidade Acuario, em Beniarbeig (Alicante). Este é um método natural, mas em Portugal a sua ocorrência ainda não consta do conhecimento das entidades ligadas ao sector da gravidez. Quando se aproximar da hora do parto, uns dias antes, parta para Alicante numas semi-férias e depois poderá usufruir dos serviços espanhóis para dar à luz o seu bebé, numa piscina, e sem sentir as dores dos partos tradicionais.

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