É um método contraceptivo cirúrgico, permanente e definitivo, isto é, quem for esterilizado dificilmente poderá ter filhos. Mas definitivo não quer dizer infalível. Assim, como em todos os outros métodos pode, por vezes, falhar.

A escolha deste método deve ser bem pensada e ponderada, e apenas escolhida quando se está seguro que não se quer ter filhos.
Não protege das infecções sexualmente transmissíveis.

A lei portuguesa permite que as mulheres ou os homens, com mais de 25 anos, possam escolher a esterilização como método definitivo de contracepção (Lei 3/84, artigo 10º, de 24 de Março).

Laqueação tubária bilateral (“Laqueação de Trompas”)
Consiste na interrupção das trompas, impedindo assim a fecundação do óvulo pelos espermatozóides e, por isso, a gravidez. Por vezes, as trompas são cortadas, ou é colocado um anel que bloqueia o seu trajecto.

Hoje em dia, é possível sem necessidade de anestesia geral e através do colo do útero, ocluir os ostium (a entrada das trompas no útero).

Sabias que:

* a mulher continua a ter a menstruação;
* não interfere no relacionamento sexual (quer ao nível do desejo sexual, quer ao nível do orgasmo)

Vasectomia
Consiste na interrupção do canal deferente, que transporta os espermatozóides dos testículos para o pénis.

Sabias que:

* não provoca dificuldades de erecção;
* o homem continua a ter ejaculações;
* não é um método de eficácia imediata. Vulgarmente, são necessárias 12 a 20 ejaculações até já não existirem espermatozóides na ejaculação.

Vantagens dos métodos:

* a taxa de eficácia é elevada;
* não interferem no desempenho sexual nem no funcionamento dos órgãos sexuais;
* um procedimento único garante a contracepção; são métodos contraceptivos não hormonais