A 1ª vez de quê?

Existem muitas 1ªs vezes na experiência amorosa! O primeiro beijo, a primeira carícia, a primeira vez que nos encontramos nus à frente de alguém...a primeira relação sexual.
Queremos que tudo corra na perfeição, que aquele seja o momento perfeito. Preocupamo-nos em agradar ao outro, queremos ser desejados e desejar. Nascem inquietações, ansiedades: será que ele vai gostar de mim, qual o contraceptivo que devemos usar, será que ela me acha bonito, devo usar preservativo?
Quando todas estas dúvidas nos inquietam, podemos cair no erro de esquecer o diálogo.
É importante falar sobre o que gostam o que não gostam, sobre os vossos desejos e ansiedades. Este é
um caminho gratificante e não compensa queimar etapas que escondem tantas sensações bonitas. Convém ensaiar, experimentar, partilhar angústias e ansiedades. E pensar que o que é novo e diferente não tem de ser mau, pode não ser exactamente como foi sonhado, mas à medida que a intimidade aumenta também podem sempre procurar novas emoções e desejos.


E ... afinal o que é ser virgem?


Ser virgem é algo sentido individualmente, é um conceito muito pessoal. Para muitos será nunca ter tido
relações sexuais, para outros é o rompimento do hímen, para outros será muitas outras coisas...

Hímen, o que é o hímen? Hímen é uma pele muito fina que existe na entrada da vagina. O hímen pode ser
diferente de mulher para mulher, é através desse orifício que as secreções e o sangue menstrual saem da vagina. Alguns hímens sangram quando se rompem nas primeiras relações sexuais, outros, por serem mais flexíveis, alargam e não sangram. Também se pode dar o caso de a mulher não ter hímen ou outros casos mais complicados em que o hímen não tem orifício. Nestes casos o médico tem de perfurar o hímen para a menstruação poder sair.

* Mas será que ser virgem é não ter rompido o hímen???
* Então só as raparigas é que são virgens???
* E aquelas raparigas que nunca tiveram relações sexuais e que não têm hímen???
* E aquelas em que o hímen rompeu por alguma razão antes da primeira relação sexual ?


A virgindade é ainda hoje um tema muito polémico, por mil e uma razões, religiosas, culturais, pessoais,
e outras. Mas se procurares uma enciclopédia ou um dicionário, descobres: virgem, pessoa que nunca teve relações sexuais.

E eis que se faz luz... então:
* O tampão não tira a virgindade;!· Quem se masturba não deixa de ser virgem, mesmo que a masturbação seja a dois!
* Os rapazes também são virgens!

Relativamente à virgindade ouvem-se ainda muitas histórias, muitas ideias feitas e muitos tabus: existem
alterações no corpo quando se perde a virgindade? Será que quando se tem a primeira relação sexual dói?
O teu corpo não se altera em nada porque tiveste relações sexuais. Talvez te sintas diferente, mas
físicamente o teu aspecto é o mesmo. O que por vezes sucede é que ao sentires-te diferente, comportas-te de modo diferente, podes sentir-te mais bonita, mais desejado, confiante e amado. É só!
De certeza que já ouviste da boca de alguém a história de que a primeira relação sexual é muito dolorosa.
Existem muitas histórias, de todas as espécies e feitios, mas na realidade, a primeira relação sexual não tem necessariamente que implicar dor. Os mitos acerca do rompimento do hímen, da penetração, são passados de boca em boca, de geração em geração. É claro que a precipitação, a falta de confiança, o não te sentires preparada, o medo, a ansiedade podem fazer com que os teus músculos fiquem mais rígidos, que a tua vagina não lubrifique. Nestas circunstâncias a relação sexual pode ser dolorosa (tanto para a rapariga como para o rapaz). Quando um casal se sente preparado para ter uma relação sexual, quando o momento é o certo, quando dispõem de todo o tempo só para vocês, basta deixar crescer o desejo, relaxar e desfrutar o momento.
As carícias, os gestos ternurentos, as palavras ditas com amor, podem ajudar a descontrair.

Perder o quê?


Perder a virgindade... onde está a minha virgindade, perdi-a algures... que distraído que sou, é melhor ir
procurá-la, pode-me fazer falta. Ou, que desastrada já perdi outra vez a virgindade, não sei onde tenho a cabeça...


Iniciar a vida sexual é uma escolha, individual, deve ser tua!E essa decisão deve ser pensada e tomada com maturidade, sejam rapazes ou raparigas, porque os ganhos são infinitos. Fazer amor é partilhar emoções, sensações, é confiar, amar, desejar, brincar...
Perde-se a virgindade quando de livre, informada e responsável vontade se tem a 1ª relação sexual... portanto forçar ou obrigar alguém sobre que forma for a ter relações sexuais... não vale e não só na 1ª vez!


Estará na hora? Será que existe uma idade certa para iniciar a vida sexual?


A idade certa és tu que decides. Porém se as dúvidas e as questões dançam na tua cabeça é melhor parares para pensar. Não existe uma idade, uma hora ou um espaço indicado ou aconselhado. Para ti a idade certa pode ser uma, para o teu amigo outra. Tudo depende dos teus sentimentos, do teu desejo, da tua segurança, do teu sentido de responsabilidade, da tua maturidade física e afectiva. As ideias ou os tempos das outras pessoas não te obrigam a nada. Mas existem algumas opções que deves tomar antes da decisão final:

* falar com o teu parceiro ou parceira sobre os vossos sentimentos e desejos, para saber se uma relação sexual “completa” é um desejo de ambos ou apenas de uma das partes;
* informa-te sobre os métodos contraceptivos e as infecções sexualmente transmissíveis;
* decidir em conjunto quais os métodos a usar.

Estas opções convivem com a paixão e o sentimento e permitem que a tua primeira relação sexual seja uma experiência mais gratificante. Só um último conselho, a primeira relação sexual é um momento especial, como tal precisa do seu próprio tempo e do seu próprio espaço. Sem pressas e receios. Com tempo, confiança, descontracção, amor e desejo.



Riscos


A Adolescência é uma fase da vida onde se juntam grandes oportunidades, mas também alguns riscos. É na adolescência que despertamos para as primeiras paixões. O amor, a atracção e o desejo são vistos de uma maneira arrebatadora, forte e eterna. Aquela é a pessoa que queremos amar para o resto da nossa vida, com ela queremos ser felizes para sempre e temos a sensação que o seu amor de tudo nos protegerá. No amor sentimo-nos grandes, invulneráveis e capazes de tudo vencer. Este é um dos primeiros riscos, do qual não temos, por vezes, uma noção real.
Com o despertar das hormonas, instala-se o caos: é o corpo que muda de dia para dia, a voz que se altera, as ancas que alargam, os pêlos que crescem. De repente começas a olhar de maneira diferente para o colega da carteira ao lado, a amiga que te acompanha a casa todos os dias parece-te mais bonita e até sonhas com ela. E pronto!! Estás apaixonado!! Foste apanhada nas garras do amor!! Então entras numa montanha russa ... será que ela gosta de mim? O que quis ele dizer com aquilo? Como posso conquistá-lo? Como posso atraí-la? Se lhe digo corro o risco de ele me dizer que não, se lhe conto arrisco-me a ser gozado pelas amigas dela?
O amor é um risco, mas é um risco que vale a pena correr...
Quando finalmente consegues conquistar o grande amor da tua vida surgem outros riscos. O risco de não saber dar um beijo, a ansiedade da primeira relação sexual, o risco de uma gravidez não desejada, o risco de uma infecção sexualmente transmissível, riscos e mais riscos. Sejamos positivos, a vida é um risco. E embora o início da vida sexual traga consigo alguns riscos acrescidos, é uma aventura fantástica para qual te deves preparar fugindo às angústias, embora medos e receios façam parte do teu crescimento.