Podemos tentar adivinhar mil vezes que tipo de Diretora Geral é que AJ vai ser – e ainda assim poderíamos estar enganados em todas elas. A Diva “Chefe” manteve os lutadores e os membros do Universo WWE constantemente de sobreaviso, a pensar no que será que AJ vai fazer a seguir.

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O 1000 episódio do Raw não foi exceção, já que AJ abandonou Daniel Bryan no altar e disse “Sim” à proposta de Mr. McMahon para se tornar Diretora Geral Permanente do Raw. Será que ela é tão instável como alguns acreditam? Ou será que cada uma das suas atitudes pouco convencionais dos últimos meses tinha um propósito definido, que acabaram por fazê-la subir na hierarquia da WWE?

Quando AJ se prepara para assumir as rédeas da marca vermelha, decidimos analisar as suas predecessoras – quatro figuras femininas de autoridade que deixaram a sua marca no entretenimento desportivo com as suas atitudes arrojadas, decisões astutas e métodos originais.

Stephanie McMahon foi uma lutadora incessante assim que assumiu as rédeas do SmackDown a 18 de julho de 2002. A primeira Diretora Geral da história da WWE transformou rapidamente os apupos em aplausos quando deixou bem claro ao Universo WWE que iria representar com orgulho e competitividade destemida a marca azul. Em vez de deixar o DG do Raw Eric Bischoff intrometer-se nas carreiras dos Superstars do SmackDown, expulsou Bischoff do edifício, o seu primeiro ato oficial enquanto Diretora Geral.

Stephanie continuou a colidir com Bischoff durante o reinado de um ano, mas foram as mudanças que instituiu que cimentaram o seu estatuto de líder. Ao trazer de volta o Campeonato dos Estados Unidos e criar os Campeonatos de “Tag Team” da WWE, Stephanie atraiu mais atenções para o SmackDown e deu um novo fôlego a toda a WWE. Manteve o fervor que sempre a caraterizou enquanto DG do Raw anos mais tarde, colidindo com Chris Jericho repetidas vezes antes de o despedir.

A maioria dos Diretores Gerais tremeria de medo perante a possibilidade de provocar a ira de Undertaker – mas Vickie Guerrero não hesitou.

Embora tivesse sido atingida por um vicioso “Tombstone piledriver” de “The Phenom” dois meses depois de assumir funções, Vickie governou o SmackDown com mão de ferro, mesmo quando estava presa a uma cadeira de rodas. Com o namorado da altura, Edge, a seu lado, a “leoa” mostrou a todo o balneário da WWE que o seu temperamento era mais feroz do que o tom arrepiante dos seus gritos. Mais tarde, “The Deadman” foi proibido de usar o “Hell's Gate” e foi-lhe tirado o Campeonato Mundial de Pesos Pesados no SmackDown – um exemplo gritante de como Vickie sempre conseguiu o que queria.

Metade perturbada, metade astuta, Vickie manteve consistentemente o plantel do SmackDown na linha com diversas táticas questionáveis – mas muito eficazes. Os Superstars de quem gostava eram recompensados e os que atravessavam o caminho da Rainha Diva pagavam bem caro. Eventualmente, a sua capacidade de liderança acabou por catapultá-la para a posição de Diretora Geral do SmackDown durante uns tempos.

Eve só teve alguns meses para exercer a sua liderança, mas causou grande impacto com a sua atitude resiliente e compromisso incessante ao movimento “People Power”. Mas a duas vezes Campeã das Divas levava a sua função de Administradora Executiva muito a sério, integrando o pessoal do Diretor Geral do Raw e do SmackDown John Laurinaitis, enfrentando de forma agressiva Superstars e Divas da WWE que desafiassem a autoridade ou insultassem o seu chefe.

Tomando decisões difíceis – como despedir as Gémeas Bella ou repreender Big Show em frente ao Universo WWE – pareciam surgir naturalmente à mulher que estava determinada em sobressair, como uma vez disse, “num mundo de homens”. Em vez de se sentir intimidada pelo poder, Eve prosperou enquanto executiva ao lançar-se de corpo e alma à função.

Tiffany podia parecer espevitada e divertida quando rumava ao ringue para lutar. Mas como Diretora Geral, era uma mulher de negócios séria que não se deixava intimidar pelos competidores “hardcore” da ECW. Depois de ser escolhida para Diretora Geral Interina quando Theodore Long voltou para o SmackDown, Tiffany impressionou o Conselho de Administração da WWE e foi pouco depois nomeada DG permanente.

O panorama do Título da ECW manteve-se atualizado graças ao pensamento criativo da Diva, que esteve por trás da criação de conceitos como o “ECW Homecoming”, que permitia a estrela da ECW do passado lutar pelo Campeonato da ECW. E não deixou que Superstars possessivos prejudicassem a sua liderança, conforme evidenciado quando rejeitou a ideia de Chris Jericho procurar talentos na ECW, para integrarem a Equipa SmackDown no “Bragging Ricghts”.

Há muito para aprender com as mulheres em cargos de poder no entretenimento desportivo, mas AJ pode simplesmente decidir marchar ao seu próprio ritmo. Quer escolha seguir as pisadas das que a precederam, quer assuma a sua abordagem única (e excêntrica) nas questões de gestão, a imprevisível Diva vai certamente manter o Raw excitante.

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