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Tópico: Como Tudo Funciona

  1. #16
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    Como aliviar a dor no pescoço





    A tensão no pescoço pode ser consequência de maus hábitos de sono





    O pescoço


    "Esse trabalho é insuportável" pode ser mais que uma simples expressão. Tensão no trabalho ou em casa, tarefas que requerem muita atenção, postura incorreta e até mesmo um colchão muito mole podem deixar o pescoço dolorido e duro. Naturalmente, algumas dores no pescoço são resultado de lesão ou doença, mas a maior parte delas deve-se a uma simples tensão muscular. O pescoço, com sua grande mobilidade e estrutura intrínseca, fica particularmente vulnerável ao estresse e à tensão. A cabeça, que pesa entre 5kg e 10kg, é sustentada por um conjunto de sete ossos pequenos, chamados vértebras, e mantida no lugar por 32 músculos complexos.

    Ligadas às vértebras, e localizadas entre elas, existem pelotas de cartilagem fibrosa chamadas de discos, que agem como almofadas, ou amortecedores de choque. Oito nervos, que transmitem as sensações (incluindo a dor), e quatro artérias principais, que conduzem o sangue, passam pelo pescoço e ligam a cabeça aos ombros, tórax e braços. A frágil medula espinhal passa pelo centro do conjunto de vértebras e é protegida por ele. Acrescente a essa estrutura complexa o fato de que o pescoço se move mais do que qualquer outra parte do corpo, e que você descobriu a fórmula para o problema.

    É um círculo vicioso. Quando nossos músculos ficam tensos, seja por estresse físico ou emocional, o suprimento de sangue para os músculos diminui, provocando a dor. Essa dor faz com que os músculos fiquem mais tensos. É por esse motivo que a melhor maneira de aliviar a dor no pescoço é tentar eliminar ou diminuir o estresse físico ou emocional, além de tratar dos músculos.
    As sugestões na página seguinte podem ajudá-lo a quebrar o ciclo tensão-dor e a conhecer novos hábitos que impedirão o desenvolvimento da tensão, em primeiro lugar.

    Sugestões para aliviar a dor no pescoço



    Livre-se dessa dor no pescoço prestando atenção nas recomendações a seguir.


    Descanse - uma das maneiras mais simples de aliviar a dor é deitar e deixar que os músculos do pescoço se recuperem. Mas não use um travesseiro alto que deixe seu pescoço dobrado.

    Coloque gelo - o gelo ameniza efetivamente a dor e diminui a inflamação. Coloque gelo triturado em uma sacola plástica e cubra a sacola com uma fronha (o tecido de toalha é muito grosso para passar o frio com eficácia). Aplique a compressa de gelo no pescoço por 15 minutos de uma vez.

    Aqueça-o - o calor aumenta a circulação e pode ser eficaz no alívio da tensão muscular. Use uma toalha úmida ou uma bolsa de água quente, ou, então, fique embaixo do chuveiro quente. Mas não faça isso por muito tempo. O calor em excesso pode piorar os sintomas e causar mais dor. Talvez você queira fazer a aplicação quente e em seguida alguns minutos de tratamento frio.

    Relaxe - o estresse emocional pode provocar tensão muscular. Preste atenção no que o estressa: o percurso até o trabalho, sua afobação para preparar o jantar toda noite, as reuniões com o chefe, e assim por diante. Depois de identificar os causadores mais comuns do seu estresse, seja criativo e pense em como reduzi-lo. Uma forma de controlar o estresse é através de técnicas de relaxamento, como o relaxamento progressivo ou a respiração abdominal.

    Para fazer o relaxamento progressivo, procure um lugar calmo onde você não seja incomodado. Sente ou deite e feche os olhos. Então, começando com a cabeça e o pescoço e forçando todo o corpo para baixo, contraia intencionalmente os músculos da região e solte-os completamente.

    Para fazer a respiração abdominal, sente e respire fundo, lentamente, de modo a encher o peito de ar, coloque uma mão no abdome para senti-lo dilatar e para confirmar que você está respirando profundamente. Em seguida, solte-o completamente, absorvendo suavemente em seu estômago. Respire lenta e profundamente durante alguns minutos (se fizer muito rápido, pode começar a hiperoxigenar).

    Outras técnicas de relaxamento incluem meditação, ioga e exercícios. Além disso, talvez você queira desenvolver alguns de seus próprios métodos de relaxamento, como arranjar um passatempo ou ouvir a uma boa música. Faça aquilo que funcionar em você.

    Use massagem -
    a massagem pode ajudar a diminuir a tensão dos músculos e dar um alívio temporário, além de ajudá-lo a dormir
    melhor. Primeiro, tome um banho quente para relaxar os músculos. Depois, peça a seu companheiro que passe óleo ou loção no pescoço e nos ombros, pressionando levemente com os dedos, em movimentos circulares. Em seguida, peça a ele que esfregue o pescoço e os ombros, fazendo movimentos firmes e prolongados de cima para baixo. Não se esqueça da região do tórax. Se ele não tiver boa vontade, tente esfregar seu próprio pescoço e o tórax com óleo ou loção por 10 ou 15 minutos.


    Tome um analgésico que não precise de receita médica - os analgésicos vendidos diretamente, como a aspirina e o ibuprofeno, podem diminuir a dor e a inflamação. Se não puder tomar esses medicamentos porque é alérgico, tem problemas de estômago ou por qualquer outro motivo, experimente o acetaminofeno; ele não diminuirá a inflamação, mas ajudará a aliviar a dor.

    Tenha boa postura - a dor no pescoço tem muito mais relação com a postura do que as pessoas imaginam. A cabeça e a espinha se equilibram em relação à gravidade. Quando a má postura força a lombar para frente, a parte superior das costas vai para trás para compensar. Em resposta, o pescoço é forçado para frente.

    Você pode usar uma parede para ajudar a alinhar seu corpo corretamente e melhorar a postura: vire de costas para a parede e incline o corpo para frente alguns centímetros; suas nádegas e seus ombros devem tocar a parede, e a parte de trás da cabeça deve ficar próxima à ela; mantenha seu queixo firme; agora, afaste-se da parede; volte e veja sua posição; tente manter essa postura durante todo o dia.

    Mantenha a boa forma - estar acima do peso também força os músculos do corpo, incluindo os do pescoço.

    Fortaleça os músculos do estômago - assim como a má postura e a obesidade podem causar tensão muscular no pescoço, pouco tônus nos músculos do estômago força a parte superior das costas para trás e o pescoço para frente. Faça exercícios, como curvar-se com os joelhos dobrados (feitos basicamente sentado, em que você levanta somente a cabeça e a parte superior das costas, em vez de todo o dorso, fora do chão) para fortalecer os músculos abdominais.

    Faça exercícios para o pescoço - dois tipos de exercícios para o pescoço podem ajudar a aliviar e prevenir a dor: exercícios leves de movimentos variáveis e exercícios isométricos. Faça compressa quente no pescoço antes de fazer os exercícios. Cada exercício deve ser feito cinco vezes por sessão, três sessões por dia.

    Os exercícios de movimentos variados ajudam a alongar os músculos do pescoço. Sente-se ereto, porém relaxado. Lentamente, vire sua cabeça para a direita, o máximo que puder, mantenha-se nessa posição e volte ao centro. Repita o movimento para a esquerda. Então, baixe o queixo lentamente em direção ao tórax, mantenha-se nessa posição e relaxe. Levante a cabeça. Agora, incline a cabeça em direção ao ombro esquerdo, mantenha-se nessa posição e volte ao centro. Faça o mesmo com o lado direito.

    Os exercícios isométricos são realizados contra resistência, mas sem mover a cabeça. Experimente essa rotina:


    1. sente-se ereto e relaxado, coloque a mão na testa e pressione-a contra a palma da mão, de modo a impedir o movimento;

    2. coloque sua mão direita no lado direito da cabeça e pressione-a contra a mão (como se tentasse levar a orelha direita até o ombro), mas use a mão para impedir o movimento da cabeça. Faça o mesmo com o lado esquerdo;

    3. coloque as mãos atrás da cabeça, enquanto tenta empurrá-la para trás, impedindo seu movimento com as mãos;

    4. pressione a mão contra o lado direito do rosto, enquanto tenta girar a cabeça em direção ao ombro direito, impedindo o movimento com a mão. Repita, pressionando a mão esquerda contra o rosto, enquanto tenta olhar sobre o ombro esquerdo.


    Mantenha a forma -
    quanto mais forte e flexível você estiver, menor a probabilidade de sofrer dores no pescoço. A natação é um dos melhores e mais completos exercícios para fortalecimento do pescoço e das costas.





    Fortaleça seu pescoço incluindo a natação na sua rotina de exercícios


    Mantenha o trabalho no nível dos olhos -
    se o desconforto do seu pescoço começa no final dia, é provável que seu local de trabalho ou seus hábitos de trabalho sejam a causa do problema. As pessoas geralmente ficam com "dor no pescoço" de tanto ficarem olhando para baixo ou para cima, durante longos períodos, no trabalho. Se possível, sempre mantenha seu trabalho no nível dos olhos. Mude a altura de sua cadeira, mesa ou monitor, use um suporte para deixar os materiais de leitura e uma escadinha, banquinho ou um apoio mais alto para pegar alguma coisa no alto.


    Faça intervalos freqüentes - mude a posição do corpo com freqüência, especialmente se tiver que ficar em uma posição fisicamente estressante. Levante e ande pelo menos uma vez a cada hora.

    Esqueça hábitos que "forcem o pescoço" - você segura o telefone entre o pescoço e o ombro? Você geralmente dorme sentado em uma cadeira e levanta com a cabeça pendurada para trás ou com o queixo encostado no peito? Você lava sua cabeça na pia? Todos esses hábitos podem causar tensão no pescoço. Fique atento a esses hábitos que prejudicam seu pescoço e substitua-os por hábitos saudáveis.

    Durma em um colchão firme - se você acorda de manhã com o pescoço duro ou dolorido, provavelmente seu colchão, travesseiro ou seus hábitos de sono sejam os culpados. Use um colchão firme e mantenha sua cabeça alinhada à coluna. Não durma de bruços, já que força a cabeça para cima. Evite travesseiros que sejam muito altos e duros e experimente travesseiros de pena ou de flocos de espuma, em vez de espuma de borracha.

    Como você pode ver, muitos dos seus hábitos diários podem contribuir para a dor no pescoço. Siga os passos citados nesse artigo para manter seu pescoço firme e saudável.


    Quando procurar um médico

    Embora a maioria dos casos de uma simples tensão muscular possa ser resolvida com remédios caseiros, alguns tipos de dor no pescoço devem ser avaliados por um médico. Procure um médico, se:



    • sua dor for, ou puder ser, resultado de uma lesão. (quedas, colisões e acidentes de carro podem causar dor no pescoço e lesão que não seja aparente de imediato);
    • a dor no pescoço pode ser acompanhada de febre, dor de cabeça e dores musculares;
    • tiver formigamento ou dormência nos braços ou mãos;
    • tiver transtornos visuais;
    • a dor no pescoço aumentar ou persistir por vários dias, apesar dos tratamentos caseiros.





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  2. #17
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    Padrão Como aliviar a tendinite




    Como aliviar a tendinite




    O aquecimento adequado antes da prática de exercícios é a chave para evitar a tendinite


    Algumas vezes, é difícil dizer o que incomoda mais: os constantes problemas com a tendinite ou o fato de não poder fazer todas as atividades que você fazia antes de sentir dores.
    Os tendões são fibras de tecidos de conexão resistentes que ligam o músculo ao osso. A tendinite é um aviso enviado pelos tendões de que estão inflamados.

    A tendinite também o avisa, em um determinado período de tempo, quando você está trabalhando de forma muito rápida - digitando em um teclado ou correndo em uma pista - sem o aquecimento necessário. A tendinite no braço às vezes é confundida com algum outro tipo de lesão por movimentos repetitivos, como a Síndrome do Túnel do Carpo, que afeta o tendão que passa pelo pulso.

    Enquanto fica prometendo para você mesmo que irá maneirar e fazer o devido aquecimento da próxima vez, veja as dicas na próxima seção para ajudá-lo com as dores nas juntas.


    Dicas para cuidar de seus tendões


    Cuide de seus tendões, e eles retribuirão com gratidão. Siga estas instruções caso sinta dores ou pequenos choques.

    Coloque gelo na região - quando os tendões estão inflamados, o resfriamento pode reduzir a inflamação. Pegue uma bolsa de gelo ou enrole uma toalha fina ao redor de um saco plástico com gelo, ou um pacote fechado de ervilhas congeladas, ou um saco reutilizável com grãos de milho congelados e aplique sobre o tendão dolorido. Deixe o gelo no local por até 10 minutos, três ou quatro vezes ao dia, até que os sintomas desapareçam.

    Massageadores de gelo - faça um massageador de gelo enchendo um copo de papel ou de plástico com água fria e coloque no congelador. Quando a água estiver congelada, rasgue o copo e aparecerá um gelo na forma de copo. Coloque uma toalha umedecida na região dolorida e esfregue o gelo por cima. Conforme o gelo derrete, mais água gelada escorre do gelo. Coloque seu massageador caseiro no congelador entre os usos.



    Alterne sua rotina de exercícios e dê
    folga a seus músculos. Nadar é uma excelente alternativa




    A aspirina pode ajudar - aspirina e ibuprofeno são dois remédios antiflamatórios vendidos em farmácias que podem aliviar a dor e a inflamação. O acetaminofeno - ou paracetamol - pode ajudar na diminuição da dor, mas não reduz a inflamação ou acelera o processo de cura.

    Deixe a região levantada - se possível, mantenha o tendão lesionado elevado acima da altura do coração para ajudar a conter o inchaço.

    Imobilização com faixa - uma bandagem elástica em volta do joelho, tornozelo ou pulso afetado pode ajudar a sustentar as juntas e manter o mínimo de inchaço possível. Entretanto, essa bandagem não fará bem algum se não for colocada da maneira correta e segura (mas nunca muito apertada). Leia as instruções da embalagem ou consulte um profissional da saúde, e verifique se seus dedos próximos da bandagem não estão sofrendo alterações, como pele fria ou pálida, o que indica que está muito apertado.

    Imobilização com tala - alguns especialistas recomendam uma tala ao invés de bandagens pois elas são mais rígidas e ajudam a manter a região afetada em uma posição de descanso.

    Considere o tratamento cruzado - partindo do princípio que a tendinite geralmente aparece devido aos movimentos constantes e repetitivos, você deve alternar entre seus exercícios preferidos e outros. Isso irá minimizar as chances de sobrecarregar um grupo de músculos, o que deixa os tendões propensos a sofrerem de tendinite. Nadar não força tanto as pernas como uma corrida faria, por isso é um bom exercício para ser alternado com corridas regulares. O treinamento cruzado pode ser tão simples quanto intercalar um dia de natação e outro de corrida. Os treinamentos cruzados permitem que você exercite diferentes tipos de músculo em dias diferentes, aumentando sua boa forma.

    Fortaleça seu corpo - antes de entrar em uma rotina de exercícios, como correr ou nadar, condicione os músculos que irá precisar. Levantamento de peso é a melhor maneira de fortalecer um grupo de músculos específico como, por exemplo, os músculos da perna ou do braço, com exercícios sem ou com peso.

    Faça um aquecimento antes de executar uma atividade física - para as pessoas fisicamente ativas, alongamento é sinônimo de aquecimento. Porém existem vários exercícios de aquecimento além de apenas esticar os membros e dar pequenos pulos. Antes de alongar qualquer parte do corpo, você deve fazer algum tipo de exercício aeróbico leve por alguns minutos, pois o alongamento pode fazer com que os músculos ainda "frios" fiquem com tendinite. Exercícios leves de pré-aquecimento podem ser uma pequena corrida, pular corda, fazer uma seção leve em uma bicicleta estacionária ou até mesmo uma caminhada. Se a caminhada for o exercício escolhido como principal, você pode fazer o aquecimento caminhando a uma velocidade mais baixa do que costuma andar quando se exercita. O mesmo serve para quem vai correr ou nadar.



    Faça exercícios de aquecimento, como pular corda,
    para esquentar seus músculos antes da atividade física


    Faça alongamentos sem causar dor - estique-se até que seus músculos estejam rígidos, mas não por muito tempo. Se doer, você está esticando mais do que devia. Faça cada movimento de alongamento de forma suave e lenta, sem contrair o músculo nem deixá-lo solto.

    Faça as coisas com calma - se você está começando uma nova atividade física ou voltando a praticar uma outra que já praticava antes de sofrer de tendinite, comece com uma rotina breve e não faça muito esforço. Corra dois a três km ao invés de cinco ou seis; caminhe em lugares planos e não em terrenos acidentados; ande a uma velocidade moderada ao invés de andar o mais rápido que conseguir.

    Use um tênis apropriado - hoje em dia, podemos encontrar calçados esportivos para praticamente qualquer tipo de atividade, que permitem que você possa utilizá-los sempre que possível. Se você pensa que seus tênis irão dar o suporte e amortecimento necessários durante uma corrida, você pode estar - quase completamente - enganado.

    Quando for comprar um novo par de tênis para uma atividade específica, tente imaginar a quantidade de tensão que suas pernas e pés irão sofrer, e escolha os tênis que reduzam mais essa tensão. Por exemplo, para uma série de esportes que necessitem de salto ou sustentação, procure um tênis com câmaras de ar; isso irá fornecer um amortecimento extra necessário para a absorção de algum impacto que iria direto para os pés, tornozelos e joelhos Você também precisa prestar atenção em como usar seus tênis (verifique as recomendações e avisos em seus tênis).

    Tipos de terreno - pessoas que correm normalmente fazem a mesma rota, correndo na mesma direção, no mesmo tipo de superfície, dia após dia. A rotina repetitiva pode causar tendinite. Quer você perceba ou não, a maioria das estradas, ruas pavimentadas, trilhas e até mesmo pistas de corrida possuem uma leve inclinação, normalmente para facilitar a drenagem da água das chuvas. Correr em superfícies mesmo com pouca inclinação provoca um peso maior de um lado do corpo do que do outro, e se você utiliza o mesmo caminho na mesma direção todas as vezes, o lado sobrecarregado nunca fica aliviado e fica propenso a sofrer tendinites.

    Por esse motivo, faça um esforço para variar sua rota para prevenir que qualquer lado do seu corpo fique sobrecarregado. Se suas opções são limitadas, mudar a direção que você corre em uma trilha pode ser de grande ajuda. Mas se você puder, tente também variar as superfícies em que você anda ou corre, podendo variar entre o asfalto, pista de terra, grama e pedra britada (tente evitar superfícies muito duras ou muito macias). A variação de superfície pode não apenas ajudar a prevenir a tendinite, mas também previne cãibras deixando seu passeio mais prazeroso.

    Evite a areia - embora andar e correr a beira da praia pareça uma maneira agradável de se exercitar, a areia não é uma boa superfície para essas atividades. A areia pode causar torção em seus joelhos ou tornozelos, o que pode causar tensão, deslocamento ou tendinite. O mesmo é válido para a neve.

    Diminua o ritmo após exercitar-se - gaste os últimos minutos com um ritmo menos intenso, assim seu corpo poderá acalmar-se lentamente, e logo depois alongue com cuidado os músculos tensionados. E se tiver tendência a tendinite ou estiver se repuperando de uma crise de tendinite, coloque gelo para prevenir câimbras .

    Tome cuidado com calçados com travas (chuteira) - jogadores de futebol, beisebol e futebol americano prestem atenção: os tendões normalmente recebem toda a força de um impacto quando você está usando um calçado com travas, que ancora o pé no chão.

    Utilize joelheiras e tornozeleiras - elas ajudam a absorver o impacto e proteger estas áreas durante a prática de esportes como o vôlei, o hóquei e o futebol.



    Verifique as recomendações e avisos em seus tênis


    Usar o calçado certo é tão importante como usá-lo de forma adequada. Quando o cadarço estiver amarrado, seu pé deve ficar um pouco solto, mas não folgado dentro do calçado. Se seu tênis estiver muito folgado, seu corpo irá precisar de um esforço maior para manter seu pé na posição correta. E se o tênis estiver apertado demais, você não está permitindo que os pés e pernas tenham a mesma liberdade de movimento que necessitam.

    Verifique também a sola na região do calcanhar. Ela ficou gasta de forma desigual? Caso tenha ficado desgastada, você precisará mais do que um novo par de tênis - irá precisar de calçados ortopédicos. Estes calçados feitos especialmente ajudam a corrigir os desvios de postura, como a pronação (seus pés tendem a pisar com a extremidade interior) ou supinação (seus pés tendem a pisar com a extremidade exterior). Usando o calçado apropriado, todo seu corpo irá trabalhar de forma apropriada quando você se exercitar, e é menos provável que sua rotina seja interrompida pela tendinite.



    Não fique intimidado com a tendinite. Siga as dicas fornecidas nesse artigo e seus tendões irão continuar em forma.



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    Padrão Como aliviar dores no joelho



    Como aliviar dores no joelho







    Poucas pessoas realmente dão a devida importância aos joelhos, mas nós os usamos o tempo inteiro. Os joelhos são uma das articulações mais complexas e propensas a lesões do nosso corpo. Por quê?

    A articulação do joelho é muito exposta e bastante vulnerável. Essencialmente, o joelho é constituído pelo osso da coxa (fêmur), que tem uma base constituída de duas saliências arredondadas (côndilos), assentados na parte superior e relativamente plana da tíbia. A patela é um osso pequeno e arredondado que fica sobre o sulco vertical entre os côndilos e dá força à articulação. Lesões no joelho devem ser avaliadas e tratadas por um médico. Veja abaixo em que situações é recomendado procurar um médico.


    • Você não suporta peso sobre o joelho.
    • Seu joelho parece deformado ou anormal.
    • Seu joelho trava ou estrala quando você o dobra.
    • Você tem dores fortes no joelho mesmo quando está em descanso.
    • Você está com o joelho perceptivelmente inchado ou avermelhado.
    • Seu joelho joelho está sensível ao toque.
    • A panturrilha sob o joelho machucado está dolorida, inchada, adormecida, dando pontadas ou com manchas.
    • O joelho ainda dói depois de dias de descanso e de remédios caseiros.


    Conforme o joelho se dobra ou se estica, a patela desliza para cima e para baixo na cavidade. Um tendão prende a patela aos músculos acima e um ligamento a conecta à tíbia, abaixo. A patela age como uma roldana, aumentando a força dos músculos presos a ela.

    Esse desenho complexo pode causar problemas, especialmente para a patela, que é a fonte de cerca de 20% de todos os casos de dores nos joelhos.O funcionamento correto do joelho e da patela não depende do alinhamento dos ossos, mas do alinhamento das estruturas ao seu redor.

    Pense na patela como uma marionete: músculos, tendões e ligamentos. Contanto que todos os fios puxem da maneira correta, a patela move-se suavemente para frente e para trás no seu trajeto. Mas se qualquer fio distender com muita força ou sem força o suficiente, a patela é tirada do seu trajeto e não consegue mais deslizar com facilidade contra o fêmur, o que pode causar dor e até mesmo danificá-la.

    Como as mulheres têm quadris maiores, o osso superior da perna delas entra no joelho em um ângulo maior, o que torce o joelho. Isto as torna mais vulneráveis a certos tipos de lesões como a condromalacia (em que a camada mais macia de cartilagem que cobre a extremidade do fêmur torna-se áspera ou rachada) e também problemas com o ligamento anterior cruzado (LAC).

    Se os grandes músculos da coxa (quadríceps) estiverem rígidos devido ao desuso ou à falta de alongamento antes dos exercícios ou se estes músculos estiverem sobrecarregados, eles podem causar inflamação dos tendões do joelho (tendinite patelar). Desequilíbrios musculares, em que um grupo de músculos é mais forte que outro e distende com mais força, podem causar problemas nos joelhos também.

    Enquanto os problemas no joelho podem resultar de lesões como quedas, acidentes automobilísticos, lesões atléticas ou doenças como artrite, a vasta maioria é causada pela sobrecarga do joelho durante atividades como corridas, alpinismo ou outros exercícios repetitivos de alto impacto. Músculos da perna em condições insatisfatórias também sobrecarregam os joelhos.

    Contudo, se os problemas com o joelho forem o resultado de sobrecarga, falta de uso (sedentarismo) ou treinamento impróprio em vez de lesões, você pode usar as estratégias na próxima seção para melhorar e manter a saúde dos joelhos.


    Estratégias para proteger os joelhos



    Já que os joelhos sofrem tanto impacto dos exercícios e da vida cotidiana, é importante mantê-los saudáveis. Veja as sugestões abaixo.

    Mantenha o peso ideal - consulte seu médico sobre o seu peso ideal. Estar acima do peso sobrecarrega todas as articulações do corpo, especialmente a dos joelhos, porque a cada passo você exerce uma força igual a uma vez e meia o peso do seu corpo. Quando você corre, a força é cinco vezes o seu peso. Nove, treze, dezoito quilos extras ou mais de peso corpóreo (geralmente de gordura corpórea) realmente sobrecarregam os joelhos.
    Por exemplo, se estiver somente 9 quilos acima do peso e for fazer cooper, estará colocando 45 quilos de força a mais sobre os joelhos a cada passo.

    Olhe para o seu pé - uma causa comum de problemas no joelho é a pronação excessiva (rotação dos pés para dentro). Um certo grau de pronação é normal, mas o excesso pode causar problemas nos joelhos porque os tira do alinhamento.
    Você pode corrigir a hiperpronação com sapatos corretivos desenhados para prevenir a pronação ou com palmilhas especiais colocadas dentro dos sapatos. Você pode comprar palmilhas genéricas ou mandar fazê-las sob medida em um podólogo, quiropata ou um especialista em medicina esportiva.

    Compre os sapatos corretos - use o salto mais baixo possível. O corpo pode tolerar um salto de cerca de 2 cm. Saltos mais altos jogam o corpo para a frente e sobrecarregam os joelhos. Se tiver tendência à pronação, compre um sapato que tenha dispositivos antipronação ou material de alta densidade na parte interna e material amortecedor na parte interna da sola. Procure também sapatos que tenham contrafortes duros (parte do sapato que acomoda o calcanhar) porque ajuda a estabilizá-lo.
    Para esportes, compre calçados desenvolvidos para a prática: calçados de caminhada para caminhar, calçados de corrida para correr e assim por diante. Usar calçados de corrida para caminhar pode causar dores na tíbia e, em alguns casos, dores no joelho.

    Substitua os calçados - freqüentemente, problemas nos joelhos são simplesmente o resultado de caminhar ou correr com sapatos que estão desgastados.

    Verifique o alinhamento dos joelhos - se tiver pernas arqueadas ou os joelhos para dentro, você está mais propenso a ter problemas nos joelhos. Para verificar o alinhamento, fique de pé com seus tornozelos se tocando. Se estiver alinhado, tanto os ossos do tornozelo quanto seus joelhos devem se tocar. Se seus joelhos se tocarem, mas houver um grande espaço entre os tornozelos, você tem os joelhos para dentro. Se seus tornozelos se tocarem, mas houver espaço entre os joelhos, você tem pernas arqueadas.
    Se você não estiver alinhado, atividades como natação ou ciclismo, em que os joelhos não carregam muito peso, têm menos probabilidade de causar dores do que uma corrida, por exemplo(se escolher o ciclismo, certifique-se de que o banco está na altura suficiente para que a perna esteja quase totalmente estendida quando o pedal alcançar o nível inferior, para evitar a tensão no joelho).

    Não confie em joelheiras - freqüentemente vemos pessoas usando joelheiras ou ataduras compradas em farmácias. A joelheira torna você consciente do joelho e o lembra de evitar treinar excessivamente, mas não corrige ou previne problemas. Na verdade, pode dar a falsa impressão de segurança e fazê-lo a ser menos cuidadoso do que deveria. E fique atento a uma coisa: se o joelho dói o suficiente para querer atá-lo, o aconselhável é consultar um médico.

    Evite atividades que possam lesionar os joelhos - flexões violentas e agachamentos podem parecer grandes aliados da boa forma, mas exigem demais dos joelhos. Ajoelhar também, especialmente sobre superfícies duras.

    Não fique sentindo dores - a dor é um sinal de que algo está errado e que, se forçá-lo pode causar mais problemas. Nesse caso, procure um médico.

    Troque as superfícies - se você caminha ou faz cooper na estrada, faça isso na parte mais plana (as estradas inclinam-se para baixo em direção às margens para que a água seja drenada). Se a margem da estrada for sua única opção, mude de lado com freqüência. Superfícies duras, como o concreto ou o asfalto, também podem aumentar a trepidação que os joelhos sofrem. Se possível, corra ou caminhe sobre uma superfície mais macia, como uma trilha ou uma pista de corrida. Contudo, desvie de areia macia porque pode sobrecarregar os joelhos. Descer caminhando ou correndo pode trazer problemas para os joelhos também. A tendência natural é "frear" com os joelhos quando se está descendo, o que pode sobrecarregá-los. Diminua a velocidade e, quando possível, ande em zigue-zague em vez de descer em linha reta. Se estiver com problemas nos joelhos, você deve evitar treinar em declives.

    Mescle exercícios- movimentos repetitivos fortalecem alguns músculos enquanto permitem que outros se enfraqueçam com o desuso. Esta é a razão pela qual o treinamento cruzado é uma boa idéia. Quando você faz o treinamento cruzado, pratica uma variedade de atividades físicas em vez de uma única. Combine corrida ou caminhada com ciclismo, natação, aeróbica, treinamento com pesos ou quaisquer outras atividades de que goste.

    Alongue e se fortaleça - para joelhos fortes e flexíveis, tente fazer estes exercícios regularmente.


    • Alongamento do tendão do jarrete: deite sobre as costas, levante a perna direita e levante a coxa com as mãos. Deixe alongar por 10 a 20 segundos. Repita de três a cinco vezes em cada perna.




    • Alongamento do quadríceps: fique de pé com a mão direita nas costas de uma cadeira. Com a mão esquerda, puxe o calcanhar esquerdo em direção à sua nádega esquerda e aponte o joelho esquerdo para o chão e deixe alongar por 10 a 20 segundos. Repita com a perna direita.




    • Alongamento da panturrilha: fique de 60 a 90 cm da parede e jogue o pé direito para frente. Mantenha a perna esquerda reta, com o calcanhar sobre o chão e mantenha a perna direita ligeiramente dobrada. Apoie-se na parede com ambas as mãos e permaneça nessa posição por 10 a 20 segundos. Repita com a perna esquerda dobrada e a direita reta.



    Descanso, gelo, compressão e elevação - apesar de todos os bons conselhos, você exagerou e os joelhos doem. Descanse, coloque gelo, comprima e coloque o joelho para cima. Tire o peso do joelho. Durante as primeiras 24 horas, use uma bolsa de gelo envolta por uma toalha fina (coloque 20 minutos e retire por 20 minutos) para manter o joelho desinchado. Então envolva o joelho (não muito apertado) em uma bandagem elástica para reduzir o inchaço e mantenha o pé levantado.

    Tome um antiinflamatório - aspirina pode reduzir a dor, a inflamação e o inchaço. Contudo, não use antinflamatórios se tiver úlcera, sangramento ou estômago sensível. Consulte um médico pra saber que medicamento usar.

    Evite calor - gelo previne, mas o calor pode provocar o acúmulo de fluido. Nas primeiras 72 horas depois de uma lesão no joelho, quando ele ainda está provavelmente inchado, evite banheiras ou bolsas de água quente.

    Massageie-o - a massagem não afeta as estruturas dos ossos do joelho, mas aumenta a circulação e consegue soltar os tendões e outros tecidos que podem estar tensionando o joelho. Se você já sente dor nos joelhos, consulte um massagista ou um fisioterapeuta, não apenas um amigo.

    Músculos fortes, joelhos fortes

    Freqüentemente, um desequilíbrio muscular (um músculo ou grupo de músculos é mais forte que o outro) causa problemas nos joelhos. Em outros casos, falta de flexibilidade pode contribuir para dor ou lesão no joelho. Para os joelhos trabalharem bem, os músculos ao seu redor precisam ser fortes e flexíveis. Você pode fazer isso fortalecendo e alongando tanto o quadríceps (os músculos da frente da coxa) quanto os tendões do jarrete (os músculos da parte de trás da coxa).

    Enquanto descansar é importante quando se machuca o joelho, descanso demais pode contribuir para problemas. Falta de uso pode fazer os músculos enfraquecerem. Exercícios suaves, como natação podem manter os músculos tonificados mesmo quando os joelhos estiverem um pouco sensíveis. Exercícios regulares podem corrigir desequilíbrios, aumentar a flexibilidade e prevenir lesões.

    Contudo, nem todos os exercícios são saudáveis para os joelhos. Evite sobrecarregá-lo com peso quando ele estiver numa posição de 90° (que é o mesmo ângulo em que ele fica quando você está sentado em uma cadeira) ou dobrado ainda mais do que isso, especialmente se tiver dor na patela. A menos que esteja sentado e vá se levantar, evite esta posição.


    Não deixe os problemas no joelho impedi-lo de fazer as coisas das quais gosta. Tome conta desta articulação desde o começo seguindo as dicas deste artigo.




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    Padrão Como amenizar a bronquite





    Como amenizar a bronquite



    Causas da bronquite


    Você achou que finalmente iria se livrar daquele resfriado, mas a tosse está pior do que nunca: você está com muito catarro e sente como se alguém tivesse passado a noite sapateando no seu peito. Provavelmente você desenvolveu bronquite aguda, uma infecção nos brônquios - principais tubos que levam o ar aos pulmões.

    A bronquite aguda costuma ser causada por um vírus, freqüentemente o mesmo que causa resfriados, mas o vírus da gripe também pode ser um dos causadores. A bronquite aguda ta
    mbém pode ser causada por uma bactéria ou um fungo, mas esses casos são raros.

    A bronquite normalmente acontece após um resfriado ou gripe, quando a resistência está baixa e os pulmões já estão irritados. Qualquer um que esteja com a resistência baixa ou que tenha outro de tipo de irritação ou lesão dos pulmões, especialmente decorrentes da exposição à fumaça de cigarro ou outros gases tóxicos, está correndo um risco maior de desenvolver bronquite. E os vírus que causam a bronquite são transmitidos da mesma maneira que os vírus do resfriado e da gripe: partículas do vírus espalhadas pelo ar através da tosse de uma pessoa infectada, ou transmitidas através de apertos de mão.

    O vírus ataca as paredes internas dos brônquios, que incham e produzem uma quantidade muito maior de muco denso amarelo ou verde (os dutos costumam produzir 28 gramas por dia de muco fino claro ou branco, que ajuda a aprisionar e remover partículas estranhas). A irritação dos pulmões e o muco disparam uma tosse gutural e persistente, marca registrada da bronquite aguda.

    Também podemos sentir a garganta irritada (devido à tosse), queimação ou dor logo abaixo do osso esterno, uma sensação de aperto no peito, dificuldades na respiração ou falta de ar, e/ou uma sensação de "chiado" nos pulmões e no peito. Em alguns casos podem ocorrer febre baixa, calafrios e desconforto. A irritação causada pelo vírus, por sua vez, deixa o trato respiratório vulnerável a outras complicações, como a pneumonia.

    Se você sofrer de asma, alergia, doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) ou qualquer outra doença respiratória ou problema cardíaco sério, será necessário entrar em contato com o seu médico. Se aparecerem sintomas da bronquite em crianças, idosos ou qualquer um com o sistema imunológico debilitado, o médico deverá ser procurado.

    No entanto, se você for saudável, vai ter que deixar a infecção completar o seu ciclo de vida. Especialmente porque os antibióticos são inúteis contra infecções virais. Felizmente, a bronquite cstuma desaparecer sozinha dentro em até uma semana, apesar da tosse poder persistir por semanas ou meses.

    Mas isso não significa que você tenha que ficar na cama esperando que seu corpo derrote o vírus. Neste artigo, descobriremos as maneiras de auxiliar o organismo a se curar de uma infecção dos brônquios e amenizar os sintomas desse mal. Vá para a próxima seção para aprender algumas dicas sobre como aliviar a congestão e a tosse características da bronquite.



    Dicas básicas


    Até que o seu organismo tenha se livrado da infecção dos brônquios, há algumas coisas que podem ser feitas para diminuir o desconforto e ajudar o seu corpo a se curar:

    Deixe o ambiente úmido - acredite ou não, tossir faz bem. É o jeito que seu corpo encontrou para eliminar a infecção que causa a bronquite. Então, em vez de sufocar a tosse com um remédio supressor sem receita, ajude-a ao usar um umidificador de ar quente ou frio (lembre-se de usar e limpar o umidificador de acordo com as instruções do fabricante). A umidade acrescentada vai ajudar a expelir o catarro. Ficar em um chuveiro com muito vapor mantendo a porta do banheiro fechada ou deixar uma panela de água fervente no fogão também pode ajudar a soltar o catarro.


    Beba muito líquido - ingerir uma quantidade extra de líquidos ajuda a manter o catarro mais fluido e, conseqüentemente, mais fácil de ser expelido. O tipo de líquido que você bebe não é tão importante, apesar de chá, sopa e outros líquidos quentes trazerem uma sensação melhor do que os frios. Líquidos quentes também aliviam a irritação da garganta, que ocorre devido à tosse.

    Gargareje com água salgada morna - isso pode fornecer uma dose dupla de alívio ao acalmar a inflamação e eliminar parte do muco que pode estar revestindo e irritando as tão sensíveis membranas da garganta. Só precisamos de uma colher de chá de sal em um copo de água morna. Sal demais queima a garganta, e pouco sal não tem efeito. Gargareje sempre que necessário, mas certifique-se de cuspir a água salgada após gargarejar.

    Descanse, descanse, descanse - pode ser difícil ficar parado muito tempo, mas ficar andando por aí com bronquite só vai fazer com que você se sinta pior e irá diminuir a habilidade do seu corpo em lutar contra a infecção, portanto, vai ter que pegar leve.



    Tome aspirina ou ibuprofeno para aliviar a dor no peito - se um ataque de bronquite produzir dor muscular no peito, estes anti-inflamatórios podem aliviar um pouco. O paracetamol não possui efeito anti-inflamatório e pode não ser tão útil (devido ao risco de contrair a Síndrome de Reye, não dê aspirina a crianças. Em vez disso, use o paracetamol).


    Remédios para a tosse são o último recurso - lembre-se de que a tosse é a maneira que seu corpo encontrou para se livrar da infecção. Procure manter as passagens de ar livres. Os melhores remédios para tratar a tosse causada pela bronquite contêm guaifenesina, que ajuda a transportar o catarro para fora do corpo. Mas se você já está no limite da sua paciência e não consegue agüentar mais nem um minuto de tosse, principalmente se ela não lhe deixa dormir o necessário para se recuperar, experimente um remédio que evita a tosse, o supressor dextrometorfano.

    Mas tome somente quando realmente necessário. Produtos combinados geralmente devem ser evitados: descongestionantes, anti-histamínicos e álcool (ingredientes comuns em produtos combinados) tornam ineficaz o tratamento da tosse e podem aumentar o desconforto ao causar efeitos colaterais. A maior parte das pastilhas para tosse age como demulcente na garganta, ou seja, suas propriedades aliviadoras devem-se, em grande parte, ao açúcar que contêm.

    Olho vivo nas complicações - embora deixar a natureza agir seja o melhor tratamento para a bronquite aguda, podem ocorrer complicações. Por isso, fique de olho nos sinais que indicam a hora de consultar o seu médico. Fique alerta à pneumonia, sinusite e otite, pois todas elas precisam ser tratadas com antibióticos receitados por seu médico.

    Os sinais de que uma ou mais dessas complicações podem estar presentes incluem febre alta persistente (diferente daquela característica da bronquite), forte falta de ar, crises de tosse prolongada ou tosse que dura mais de quatro a seis semanas, dor aguda no peito, dor por trás dos olhos, ou dor de ouvido.

    Confira se há sangue no seu catarro ou se há mudanças drásticas na cor e consistência desse catarro e informe o seu médico sobre isso. Além disso, informe se você tiver crises freqüentes de bronquite, já que isso pode significar um problema respiratório mais sério que precisa de tratamento médico.

    A bronquite ocasiona dores fortes, mas seguir os passos que mostramos vai facilitar a sua vida enquanto o seu corpo elimina a infecção.




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    Padrão Como as fraturas são consertadas?





    Como as fraturas são consertadas?




    Seu corpo trabalha arduamente para recuperar um osso quebrado, desde o momento da fratura.


    Se você enfrenta problemas com o motor do carro, você o leva ao mecânico. Caso o problema seja o encanamento, você chama o encanador. E se você fratura uma perna, a ação natural é visitar um médico. Mas ao contrário de outras coisas que podem ser quebradas na vida, os ossos começam por conta própria o seu conserto antes mesmo de você chegar à sala de espera.

    O corpo humano possui uma espantosa capacidade de se auto-consertar, que permite que ele se recupere de uma série de doenças e lesões. Ocasionalmente, as fraturas podem ser consertadas de maneira tão perfeita que, em poucos meses, nem mesmo um raio-x é capaz de detectar a linha original da fratura.

    Os médicos muitas vezes desempenham papel vital no processo de cura dos ossos, mas o que esses especialistas fazem é basicamente ajudar no processo natural de cura, oferecendo condições para o conserto e a recuperação desses ossos. O resto do trabalho cabe às células do paciente.

    Mas como funciona esse notável processo biológico? Como pode um membro fraturado recuperar a força que tinha originalmente? Para compreender, primeiramente é preciso observar mais de perto do que são feitos os ossos.


    Tipos de fraturas

    Quando se trata de ossos quebrados, a lesão mais simples que se pode esperar é a fratura simples ou fechada, sem desvio do osso ou perfuração da pele. Como o nome indica, o osso se quebra de maneira simples, em um lugar apenas, sem trauma adicional. Outros tipos de lesões podem não ser tão fáceis de ser reparadas.



    • Fratura exposta - o osso quebrado perfura a pele.


    • Fratura impactada - uma ponta do osso fraturado é empurrada contra outra.


    • Fratura cominutiva - parte do osso se estilhaça em fragmentos.


    • Fratura parcial - o osso se dobra e racha, mas sem quebrar.


    • Fratura por avulsão - uma poderosa contração muscular separa o tendão do osso, forçando uma fratura.


    Fratura patológica
    - ossos enfraquecidos por uma doença se quebram mesmo diante de impactos fracos.





    O processo de reparação dos ossos





    Quando um osso se quebra, o corpo já tem um plano sobre como consertá-lo.



    É fácil pensar nos ossos como matéria sólida e morta, sobre a qual repousam tecidos vivos, mas o esqueleto é parte tão viva do organismo quanto os tecidos ou os órgãos. O corpo armazena minerais nos ossos compactos, produz glóbulos vermelhos na medula óssea vermelha e armazena gordura na medula óssea amarela.

    É importante lembrar que os ossos estão constantemente mudando. Células conhecidas como osteoclastos constantemente dissolvem os ossos velhos, de modo que os osteoblastos possam substituí-los por novo tecido ósseo - um processo conhecido como remodelamento ósseo.

    Um outro tipo de célula, conhecido como condroblasto, forma novas cartilagens. Essas são as três células primordialmente responsáveis pelo crescimento dos ossos - e não só pelo crescimento ósseo que as pessoas experimentam no começo da vida. Esse constante remodelamento de ossos gradualmente substitui o tecido ósseo antigo por tecido novo, ao longo de meses.



    Os riscos para os ossos

    Você corre o risco de quebrar um osso? A Academia Americana de Cirurgiões Ortopédicos relata que homens com menos de 45 anos experimentam os maiores riscos de fratura, e que mulheres na menopausa e acima dos 45 anos sofrem o maior número de fraturas. O rádio, um osso do pulso, é o que mais costuma quebrar, pelo menos entre as pessoas com menos de 75 anos. Entre os idosos, fraturas de bacia são muito mais comuns.



    Quase imediatamente depois da quebra, o corpo começa a tentar corrigir o problema. Os médicos costumam dividir o processo em quatro fases.


    1. Quando um osso se quebra, a fissura também rompe os vasos sangüíneos que percorrem todo o comprimento do osso. O sangue vaza dessas veias e rapidamente forma um coágulo chamado de hematoma no local da fratura. Isso ajuda a estabilizar o osso e a manter as duas partes alinhadas para a cura. O coágulo também interrompe o fluxo de sangue para extremidades partidas dos ossos. Sem receber sangue, essas células ósseas rapidamente morrem. Seguem-se inchaço e inflamação, devido ao trabalho das células que estão removendo tecidos mortos e danificados. Pequenos vasos sangüíneos se estendem até o hematoma sobre a fratura a fim de alimentar o processo de cura.
    2. Depois de diversos dias, o hematoma sobre a fratura se transforma em um tecido mais duro que forma o calo mole. Células conhecidas como fibroblastos começam a produzir fibras de colágeno, a mais importante proteína dos ossos e do tecido conectivo. Depois, os condroblastos começam a produzir um tipo de cartilagem conhecida como fibrocartilagem, que transforma o calo em um calo fibrocartilaginoso, mais duro. Esse novo calo preenche o espaço entre as partes fraturadas do osso, e dura aproximadamente três semanas.
    3. Em seguida, os osteoblastos começam a produzir células ósseas, formando o calo ósseo. Essa cobertura rígida dura de três a quatro meses e oferece a proteção e a estabilidade necessárias para que o osso entre em seu estágio final de cura.
    4. A essa altura, o corpo estabeleceu a posição do osso dentro dos músculos, começou a reabsorver porções mortas de osso e criou um calo duro para ocupar o espaço entre as duas porções do osso fraturado. Mas esse tecido ainda precisa de muito trabalho antes que o osso possa absorver a carga costumeira de peso. Osteoclastos e osteoblastos passam meses remodelando o osso e substituindo o calo ósseo por matéria óssea compacta, de maior dureza. Essas células também reduzem o volume do calo ósseo e devolvem o osso ao seu formato original. A circulação sangüínea no osso melhora e o influxo de nutrientes que ajudam a reforçar os ossos, como o cálcio e o fósforo, dão maior resistência ao osso.


    Mas mesmo no mais simples dos casos, as fraturas requerem atenção médica para que a cura seja a mais segura possível. Será que Humpty Dumpty precisava apenas da ajuda de um ortopedista (em inglês) de talento? Na próxima página, aprenda como os médicos podem ajudar no conserto das fraturas.


    Tratamentos médicos para ossos quebrados

    Diversas complicações podem ocorrer em casos de fratura, dependendo do osso, da gravidade da fratura e da idade da pessoa. Crianças são suscetíveis a outras formas de fratura, mas seus ossos tendem a se curar de maneira mais rápida e mais completa que os dos adultos.




    Dois cirurgiões examinam raio-x de perna quebrada
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    A infecção representa um risco em qualquer caso de fratura exposta, já que a ruptura da pele permite que germes penetrem no local da fratura. Costelas quebradas podem perfurar órgãos internos e o processo de reconstrução do osso pode, inadvertidamente, prejudicar outros órgãos ou tecidos.

    Na síndrome compartimental, o músculo lesionado por uma fratura incha a ponto de impedir que oxigênio entre no tecido, por compressão dos vasos que transportam sangue. Sem oxigênio suficiente, o tecido muscular pode continuar inchando até que lesões graves com morte de uma parte ou de todo o músculos aconteçam.

    A fratura de um osso, especialmente do fêmur em pessoas idosas leva à imobilidade, e ela, por sua vez, pode levar à formação de trombos também chamados de coágulos. Por exemplo, pode-se formar um coágulo quando o sangue que circula em uma perna que ficou imobilizada em um paciente com fratura de fêmur coagular. A movimentação da perna faz com que o sangue volte mais rápido para o coração.

    A ausência de movimentação faz o sangue andar mais devagar e há risco de formação de coágulos. Se uma parte desse coágulo se desprender, ela pode seguir pela veia cava até o coração e atingir o pulmão. No pulmão, o coágulo impede que o sangue venoso receba o oxigênio.

    Esse processo recebe o nome de embolia de pulmão. O êmbolo é o pedaço de coágulo que se desprende e viaja pelo sangue até o pulmão. É um problema bastante comum em casos de fraturas da pélvis e da bacia e responde por cerca de 1/3 do total de mortes causadas por fraturas de bacia.

    Com todas essas possibilidades em mente, um médico aborda uma possível fratura seguindo diversas etapas que garantem uma recuperaçãocompleta do osso.



    • Diagnóstico - o primeiro passo envolve a definição pelo médico da ocorrência ou não de uma fratura. Caso tenha ocorrido, ele precisa determinar a gravidade do caso. Para isso, ele realiza uma radiografia da área lesada.



    • Tratamento inicial - a fratura limita a mobilidade e causa muita dor. O tratamento pode começar com a remoção do paciente a um hospital, de maneira a minorar seu sofrimento. Além disso, quaisquer ferimentos abertos devem ser fechados cirurgicamente, após ampla limpeza, o mais rápido possível.



    • Imobilização - da mesma maneira que o corpo faz sua parte para alinhar os ossos quebrados e limitar sua movimentação, o médico deve garantir o alinhamento correto, e também imobilizar a área afetada com gesso, uma tipóia, faixas ou uma armação metálica. Como a fratura pode requerer alinhamento adicional, o paciente pode necessitar de anestesia local ou até mesmo de anestesia completa, para atenuar a dor durante o processo de realinhamento do osso chamado de redução da fratura.



    • Tração - a simples imobilização nem sempre basta para garantir que os ossos sejam curados devidamente. Em caso de fraturas mais complexas, um sistema de pesos, polias e roldanas traciona os osso fraturados o tempo todo para manter o seu alinhamento.



    • Cirurgia - a maioria das fraturas pode ser tratada sem cirurgia, mas algumas lesões precisam ser resolvidas cirurgicamente para que os ossos possam ser consertados da forma correta. Algumas vezes, os médicos terão que fazer cirurgias a fim de remover materiais estranhos ou fragmentos ósseos. A melhor maneira de estabilizar certas fraturas é alinhar os ossos por meio de varinhas metálicas, parafusos e pinos. Algumas fraturas, como as de bacia e as que atingem algumas articulações, tem que ser corrigidas com a instalação de próteses que são substitutos artificiais .



    • Reabilitação - a mesma imobilização que garante o conserto do osso quebrado também deixa os músculos adjacentes à fratura com pouco a fazer. Isso gera perda de massa muscular, de força e de flexibilidade. Rotinas especiais de exercícios permitem que as pessoas reabilitem gradualmente a sua musculatura, sem risco de causar nova lesão.





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    Padrão Como controlar a Síndrome do Túnel do Carpo





    Como controlar a Síndrome do Túnel do Carpo




    Introdução


    Se o seu trabalho ou hobby requer que você passe muito tempo apertando teclas, prendendo cordas ou orifícios em um instrumento musical, girando uma chave de fenda, clicando em um mouse de computador, ou realizando qualquer outro movimento repetitivo e contundente com suas mãos, você é vulnerável a uma condição dolorosa chamada Síndrome do Túnel do Carpo (STC). O mesmo pode acontecer se você usa suas mãos para controlar uma britadeira ou outra ferramenta que vibre constantemente.



    Tocar violão pode colocá-lo sob o risco de adquirir a Síndrome do Túnel do Carpo



    Descubra os sintomas e o que você pode fazer para proteger seus punhos da Síndrome do Túnel do Carpo.

    A STC é um conjunto de sintomas que geralmente inclui episódios de entorpecimento, formigamento ou uma sensação de "pontadas e agulhadas", queimação, e dor nos dedos indicador, médio e polegar, e no lado voltado para o polegar do dedo anular. No início, esses sintomas tendem a aparecer no meio da noite ou logo após um longo período de movimento repetitivo, e balançar a mão geralmente alivia os sintomas.

    À medida que a condição piora, o desconforto ocorre com mais freqüência. Em casos graves, a dor pode atacar partindo do punho até o antebraço e pode atingir o ombro, o entorpecimento nos dedos e polegar pode se tornar constante e os músculos do polegar podem se desgastar, causando uma perda na força para agarrar e na coordenação.

    Para compreender porque a STC ocorre, vamos examinar o interior do punho. O túnel do carpo é uma passagem estreita que corre através do punho. Seu tamanho equivale a de um selo postal, mas repleto de nervos, vasos sangüíneos e nove tendões diferentes (dispostos como fios de espaguete) que controlam o movimento dos dedos.

    Os movimentos repetitivos ou certas condições médicas podem provocar o inchaço dos tendões, diminuindo o fluxo sangüíneo e comprimindo o nervo mediano, que controla o movimento e a sensação no polegar, nos dedos indicador e médio e em um dos lados do dedo anular.

    O nervo mediano não controla o dedo mindinho, portanto, se os sintomas se estendem até esse dedo, provavelmente o seu problema não é a Síndrome do Túnel do Carpo. Essa compressão é o que causa os episódios de entorpecimento, formigamento e queimação da Síndrome do Túnel do Carpo. Sem tratamento, o resultado pode ser o desgaste e dano muscular permanentes.

    Basicamente, a causa mais comum da Síndrome do Túnel do Carpo são os movimentos repetitivos e forçosos da mão, especialmente quando o punho é dobrado ou a mão permanece em uma posição inadequada, irritando os tendões e provocando seu inchaço. Por esse motivo, a STC, como a tendinite e a bursite, é considerada uma "lesão por esforço repetitivo", abreviada pela sigla LER.

    Porém, condições médicas como a artrite reumatóide, hipotireoidismo (baixos níveis do hormônio da tiróide), gravidez e sobrepeso também podem causar os sintomas da Síndrome do Túnel do Carpo, pois causam inchaço dentro do apertado túnel do carpo.



    Dicas básicas para a Síndrome do Túnel do Carpo


    Para a maioria das pessoas, a chave para combater a Síndrome do Túnel do Carpo é a prevenção: fazer mudanças antes que a STC se torne um problema. Se você já está sentindo algum entorpecimento leve, um pouco de formigamento e queimação associados à STC, você pode evitar mais danos e obter a cura fazendo algumas pequenas mudanças no seu estilo de vida. As dicas a seguir podem ajudá-lo a manter suas mãos e punhos saudáveis e reduzir os sintomas da Síndrome do Túnel do Carpo. Porém, se os seus sintomas são graves (se eles interferem nas atividades diárias, por exemplo), se eles não desaparecerem após duas semanas de cuidados, ou se eles são acompanhados por febre, inchaço, irritação ou vermelhidão no punho, ou qualquer perda de função ou massa muscular, procure um médico.

    Fique em forma: você é menos propenso a sofrer lesões se os sistemas circulatório e reparador do seu corpo funcionam bem. Ajude seu corpo mantendo uma alimentação nutritiva, dormindo e descansando o suficiente e exercitando-se regularmente. Também, pare de fumar, pois isso inibe a circulação de todas as partes do corpo, incluindo punhos e mãos.



    Alimentar-se bem por torná-lo menos propenso a lesões


    Não se prejudique ao tirar uma soneca: os sintomas da STC geralmente surgem à noite e podem acordá-lo. Alguns médicos acreditam que isso ocorra porque o fluído do corpo é redistribuído quando você está deitado, assim, mais fluído se acumula no punho. Mas outro fator colaborador pode ser a sua posição de dormir: você pode dormir com o punho dobrado e/ou enfiado sob a cabeça ou travesseiro, o que pode causar compressão do nervo mediano. Portanto, ao deitar-se para dormir, deixe sua mão ou punho repousar horizontalmente sobre o colchão. Você também pode perguntar ao seu médico sobre uma tala (veja abaixo).

    Emagreça: peso em excesso pode comprimir o nervo mediano, portanto, tente manter seu peso ideal tendo uma dieta equilibrada e praticando bastante exercício. Consulte um médico ou um nutricionista qualificado se você não sabe qual o seu peso ideal ou como alcançá-lo.

    Faça pequenas interrupções:
    a fadiga ou cansaço das juntas ou músculos é um sinal de aviso para mudar a sua postura e/ou padrão de movimento. Quando seu punho, mão ou dedos sentem fadiga ou doem, faça uma interrupção. Balance as suas mãos e, se possível, levante-se e dê uma caminhada ou, pelo menos, estique seus braços e ajuste sua posição. Mesmo uma interrupção de um a dois minutos a cada 20 ou 30 minutos ajuda, como também uma interrupção mais longa (de cerca de 10 a 15 minutos) a cada uma ou duas horas.

    Faça um rodízio de tarefas: especialistas na área sugerem que você faça um rodízio entre tarefas que usam diferentes músculos e evite a mesma tarefa por muitas horas. Se o seu serviço não permite o rodízio, fale com o seu supervisor ou com o seu sindicato sobre uma mudança. O rodízio reduz o estresse da tarefa e minimiza as perdas de produção, beneficiando, assim, tanto o empregador quanto o funcionário.

    Mantenha-se "neutro": quando trabalhar, mantenha seu corpo e seus punhos em uma posição neutra e confortável: reto, nem torto nem curvado. Verifique a altura da tela do seu computador (ele deve estar no nível dos olhos). Ajuste o nível do seu teclado ou estação de trabalho para que você não precise esticar, tensionar ou dobrar seus punhos (ele deve estar na altura do cotovelo ou ligeiramente abaixo dele). Os seus punhos sempre devem estar em uma linha reta com os seus antebraços. E certifique-se de não permanecer muito perto nem muito longe do seu teclado.

    Segure corretamente: a maioria de nós tem uma tendência a segurar coisas com apenas o polegar e os dedos indicador e médio, o que aumenta a pressão sobre o punho e causa irritação dos tendões correspondentes. Se você tem de segurar ou girar alguma coisa, como a tampa de uma jarra, use a palma da mão ou a mão inteira para distribuir a carga.




    Emagrecer pode ajudar a controlar a Síndrome do Túnel do Carpo

    Mãos alternadas: dê um descanso para a sua mão dominante sempre que possível. Tente usar a sua outra mão para fazer algumas tarefas.

    Observe os pontos de pressão:
    freqüentemente, os digitadores apóiam seus punhos na beirada de uma mesa quando trabalham, o que pode causar pressão em excesso sobre os punhos. Ajuste sua estação de trabalho, se necessário, para manter seus punhos retos e afastados da beirada da mesa.

    Suavize e desacelere:
    geralmente são os movimentos repetitivos realizados em alta velocidade que causam os problemas do túnel do carpo. Seja cuidadoso ao trabalhar e aplique somente a força necessária para realizar a tarefa em andamento.

    Diminua as más vibrações: as pessoas que usam ferramentas vibratórias, como lixadeiras, britadeiras, formões, motosserras, esmeris, rebitadeiras e furadeiras por longos períodos parecem correr um risco maior de desenvolver problemas no punho. Se você é um deles, faça interrupções freqüentes e, quando possível, opere a ferramenta na velocidade que causar a menor vibração.

    Seja ergonômico: geralmente a Síndrome do Túnel do Carpo pode ser evitada ou tratada com a utilização de ferramentas e estações de trabalho que foram ergonomicamente reprojetadas para causar menos estresse ao corpo. Algumas ferramentas foram projetadas para trabalhar com menos força, enquanto outras apresentam cabos e alças aperfeiçoados atualmente. Alguns fabricantes de facas, por exemplo, reprojetaram as facas dos empacotadores de carne para que elas exijam menos curvatura do punho. Outras empresas criaram dispositivos auxiliares, como apoios para o punho para usuários de computador e teclados de computador que requerem um toque mais suave, o que pode evitar ou reduzir os problemas da Síndome do Túnel do Carpo. Atualmente, até mesmo canetas com hastes mais volumosas e macias e fluxo de tinta mais suave (que requerem menos "aperto" e força dos dedos) são comuns. Portanto, procure por itens que possam aliviar o esforço sobre seus punhos e mãos.

    Observe os sintomas e aja:
    fique alerta aos primeiros sinais da Síndrome do Túnel do Carpo, como entorpecimento ocasional, queimação, formigamento ou sensação de pontadas e agulhadas que o acordem à noite ou que ocorram ou piorem quando você está segurando um jornal ou outro objeto entre seus dedos. Tome atitudes preventivas e cuide-se imediatamente. Sentir dor nos braços e rigidez nos dedos pela manhã também podem ser sinais precoces de lesão por esforço repetitivo moderado.

    Aplique gelo: se você tem sintomas da STC, reduza o inchaço e inflamação aplicando uma pedra de gelo envolta em um tecido fino sobre o punho e antebraço por 5 a 15 minutos, duas ou três vezes ao dia. Ao mesmo tempo, certifique-se de tomar as medidas necessárias para eliminar a causa do trauma no seu punho.

    O calor é proibido:
    enquanto o gelo pode reduzir a inflamação e o inchaço, o calor pode piorar um problema de túnel do carpo porque ele causa o inchaço dos tecidos na estreita passagem.

    Talas leves: uma tala de punho adequadamente encaixada prescrita por um médico pode ajudar a aliviar a STC e pode ser especialmente útil quando usada à noite para manter o punho em uma posição neutra (não dobrado). Freqüentemente, porém, as pessoas que desenvolvem os sintomas da Síndrome do Túnel do Carpo correm à farmácia ou loja de artigos esportivos em busca de qualquer tala para punho como um remédio caseiro. Mas, às vezes, o remédio caseiro prejudica mais do que beneficia. Se a tala for muito flexível, por exemplo, ela pode permitir o movimento do pulso, o que anula seu propósito. Se for inadequadamente encaixada ou vestida, ela pode, na verdade, forçar o punho a uma posição estressante e/ou causar compressão do nervo mediano. E, se essas talas forem usadas por muito tempo, os músculos na área do punho podem começar a atrofiar.

    Procure alívio com remédios sem prescrição:
    para dores leves, tomar aspirina, acetaminofeno, ou ibuprofeno pode ser útil, ainda que somente a aspirina e o ibuprofeno possam diminuir a inflamação.



    Exercícios como terapia para a Síndrome do Túnel do Carpo


    Exercícios para combater a Síndrome do Túnel do Carpo podem manter os tendões soltos, promover o fluxo sangüíneo e fortalecer os músculos. Porém, interrompa quaisquer exercícios se eles agravarem os sintomas.

    Exercícios para as mãos


    Os especialistas na área sugerem os seguintes exercícios duas vezes ao dia ou sempre que você precisar de um descanso.

    Rotações do punho: com as palmas voltadas para baixo e as mãos levantadas, gire ambos os punhos cinco vezes em cada direção.

    Alongamento do polegar:
    abra sua mão direita e agarre o seu polegar direito com a mão esquerda. Puxe o polegar para fora e para trás até sentir um suave alongamento. Mantenha-o nessa posição por cinco a dez segundos, e solte-o. Repita de três a cinco vezes em cada polegar.

    Alongamento dos cinco dedos:
    estique os dedos de ambas as mãos bem afastados um do outro e mantenha-os assim por cinco a dez segundos. Repita de três a cinco vezes.

    Aperto com o polegar:
    aperte uma pequena bola de borracha firmemente em uma mão de cinco a dez vezes. Depois, estique os dedos. Repita com a outra mão. Se você tiver hipertensão, consulte seu médico antes de praticar regularmente esse exercício.

    Exercício para o punho com pesos


    Os seguintes exercícios, que pedem pequenos halteres de mão, podem fortalecer os punhos. Tente fazê-los, mas lembre-se de interromper a prática se eles piorarem os seus sintomas.

    Rotações de punho com a palma da mão para cima:
    apóie seus antebraços sobre uma mesa, com as palmas voltadas para cima e as mãos retas sobre a borda da mesa. Com um peso leve (1/2 quilo a 1 quilo) em cada mão, flexione seus punhos para cima dez vezes. Ao longo de várias semanas, gradualmente aumente para 40 repetições em cada punho. Aumente o peso dos halteres semanalmente entre 1/2 quilo até 2,5 quilos, no máximo. Não exceda 2,5 quilos com esse exercício, ou você pode traumatizar o punho.

    Rotações de punho com a palma da mão para baixo:
    adote a mesma posição do exercício anterior, mas com a palma das mãos voltadas para baixo. Flexione seus punhos para cima dez vezes. Gradualmente aumente o número de repetições com o decorrer das semanas.

    Rotações de braço: fique de pé e segure os halteres nas laterais do corpo com as palmas da mãos voltadas para frente. Lentamente flexione os braços para cima, mantendo seus punhos retos. Erga cada um dos braços cinco vezes e, ao longo de várias semanas, aumente para 40 vezes.

    Para muitos trabalhadores de escritório e balconistas, a Síndrome do Túnel do Carpo é uma condição que pode tornar o trabalho diário doloroso e desconfortável. Mas para muitos, algumas simples mudanças no estilo de vida podem evitar danos maiores e promover a cura.






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    Como funciona a adenóide







    Adenóide retirada de um paciente com infecção grave



    A adenóide, conhecida popularmente como carne esponjosa, é uma massa de tecidos linfóides protetores localizada na superfície da nasofaringe. Como as amídalas, localizadas abaixo delas, a glândula (tecnicamente conhecida como amídalas nasofaríngeas) é um nódulo linfático com células brancas especializadas em localizar e destruir bactérias nocivas e vírus. Ela representa uma importante defesa contra doenças do sistema respiratório.

    Adenóides aumentadas


    É normal que a adenóide aumente de tamanho durante inflamações na garganta, assim como acontece com as amídalas, e voltem ao normal depois do fim da infecção. No entanto, em alguns casos ela permanece aumentada como resultado de infecção prolongada ou alergias.

    A obstrução da passagem nasal pode causar a característica voz nasalada, respiração bucal e escorrimento contínuo de muco com pus pela garganta. Além disso, pode causar obstrução da trompa de Eustáquio que liga a garganta aos ouvidos, resultando em retenção dos fluídos no ouvido médio, audição comprometida, dor e infecções recorrentes nos ouvidos.

    Tratamento


    O tratamento é feito por meio de antibióticos. Já a cirurgia pode ser recomendada quando a adenóide estiver infeccionada ou aumentada e tornar-se a causa da doença (normalmente as amídalas também estão infectadas e devem ser removidas na mesma operação). E seria recomendada nos seguintes casos: se infecções recorrentes ou contínuas de adenóides não puderem ser eliminadas com medicações antibióticas, se causarem infecções recorrentes nos ouvidos ou se houver um câncer ou abscesso (massa de pus dentro de uma cavidade).

    A remoção cirúrgica de uma adenóide também pode ser ocorrer se caso a glândula, cronicamente infectada, aumentar a suscetibilidade de uma doença séria, como febre reumática ou nefrite (doença renal). No entanto, a retirada não é normalmente feita durante ataques agudos de amidalite, pois pode piorar a infecção. A cirurgia também não é recomendada para prevenir roncos, respiração bucal ou voz nalasada causada pelo aumento da adenóide, pois este normalmente diminui depois da infância.

    Prevenção


    Nem sempre é possível prevenir infecções ou aumento da adenóide. Na verdade, crescer de tamanho para capturar e combater os organismos infecciosos é uma função normal da glândula. No entanto, bons hábitos de saúde podem ajudar, assim como o uso de antibióticos prescritos por um médico nos casos de adenóide infectada e aumentada.


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