Diarreia, fadiga e dores abdominais são os principais sintomas

<TABLE cellSpacing=0 cellPadding=3 align=right><TBODY><TR><TD bgColor=#eeeeee>
</TD></TR></TBODY></TABLE>PAIS DEVEM INFORMAR PROFESSORES SOBRE CASOS DE CRIANÇAS COM DOENÇA INFLAMATÓRIA INTESTINAL Os pais de crianças com Doença Inflamatória Intestinal (DII) – Doença de Crohn e Colite Ulcerosa – devem, no início do ano escolar, avisar os professores de que os seus filhos sofrem destas patologias crónicas. O alerta é do Grupo de Estudos da Doença Inflamatória Intestinal (GEDII) e tem como objectivo facilitar a integração das crianças no ambiente escolar e diminuir a ansiedade dos jovens doentes.

“Diarreia e dores abdominais fortes que levam à necessidade urgente e inesperada de ir à casa-de-banho são problemas comuns nas DII. Se para um adulto esta situação já é complicada, imaginemos para uma criança em plena sala de aula. É importante que os professores tenham conhecimento das necessidades específicas destes jovens para que melhor possam apoiar e promover a correcta integração das crianças na comunidade escolar”, defende o Dr. Francisco Portela, Médico Gastrenterologista dos Hospitais da Universidade de Coimbra e Presidente do GEDII.

Actualmente, existem 12.500 portugueses com DII, sendo que 6.500 sofrem de Colite Ulcerosa e 6.000 de Doença de Crohn. Anualmente, são diagnosticados mais de 700 novos casos. Destes, 30% ocorrem entre os 10 e 20 anos, estando a maioria em plena idade escolar. As crianças com DII podem sofrer de atraso no crescimento, o que pode ser motivo de embaraço, ansiedade e baixa auto-estima. Além disso, padecem de dores crónicas que podem originar ausências escolares frequentes e alguma dificuldade de concentração.

As DII caracterizam-se por uma inflamação crónica, de causa desconhecida, que afecta o tubo digestivo, sobretudo o intestino delgado, no caso da Doença de Crohn, e o cólon e recto, na Colite Ulcerosa. Não têm cura. Existem, no entanto, terapêuticas biológicas muito eficazes que permitem atingir remissão clínica, ou seja, alterar o curso da doença, controlar os sintomas e atingir uma qualidade de vida normal. No caso das crianças, o mais importante é conseguir interligar eficazmente três vectores: acompanhamento médico eficaz, apoio familiar e adequada integração escolar.

Fonte:Inforpress