Hoje é raro o adolescente que não possui uma conta no Facebook










Desengane-se quem pensa que é fácil adicionar e manter muitos amigos numa rede social online. À semelhança do que se passa no mundo real, existem também códigos de conduta no mundo virtual.

Há que colocar conteúdos interessantes , músicas agradáveis, fotografias divertidas e, de vez em quando, poderá então colocar um post mais sério , ou mais introspectivo.

Resumindo, o segredo está na diversidade temperada com humor, o que é em tudo semelhante ao que se passa no nosso dia-a-dia.

Ninguém gosta de conviver com uma pessoa que está constantemente a queixar-se, ou que só tem conversas muito profundas e intelectuais. Este tipo de atitudes e comportamentos têm o seu tempo e devem ser intervalados por outros mais descontraídos.

A obtenção de muitos “likes” e comentários aos posts traduz-se num acréscimo de autoestima para o jovem, uma vez que este se apercebe que os amigos aplaudem o que ele coloca no seu mural.


Através da rede social online, conseguem manter contacto com os amigos e colegas, combinar encontros, desabafar quando estão tristes e obter respostas, ou consolo através de aplicações diversas (músicas, flores, corações… que os amigos colocam no mural).

Também ao nível da partilha da informação, existem vantagens em estar “ligado”. As notícias do país e do mundo, saltam logo para o virtual e podem ser comentadas entre amigos e conhecidos. Cada um dá a sua opinião, a ponto de o mural de uma rede social se transformar num autêntico fórum.

É , também, possível partilhar informações sobre assuntos ligados ao meio académico, facilitando assim a elaboração de trabalhos escolares.


O lado mais negro das Redes Sociais Online



Muito se fala acerca dos perigos das redes sociais. O Facebook fez recentemente 8 anos de existência, o que em parte justifica algum dos temores. Estranhamos e tememos tudo o que ainda não dominamos!

Certo é que as redes sociais possuem ferramentas de segurança que sendo correctamente accionadas, protegem os jovens da maior parte dos perigos.

O problema é que a maioria das vezes tal não acontece. Movidos pela ânsia de terem uma lista cada vez maior de “friends”, adicionam toda a gente e não privam o perfil, deixando-o acessível a quem o quiser visitar.


A curiosidade, típica da juventude, fá-los aderirem a páginas/grupos que praticam o denominado “ discurso de ódio” que pode assumir a forma de xenofobia, homofobia ou racismo.

Ao aderirem tomam contacto com esta terrível realidade e algumas vezes tornam-se membros destes grupos que organizam acções de violência contra determinadas minorias.

O fenómeno é preocupante, uma vez que as redes sociais são agora o local privilegiado para que estas organizações se aproximem dos jovens e os aliciem a tornarem-se membros e a participarem em acções de ódio contra alguém, ou contra um grupo-alvo.



Fonte:sapo