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Tópico: Dívidas!

  1. #1
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    Padrão Dívidas!

    Meus amigos e membros do gforum, como devem ter conhecimento, existem inúmeras famílas portuguesas em dificuldades financeiras: 2 milhões de portugueses passam fome e mais de 500.000 estão desem-
    pregados. já para não mencionaram o facto de haver empresas com salários em atraso, que contribuem para quem anda a trabalhar a ter as suas dívidas em atraso, com os Bancos. não costumo frequentar este tópico, visto que tenho outras preferências. o motivo que me levou a postar deve-se a um amigo meu que está empregado mas com dívidas em atraso. Acontece que ele não consegue obter crédito em lado nenhum devido a elevada taxa de esforço: já tentou sem sucesso nos Bancos, Agências Financeiras, DECO, etc. contactou algumas agências que prometem ajuda nas suas publicidades, mas na realidade é muito diferente: no Plano Viável pediam 250 euros pelo serviço; na Apoiare, pedem 40 euros para ter apoio jurídico. falou com advogados que aconselharam o processo de insolvência, mas para isso, teria que avançar 600 euros para meter um processo em tribunal e os honorários seriam de 3000 euros. voltando à questão do dinheiro. perante esta situação, ele tal como outros que eu conheço, não consegue encontrar uma solução viável para o seu delicado problema financeiro. tem o nome no Banco de Portugal, não tem fiador nem imóvel para hipoteca. Agredecia se tiverem alguma solução, conselho útil ou conhecerem alguma agência que oferecem uma saída, o favor de postar aqui no tópico. infelizmente, a net está cheia de anúncios duvidosos publicados na sua maioria por estangeiros.
    Obrigado pela atenção de todos!
    Última edição por mjtc; 12-02-2012 às 03:09.

  2. #2
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    Padrão A resposta...

    A solução é não se endividar mais e negociar com os credores o pagamento.

    Cumprimentos,

  3. #3
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    Amigo atlas 1017, muitas pessoas tentam negociar os créditos sem sucesso. e no meio de anúncios milagrosos, e de entidades que se oferecem para ajuda na negociação e pouco ou nada consegue, um individuo nestas circunstâncias só tem uma solução: deixar ir o nome para o Banco de Portugal e ir a tribunal para ser decretado um terço do salário. se não existem ajudas em lado nenhum, o que se pode fazer????

  4. #4
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    Caríssimo,

    Não conheço nenhuma agência. Nem acho que seja preciso.

    O processo de insolvência permite que se recorra a um mecanismo denominado "exoneração do passivo restante". Basicamente, ficam alguns anos a pagar uma quantia e, findo esse prazo, desaparecem todas as dívidas que ainda faltem pagar.

    Os requisitos são apertados e não é garantido que o Tribunal decrete. Em todo o caso, é a única possibilidade do seu amigo, alguma vez, poder renascer sem dívidas.

    Se não tem dinheiro para contratar advogado, recorra ao apoio judiciário.

    cumprimentos,

  5. #5
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    Amigo atlas 1017, já que sabes tanto destes assuntos, diz-me quais são os apoios judiciarios??? pois os que eu conheço, nem sequer dignificarem a dar uma resposta ao meu amigo. fala-se muito em apoiar mas na realidade, ninguém faz nada.

  6. #6
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    O apoio judiciário consiste numa ajuda, dada pelo Estado, a quem não tem possibilidades de custear as despesas com a justiça.

    Existem várias modalidades de apoio judiciário, que podem passar até pela nomeação de um advogado.

    Dirija-se à Segurança Social, preencha os papeis.

    Mas se quer ler mais informações, veja este link do Ministério da Justiça:

    Portal da Justiça: Apoio Judiciário

    Cumprimentos,

  7. #7
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    Obrigado amigo atlas 1017, mas o apoio judiciario só funciona quando uma pessoa tem um processo em tribunal movido pelos seus credores. nessa situação, o endividado pode requer um apoio jurídico para o seu problema financeiro. infelizmente, nunca consegue esse apoio antes do processo. quanto à segurança social, é uma boa opção, mas poderá vir a não conseguir resolver o problema. mas vale a pena insistir com eles. é que infelizmente, assistimos a muitos anúncios anunciando soluções e quando estamos nessa situação, os apoios são fracos ou inexistentes. quando o Banco de Portugal dá ordem para cortar ou restringir o crédito aos bancos, a partir daí, ninguém consegue pedido de crédito em lado nenhum, excepto, se tiver um imóvel para hipoteca ou fiador com bons rendimentos. essa situação leva ao desespero muitas famílias e indivíduos que só encontram uma solução na DECO, que também tem dificuldades em conseguir apoiar nesse sentido. muitas vezes, certas instituições sociais só oferecem apoios através de pequenos pagamentos ou na condição de o individuo estar desempregado, doente ou ter um elemento do agregado familiar nessas condições. se isso fosse fácil de resolver, não haveria tantas famílas em situações embaraçosas e a passar grandes dificuldades. infelizmente vivemos num país de aparências mas falta a substância: a competência e o profissionalismo. não havendo dinheiro não se faz nada neste país das bananas.

  8. #8
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    Caro Membro MJTC,

    Não é verdade que o apoio judiciário apenas possa ser concedido quando há existe um processo a correr em Tribunal. Pode ser requerido tendo em vista a propositura de uma acção no futuro.

    Por outras palavras: pode-se pedir o apoio judiciário antes de existir qualquer processo existir.

    E mais: existe o deferimento tácito! Ou seja, faz-se o pedido. Se ao fim de 30 dias não existir resposta, tem-se por tacitamente deferido o pedido de apoio judiciário - cfr. artº 25º, nº 2, da Lei nº 34/2004, de 29/07.

    No demais... não exageremos...

    É certo que cada caso é um caso e há casos dramáticos em que os devedores não contribuiram para a sua situação.

    Todavia, em 90 % dos casos, as pessoas endividaram-se porque quiseram fazer uma vida que não podiam.

    Queriam ter uma casa XPTO, com tudo e mais alguma coisa, e nova (quando poderiam comprar uma mais antiga e a metade do preço).

    Querem ter um carro e não se contentam com um em 2ª mão ou então um novo mais fraco. A cilindrada é sempre de 2000 para cima.

    Querem fazer férias. Querem ter tudo e mais alguma coisa, e do melhor. Andar bem vestidos, fumar, e fazer uma vida requintada.

    O carcanhol não chega para tudo. E à primeira dificuldade na vida, caem que nem tordos.

    Querem fazer vida boa com dinheiro emprestado...

    E depois queriam o quê? Que os outros, que são poupados, que se privam de tudo, que fazem uma vida regrada, que compram um apartamento velho, que andam num carro a cair mas que lá vai andando, que poupam os subsídios para se prepararem para qualquer eventualidade, que há anos que não entram num restaurante, que não fumam, que passam as férias em casa, que não compram uma peça de roupa que não seja nos saldos... querem que esta gente seja malhada com impostos para poder financiar as dívidas dos playboys do pé descalço (para financiar as tais instituições a que se refere)???

    Poupem-me a paciência.

  9. #9
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    Caro atlas 1017, já estamos a pagar os impostos pelos erros dos outros. é verdade que houve pessoal que exagerou no consumo, mas por outro lado, se não fosse os créditos, as pessoas nunca teriam acesso a bens e serviços. não é com o nosso pequeno ordenado que vamos a algum lado. o que adianta estar a juntar durante 10 ou 20 anos para adquirir um determinado bem, e depois esse bem ou não existe ou já deve ser muito caro. além disso, passado 10 ou 20 anos, o individuo passa da sua juventude para uma 3ª idade, sem gozar e nem ter nada. compreendo que muitos portugueses aproveitaram bem a vida e fizeram muito bem, pois um estilo de vida agradável e com bens adquiridos, não é uma oportunidade que surge num momento para o outro. o problema não são os pobres, são os ricos e poderosos que arrecandam tudo e contribuem com a sua corrupção e conhecimentos, para uma desigualdade social alarmante. o outro grave problema é histórico, refiro-me ao sistema económico que dura pelo menos desde a família Medicis que ganhavam dinheiro a partir de dinheiro, o chamado dinheiro virtual. este tipo de dinheiro aliado a especulação económica, bolsa de valores, corrupção, etc, permitiram criar a crise que à muito tempo que existe. uma crise tem os seus ciclos. o problema é que não existe nenhum especialista de economia (incluindo os prémios nobel) que resolvam este delicado problema financeiro. por outras palavras: é necessário uma reforma económica para evitar futuras crises que afectarão as gerações futuras. todo o ser humano tem direito a uma qualidade de vida. ao adquirir bens e serviços estamos a contribuir para fortalecer a economia de uma nação. o grande problema é a forma como essa economia é gerida pelos responsáveis do topo. esperemos que um dia, esse tipo de mentalidade muda, mas infelizmente, já não será do nosso tempo. desejo que as gerações futuras venham a ter um futuro melhor e digno.
    Última edição por mjtc; 22-12-2010 às 23:54.

  10. #10
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    Permitam-me os intervenientes neste poste a minha intervenção. Não com o objectivo de tirar dúvidas a quem as tem, sim com um aplauso a quem vem dando informações completas. Neste caso concreto, cito os nick`s de atlas1017 e arial.

    Sempre li com elevado cuidado as respostas deixadas por estes dois membros, têm servido também, para um enriquecimento dos meus conhecimentos.

    Admiro muito o membro atlas1017 pela frontalidade nas suas respostas e, sem ter como objectivo criticar alguém, corroboro na totalidade as suas palavras.

    Infelizmente, o português habituou-se a gastar mais do que pode, esquecendo o velho adágio que diz: - cada um, cose com as linhas que tem -. Contrariamente, se o meu vizinho tem um carro de gama alta (porque tem poder económico para tal), eu vou também adquirir um para "fazer figura", porém, como não tenho poder económico, vou pedir emprestado. Digo para uma viatura, como poderei dizer para tudo o que se vê. Depois, a vida tem uma queda, a vida deixou de correr como até aí. É aí que começam a aparecer os credores, as forças policiais, os funcionários judiciais, as penhoras.

    Um azar na vida qualquer um pode ter, fazer figura de "grande" quando se é "pequeno", condeno totalmente.
    Assim, penso de uma só maneira: quem faz dívidas, deve de as pagar.

  11. #11
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    Caros amigos, não é com ideias condenáveis e descriminatórias, que iremos algum lado. Independentemente dos erros cometidos por abuso do crédito, todos temos o direito de ser auxiliados. esse nobre gesto designa-se por Humanidade. Os que condenam o vizinho do lado por ter um estilo de vida acima das suas possibilidades económicas, são os tais invejosos por não terem a coragem do vizinho. Tenho conhecimento de pessoas que tiveram uma vida de poupança, para depois com o desemprego e doença, ficarem sem nada e com dívidas. outros que levaram uma vida agradável à base de créditos e também ficaram na mesma situação: pelo menos gozaram a vida com prazer e não tiveram vidas tristes e sem sentido! Não sou adepto dos gastos sem controle. concordo plenamente, com uma educação financeira de poupança, que deve ser incutida nas escolas, para evitar que no futuro, as crianças sejam adultos irresponsáveis. O condenamento mútuo só reforça a ideia popular: "frustrado, o pequeno vira-se contra o pequeno, por ser incapaz de enfrentar o grande". Devemos ser unidos e solidários, pois a união faz a força. se pararmos para pensar e reflectir, apercebemos que o grande problema são:
    - Seus governantes que como mediadores, são incapazes de resolver a situação da desigualdade social;
    - Grandes empresários agarrados ao dinheiro e poder;
    - O sistema económico tradicional que necessita de uma reforma.
    São estes motivos as principais fontes da crise mundial.
    Nós, o povo, temos direito a uma qualidade de vida digna, pois contribuimos para a evolução da economia mundial.

  12. #12
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    Caro MJTC,

    Quando escrevi atrás, referi que 90% dos devedores são devedores por culpa própria. Por exclusão de partes, admiti que 10% fossem devedores sem culpa. Pessoas que, por um motivo ou por outro, tiveram um problema que nunca poderiam esperar nem para ele contribuiram.

    Quanto a estes últimos, admito um auxílio. Os outros 90%, não admito.

    É profundamente injusto que aqueles que se sacrificam continuem a ser sacrificados em nome de pessoas sem escrúpulos, que quiseram fazer uma vida que não podiam.

    E pior do que tudo, vêm os caloteiros e sanguessugas dos subsídios (e atenção, não me estou a referir directamente ao membro MJTC, pessoa que não conheço, mas estou-me a referir a outras pessoas que conheço pessoalmente) vociferar contra os bancos e o sistema financeiro porque lhes emprestaram dinheiro. Eu nem tenho palavras para expressar a minha perplexidade. Algum banco apontou uma pistola e obrigou alguém a contrair um empréstimo? E quanto aos devedores, estamos a falar de homens ou de gaiatos?

    E depois, aqueles que viveram num paraíso querem agora que os outros, que se privaram de mordomias e gastaram apenas o que tinham, os ajudem...!

    Nem mesmo depois de lhes rebentar a bomba nas mãos conseguem admitir que erraram. Não aprenderam nada. Julgam que têm o Direito de continuar a gastar o que não têm. Primeiro financiaram-se através dos bancos; e agora, na opinião do MJTC, era o Estado que os continuaria a financiar. E os outros, os otários que gastaram o que tinham e que, em vez de se endividarem, até juntaram um pé de meia em tempo de vacas gordas, preparando-se para quando viesse o tempo de vacas magras, têm de continuar a sustentar os luxos de gente inútil em nome da... "humanidade"....!!!

    Humanidade???? Se ser humano é financiar os luxos de caloteiros, então eu prefiro ser um animal.

    Mas o cúmulo, aquilo que me deixou zonzo, foi esta expressão do post anterior: "Os que condenam o vizinho do lado por ter um estilo de vida acima das suas possibilidades económicas, são os tais invejosos por não terem a coragem do vizinho".

    Não Sr. MJTC. Não se trata de inveja. Trata-se de ter vergonha na cara. Trata-se de poder sair à rua e dizer a qualquer pessoa que nada deve a ninguém. Isso que V. Ex.a chama de pessoas invejosas, eu chamo de pessoas honestas. É triste ver que esse tipo de mentalidade - caloteiro, devedor, sem vergonha - ainda pulula nesta sociedade. Nem depois da bomba rebentar aprenderam a mudar o estilo de vida.

    Caro Membro MJTC, se quiser, trabalhe de sol a sol, anos a fio, junte o seu dinheiro e depois fale assim. Até pode dar o que é seu ao seu vizinho que ficou com os C*lhões na cama de manhã a gozar a vida enquanto V. Ex.a se levantou todos os dias para comer o pão que o diabo amassou.

    Por minha parte, fico-me com as palavras da formiga para a cigarra, na fábula de La Fontaine: "Ai cantaste? Agora dança".

    Cumprimentos,

  13. #13
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    Caro amigo atlas1017, a culpa não é das pessoas que contrairam crédito para ter uma vida melhor. o crédito permitiu facilitar a vida, pois caso contrário, com os baixos salários auferidos pelos portugueses, não lhes permitiria adquirir bens e serviços. O principal culpado são os Bancos que não avaliaram os rendimentos dos clientes antes de conceder crédito. Pelo contrário, limitaram-se a fornecer crédito de uma forma irresponsável com a intenção gananciosa nos lucros dos juros. não quiseram saber se os clientes tinham ou não possibilidade de ter acesso ao crédito. a situação agravou-se ainda mais com a publicidade enganosa do tipo "crédito por telefone" incentivando muitos a concretizar os seus projectos (obras em casa, carro novo, férias, tirar um curso, etc.), que de outra forma não conseguiriam. Como explicar casos de indivíduos que ganham 500 euros mensais e terem 10 cartões de créditos???? Só por aí vê-se a ganância dos Bancos e agências financeiras em obter lucros sem escrúpulos.
    Resumindo e concluindo: as pessoas foram enganadas pela pressão da publicidade enganosa dos Bancos e agências financeiras. pois estas pessoas confiaram na evolução do progresso e consequentemente a melhoria de qualidade de vida. Agora compreenderam tarde demais, que a economia não é sólida. A crise mundial foi o resultado desta situação caótica. Por esse motivo, é que se deve fazer uma reforma na economia, em vez de assistirmos à publicação de livros sobre soluções milagrosas que na prática não tem efeito. Com esta atitude, as falhas no sistema financeiro só tem dado liberdade a anúncios duvidosos publicados na net, jornais e revistas, de vigaristas com nomes estrangeiros a tentar enganar as pessoas desesperadas. Por outro lado, quem se safa actualmente é quem tem bens para hipotecar, caso contrário não tem outra saída senão ir a tribunal. E o famoso processo de insolvência não é muito do agrado do sistema judicial portugues (excepto para as empresas), ao contrário dos outros países onde tem sido praticado com eficiência.
    Última edição por mjtc; 25-12-2010 às 02:08.

  14. #14
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    Caro MJTC,

    A culpa é das pessoas, sim. Não estamos a falar de crianças, estamos a falar de homens e mulheres, adultos, que recorriam ao crédito para adquirir bens e produtos que não podiam pagar.

    Os bancos não enganaram ninguém. A culpa é de quem se foi endividar. Não tem conta o número de cartões de crédito que me enviaram para casa e que foram directamente para o lixo. Até cheques assinados me enviam e eu deito-os fora.

    Todas as sociedades procuram o lucro (lucro, em sentido restrito). Todas. Para quem estudou Direito, sabe perfeitamente que essa é, aliás, uma das grandes diferenças entre a pessoa colectiva "sociedade" e a pessoa colectiva "fundação". E os bancos são iguais às outras sociedades. Querer culpar os bancos por fazerem aquilo para que foram criados (ter lucro) é a mesma coisa que culpar a Santa Casa da Misericórdia por ajudar os pobres. Cada um foi criado com um fim. E cada um prossegue essa finalidade.
    Criticar uma sociedade porque quer ter o máximo de lucro possível? É um verdadeiro paradoxo.

    Eu vou dizer uma coisa que, se calhar, vai chocar muita gente, mas eu gosto deste sistema de crédito fácil por parte das entidades bancárias. Gosto dele porque eu a ele só recorro se quiser. E se um dia, por causa de uma doença, tiver de a ele recorrer, pois poderei fazê-lo calmamente e sem entraves. Todos se lembram de quando era dificil aceder ao crédito e quem o fazia pagava juros monstruosos.

    No mais, caro membro MJTC, tudo o que V. Ex.a diz são balelas, sem interesse nenhum. Eu sou muito mais terra-a-terra: não vou estar à espera da mudança da "ordem económica mundial" porque essa não vai mudar. Eu vou é fazer a minha parte e tentar eu beneficiar desta ordem económica. Se as empresas dão lucro, vou é poupar (como sempre o fiz) comprar acções para me tornar num dos que beneficiam.

    E, se puder, vou poupar e nenhum banco vai ganhar nada comigo. Se algum banco conseguir ter lucros fabulosos à custa dos parvos que, desnecessariamente, lá vão pedir o dinheiro emprestado, eu vou é tornar-me accionista desse banco para que eu possa ganhar igualmente com os parvinhos.

    Gostaria de deixar, por fim, esclarecida uma ideia: eu não sou contra que cada pessoa tenha os luxos que entender. Eu sou é contra que o façam com o dinheiro que não juntaram previamente.

    Cada pessoa terá a sua forma de o fazer.

    Sem que seja nenhum segredo, deixo-vos aqui a minha fórmula:
    - no início do mês, retiro logo uma parte do meu ordenado e ponho de lado (pelo menos 1/3, às vezes 1/2 do ordenado); Os subsídios de férias e Natal ponho-os totalmente de parte;
    - do que me resta, eu "finjo" que sou fumador e ponho três euros em moedas (o dinheiro de um maço de tabaco), todos os dias, numa garrafa de plastico.

    Este último dinheiro (o da garrafa) é o dinheiro das minhas férias, que eu poupo do que me resta. Para conseguir poupar este dinheiro, cortei a tv cabo (só tenho os 4 canais), deixei de jogar no Euromilhões, tenho internet pré-paga em carregamentos, quando vou às compras, levo uma lista feita de casa e só compro o que está na lista, nem que me apareça a maior promoção à frente e a pouca roupa ou calçado que compro, só o faço nos saldos.

    Desta forma, com estes três euritos por dia (que coloco na garrafa, religiosamente, de Segunda a Domingo), num ano fui de férias à Tunísia. Dois anos depois fui a Creta. No próximo Verão irei a Israel.

    Do outro dinheiro que ponho de parte, há quatro anos atrás comprei um carro novo, a pronto pagamento, sem pedir nada a banco nenhum. É fraquito - é um 1.4 - mas preferi assim a ter de pedir dinheiro ao banco.

    O meu próximo objectivo é comprar um terreno a pronto pagamento. Para depois juntar e fazer lá uma casa. Há quatro anos que ando a trabalhar para isto. Daqui a 2 ou 3 anos, irei conseguir reunir a soma necessária. Talvez venha então a recorrer ao banco quando tiver de erguer a casa. Veremos se o farei e em que medida o farei.

    Cada um saberá as linhas com que se cose. Pela minha parte, faço assim. E cada um que faça o melhor que souber e puder. Mas não estejam à espera que os outros façam o vosso trabalho de casa, nem esperem as ajudas dos outros. Cada um ajuda-se a si mesmo, sonhando, planeando para cumprir os sonhos e depois trabalhando para a prossecução dos seus sonhos (sejam eles quais forem).

    Cumprimentos,

  15. #15
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    Bem eu gostei de ler isto tudo.Vamos conhecendo as pessoas e a sua forma de estar na vida.

    Cada pessoa tem a sua forma de se organizar bem como a sociedade.

    Há quem recorra ao crédito com conta, peso e medida e consiga cumprir as suas obrigações e outros como todos sabemos, não o conseguem por N razões mais uma.

    Agora sinceramente penso que esta história já vai longa e não têm necessidade de a aprofundar mais.


    Cumprimentos,



    Luana

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