Antes de pegar na tralha toda que tem lá em casa e de a deitar fora, veja bem se não está a atirar uma preciosidade para o lixo. E, já agora, em caso de compra, apure os sentidos para não ser aldrabado.









1 - Averigúe a origem da peça. Passou de geração em geração no seio da família? Bem, pode ser considerada antiguidade, mas não necessariamente. Da mesma forma que um item comprado numa feira de rua ou num leilão pode não passar de velho. Tente reconstituir o seu historial tanto quanto possível.

2 - Procure a eventual assinatura do autor na peça e informação sobre o seu processo de fabrico.
Talvez descubra uma assinatura (numa peça de faiança, por exemplo) ou uma marca referente a uma empresa, bem como a data ou outro símbolo de copyrighting. Atente ainda nas marcas de uso.

3 - Pense na década que associa a determinada peça, sem perder de vista o contexto actual. As secretárias de correr remontam aos anos 40 e 50 e, neste caso, poderá estar na presença de uma relíquia. Mas tente perceber se não se trata apenas de uma cópia recente. A moda revivalista é responsável por desilusões desta natureza.

4 - Considere os principais critérios de avaliação de uma antiguidade.
O período em que foi concebida e os respectivos materiais envolvidos. Não se esqueça que certas técnicas foram apanágio e ficaram circunscritas a determinadas alturas. Se a sua peça tem muitos anos mas foi elaborada com material que não conjuga com a época, tire o cavalinho da chuva.

5 - Para obter 100% de certezas, nada como consultar um avaliador fiável.
Não haverá olho mais crítico e apurado do que o dele para detectar preciosidades ou embustes. Pode ser apenas um item muito interessante mas sem qualquer valor no mercado em questão. Da mesma fora, pode acontecer o inverso. Não subestime os achados no baú da bisavó. Quem sabe não valem mesmo uma pipa de massa.






Fonte:isabe