Híbridos compensam para condutores urbanos



Veículos eléctricos poupam o ambiente e na carteira


Os carros híbridos compensam sobretudo para os condutores urbanos. Porquê? Porque podem carregar as pequenas baterias com frequência (a cada 32 quilómetros ou menos), permitindo assim reduzir o consumo de combustível, a emissão de gases com efeitos de estufa e o custo do ciclo de vida, de acordo com um estudo desenvolvido por uma equipa de investigadores da Universidade de Carnegie Mellon.

Por outro lado, para aqueles que não podem fazer carregamentos com frequência, os veículos têm baterias de maior dimensão (com capacidade para 64 quilómetros ou mais), ainda que também consumam menos combustível e emitam menos gases com efeitos de estufa. No entanto, estes têm um maior custo de ciclo de vida.

Os veículos híbridos recarregáveis utilizam baterias para armazenar energia e impulsionar parcialmente a viatura, através de electricidade, em vez de gasolina. «Em média, a electricidade emite uma menor emissão de gases com efeito de estufa, por quilómetro, do que a gasolina, nos Estados Unidos, e as baterias maiores permitem aos condutores andarem mais, usando energia eléctrica. Contudo, as baterias são dispendiosas e o seu peso extra diminui a eficiência do veículo», explica o investigador Michalek.

O estudo recorreu a modelos de simulação informática com o intuito de calcular o peso e custo das baterias recarregáveis. «Analisámos uma grande variedade de cenários, desde a flutuação do preço da gasolina às baterias que utilizam novas tecnologias, passando pelas taxas de carbono».

«As novas tecnologias são, numa fase inicial, normalmente mais caras do que as já existentes. O que é, sobretudo, encorajador é que a tecnologia plug-in oferece a alguns condutores a possibilidade de pouparem dinheiro, ao mesmo tempo que reduzem a dependência do petróleo e o aquecimento global», conclui o professor da Universidade de Carnegie Mellon.

IOL