
Postado originalmente por
florindo
27 Janeiro 2011
A bolsa nacional encerrou em terreno positivo pela segunda sessão consecutiva impulsionada pelos títulos da EDP e da Zon Multimédia. A dona da TV Cabo foi a cotada que mais subiu, ao valorizar 3,45%.
O principal índice da bolsa nacional, PSI-20, avançou 0,16% para os 7.742,98 pontos, com 13 títulos em alta e sete em queda.
As acções da eléctrica nacional recuperaram hoje das perdas registadas nas últimas duas sessões e fecharam a ganhar 2,02% para os 2,776 euros. Na sessão de ontem, dia em que a EDP emitiu 750 milhões de euros de obrigações a cinco anos, as acções caíram 1,84%.
A emissão de ontem marca o regresso de uma empresa portuguesa aos mercados internacionais, através de uma operação sindicada. A eléctrica colocou a dívida com um cupão de 5,875% que, de acordo com a empresa, é cerca de 30 pontos base abaixo do exigido para a República no mesmo prazo.
O juro pago resultou da forte procura. A operação recebeu ordens de 9.000 milhões euros, mais 12 vezes que o montante oferecido. Participaram 500 investidores, quase todos estrangeiros. Dos 750 milhões colocados, 27% foram para a Alemanha e 22% para o Reino Unido.
A Zon Multimédia foi a cotada que mais subiu, ao valorizar 3,45% para os 3,569 euros, um dia após o Espírito Santo Research ter reiterado a recomendação de "compra" e elevado o "target" de 4,80 para 5,00 euros.
Entre as empresas que mais impulsionaram a bolsa nacional, estiveram também a Cimpor e o Banco Espírito Santo (BES).
O banco liderado por Ricardo Salgado avançou 0,51% para os 2,761 euros, após ter garantido que, este ano, vai pagar dividendos aos accionistas.
Já o BPI foi a cotada que mais desvalorizou, ao perder 1,57% para os 1,382 euros, um dia depois de Fernando Ulrich ter anunciado que a instituição que lidera não vai pagar dividendos este ano.
Ainda no sector bancário, o BCP avançou 0,17% para os 0,585 euros, com 18,59 milhões de títulos negociados.
A impedir maiores ganhos na bolsa nacional estiveram os títulos da Portugal Telecom. A operadora emitiu obrigações em euros no valor de 600 milhões, com uma maturidade de cinco anos. Após a EDP, esta é a segunda emissão de uma empresa portuguesa esta semana, sendo que operadora vai pagar um "spread" inferior ao suportado pela eléctrica.
Jornal de Negócios