Ver Versão Completa : Espécies piscícolas existentes em Portugal
Nome vulgar: ABLETE
Nome científico: Alburnus Alburnus
Família: Cyprinidae
Ordem: Cypriniformes
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Origem e distribuição
A Ablete, conhecida desde o século XIX, é uma espécie indígena muito frequente em grande parte da Europa à excepção da Irlanda e Escócia, e estendendo-se até às zonas ocidentais do Mar Cáspio e Montes Urais.
Em Portugal é reconhecida a sua existência em algumas regiões mas em reduzido número. Na Albufeira da Barragem do Caia, onde recentemente foi introduzida por pescadores desportivos, a Ablete parece estar-se adaptando perfeitamente e já surge com certa regularidade em algumas zonas.
Características e habitat
A Ablete é um peixe cuja presença serve de indicador positivo da qualidade da água que habita.
De pequeno tamanho e com um aspecto prateado, tem um corpo alongado, a boca oblíqua ao alto com a maxila inferior a ultrapassar a superior, possui uma barbatana anal maior que a dorsal, as barbatanas são praticamente transparentes e possui uma linha lateral ao longo do corpo.
Possui uma medida que varia entre os 8 e 15 cm. e com um peso de 20 a 50 gr., podendo excepcionalmente atingir os 20 cm. e pouco mais de 200 gr.
Habita em todos os sectores das ribeiras e albufeiras que possuem águas calmas, claras e bem oxigenadas. A Ablete movimenta-se em grupos numerosos e em águas de superfície e meio-fundo e prefere as áreas junto às margens que têm protecção ou onde haja suficiente vegetação.
É um peixe que pode ser utilizado como isco para outras espécies como o Achigã ou o Lúcio.
Alimentação e reprodução
A Ablete alimenta-se fundamentalmente de larvas e insectos que vão caindo na água, sobretudo a formiga de asa, de detritos vegetais e também de pequenos moluscos e algas. Os recém-nascidos alimentam-se de plancton.
Esta espécie tem uma esperança de vida calculada em pouco mais de 7 anos e a sua maturidade sexual é atingida aos 2/3 anos de idade. O período de reprodução da Ablete situa-se entre Abril e Junho e sempre em locais de águas calmas e de preferência junto à vegetação ou mesmo em fundos com pequena gravilha, quando a temperatura da água atinge os 14/15ºC., podendo cada fêmea conseguir na postura até cerca de 2000 ovos, ficando estes aderentes às plantas aquáticas e com uma incumbação de 2 a 3 semanas. Durante o período de reprodução os machos apresentam-se cobertos de tubérculos nupciais no dorso e flancos e as suas barbatanas adquirem uma coloração alaranjada.
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Nome vulgar: ACHIGÃ
Nome científico: Micropterus Salmoides
Família: Centrarchidae
Ordem: Perciformes
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Origem e distribuição
O Achigã, um dos grandes e combativos predadores de água doce e muito apreciado na alimentação humana, é originário do sul do Canadá e norte dos Estados Unidos da América e foi introduzido na Europa no final do século XIX, sendo hoje uma das principais espécies existentes em quase todos os países e que desperta a paixão de milhões de pescadores em todo o mundo.
Em Portugal, reconhecida a sua existência desde o início do século XX, o Achigã teve uma excelente adaptação e espalhou-se rapidamente por todas as bacias hidrográficas do país, particularmente a sul do Rio Tejo, sendo hoje já considerado um dos predadores que mais tem contribuído para uma clara diminuição de outras pequenas espécies, nomeadamente nas albufeiras.
Características e habitat
Possui um corpo altivo e alongado, uma cabeça grande e de boca larga e com numerosos e minúsculos dentes, justificadamente agressiva, possui um dorso e cabeça de coloração verde escuro ou oliváceo, com flancos dourados, ventre branco, a linha lateral tem uma fiada de manchas castanhas ou negras, bem visível nos adultos e o opérculo tem duas barras escuras e uma mancha preta. Tem uma barbatana dorsal dividida em duas partes, tendo a primeira raios espinhosos, tendo ainda na boca uma maxila inferior proeminente e mais saliente do que a superior.
Alimentação e reprodução
O Achigã adulto é um predador muito voraz, alimentando-se preferencialmente de outros peixes e crustáceos e também de insectos aquáticos.
Os mais novos têm a sua alimentação baseada em insectos, crustáceos e moluscos enquanto que os alevins se alimentam de plancton.
Durante o período de reprodução, de Abril a Junho, o macho tem um comportamento territorial, protegendo o ninho até os novos terem 3 a 4 semanas de idade. Após este período, permanece em cardumes pouco numerosos durante mais 2 ou 3 meses.
A desova ocorre quando a temperatura da água atinge os 16 a 18ºC, cada fêmea deposita entre 4.000 e 10.000 ovos em locais de fraca corrente e pouca profundidade, em ninhos feitos pelos machos sobre camadas de pedras, cascalho, areia ou entre raízes aquáticas, ficando os ovos aderentes ao substracto do ninho, o qual é bem guardado e onde procura agitar-se constantemente para melhor oxigenação dos ovos. Após a postura, a companheira é expulsa do ninho, chegando mesmo a ser caçada, podendo ainda o macho atrair outra fêmea.
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Nome vulgar: BARBO
Nome científico: Barbus Steindachneri (Bocagei)
Família: Cyprinidae
Ordem: Cypriniformes
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Origem e distribuição
O Barbo é uma espécie autóctone da Península Ibérica, sendo um dos principais peixes em Portugal e um dos mais excitantes para a pesca desportiva. Esta espécie apresenta variações no nosso país, dando origem às designações de Barbo do Norte, com o nome científico Barbus Bocagei, a norte do Rio Tejo, o Barbo Steindachneri que habita em grandes populações nas bacias hidrográficas do Tejo e Guadiana, e ainda, mas em reduzido número, os de nome Barbo de Cabeça Pequena (Microcephalus) e Barbo do Sul (Sclateri) nas restantes regiões situadas no sul de Portugal.
Características e habitat
É um peixe muito combativo na sua defesa e com grande aptidão para percorrer as maiores profundidades dos rios e lagos. Apresenta tipicamente um corpo alongado tipo cilíndrico e musculado, com o ventre mais largo, tem o focinho pontiagudo e a boca com lábios grossos onde possui os tão característicos dois pares de barbilhos bem desenvolvidos que servem de órgãos de gosto e tacto. O último raio simples da barbatana dorsal é ossificado e denticulado, o qual é utilizado para tentar libertar-se do fio de pesca que o prende. Tem um dorso de cor acastanhada e olivácea e com os flancos e ventre mais claros.
É essencialmente um peixe de fundo e de águas bem oxigenadas, vivendo em grupos nos sectores médios dos rios e ribeiras de correntes moderadas e de águas não demasiado frias, e também em algumas albufeiras. Utiliza preferencialmente as pedras e vegetação junto às margens para se refugiar.
Esta espécie tem uma medida que varia entre os 20 e os 80 cms., podendo ir até aos 10 kgs. de peso.
Alimentação e reprodução
O Barbo define-se como uma espécie omnívora e também detritívora, alimentando-se de restos de plantas, moluscos, crustáceos, insectos e os detritos que se vão depositando nos fundos. Pequenos peixes também podem entrar na sua alimentação.
Na época da reprodução, de finais de Abril a Junho/Julho, os machos exibem umas pontuações brancas à volta do focinho designados de tubérculos nupciais. Realiza a desova no final da Primavera ou já durante o Verão, com uma capacidade de cerca de 8.000 ovos em média, em zonas de fundos pedregosos e arenosos e de águas pouco profundas mas ricas em oxigénio.
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Nome vulgar: BOGA
Nome científico: Chondrostoma Polylepis
Família: Cyprinidae
Ordem: Cypriniformes
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Origem e distribuição
A Boga é uma espécie quase restrita ao centro-oeste da Península Ibérica, sendo em Portugal muito vulgar nas bacias hidrográficas do norte a Chondrostoma Duriense, e no centro e sul até à bacia do Sado a de nome Chondrostoma Polylepis Steindachner, também chamada de Boga de boca direita, sendo esta muito apreciada na pesca desportiva de competição. Na Albufeira do Caia, junto à localidade de Arronches, encontra-se um dos maiores e mais importantes viveiros naturais desta espécie que infelizmente e por incúria das autoridades da administração central e local nada se tem feito para a sua protecção. No nosso país estão referenciadas outras três variantes: a Boga portuguesa (Chondrostoma Lusitanicum), a Boga de boca arqueada (Chondrostoma Lemmingii) e a Boga do Guadiana (Chondrostoma Willkommii).
Esta espécie é um bom exemplo da falta de legislação adequada e actualizada, e também de uma deficiente fiscalização (mais preocupada com as crianças não possuidoras de licença), para enfrentar não só as graves consequências de contaminação que progridem nas nossas águas mas também a insensatez humana na preservação das fauna e flora que nos rodeia.
Características e habitat
Possui um corpo fusiforme e alongado, com um focinho proeminente, a boca inferior e sem barbilhos, e um lábio inferior com uma placa de bordo cortante para raspar as algas e invertebrados aderentes à gravilha dos fundos. As barbatanas têm uma coloração avermelhada.
Vive habitualmente em locais de água com alguma corrente e pode apresentar medidas até um máximo de cerca de 30 centímetros e um peso que normalmente não ultrapassa as 400/500 gramas.
É uma espécie com uma longevidade à volta dos 10 anos e torna-se adulta aos 2/3 anos de idade.
Alimentação e reprodução
A sua alimentação baseia-se em invertebrados, particularmente de moluscos, larvas de insectos e ainda de vegetais, em especial de pequenas algas.
A Boga efectua migrações logo no início da Primavera para executar a desova a montante dos cursos de água corrente com pouca profundidade e de fundos de areia e cascalho, onde cada fêmea deposita entre 1.000 e 7.000 ovos. Durante a reprodução os machos apresentam minúsculos tubérculos nupciais por todo o corpo.
Entre os ciprinídios, a Boga é normalmente o primeiro a executar o processo de reprodução.
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Nome vulgar: CABOZ (de água doce)
Nome científico: Salaria Fluviatilis
Família: Blennidae
Ordem: Perciformes
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Origem e distribuição
Esta espécie de água doce encontra-se na maioria dos países banhados pelo Mar Mediterrâneo, com as suas populações em nítida regressão, sendo já considerada uma espécie rara e ou em perigo de extinção.
Em Portugal, o Caboz de água doce aparece apenas na bacia hidrográfica do Guadiana onde, para além do próprio Rio Guadiana, existe ainda nos seus afluentes como o Xévora, Degebe e outros. Em 1981, na Albufeira do Caia, pude comprovar a veracidade de sua existência nestas águas através de uma feliz captura que fiz de um lindo exemplar com quase 10 cm.
Características e habitat
É um peixe de pequenas dimensões, com um corpo alongado, um pouco comprimido lateralmente, sem escamas e com bastante mucosidade. Tem uma cabeça grande onde se destaca um pequeno tentáculo sobre cada olho e com uma boca cujos maxilares estão providos de dentes. As barbatanas dorsal e anal são grandes ao longo do corpo, tendo este uma coloração geral acastanhada com manchas transversais mais escuras e desenhos sinuosos.
Habita preferencialmente em locais com águas limpas e fundos pedregosos onde procura esconder-se. É um peixe muito vulnerável a qualquer alteração prejudicial ao seu habitat.
Excepcionalmente consegue ultrapassar o tamanho de 15 cm.
Alimentação e reprodução
É considerada uma espécie carnívora, alimentando-se sobretudo de larvas de insectos, crustáceos e alevins.
A sua reprodução realiza-se entre Maio e princípios de Agosto. O macho exerce uma forte custódia durante a desova, protegendo as suas fêmeas, as quais podem depositar quase sempre debaixo das pedras uma média de 400 a 600 ovos por cada e numa única vez em cada ano.
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Nome vulgar: CARPA
Nome científico: Cyprinus Carpio
Família: Cyprinidae
Ordem: Cypriniformes
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Origem e distribuição
A Carpa é originária da Europa Oriental e Ásia Ocidental e foi introduzida pelos romanos na Europa Ocidental onde se conheceu a sua grande expansão na Península Ibérica a partir da Idade Média. Em Portugal existem actualmente numerosas populações em praticamente todas as bacias hidrográficas à excepção das situadas a norte do Rio Douro, onde são em menor número.
Desta robusta e magnífica espécie estão ainda catalogadas quatro variedades: a Carpa comum ou selvagem, a Carpa espelho, a Carpa dourada ou vermelha e a Carpa couro, que se diferenciam entre si pela altura do corpo, coloração, tamanho e disposição das escamas e lábios.
É sem dúvida a espécie mais procurada pelo pescador desportivo, originando a sua pesca uma atitude de culto, uma verdadeira paixão que se enraizou em muitos países e se contagiou pelo mundo.
Características e habitat
É uma espécie muito corajosa e combativa, com um pujante corpo alongado, coberto de escamas grandes, tem a cabeça massiva e de forma triangular com uma boca terminal proeminente e com dois barbilhos, um de cada lado da boca, a barbatana dorsal é longa e com raios, sendo o primeiro mais forte e dentilhado. Apresenta um dorso castanho esverdeado, com flancos dourados e o seu ventre tem uma coloração amarelada.
A Carpa tornou-se uma espécie tipicamente de albufeiras e cursos de água com corrente fraca e muita vegetação. Tem o hábito de nas águas pouco profundas se fossar no fundo a fim de provocar turvação e costuma vir à superfície para aspirar o ar. Possui ainda uma enorme capacidade para águas salobras assim como uma impressionante resistência fora de água, conhecem-se casos de exemplares que sobreviveram após mais de 1 hora sem água.
Em alguns locais e beneficiando de determinadas situações naturais a Carpa consegue atingir cerca de 1 metro de comprimento e com um peso que poderá oscilar entre os 30 e os 35 kgs., existindo já diversos registos próximos dos 40 kgs.
Alimentação e reprodução
É uma espécie omnívora de regime alimentar muito variado, alimentando-se de invertebrados, plantas e algas, ovos de batráquios e outros peixes, tem uma preferência especial por larvas de insectos, crustáceos e moluscos, chegando mesmo, ocasionalmente, a comer outros alevins e pequenos peixes.
A Carpa atinge o estado de adulto por volta dos 4 anos e tem o hábito de se reproduzir com grande frenesim em locais de pouca profundidade e com abundante vegetação aquática ou submersa, quando a temperatura da água chega aos 18º/19ºC., de Abril a Junho, por vezes até finais de Julho. As fêmeas executam várias posturas durante a época de reprodução, a qual pode libertar a extraordinária média de 250.000 ovos/kg., 5 a 8 dias mais tarde nascem os primeiros alevins que se alimentam de plancton.
A Carpa possui uma longevidade que pode superar os 20 anos, havendo quem considere poder ir muito mais além mas por enquanto sem sustentação científica.
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Nome vulgar: ENGUIA
Nome científico: Anguilla Anguilla
Família: Anguillidae
Ordem: Anguilliformes
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Origem e distribuição
Esta espécie foi ao longo dos séculos penetrando em quase todos os estuários da maior parte dos países europeus incluindo Portugal. No nosso país a enguia pode ser encontrada em praticamente todos os cursos de água doce. Só em meados do século XX se reconheceu cientificamente o verdadeiro ciclo biológico desta espécie. Nascendo no Oceano Atlântico, no Mar dos Sargaços, entre as Bahamas e Bermudas, como larvas (leptocéfalas) são arrastadas ao longo de um período de 2 a 3 anos pelas correntes oceânicas até às costas europeias onde inicia uma outra etapa da sua metamorfose, já como pequenas enguias ou enguias de vidro (transparentes) vão subindo ao longo dos rios e ribeiras onde adquirem o estado adulto para mais tarde regressarem de novo à origem onde se reproduzirão e morrerão.
Características e habitat
É uma espécie marinha com uma fascinante história migratória e com um ciclo de vida em água doce e outro no mar. Possui um corpo muito alongado e cilíndrico, com aparência serpentiforme, de dorso esverdeado e ventre claro, com escamas minúsculas e ovais e uma barbatana dorsal que se une à caudal e anal e com as peitorais curtas. Apresenta um focinho pequeno e cónico com 2 pares de narinas e de boca larga onde a maxila inferior ultrapassa a superior, ambas com pequenos dentes muito fortes e aguçados.
Tem uma enorme versatilidade quer de se deslocar em qualquer curso de água quer de viver em águas bem ou mal oxigenadas, procurando sempre os obstáculos para se proteger ou camuflar, desenvolvendo grande parte da sua actividade à noite. Possui ainda a capacidade de poder sair da água e movimentar-se nas margens mais húmidas, chegando mesmo a utilizar esta particularidade para se introduzir num outro meio aquático mais próximo.
A fêmea é maior que o macho, atingindo normalmente medidas que vão dos dos 30 cm. a 1 m., excepcionalmente poderão chegar a 1,5 m. com pesos que atingem os 3 ou 4 kg., no entanto já existem registos de mais de 5 kg.
Calcula-se que a Enguia tem um limite de idade superior a 20 anos, embora em média a fêmea possa viver até aos 18 anos e o macho até aos 14/15.
Alimentação e reprodução
A Enguia é um peixe omnívoro, e sobretudo carnívoro, muito voraz. Após entrar no ciclo de água doce alimenta-se de pequenos peixes, crustáceos, anfíbios, grandes larvas, etc., tudo que seja animal vivo, morto ou mesmo em decomposição.
Após um longo ciclo de vida em água continentais, entre 5 e 12 anos, no início do Outono a Enguia empreende o regresso ao Mar dos Sargaços, onde tem lugar a reprodução, sendo a postura feita a profundidades que vão dos 300 aos 600/700 metros, quando a temperatura estabiliza nos 16ºC ou 17ºC. Cada fêmea pode reproduzir o impressionante número de 1 milhão de ovos ou até mais. A incumbação dura mais ou menos 30 dias e após a eclosão das larvas estas ficam dissimuladas em pequenas algas em deriva e logo arrastadas pela chamada corrente do Golfo que cruza o oceano.
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ESCALO
Nome científico: Leuciscus Pyrenaicus
Família: Cyprinidae
Ordem: Cypriniformes
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Origem e distribuição
O Escalo, incorrectamente designado em algumas regiões do nosso país por Bordalo, este com o nome científico de Rutilus Alburnoides, é uma espécie endémica da Península Ibérica, existindo em quase todas as bacias hidrográficas portuguesas, estando oficialmente referenciados o Escalo do Norte - Leuciscus Carolitertii, e o do Sul - o Leuciscus Pyrenaicus, designações atribuídas de acordo com o seu habitat natural a norte ou a sul do Rio Mondego. Outros nomes científicos desta espécie como o Leuciscus Leuciscus e Leuciscus Cephalus, este mais vulgar no Norte da Europa, são igualmente referenciados pelos investigadores, daí uma certa confusão na exacta localização e distribuição de todas as suas variantes.
Este peixe apresenta uma distribuição preferencial pelas ribeiras localizadas no interior.
Características e habitat
É um peixe com pequenas dimensões chegando a alcançar como comprimento máximo cerca de 25 cm. e um peso que poderá ir até mais ou menos 1 kg. como máximo, embora haja um registo considerado máximo mundial de mais de 2,5 kgs. Possui um corpo alongado e comprimido nos flancos, de cabeça grande com focinho cónico e uma boca pequena com o maxilar superior cobrindo ligeiramente o inferior.
Apresenta uma coloração que varia entre o cinzento-acastanhado e o castanho-esverdeado, com tons de algum azul e ou prateado, tendo uma banda negra dos flancos e as escamas possuem uma ligeira mancha escura.
O seu habitat é muito variado mas assenta habitualmente em águas correntes tanto nas planícies como nas montanhas, tendo uma grande resistência a águas de baixa oxigenação na época do Verão.
Alimentação e reprodução
A sua alimentação baseia-se em insectos, crustáceos e até alevins.
É uma espécie que faz a sua reprodução em plena Primavera executando a desova nos locais de correntes quase nulas e entre as pedras ou cascalho e alguma vegetação submersa junto às margens.
O Escalo é um dos peixes que mais poderá vir a sofrer com a crescente poluição que a mão humana vai largando nas ribeiras para além de ser um peixe muito cobiçado por outras espécies que têm vindo a ser introduzidas.
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Fonseca
Nome vulgar: GÓBIO
Nome científico: Gobio Gobio
Família: Cyprinidae
Ordem: Cypriniformes
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Origem e distribuição
O Góbio encontra-se na maioria dos países europeus, à excepção da Noruega e norte da Finlândia e Suécia, e existe em boa parte da Ásia até ao Mar Negro. Tudo indica que foi introduzido na Península Ibérica no início do século XIX onde se aclimatizou perfeitamente e logo se distribuiu pelos principais cursos de água.
Em Portugal aparece com regularidade nas bacias hidrográficas do Douro, Vouga, Mondego, Tejo e Guadiana, aqui em menor quantidade.
Características e habitat
É uma espécie habitual dos fundos dos cursos médios de águas com corrente mas também se adapta às águas dos lagos bem oxigenadas e com muitos nutrientes orgânicos, sendo a sua existência um bom indicador da qualidade da água.
Possui um corpo alongado, cinzento amarelado ou verde acastanhado ou azulado e ligeiramente cilíndrico na parte da frente, com uma cabeça longa e de olhos grandes, tendo uns espessos lábios em que o superior tem dois barbilhos. Possui escamas grandes e um ventre mais achatado e com os flancos prateados, apresentando ao longo do corpo uma linha longitudinal marcada por manchas negras ou azuladas em formas arredondadas.
Geralmente tem um comprimento que varia entre os 6 e os 12 ou 15 cm. e um peso até 30/40 gr. Como máximo já foram capturados exemplares com pouco mais de 20 cm. e 160 gr.
Alimentação e reprodução
A alimentação do Góbio, omnívora, baseia-se em larvas, pequenos crustáceos e moluscos, ovos de peixe e todo o tipo de micro-organismo que encontra no cascalho dos fundos. É um peixe sempre activo na busca de alimentos.
Quando atinge a maturidade aos 2/3 anos faz a reprodução entre Maio e Julho ou princípios de Agosto quando a temperatura da água chega aos 18ºC. Cada fêmea faz várias posturas, de 1.000 a mais de 2.000 ovos, em locais pouco profundos, correntosos e pedregosos ou com vegetação suficiente para os ovos aderirem, os quais têm uma incumbação que pode durar até às 3 semanas. Quando as condições naturais o permitem os alevins têm um crescimento rápido.
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Nome vulgar: LÚCIO
Nome científico: Esox Lucius
Família: Esocidae
Ordem: Esociformes
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Origem e distribuição
O Lúcio, poderoso para o pescador desportivo e temível para qualquer outra espécie, é um peixe largamente distribuído por todo o hemisfério Norte, desde o continente americano até ao asiático passando pela maior parte dos países europeus. Foi introduzido na Península Ibérica, em Espanha, no Rio Tejo, do qual se expandiu para alguns dos outros rios portugueses, como o Guadiana e o Xévora, ocorrendo em menor quantidade em alguns dos principais rios situados a norte do país.
Características e habitat
Quando adulto o Lúcio é um peixe solitário, bastante voraz no seu ambiente natural e muito vigoroso na luta pela sobrevivência. Possui um corpo bem alongado, tendo uma cabeça e boca grandes, esta provida de várias fiadas de dentes pontiagudos e cortantes, cerca 700 dentes. Os olhos situam-se no alto da cabeça em posição que que lhe dão um amplo campo de acção visual. Normalmente apresenta-se com uma tonalidade verde-acastanhada com manchas amarelas douradas nos flancos, possuindo a grande capacidade de mimetismo, podendo assim adoptar a coloração do meio onde vive. As barbatanas são poderosas no seu trabalho propulsor, tendo a dorsal e a anal muito próximas da barabatana caudal. A maxila inferior ultrapassa a superior, sendo as suas faces ventrais perfuradas por 5 poros cefálicos de cada lado.
O Lúcio habita em albufeiras e cursos de água calmos e com obstáculos, normalmente em locais pouco profundos e sendo na maior parte das vezes encontrado nas zonas de junção dos afluentes com o rio principal.
Esta magnífica espécie pode exibir um tamanho limite à volta dos 150 cms. e um peso máximo em mais de 30 kgs. e possui uma esperança de vida que ronda os 25 anos.
Alimentação e reprodução
É por excelência um predador de água doce, alimentando-se de outras espécies mais pequenas ou mesmo de qualquer animal ou até ave que caia na água, as presas são preferentemente atacadas em movimento e por emboscada. Chegando mesmo a atacar e devorar os da sua própria espécie.
Tanto os machos como as fémeas vivem solitários, reunindo-se em pequenos grupos de 2 ou 3 machos e 1 fémea ao se aproximar a época de reprodução. A desova, de 10.000 a 20.000 ovos/kg. por fêmea, realiza-se entre Fevereiro e Abril, quando as temperaturas da água atingem valores entre os 7 e os 10ºC., em áreas pouco profundas e com muita vegetação. A eclosão das novas crias dá-se ao fim de mais ou menos 15 dias.
O Lúcio é uma espécie com crescimento muito rápido.
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Fonseca
Nome vulgar: PARDELHA
Nome científico: Rutilus Arcasii
Família: Cyprinidae
Ordem: Cypriniformes
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Origem e distribuição
Considerada uma das espécies mais antigas da Europa e com o nome comum de Pardelha, este peixe habita quase exclusivamente na Península Ibérica onde foram catalogadas duas espécies, a Arcasii e a Lemmingii, sendo esta diferenciada por possuir as escamas mais pequenas. Ambas as espécies aparecem em determinados locais das principais bacias hidrográficas a norte do Rio Guadiana, sendo mais vulgar a Arcasii no Tejo, Douro e Minho e a Lemmingii tanto no Rio Tejo como no Guadiana.
Características e habitat
É um pequeno e pacífico ciprinídeo cujo tamanho máximo raramente ultrapassa os 15 cm., com o corpo alongado e levemente comprimido, com a cabeça pequena e uma boca terminal ligeiramente inclinada para baixo. Tem característicamente a base das barbatanas peitoral e pélvica avermelhadas e possui uma linha lateral muito marcada.
Para se refugiar dos predadores tem o seu normal habitat nas zonas superiores dos cursos de água, embora a espécie Lemmingii apareça mais nos cursos médios, mas ambas preferem as águas limpas e bem oxigenadas incluindo pequenos lagos ou albufeiras desde que providos com locais de densa vegetação aquática.
Alimentação e reprodução
Convivendo em grupos, a sua alimentação baseia-se em pequenos invertebrados, algas e plancton, não excluindo mesmo algumas ovas.
A sua reprodução ocorre entre o final da Primavera e os primeiros dias do Verão, depositando os seus ovos amarelados e pegajosos nas plantas submersas.
A Pardelha é uma das espécies em risco já que se encontra ameaçada quer pelo aumento das populações das espécies predadoras quer pelas infra-estruturas de regadio que se vão construindo.
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Nome vulgar: PEIXE-GATO
Nome científico: Ictalurus Melas
Família: Ictaluridae
Ordem: Siluriformes
http://www.pescalazer.com/peixes/pgato1.jpg
Origem e distribuição
Esta espécie, considerada uma das mais indesejáveis, é originária da América do Norte, sul do Canadá, e ao que tudo indica foi introduzida na Europa, mais concretamente em França, no final do século XIX. Actualmente parece encontrar-se em plena fase de expansão pela Península Ibérica. Em Portugal a informação sobre a existência do Peixe-Gato é praticamente nula, mas os pescadores desportivos já conhecem alguns aspectos da sua morfologia através de capturas que têm vindo a ser feitas ultimamente no Rio Guadiana, embora ainda em número não muito apreciável.
Características e habitat
É um peixe com uma boca bastante larga com pequenos dentes e donde se destacam oito barbilhos bastante desenvolvidos. Com um corpo desprovido de escamas e ligeiramente viscoso possui cores escuras em tons acastanhados ou ligeiramente esverdeados no dorso e claros no ventre. Nas barbatanas peitoral e dorsal tem um forte e aguçado raio espinhoso que nos pode ferir e causar sensações dolorosas, por isso se torna necessário algum cuidado no seu manuseamento após a sua captura.
É uma espécie que se adapta perfeitamente à poluição da água e tem forte resistência a elevadas variações térmicas, preferindo os fundos de águas calmas. Provavelmente será o peixe de água doce com maior capaciade para poder sobreviver várias horas fora de água, existem mesmo testemunhos que apontam para mais de 3 horas sem água.
Geralmente apresenta-se com um comprimento de 15 a 25 cm. e um peso até 400 gr. Excepcionalmente poderá ir até aos 45 cm. com um peso não superior a 1,5 kg.
Alimentação e reprodução
Sendo um predador considerado muito voraz, a sua alimentação baseia-se naturalmente em pequenos peixes, ovos de outras espécies, pequenos crustáceos, etc.
Torna-se adulto entre os dois e três anos e a sua reprodução ocorre entre final de Abril e princípio de Junho, logo que a temperatura da água ronde os 18º. Pode reproduzir até cerca de 13.000 ovos, os quais são sempre bem protegidos pelo casal durante a incumbação, período que normalmente tem a duração de 8 a 10 dias.
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Nome vulgar: PEIXE VERMELHO
Nome científico: Carassius Auratus
Família: Cyprinidae
Ordem: Cypriniformes
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Origem e distribuição
Este esbelto peixe, de carácter exótico, tem a sua origem nos países asiáticos do Turquemenistão e Mongólia. Segundo fontes científicas foi importado por alguns países da Europa Central e França no século XVII, donde se expandiu para a Península Ibérica. Actualmente julga-se que esta sub-espécie está aumentando as suas populações em muitas regiões do mundo. No nosso país o Peixe-Vermelho encontra-se presente, embora em pequena quantidade, em diversos rios e albufeiras das bacias do Douro, Vouga, Mondego, Tejo, Guadiana e Sado.
Características e habitat
Apresentando muitas semelhanças com o Pimpão (Carassius Carassius), distingue-se principalmente pela viva coloração a que lhe dá o nome vulgar de que é conhecido, apesar de em alguns meios ter outras tonalidades em virtude das suas características policromáticas, as quais têm sido aproveitadas pelo homem para fins de aquariofilia. Possui igualmente uma pequena boca terminal sem os barbilhos. O seu corpo é de um modo geral menos robusto que o do Pimpão.
Sendo um peixe apreciador de águas calmas e muito resistente a condições ambientais adversas, consegue adaptar-se tanto em rios ou albufeiras de grande caudal como em pequenas charcas ou represas pouco oxigenadas e resiste mais que outras espécies a Invernos muito rigorosos, onde tal como as Carpas, hiberna procurando enterrar-se nos lodos dos fundos.
Esta sub-espécie pode alcançar um tamanho máximo à volta dos 35/40 cm. com um peso equivalente a pouco mais de 1 kg.
Alimentação e reprodução
O Peixe-Vermelho é omnívoro, procura alimentar-se nos fundos arenosos ou de abundante vegetação. Diverso tipo de detritos, algas, moluscos e pequenos invertebrados, constituem a sua base nutricional.
A sua reprodução realiza-se entre princípios de Maio e finais de Junho, em temperaturas de água que podem variar entre os 15 e os 20ºC., cada fêmea consegue um número bastante elevado de ovos vermelhos brilhantes e pegajosos, até 300.000, sendo a sua eclosão ao fim de 8 dias. A fêmea desta espécie é capaz de se reproduzir com machos de outras espécies.
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Nome vulgar: PERCA-SOL
Nome científico: Lepomis Gibbosus
Família: Centrarchidae
Ordem: Perciformes
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Origem e distribuição
A Perca-Sol é originária da América do Norte. Em finais do século XIX, iniciou o seu aparecimento no continente europeu como peixe ornamental de aquário e jardins de alguns palácios, sendo de seguida introduzido em alguns cursos de água e logo se espalhou pela generalidade dos países europeus incluindo os da Península Ibérica. Em Portugal, a Perca-Sol aparece em todas as bacias hidrográficas sendo mais numerosa em algumas áreas consoante as condições naturais que aí encontra e em função do resultado do seu processo de reprodução.
Características e habitat
É sem dúvida um majestoso exemplar piscícola mas muito massacrado pelo homem que lhe nutre alguma antipatia, já que para além de ser um grande devorador de ovos e alevins de outras espécies torna-se incomodativo na actividade da pesca desportiva.
Habita frequentemente em águas lentas pouco profundas e com muita vegetação, quer em albufeiras quer em rios e ribeiras com corrente fraca.
Possui um corpo fortemente comprimido lateralmente, em forma oval e em tons muito coloridos e diversificados, vulgarmente com os flancos alaranjados e manchas azuladas, o dorso em tons castanhos mais escuros, os opérculos e o corpo com tonalidades de encarnado e ainda com o ventre em tons de amarelo claro. Tem a boca pequena e oblíqua. A barbatana dorsal tem a característica de ser grande e com raios espinhosos muito cortantes.
É uma espécie que pode medir entre 10 e 15 cms. (por vezes alcança os 25 cm.) e com um peso que varia entre as 20 e as 100 grs. Existem no entanto em alguns países exemplares que podem chegar até aos 3 kgs. de peso. A sus vida tem uma duração que pode ir até aos 7 ou 8 anos.
Alimentação e reprodução
Este peixe é um dos principais devoradores de ovos e alevins de outras espécies, alimentando-se igualmente de larvas, insectos e pequenos moluscos.
Após a formação de numerosos grupos os machos desenvolvem entre si lutas sexuais. A sua reprodução, que pode ser rápida e importante, ocorre entre Maio e Junho ou quando a temperatura da água chega aos 19/20ºC. Os ovos são depositados em pequenas escavações feitas nos fundos arenosos. A Perca-Sol tem ainda a particularidade de não se hibridar com nenhuma outra espécie.
Cpms
Fonseca
Nome vulgar: PIMPÃO
Nome científico: Carassius de Carassius
Família: Cyprinidae
Ordem: Cypriniformes
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Origem e distribuição
Esta espécie é originária da Europa Central e Ocidental, embora haja estudos que apontam a sua verdadeira origem na China Ocidental e do Norte.
Em Portugal não se conhece ao certo quando e como foi introduzida.
O Pimpão existente no nosso país encontra-se praticamente em todas as bacias hidrográficas, nomeadamente nas albufeiras do interior e nos rios de fraca corrente, mas o seu número é reduzido.
Características e habitat
Sendo um parente muito próximo da Carpa, o Pimpão distingue-se por um corpo alto e comprimido lateralmente, com uns lábios mais finos e desprovidos de barbilhos, os olhos são maiores e as diferentes colorações que o seu corpo apresenta são mais vivas do que na Carpa.
O Pimpão habita preferencialmente em águas paradas, pouco profundas e muito ricas em vegetação. É igualmente um peixe bastante resistente a diversos tipos de contaminação das águas ou a baixos níveis de oxigenio.
Alimentação e reprodução
Naturalmente, é um peixe omnívoro, baseando a sua alimentação em plancton, larvas de insectos e de algumas plantas aquáticas ou algas.
Tal como a Carpa, o Pimpão fémea tem a capacidade de poder reproduzir mais de 200.000 ovos, ficando estes aderentes às plantas. A sua reprodução ocorre normalmente de Maio a Junho e tem uma incumbação que varia entre os 4 e os 8 dias.
Cpms
Fonseca
Nome vulgar: SARAMUGO
Nome científico: Anaecypris Hispanica
Família: Cyprinidae
Ordem: Cypriniformes
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Origem e distribuição
Nos peixes de água doce existentes na Europa o Saramugo é um dos mais seriamente ameaçados, estando a sua distribuição muito limitada a alguns cursos de água da Península Ibérica.
No nosso país esta espécie só se encontra, e em número cada vez mais reduzido, em alguns afluentes do Rio Guadiana, nomeadamente no Caia (a montante da barragem), Xévora, Álamo, Degebe, Ardila, Chança, Vascão e Odeleite.
Características e habitat
O saramugo habita preferencialmente em águas pouco profundas de corrente lenta a moderada e fundos com muita vegetação aquática.
É um peixe com muitas escamas pequenas e com uma linha lateral incompleta ou mesmo inexistente em algumas zonas de um corpo estreito e comprimido, possui uma cabeça pequena com a boca subida e os olhos relativamente grandes. A coloração do seu corpo assenta em tons prateados ou amarelados a rosados com minúsculas manchas negras ao longo dos flancos.
É provavelmente o peixe mais pequeno que habita em águas doces atingindo raramente os 6 ou 7 cm. Geralmente as fêmeas são maiores que os machos.
Alimentação e reprodução
A sua alimentação baseia-se em invertebrados de plancton, pequenas algas, detritos e insectos que se arrastam à superfície da água.
Atingindo a maturidade sexual pouco antes de ter dois anos de vida, realiza a postura várias vezes, entre Abril e finais de Maio, não ultrapassando a centena de ovos em cada uma delas.
Para além das muitas ameaças que sofre esta espécie tem uma longevidade que normalmente não vai além dos 3 anos.
Cpms
Fonseca
Nome vulgar: TENCA
Nome científico: Tinca Tinca
Família: Cyprinidae
Ordem: Cypriniformes
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Origem e distribuição
Por enquanto desconhece-se a sua origem e como foi introduzida em Portugal, cuja existência ocorre em número muito pouco significativo e restrita às grandes bacias hidrográficas do Douro, Mondego, Tejo e Guadiana.
Características e habitat
A Tenca possui um corpo alongado e alto, pele viscosa coberta de pequenas escamas fortemente incrustadas. Tem uma boca pequena, terminal e com um par de barbilhos. As barbatanas são arredondadas, tendo os machos as barbatanas pélvicas muito mais desenvolvidas do que as fémeas. É uma espécie com uma coloração geral esverdeada escura a negro no dorso, com reflexos dourados nos flancos e apresentando um ventre em tons amarelos. A barbatana caudal quase não apresenta bifurcação
Tem dimorfismo sexual, distinguindo-se os dois sexos pela forma das barbatanas pélvicas, nos machos são largas, muito desenvolvidas e atingem o orifício anal, nas fémeas são mais compridas e estreitas e de forma irregular.
É um peixe de fundo, habitando em albufeiras e nos troços inferiores dos rios de fraca corrente mas com muita vegetação. Tem uma admirável resistência às águas ligeiramente salobras e quase totalmente desprovidas de oxigénio, suportando ainda elevadas temperaturas. Pelo facto de ter uma pele muito viscosa torna-a resistente à poluição das águas.
Pode chegar aos 30 cms. de comprimento e a um peso de 2 kgs.
Alimentação e reprodução
A sua alimentação sustenta-se em invertebrados do fundo, moluscos, vegetais e detritos, comendo igualmente ovos de peixe. Quando se alimenta tem a particularidade de libertar pequenas bolhas que sobem à superfície da água, facto que denuncia a sua presença.
Esta espécie faz a sua reprodução no início do Verão, quando as temperaturas chegam aos 18/20ºC, depositando os ovos na vegetação submersa e sempre em águas pouco profundas.
Cada fémea efectua mais do que uma postura, a qual ocorre de Abril/Maio a Outubro.
Cpms
Fonseca
Nome vulgar: TRUTA (de rio)
Nome científico: Salmo Trutta Fario
Família: Salmonidae
Ordem: Salmoniformes
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Origem e distribuição
A Truta de rio, também designada de Truta-Fário é uma espécie indígena da Europa, em Portugal encontra-se em alguns rios do Norte e Centro, mais a Sul só no troço superior do rio Zêzere e ainda no rio Sever, sendo um peixe de costumes sedentários e muito cobiçado para a alimentação humana.
Características e habitat
Possui uma cabeça e olhos grandes, tem umas mandíbulas com dentes agudos e fortes, onde a maxila superior ultrapassa o nível posterior do olho. Apresenta uma coloração muito variável conforme a idade e o meio onde habita. Geralmente tem o dorso de acastanhado a cinzento esverdeado com flancos esverdeados ou amarelos e um ventre esbranquiçado ou em tons amarelados. Possui o corpo salpicado de pequenas manchas negras e vermelhas e a sua barbatana adiposa é alaranjada na extremidade.
A truta de rio é um peixe de hábitos territoriais, vivendo em águas correntes, bem oxigenadas, límpidas e frias. Dadas as suas características torna-se muito vulnerável à poluição das águas e mesmo ao aumento significativo da temperatura das águas. Pode chegar a pesar cerca de 15 kg. e ter um comprimento de cerca de 90 cms.
Alimentação e reprodução
É uma espécie muito voraz, alimentando-se de pequenos peixes, invertebrados e larvas de insectos aquáticos. Devora igualmente ovos de peixe.
Habitualmente faz a migração para montante para em busca de locais para a postura. O seu período de desova é no Outono e Inverno, em zonas de fundos bem pedregosos mas pouco fundos e essencialmente em águas bem frias e oxigenadas. A fémea deposita os ovos no leito dos rios em pequenas depressões escavadas por ela própria.
Cpms
Fonseca
Nome vulgar: VERDEMÃ
Nome científico: Cobitis Paludica
Família: Cobitidae
Ordem: Cypriniformes
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Origem e distribuição
Esta espécie, outrora mais numerosa, encontra-se actualmente muito dispersa em vários cursos de água dos países mediterrânicos e na bacia do Volga. A sua existência nos países ibéricos diminuiu consideravelmente desde que foram generalizadas as introduções de outras espécies muito predadoras como o Achigã, a Perca e o Lúcio. Em Portugal a sua presença faz-se sentir nas bacias hidrográficas do Vouga, Mondego, Tejo, Sado, Mira e principalmente no Guadiana. A norte só em alguns afluentes da margem esquerda do Rio Douro.
Características e habitat
A Verdemã é um peixe muito sensível à contaminação das águas e a sua existência está seriamente ameaçada já que tem vindo a diminuir significativamente. Ainda por cima continua sendo procurada para servir de isco vivo, é um peixe mau nadador, por isso facilmente devorado pelos predadores e, segundo algumas estatísticas, existe uma grande desproporção entre machos e fêmeas, em favor destas.
Habita nas zonas médias e baixas dos rios e albufeiras onde a corrente é fraca com fundos muito arenosos e com vegetação. Possui uma forma cilíndrica muito alongada e de escamas minúsculas e ovais, com uma boca pequena de onde se destacam 3 pares de curtos barbilhos, e debaixo dos olhos exibe uma pequena espinha que é utilizada para tentar defender-se. Apresenta coloração variada, conforme o meio, e com muitas manchas escuras em todo o corpo. Tem a capacidade de poder respirar o ar através de um intestino adaptado para tal.
É um peixe de pequeno tamanho, normalmente não ultrapassa os 12 cm.
Alimentação e reprodução
A sua alimentação baseia-se em minúsculos invertebrados que encontra na vegetação aquática, larvas de insectos e de diversos detritos orgânicos.
Para além da grande inferioridade numérica dos machos, estes só possuem um período reprodutivo de pouco mais de 2 anos. A desova efectua-se entre Maio e Julho e cada fêmea poderá produzir um número variável de ovos entre 400 e 1.800.
Cpms
Fonseca
barbarasantos
01-05-2007, 08:18
Outros nomes científicos desta espécie como o Leuciscus Leuciscus (...)
Caro Fonseca,
sou tradutora e procuro o nome vulgar em PT do Leuciscus leuciscus: existe ou usa-se, em Portugal, o nome científico? Já que toda esta informacao sobre peixes, pensei que eventualmente me possa esclarecer.
Muito obrigada,
Bárbara Santos
Amigam Português Barbara o nome e Escalo, aqui lhe deixo alguma informação mais sobre esta espécie.
http://www.apmarco.com/Imagens/Peixes/escalo.jpg
Nome comum: Escalo (Bordalo)
Nome Ciêntifico: Leuciscus Leuciscus
Família: Cyprinidae
Ordem: Cypriniformes
Localizáveis, com muita facilidade, em quase todas as bacias hidrográficas portuguesas, o Escalo muitas das vezes é confundido e denominado incorrectamente por Bordalo, por serem muito parecidos.
Faz tempo, que ambas as espécies são referenciadas, por grande parte dos investigadores, como sendo a mesma espécie e não acatam o leque de diferenciação entres as variantes. Face a esta situação, induzem e provocam uma certa confusão sobre a exacta distribuição e localização.
Todavia, existem várias denominações imputadas a esta espécie em função da localização do seu habitat natural, ou seja a Norte ou a Sul da barreira natural do Rio Mondego. Actualmente e oficialmente encontram-se referenciados como Escalo do Norte (leuciscus carolitertii) e o Escalo do Sul (leuciscus pyrenaicus).
Contudo e mais a Norte da Europa, estas mesmas espécies surgem, cientificamente, designadas como leuciscus leuciscus e leuciscus lephalus, respectivamente.
Atingindo o máximo de 25 cm comprimento e um peso que poderá ir até 1 kg, salvo aquela notícia de ocorrência de um exemplar com mais 2,5 kg, o Leuciscus carolitertii (escalo do norte) tem as seguintes características: físico alongado; flancos comprimidos e com uma banda negra; cabeça grande; rosto cónico e de boca pequena em que a maxila superior cobre de forma muito ligeira a maxila inferior e escamas com uma ligeira mácula escura.
No geral e em relação à sua coloração, podemos encontrar variações, tais como a combinação de cinzas claros e escuros com castanhos suaves, por vezes, castanhos acompanhados com tons esverdeados/amarelados e rara é a combinação entre os azuis e prateado.
Ao contrário da grande parte das espécies fluviais que se restringem a um determinado tipo de habitat e em determinada zona, o Escalo do Norte é mais versátil. Tal versatilidade confere em diversos habitats e contempla diferentes zonas, tais como rios montanha e rios de planície. Em suma, destacam-se pela sua enorme resistência a águas com baixo teor de oxigénio, principalmente por altura do Verão.
Sendo omnívoro, a sua alimentação baseia-se em toda a espécie de larvas, pequenos anfíbios, ovos, mosquitos, crustáceos e até minúsculos peixes.
Todavia, ainda não se sabe acerca da sua longevidade, muito embora e por comparação, apontem a faixa etária dos 15-20 anos (?).
Por outro lado, sabe-se que a desova ocorre momentos antes do pico da Primavera. Curioso é que esta espécie atempadamente procura os sítios de pouquíssima corrente em locais de berma/margens e as pedras que tenham alguma vegetação submersa junto às margens.
Segundo estudos recentes, apontam para uma ligeira redução do número de exemplares nas nossas ribeiras. Tais reduções estão relacionadas, não só com a crescente poluição humana, mas também devido à introdução de outras espécies que vêm o escalo como uma potencial presa.
Não tem defeso, existindo alterações regionais e locais.
helldanger1
04-12-2007, 18:17
Barbo-de-cabeça-pequena
http://www.aaspesca.com/images/barbus_pequeno.gif
Nome científico - Barbus microcephalus
Nomes comums - Barbo-de-cabeça-pequena
Morfologia - Espécie de tamanho médio, com cabeça pequena convexa, boca inferior com 2 pares de barbilhos curtos. O lábio inferior apresenta um espessamento ósseo, os barbilhos atingem a linha média do olho. Os olhos não são tangentes ao perfil dorsal da cabeça. O perfil posterior da barbatana dorsal é concavo, sendo a inserção da barbatana perpendicular à linha do corpo. Região dorsal verde escura com região ventral esbranquiçada. Os juvenis apresentam manchas escuras na parte dorsal que desaparecem nos adultos.
Tamanho máximo (cm) - 50
Época de reprodução - Abril-Junho; Abril a Maio.
Habitat geral - É uma espécie bentónica (que vive nos fundos), sectores com maior profundidade, com corrente lenta a moderada e substrato com maior granulometria. A sua abundância está associada a rios de ordem elevada e baixa altitude, com declive suave, i.e. grandes tributários, e rios de tamanho médio. Os indivíduos de grandes dimensões em locais mais distantes da nascente, enquanto os indivíduos pequenos surgem em locais mais a montante, troços mais estreitos e baixa profundidade, pH baixo e com poucas fontes de poluição. O barbo-de-cabeça-pequena não ocorre em zonas lênticas, em rios de pequenas dimensões nem em rios com elevadas condutividades, sem macrófitas, preferindo condições lóticas com vegetação e sem substrato fino.
Alimentação - O barbo-de-cabeça-pequena alimenta-se nos fundos principalmente de material vegetal, larvas de dípteros, tricópteros, himenópteros, molusca.
Tamanho mínimo de captura - 20
Período de pesca - 1 de Junho a 14 de Março.
Localizações em Portugal - Nos rios Ardila, Caia, Guadiana, ribeiras de Arronches, Enxoé, Pardiela e do Vascão e na barragen de Monte Novo.
helldanger1
04-12-2007, 18:19
Barbo-do-sul
http://www.aaspesca.com/images/barbo-sul.gif
Nome científico -Barbus sclateri
Nomes comums - Barbo-do-Sul, Barbo-do-Algarve, Barbo-gitano
Morfologia - Espécie de tamanho médio, com boca inferior apresentando 2 pares de barbilhos longos que ultrapassam a linha posterior do olho. A boca tem lábios grossos e os olhos estão afastados do perfil da cabeça. O raio da barbatana dorsal apresenta ossificação entre 2/3 a 3/4 da altura. A margem posterior da barbatana dorsal é linear sendo a sua inserção obliqua ao corpo. Região dorsal castanho-esverdeado região ventral amarela com tons de vermelho. Manchas escuras nos juvenis que desaparecem nos adultos.
Tamanho máximo (cm) - 46
Época de reprodução - Março-Julho; Guadalquivir: Abril a Junho;Abril-Junho; Temperatura e oxigénio dissolvido explicam o inicio da migração.
Habitat geral - O barbo-do-Sul ocupa várias partes do rio, não ocorrendo em águas frias e rápidas, surgindo principalmente em pêgos. Esta espécie encontra-se associada a zonas mais oxigenadas e com presença de abrigos. Está associado a zonas com maior profundidade e substrato com maior granulometria, raramente ocorre no rio principal, surgindo nos tributários de dimensão média. Esta espécie encontra-se associado a elevadas condutividades na água, troços com vegetação aquática nas margens e elevada turbidez.
Alimentação - O barbo-do-Sul alimenta-se principalmente de macroinvertebrados aquáticos (larvas de dipteros, efemerópteros e tricópteros), plâncton, macrófitos, detritos de origem vegetal e areia.
Tamanho mínimo de captura - 20
Período de pesca - 1 de Junho a 14 de Março.
Localizações em Portugal - Nos rios Ardila, Caia, Chança, Guadiana, ribeiras de Arronches, Enxoé, Foupana, Oeiras, Torgal e do Vascão e costeiras de Mira ao Algarve. Pode-se também encontrar nas barragens do Arade, Funcho e Santa Clara.
helldanger1
04-12-2007, 18:22
Barbo Comum
http://www.aaspesca.com/images/Barbo_Comun.gif
Nome científico - Barbus bocagei
Nomes comums - Barbo-do-norte, Barbo-comum
Morfologia - Espécie de tamanho médio, que tem o perfil da cabeça ligeiramente convexo, com boca inferior com dois pares de barbilhos. Os barbilhos posteriores atingem a linha média do olho. A barbatana dorsal apresenta o raio ossificado a 2/3 da altura da dorsal sendo o perfil posterior da barbatana quase linear e oblíquo relativamente ao perfil dorsal do corpo. O lábio superior é grande e espesso estando o labio inferior ligeiramente retraído. Na região dorsal é castanho-esverdeado, região ventral branca ou avermelhada. Os juvenis apresentam manchas escuras na zona dorsal que desaparecem nos adultos. Durante a época de reprodução os machos têm tubérculos nupciais na cabeça.
Tamanho máximo (cm) - 100
Época de reprodução - Entre Abril a Junho. Fevereiro a Junho (Mondego e Tejo); Segura: Maio a Julho; Tejo: 15 de Maio a 1 de Junho.
Habitat geral - O Barbo-comum ocorre nos troços médios e inferiores dos rios ocupa o fundo (espécie bentónica) e prefere zonas com pouca ou moderada velocidade de corrente (excepto na época de reprodução). O habitat preferido apresenta áreas com elevada cobertura ripária de cursos de água permanentes com marcadas caracteristicas lóticas (com correntezas) e reduzida instabilidade hídrica. O barbo-comum tem preferência por troços mais profundos, com mais oxigénio e substrato fino. Os juvenis ocorrem em zonas com alguma profundidade, próximas da margem e sem corrente, evitando habitats com muita cobertura arbórea. Esta espécie é um nadador activo com grande capacidade de deslocação.
Alimentação - O barbo-comum apresenta uma alimentação generalista e oportunista. Alimenta-se principalmente de material vegetal (plantas e algas filamentosas) e larvas de insectos aquáticos nomeadamente de dipteros (quironomídeos e simulídeos), efemerópteros (caenídeos), plecópteros, coleópteros, hemípteros, moluscos, ácaros e tricópteros (hidropsiquídeos). Ocosionalmente ingere areia, cladóceros, insectos terrestres (formicídeos) e sementes. Os peixes de maiores dimensões alimentam-se mais de material vegetal e ocasionalmente de outros peixes. Em barragem alimenta-se principalmente de larvas de dipteros, detritos e crustáceos planctónicos e algumas algas filamentosas.
Tamanho mínimo de captura - 20
Período de pesca - 1 de Junho a 14 de Março.
Localizações em Portugal - Nos rios Ave, Cávado, Côa, Dão, Douro, Estorãos, Leça, Lima, Lis, Minho, Mondego, Nabão, Paiva, Sado, Sever, Sorraia, Sousa, Tâmega, Tejo, Tuela, Vouga e Zêzere. Também nas ribeiras do Oeste e costeiras do Sado até Sines, e nas barragens de Aguieira, Alto Lindoso, Alvito, Arade, Belver, Bemposta, Caniçada, Castelo de Bode, Carrapetelo, Crestuma Lever, Ermal, Ermelo, Fratel, Funcho, Idanha-a-Nova, Maranhão, Miranda do Douro, Montargil, Pêgo do Altar, Régua, Roxo, Torrão e Touvedo. E ainda no Paúl de Arzila e no de Magos.
helldanger1
04-12-2007, 18:23
Barbo-cumba (trombeta)
http://www.aaspesca.com/images/trompeteiro.gif
Nome científico - Barbus comizo
Nomes comums - Cumba, Trompeteiro, Picão, Judeu
Morfologia - Espécie que pode atingir grandes tamanhos, o corpo é longo e fusiforme, apresentando uma cabeça geralmente alongada com a boca sub-terminal com 2 pares de barbilhos. Os indivíduos de maiores dimensões apresentam lábios muito espessos, barbilhos atingem a linha anterior do olho. Os olhos contiguos ao perfil dorsal da cabeça, perfil da cabeça concâvo. A barbatana dorsal apresenta um perfil concavo sendo a sua inserção perpendicular ao perfil do corpo. Região dorsal verde escuro, região ventral esbranquiçada com tons laranja ou cor de rosa. Manchas escuras nos juvenis que desaparecem nos adultos. Os machos apresentam tubérculos nupciais muito desenvolvidos na parte anterior da cabeça durante a época de reprodução.
Tamanho máximo (cm) - 100
Época de reprodução - Maio-Junho; Guadiana Abril-Junho; Abril a Maio.
Habitat geral - Esta espécie ocorre em rios de grandes dimensões com grandes profundidades e larguras, correspondendo aos troços baixos dos tributários e no troço principal do rio. Estes partes dos rios geralmente apresentam condições lóticas durante o Verão. O cumba está associado a zonas com maior profundidade e substrato com maior granulometria, com pH baixo e plantas aquáticas submersas. Os adultos surgem em locais distantes da nascente e enquanto os juvenis em locais mais a montante de profundidades mais reduzidas.
Alimentação - O barboo-cumba apresenta fundamentalmente uma alimentação planctónica sendo ocasionalmente carnívoro (Insectos-quironomídeos e Peixes); Esporadicamente ingere restos vegetais, algas verdes e detritos.
Tamanho mínimo de captura - 20
Período de pesca - 1 de Junho a 14 de Março.
Localizações em Portugal - Rios Ardila, Guadiana e Tejo, barragens de Belver e Monte Novo e ribeira do Vascão.
helldanger1
04-12-2007, 18:27
Barbo Intermédio
http://www.aaspesca.com/images/barbo-intermedio.gif
Nome científico -Barbus steindachneri
Nomes comums - Barbo intermédio
Morfologia - Peixe de médias dimensões com boca infera com 2 pares de barbilhos de tamanho mediano atingindo a metade do olho. A cabeça e o focinho são longos, olhos abaixo do perfil dorsal da cabeça. A margem posterior da barbatana dorsal é quase perpendicular relativamente ao perfil do corpo. Região dorsal verde escura com região ventral branca, cor de rosa ou amarela. Manchas escuras nos juvenis que desaparecem nos adultos.
Tamanho máximo (cm) - 50
Época de reprodução - Abril-Junho; Abril a Maio.
Habitat geral - O barbo-intermédio vive no fundo dos rios (i.e. bentónico), ocorrendo em rios de grandes dimensões. Esta espécie está associada a zonas com maior profundidade e substrato com maior granulometria, não estando associado a troços com elevadas velocidades de corrente. Apesar de ocupar nas zonas baixas dos tributários e rios principais, ocorre também nos troços superiores dos tributários. Os juvenis e os adultos ocorrem em locais com baixas velocidades de corrente (0-0,1 m/s), com profundidades entre 50 a 70 cm, zonas de bloco ou rocha, com abrigo.
Alimentação - O barbo-intermédio come principalmente material vegetal, larvas e adultos de dipteros (quironomídeos) e adultos de coleópteros. Esta espécie ingere também crustáceos planctónicos (cladóceros, ostrácodes e ciclópodes), detritos, algas verdes e sementes.
Tamanho mínimo de captura - 20
Período de pesca - 1 de Junho a 14 de Março.
Localizações em Portugal - Nos rios Ardila, Caia, Chança, Degebe, Guadiana, Tejo e Xévora. Nas ribeiras da Foupana, Oeiras e Vascão.
helldanger1
04-12-2007, 18:28
Boga
http://www.aaspesca.com/images/boga.gif
Nome científico - Chondrostoma almacai
Nomes comums - Boga
Morfologia - Espécie de pequenas dimensões, com corpo alongado moderadamente achatado apresentando um perfil ligeiramente convexo na região anterior. A boca é inferior e arqueada, sem barbilhos. A cabeça mais pequena, com olho maior relativamente à boga-portuguesa. Apresenta linha lateral completa, geralmente com 49 escamas e 11 fiadas transversais de escamas acima da linha lateral. Os bordos das barbatanas anal e dorsal ligeiramente convexos com 7 raios ramificados. Corpo castanho claro com tons acinzentados na parte dorsal.
Tamanho máximo (cm) - 15
Época de reprodução - Janeiro-Abril.
Habitat geral - Esta espécie encontra-se associada a zonas mais profundas e com maiores temperaturas de água, sendo mais frequente em zonas de corrente. Os adultos ocorrem principalmente em pêgos enquanto os juvenis em zonas de corrente. Existe uma relação entre o excesso de chuva com a abundância desta espécie.
Tamanho mínimo de captura - 10
Período de pesca - 1 de Junho a 14 de Março.
Localizações em Portugal - Nos rios Arade e Mira e todas as ribeiras costeiras de Mira até ao Algarve.
helldanger1
04-12-2007, 18:30
Boga-de-boca-recta
http://www.aaspesca.com/images/boga-boca-reta.gif
Nome científico - Chondrostoma polylepis
Nomes comums - Boga-de-boca-recta
Morfologia - A boga é uma espécie de tamanho médio, com corpo alongado e boca inferior. A boca é rectilínea sendo o lábio inferior grosso formando uma lâmina córnea bem desenvolvida. A barbatana dorsal é pequena. A barbatana anal tem 9 raios ramificados. Dorso e flanco são verde-escuro e o ventre é branco-prateado.
Tamanho máximo (cm) - 33
Época de reprodução - Março-Junho; Tejo: Maio a inicio de Julho.
Habitat geral - A boga-de-boca-recta ocupa os troços médios dos tributários de maiores ordens e no rio principal, surgindo em zonas com corrente mas também em barragens. Existe uma associação entre a boga e zonas com elevada cobertura ripária.
Alimentação - Aparentemente esta espécie alimenta-se quase exclusivamente algas e detritos. Ocasionalmente ingere cladóceros, copépodes, quironomídeos, efemelídeos, hidropsiquídeos, baetídeos e ermicídeos. Em barragens alimenta-se de detritos.
Tamanho mínimo de captura - 10
Período de pesca - 1 de Junho a 14 de Março.
Localizações em Portugal - Rios Caima, Dão, Lis, Mondego, Sado, Sever, Sorraia, Sôr, Tejo, Vouga e Zêzere e barragem da Aguieira, Castelo de Bode, Montargil, e Pêgo do Altar.
helldanger1
04-12-2007, 18:31
Boga-do-Douro
http://www.aaspesca.com/images/boga-do-douro.gif
Nome científico - Chondrostoma duriensis
Nomes comums - Boga
Morfologia - Espécie de tamanho médio, com corpo alongado e esguio. A barbatana dorsal é pequena com perfil concavo. A barbatana ana tem 8 raios ramificados e perfil concavo. A boca é inferior sendo a sua abertura rectilínea, o lábio inferior grosso com lâmina córnea desenvolvida. Barbatana caudal pronunciadamente forqueada. Corpo pigmentado com pequenas manchas negras e muito evidentes.
Tamanho máximo (cm) - 34
Época de reprodução - Abril e Junho.
Habitat geral - A boga vive nos troços médios dos rios nas zonas com corrente mas também prolifera nas águas das barragens. Esta espécie ocorre em habitats de maiores profundidades, maiores velocidades de corrente excepto no Verão,onde ocorre em zonas de menores profundidade e com pouca corrente. Os juvenis preferem zonas com substrato fino (areia e vasa) e baixas velocidades de corrente enquanto que o adultos ocorrem em zonas mais profundas e sem abrigo.
Alimentação - Pouco se sabe da alimentação desta espécie mas alguns autores afirmam que se alimenta de algas, vegetação, invertebrados e detritos.
Tamanho mínimo de captura - 10
Período de pesca - 1 de Junho a 14 de Março.
Localizações em Portugal - Rios Âncora, Ave, Cávado, Côa, Corgo, Coura, Douro, Homem, Leça, Lima, Maçãs, Minho, Olo, Paiva, Sabor, Tâmega, Tua e nas barragens de Alto Lindoso, Andorinha, Caniçada, Carrapatelo, Crestuma Lever, Miranda do Douro, Ermal, Paradela, Régua e Touvedo.
helldanger1
04-12-2007, 18:33
Bordalo
http://www.aaspesca.com/images/bordalo.gif
Nome científico - Squalius alburnoides
Nomes comums - Bordalo
Morfologia - Espécie de pequenas dimensões com corpo comprimido e estreito, perfil da cabeça rectilíneo e perfil ventral convexo e ascendente. Boca é terminal sem barbilhos, com maxilar inferior bem desenvolvido. A comissura bocal é grande e obliqua, olhos grandes. Linha lateral completa com inclinação na parte inicial com 38 a 44 escamas. Origem da barbatana dorsal posterior à linha vertical da inserção posterior das barbatana pélvicas.
Tamanho máximo (cm) - 13,5
Época de reprodução - Março-Julho.
Habitat geral - O bordalo vive em rios com corrente e maior granulometria do substrato, de reduzida largura e profundidade e com abundância de macrófitas emergentes. Habitando em zonas de correnteza, estando associado a rios com solos ácidos e a zonas não poluídas. Ocorrem em zonas com 0,3 a 0,7m de profundidade, correntes nulas ou reduzidas em substratos finos designadamente vasa. Existe segregação espacial entre diferentes formas. Machos diplóides são mais abundantes em zonas de pequena profundidade, temperaturas mais elevadas , substrato de vasa ou areia. Fêmeas triplóides ocorrem em zonas de maior velocidade, elevado coberto vegetal.
Alimentação - Esta espécie alimenta-se principalmente de insectos aquáticos (insectívora) ingerindo também outras presas. As larvas de dípteros (quiromnídeos e simulídeos), de efemerópteros, coleópteros adultos, corixídeos, gastrópodes, ostrácodes, nemátodes, sementes, material vegetal e areia são presas comuns do bordalo. Ocasionalmente consome gémulas de spongilidae e estatoblastos de ectoprocta. Existem diferenças entre as diferentes formas desta espécie, os machos diplóides são mais especialistas enquanto que as fêmeas diplóides alimentam-se de uma maior diversidade de presas.
Tamanho mínimo de captura - 0
Período de pesca - Todo o ano.
Localizações em Portugal - Rios Ardila, Bazágueda, Caia, Chança, Côa, Degebe, Douro, Guadiana, Lis, Maçãs, Mondego, Sado, Sever, Sôr, Sorraia, Tejo, Tuela, Xévora e Zêzere. Também na barragem dos Alcaides, Carrapatelo, Crestuma Lever, Corte do Pinto, Sabugal e Vidigão. Ribeiras do Sado ao Algarve e afluentes do Guadiana.
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04-12-2007, 18:34
Caboz
http://www.aaspesca.com/images/caboz.gif
Nome científico - Salaria fluviatilis
Nomes comums - Caboz-de-água-doce, Peixe-rei
Morfologia - Peixe de pequeno tamanho com corpo sem escamas ou muito pequenas. Por cima do olho tem um pequeno tentáculo filiforme. Boca terminaal proeminete, sem barbilhos e com barbatana dorsal e anal muito compridas. Os machos com uma crista cefálica muito desenvolvida durante o período de reprodução. Coloração variável, com tendência para apresentar bandas transversais escuras.
Tamanho máximo (cm) - 15
Época de reprodução - Abril-Julho.
Habitat geral - É uma espécie que vive no fundo dos rios (bentónico), surgindo principalmente em rios de grandes dimensões. Habita em zonas profundas com velocidade da corrente elevada, com cascalho grosso e blocos. Também pode ocorrer em águas quietas e turvas desde que disponha de pedras onde possa realizar a postura. O caboz-de-água-doce encontra-se associado a locais com maiores velocidades de corrente e com pouca profundidade e maiores condutividades.
Alimentação - O caboz-de-água-doce é um predador bentónico de insectos aquáticos, capaz de capturar juvenis de peixes. Consome larvas de efemerópteros e de dipteros (quironomídeos), ocasionalmente ingere material vegetal.
Tamanho mínimo de captura - 0
Período de pesca - Todo o ano.
Localizações em Portugal - Rios Ardila, Caia, Degebe, Guadiana e Xévora. Ribeira de Oeiras, da Pardiela e do Vascão.
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04-12-2007, 18:35
Chanchito
http://www.aaspesca.com/images/castanhola.gif
Nome científico - Cichlasoma facetum
Nomes comums - Chanchito, Espanhol, Castanhola, Castanheta
Morfologia - Peixe de tamanho médio com corpo alto e estreito. A barbatana dorsal é bastante comprida alcançando 2/3 do comprimento total. A barbatana caudal é redonda. Os raios posteriores das barbatanas dorsal e anal mais longos. Amarelo metálico a esverdeado com várias bandas escuras transversais. Na base da barbatana caudal há uma mancha escura.
Tamanho máximo (cm) - 18
Época de reprodução - Abril e Junho.
Habitat geral - O chanchito vive em charcos e locais com águas tranquilas.
Alimentação - Esta espécie é insectivora (alimenta-se de larvas de insecto) ocasionalmente consome material vegetal.
Tamanho mínimo de captura - 0
Período de pesca - Todo o ano.
Localizações em Portugal - Rios Sado e Guadiana, seus afluentes e ribeiras costeiras do Sado ao Algarve.
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04-12-2007, 18:37
Escalo do mira
http://www.aaspesca.com/images/escalo-mira.gif
Nome científico - Squalius torgalensis
Nomes comums - Escalo-do-Mira
Morfologia - Espécie de pequeno tamanho com corpo alongado, com cabeça comprida e pontiaguada.. A boca é subterminal. Os perfis da barbatanas dorsal e anal são convexos, com 8 raios ramificados na dorsal e 7 na barbatana anal. A barbatana dorsal situa-se à frente das barbatanas pélvicas. O número de escamas da linha lateral entre 36-41.
Tamanho máximo (cm) - 16
Época de reprodução - De Março a Julho, atingindo o máximo em Abril.
Habitat geral - O escalo-do-mira surge com maior incidência em zonas de corrente (sobretudo os indivíduos maiores). Os juvenis ocorrem mais frequentemente em pêgos. A pluviosidade parece estar associada negativamente com a abundância desta espécie.
Tamanho mínimo de captura - 10
Período de pesca - Todo o ano.
Localizações em Portugal - No rio Mira e ribeiras costeiras a Norte até Sines.
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04-12-2007, 18:38
Escalo do norte
http://www.aaspesca.com/images/escalo-norte.gif
Nome científico - Squalius carolitertii
Nomes comums - Escalo-do-Norte
Morfologia - Espécie de tamanho médio, com corpo alongado, cabeça grande de perfil redondo e com boca subterminal. Corpo coberto com grandes escamas, os bordos das barbatanas dorsal e anal claramente convexos, com 8 raios ramificados. A maxila e pré-maxila são largas, barbatana dorsal situa-se à frente das barbatanas pélvicas. O número de escamas da linha lateral entre 39-45. O número de filas de escamas acima da linha lateral é entre 8-9, abaixo de linha lateral de 6-9. O terceiro osso sub-orbital é estreito. Escamas que cobrem o corpo são mais escuras nas margens. Cor cinzento prata.
Tamanho máximo (cm) - 33
Época de reprodução - Abril-Junho.
Habitat geral - O escalo-do-Norte vive em meios diversos encontrando-se em zonas de montanha e troços baixos. Prefere os habitats de maiores profundidades, maiores velocidades de corrente excepto no Verão e Outono. Os juvenis escolhem zonas com mais abrigo e com pouca profundidade e baixas velocidades de corrente.
Alimentação - O escalo-do-Norte ingere macroinvertebrados aquáticos e alevins de outros peixes. Durante a fase juvenil é uma espécie ominívora (alimentação generalista).
Tamanho mínimo de captura - 10
Período de pesca - Todo o ano.
Localizações em Portugal - No rio Alva, Ave, Cávado, Côa, Coura, Douro, Estorãos, Leça, Lima, Lis, Maçãs, Minho, Mondego, Olo, Paiva, Paivó, Sabor, Tâmega, Tamente, Tuela, Vouga e Zêzere. Barragens: Alto Lindoso, Bemposta, Cabril, Caniçada, Crestuma Lever, Ermal, Ermelo, Miranda do Douro, Poio, Régua, Torrão, Touvedo, e Vilar
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04-12-2007, 18:39
Escalo do sul
http://www.aaspesca.com/images/escalo-sul.gif
Nome científico - Squalius pyrenaicus
Nomes comums - Escalo-do-Sul
Morfologia - Espécie de tamanho médio, de corpo alongado com cabeça grande e boca terminal. A base das escamas está geralmente pintada de negro. O perfil da cabeça é pontiagudo. A barbatana dorsal tem 8 raios ramificados. O terceiro osso sub-orbital é largo.
Tamanho máximo (cm) - 18
Época de reprodução - Guadiana: Abril-Julho; Guadalquivir: Abril-Julho(femeas >101mm); Maio-Junho (femeas<100mm); Tejo: Maio a Junho (Sorraia).
Habitat geral - O escalo-do-sul é uma espécie ubíqua que está presente em rios até ordem 5, surgindo principalmente em zonas de montante (locais com maior altitude). Prefere locais dos rios com cobertura vegetal (arbustiva, arbórea e vegetação aquática), baixa velocidade de corrente. O escalo-do-Sul encontra-se associado a habitats com pouca profundidade, cobertura de vegetação aquática, com corrente fraca a moderada e com substrato de granulometria fina. No rio Sorraia os adultos do Escalo encontram-se no rio principal e os juvenis nos tributários mais pequenos.
Alimentação - O escalo-do-Sul é uma espécie insectívora no entanto alimenta-se de outras presas para além de insectos, nomeadamente moluscos, peixes, crustáceos, anfíbios, matéria vegetal e ácaros. Entre os insectos prefere larvas de efemerópteros (caenídeos) e dípteros (quironomídeos, simulídeos), coleópteros adultos, formicídeos, larvas de tricópteros (hidropsiquídeos).
Tamanho mínimo de captura - 10
Período de pesca - Todo o ano.
Localizações em Portugal - Nos rios Ardila, Bazágueda, Caia, Degebe, Guadiana, Meimoa, Nabão, Sado, Sever, Sôr, Sorraia, Tejo, Xévora e Zêzere. Barragem de Apertadura, Belver, Cabril, Capinha, Montargil, Monte Novo e Vale do Gaio. Ribeiras costeiras do Oeste até ao Algarve e afluentes do Guadiana.
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04-12-2007, 18:41
Esturjão
http://www.aaspesca.com/images/esturjao.gif
Nome científico - Acipenser sturio
Nomes comums - Esturjão, Solho, Solho-rei
Morfologia - Peixe de grandes dimensões, achatado dorso-ventralmente formando um corpo fusiforme. Apresenta uma barbatana caudal heterocerca o corpo coberto por cinco fiadas de placas ósseas, focinho cónico. Boca pequena sem dentes com 4 barbilhos. Dorso castanho ou cinzento escuro. Região lateral mais pálida e ventre branco.
Tamanho máximo (cm) - 350
Época de reprodução - Maio a finais de Junho.
Habitat geral - Pouco se sabe sobre o habitat que o esturjão vive, apenas que passa a maior parte da vida no mar entre os 5 e 60 metros vindo reproduzir-se nos troços principais dos rios.
Alimentação - Os alevins alimentam-se de plâncton (camarões e anfípodes) e larvas de quiromonideos. Na fase marinha os juvenis e adultos comem fundamentalmente de poliquetas incluindo crustáceos e moluscos. Durante a migração anádroma os adultos não se alimentam.
Tamanho mínimo de captura - 65
Período de pesca - 16 de Janeiro a 14 de Julho.
Localizações em Portugal - Barragem da Régua e Guadiana inferior.
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04-12-2007, 18:43
Gambusia
http://www.aaspesca.com/images/gambusia.gif
Nome científico - Gambusia holbrooki
Nomes comums - Gambusia, Gambusino
Morfologia - Espécie de reduzidas dimensões, com barbatana caudal homocerca e abertura bocal dorsal com a maxila inferior proeminente. Os machos apresentam na barbatana anal com o 3º e 5º raios transformados em orgão copulador. Corpo é acentuadamente mais estreito para trás da barbatana anal. As fêmeas geralmente são de maiores tamanhos que os machos e com o ventre mais dilatado.
Tamanho máximo (cm) - 7
Época de reprodução - Abril/Maio-Setembro/Outubro; Abril a Setembro (Guadalquivir); Sado: Abril a Setembro (postura); Sudoeste Espanha: Maio a Setembro.
Habitat geral - A gambusia vive em troços de águas lentas e temperadas, com abundante vegetação e abaixo dos mil metros. Suporta águas muito contaminadas, elevadas temperaturas e baixos valores de oxigénio.
Alimentação - Esta espécie consome pequenos animais aquáticos (zooplâncton) nomeadamente, copépodes, cladóceros, ostrácodes e rotíferos, afídeos, colêmboles, isópodes, anfípodes e adultos de dípteros. A gambusia alimenta-se também de hemípteros, himénopteros e aracnídeos.
Tamanho mínimo de captura - 0
Período de pesca - Todo o ano.
Localizações em Portugal - Rio Caia, Degebe, Douro, Guadiana, Lena, Lis, Minho, Mira, Mondego, Nabão, Sado, Sorraia, Sôr, Tejo, Vouga, Xarrama e Xévora. Barragem de Alqueva, Crestuma Lever e Torrão, bem como nas ribeiras entre Mira e Algarve, alguns paúis e arrozais.
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04-12-2007, 18:45
Góbio
http://www.aaspesca.com/images/Gobio_gobio.gif
Nome científico - Gobio lozanoi
Nomes comums - Góbio
Morfologia - O góbio tem o corpo alongado moderamente comprimido e é um peixe de pequenas dimensões. A cabeça é pequena e larga com boca infera e um par de barbilhos atingindo o bordo posterior do olho. A linha lateral tem 36 a 39 escamas de grande dimensões, apenas tem três fiadas de escamas abaixo da linha lateral. As barbatanas ventrais estão posicionadas atrás da inserção da barbatana dorsal. A barbatana caudal está bem fendida com lóbulos pontiagudos. Dorso escuro e nos flancos com uma linha de 6 a 11 manchas redondas e azuladas sob um fundo mais claro.
Tamanho máximo (cm) - 16
Época de reprodução - Maio-Junho.
Habitat geral - O góbio ocorre em zonas mais baixas do rio com pouca corrente, cascalho fino, areia e fundos vasosos. Adultos desta espécie vivem em fundos arenosos e vasosos, e também em ambientes mais lenticos perto de zonas adequadas para a reprodução. É capaz de colonizar cursos de água temporários. Os juvenis preferem locais com maior profundidade, zonas sem corrente, próximas da margem.
Alimentação - O góbio alimenta-se de macroinvertebrados bentónicos nomeadamente de crustáceos, moluscos e larvas de insectos (quironomídeos, simulídeos, efemelídeos, baetídeos e hidropsiquídeos).
Tamanho mínimo de captura - 0
Período de pesca - Todo o ano.
Localizações em Portugal - Rio Ave, Cávado, Corgo, Douro, Guadiana, Leça, Lis, Minho, Mondego, Paiva, Sabor, Sorraia, Tâmega, Tejo, Vouga e Zêzere. Encontra-se nas barragens de Belver, Bemposta, Castelo de Bode, Carrapatelo, Crestuma Lever, Ermal, Fratel, Montargil, Régua e Torrão.
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04-12-2007, 18:47
Lampreia de rio
http://www.aaspesca.com/images/lampreia-de-rio.gif
Nome científico - Lampetra fluviatilis
Nomes comums - Lampreia-de-rio
Morfologia - Peixe com corpo serpentiforme de tamanho médio, com sete orificios branquiais e boca em forma de ventosa. Não apresenta barbatanas peitorais. As duas partes da barbatana dorsal bem separadas. Pele nua, rica em glândulas mucosas. Côr uniforme.
Tamanho máximo (cm) - 125
Época de reprodução - Outono.
Habitat geral - A lampreia-de-rio vive em rios com águas limpas e oxigenadas e fundos de areia ou gravilha.
Alimentação - Alimentação da lampreia-de-rio basea-se no sangue e tecidos de outros peixes. Durante o Inverno não se alimentam. As larvas desta espécie são filtradoras.
Tamanho mínimo de captura - 35
Período de pesca - 16 de Janeiro a 14 de Junho.
Localizações em Portugal - Rios Sorraia, Sôr e Tejo.
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04-12-2007, 18:49
Lampreia pequena
http://www.aaspesca.com/images/lampreia-pequena.gif
Nome científico - Lampetra planeri
Nomes comums - Lampreia-de-rio, Lampreia-pequena
Morfologia - Corpo serpentiforme de médias dimensões com boca em forma de ventosa, sem barbatanas peitorais. As barbatanas dorsais estão unidas. Pele nua, rica em glândulas mucosas. Clara com tons amarelados e larvas sem pigmentação na região ventral. Côr uniforme.
Tamanho máximo (cm) - 60
Época de reprodução - Abril até ao fim de Maio.
Habitat geral - A lampreia-pequena vive em pequenos rios com flutuações moderadas quanto à profundidade e corrente.
Tamanho mínimo de captura - 35
Período de pesca - 16 de Janeiro a 14 de Junho.
Localizações em Portugal - Rios Lis, Mondego, Nabão, Tejo, Vouga e Zêzere, e nalgumas ribeiras da zona Oeste.
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04-12-2007, 18:50
Lúcio
http://www.aaspesca.com/images/lucio.gif
Nome científico - Esox lucius
Nomes comums - Lúcio
Morfologia - O lúcio pode atingir grandes dimensões, apresenta um corpo alongado, com focinho comprido e achatado. A boca é grande. A barbatana dorsal é oposta à anal e muito posterior. Cor verde ou esverdeada com manchas amarelas.
Tamanho máximo (cm) - 107
Época de reprodução - Douro (Espanha): Janeiro a Abril; Fevereiro a Abril.
Habitat geral - O lúcio vive em zonas remansas com correntes baixas e vegetação abundante. Ocorre nas zonas litorais das barragens e em zonas muito profundas dos rios.
Alimentação - O lúcio é uma espécie carnivora predadora que muda progressivamente de invertebrados para vertebrados de acordo com o seu tamanho. Os indivíduos menores que 20cm ingerem principalmente efemerópteros, gambusias, larvas de dipteros, odonatas, isópodes, anfipodes, cladóceros, coleópteros, plecópteros e verdemãs. Os peixes maiores que 20cm comem sobretudo peixes, nomeadamente gambusias, bogas, achigã, escalos, barbos e carpas, ocasionalmente também se alimentam de lagostim-se-água-doce e anfibios.
Tamanho mínimo de captura - 0
Período de pesca - Todo o ano.
Localizações em Portugal - Encontra-se nos Açores, no rio Cávado, Douro, Guadiana e Tejo e também nas barragens de Azibo, Bemposta, Caia e Lamas de Olo.
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04-12-2007, 18:51
Lúcioperca
http://www.aaspesca.com/images/lucioperca.gif
Nome científico - Sander lucioperca
Nomes comums - Lucioperca
Morfologia - Peixe de tamanho médio, com corpo alongado com a cabeça grande, boca com dentes proeminentes, fortes e maxilar largo. O lucioperca apresenta duas barbatanas dorsais espinhosas, com escamas pequenas. Dorso esverdeado com oito a doze bandas transversais.
Tamanho máximo (cm) - 83
Época de reprodução - Primavera.
Habitat geral - A lucioperca surge em zonas profundas e tranquilas com fundos rochosos e águas turvas. Ocorre também na coluna de água.
Alimentação - Os adultos alimentam-se exclusivamente de peixes (escalos), enquanto os jovens alimentam-se de crustáceos (dafnias).
Tamanho mínimo de captura - 0
Período de pesca - Todo o ano.
Localizações em Portugal - Encontra-se nos Açores, na barragem do Ermal e de Lamas de Olo.
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04-12-2007, 18:52
Muge
http://www.aaspesca.com/images/muge.gif
Nome científico - Liza ramada
Nomes comums - Muge
Morfologia - Peixe de média dimensões com duas barbatanas dorsais bem separadas, tendo primeira barbatana dorsal 4 raios. A cabeça é mais pontiaguda e achatada, o contorna da cabeça forma um ângulo obtuso. O lábio superior é estreito e o olho não apresenta membrana ocular adiposa. 6 a 10 listas longitudinais mais escuras nos flancos.
Tamanho máximo (cm) - 49
Época de reprodução - Novembro a Fevereiro (Mira); migram entre Agosto e Novembro; Setembro até Novembro.
Habitat geral - A muge ocorre em águas salobras tendo hábitos mais bentónicos enquanto em águas doces vive junto à superfície da água (nectónica). Exploram as zonas mais profundas dos estuários nas últimas horas da enchente e primeiras da vazante. Esta espécie sobrevive em meios de salinidade bastante baixa ou mesmo nula.
Alimentação - A muge apresenta uma grande plasticidade alimentar sendo considerada detritívora com uma faceta herbívora, alimentando-se de algas (cianofícias, bacilariofícias, euglenófitas, clorófitas e feofícias). Prefere poliquetas, nemátodas, oligoquetas, crustáceos, fibras de papel, sedimento e detritos orgânicos. Em água doce alimenta-se de microalgas planctónicas. Tem uma maior taxa de alimentação ao pôr do sol e nascer do sol. Em água salobra, microalgas bentónicas sendo a sua actividade alimentar maior na preia-mar.
Tamanho mínimo de captura - 20
Período de pesca - Todo o ano.
Localizações em Portugal - Encontra-se no rio Cávado, Douro, Guadiana, Leça, Lima, Lis, Minho, Mira, Mondego, Sado, Sorraia, Tejo eVouga e também nas barragens de Belver e Crestuma Lever; ribeiras costeiras de Mira ao Algarve e rias de Aveiro e Formosa.
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04-12-2007, 18:54
Panjorca
http://www.aaspesca.com/images/panjorca.gif
Nome científico - Chondrostoma arcasii
Nomes comums - Panjorca
Morfologia - Espécie de pequeno tamanho, com corpo levemente comprimido, perfil da cabeça curvo sobretudo anteriormente, com o focinho nitidamente arredondado. A boca é inferior e subterminal, sem barbilhos, a comissura bucal ultrapassa a linha vertical da abertura nasal. As escamas são de pequenas dimensões, com linha lateral muito marcada geralmente com 40 a 46 escamas. A barbatana dorsal é maior do que a barbatana anal, apresentando um perfil convexo com a sua origem na mesma vertical da inserção posterior das barbatana pélvicas ou anterior a esta linha vertical. Escura no dorso e vermelha na base das barbatanas pares.
Tamanho máximo (cm) - 20
Época de reprodução - Abril-Junho.
Habitat geral - A panjorca ocorre em lagos e rios de montanha, preferindo a coluna de água próxima da zona de corrente. O juvenis surgem em zonas de pouca corrente e profundidade, mudando para zonas com mais corrente e de maior profundidade. Os juvenis ocupam em zonas pouco profundas com vasa, próximas da margem.
Alimentação - Alimenta-se principalmente de detritos, invertebrados (simulídeos, tricópteros, coleópteros, odonatas) e raramente algumas plantas e orthocladinae.
Tamanho mínimo de captura - 0
Período de pesca - Todo o ano.
Localizações em Portugal - Rio Alva, Âncora, Cávado, Côa, Coura, Douro, Estorãos, Leça, Lena, Lima, Lis, Maçâs, Minho, Mondego, Paiva, Paivó, Sabor, Tâmega,Tejo, Vade, Vez e Vouga. Barragem de Alto Lindoso, Balsemão, Crestuma Lever, Miranda do Douro, Régua e Touvedo.
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04-12-2007, 18:55
Pardelha
http://www.aaspesca.com/images/pardelha.gif
Nome científico - Chondrostoma lemmingii
Nomes comums - Boga-de-boca-arqueada, Pardelha
Morfologia - Espécie de pequeno tamanho, com corpo alongado moderadamente achatado apresentando um perfil ligeiramente convexo na região anterior. A boga é arqueada, inferior sem barbilhos. A linha lateral completa com 51 a 61 escamas, existem entre 11 a 14 fiadas transversais de escamas acima da linha lateral. A barbatana anal é ligeiramente mais pequena do que a barbatana dorsal, a barbatana caudal ligeiramente forqueada. Os perfis das barbatanas anal e dorsal são convexos. Escura, podendo aparecer pequenas manchas negras espalhadas pelo corpo.
Tamanho máximo (cm) - 14,5
Época de reprodução - Guadalquivir: Março-Maio; Douro: Abril-Maio.
Habitat geral - Esta espécie ocorre nos troços superiores dos tributários, havendo uma forte associação com a presença de lençois freáticos e abundante vegetação aquática, preferindo os habitats com maiores profundidades e larguras. A boga-de-boca-arqueada ocupa rios em locais com declives acentuados, baixa insolação, com estrato arbóreo e afastado do rio principal e com corrente fraca. Prefere substrato de granulometria fina, ocorrendo preferencialmente em pêgos.
Alimentação - A boga-de-boca-arqueada é detritivora alimentando-se ocasionalmente de algas, fanerogâmicas, zooplâncton e macroinvertebrados aquáticos.
Tamanho mínimo de captura - 10
Período de pesca - 1 de Junho a 14 de Março.
Localizações em Portugal - Rio Ardila, Caia, Degebe, Douro, Guadiana, Sorraia, Tejo e Xévora. Também nas ribeiras do Algarve e afluentes do Guadiana.
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04-12-2007, 18:56
Peixe-Espinho
http://www.aaspesca.com/images/peixe-espinho.gif
Nome científico - Gasterosteus aculeatus
Nomes comums - Esgana-gata, Peixe-espinho
Morfologia - Peixe de pequenas dimensões, com corpo alongado, fusiforme e sem escamas. O pedúnculo caudal é muito estreito apresenta a boca superior. O peixe-espinho tem três a dez espinhos dorsais livres situados à frente da barbatana dorsal. Os ossos pélvicos estão completamente soldados na linha média formando um escudo. Na época da reprodução os machos paresentam uma coloração avermelhada no ventre e no dorso apresentam reflexos azuis, esverdeados e prateados.
Tamanho máximo (cm) - 6,5
Época de reprodução - Abril-Maio.
Habitat geral - Esta espécie vive em águas doces dos lagos e troços baixos dos rios, sempre que as águas sejam tranquilas e ricas em vegetação. Pode ocorrer em águas salobras e no litoral marinho. O peixe-espinho pode surge em zonas de corrente fraca. É frequente em arrozais. A pluviosidade parece estar associada positivamente com a abundância desta espécie.
Alimentação - O peixe-espinho alimenta-se de pequenos invertebrados, consumindo ocasionalmente vegetais.
Tamanho mínimo de captura - 0
Período de pesca - Todo o ano.
Localizações em Portugal - Rios Cávado, Coura, Douro, Estorãos, Guadiana, Lima, Minho, Mira, Mondego, Sado, Tejo e Vouga. Ribeiras costeiras do Mira ao Algarve. Barragem do Alto Lindoso. Paúl de Arxila e do Boquilobo.
helldanger1
04-12-2007, 18:57
Peixe-Gato
http://www.aaspesca.com/images/peixe-gato.gif
Nome científico - Ameiurus melas
Nomes comums - Peixe-gato
Morfologia - Peixe de tamanho médio, sem escamas ou tão pequenas que só se podem distinguir à lupa. Com quatro pares de barbilhos sendo um dos pares mais comprido que as barbatanas peitorais. Com duas barbatanas dorsais, sendo a segunda barbatana dorsal adiposa. Corpo coberto com muco. Apresenta nas barbatanas peitorais e dorsal raios bem ossificados, formando espinhos. Preto excepto na zona ventral que é amarelada.
Tamanho máximo (cm) - 29
Época de reprodução - Fim da Primavera ao inicio do Verão.
Habitat geral - O peixe-gato vive nos fundos dos rios e barragens, i.e. bentónico. Esta espécie prefere zonas de corrente lenta e fundos arenosos ou vasosos. O peixe gato é extremamente resistente à poluição, escassez de oxigénio e altas temperaturas (exemplo 30ºC). Está mais activa durante a noite.
Alimentação - O peixe-gato tem uma alimentação generalista (i.e. espécie omnívora) ingerindo plantas, invertebrados e peixes.
Tamanho mínimo de captura - 0
Período de pesca - Todo o ano.
Localizações em Portugal - Rios Guadiana, Sado, Tejo e ribeiras desde o Sado até Sines.
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04-12-2007, 18:58
Peixe-Rei
http://www.aaspesca.com/images/peixe-rei.gif
Nome científico -Atherina boyeri
Nomes comums - Peixe-rei
Morfologia - Espécie de pequeno tamanho, com duas barbatanas dorsais bem separadas. O olho é muito grande ocupa a maior parte da cabeça. A boca superior, pendunculo caudal longo e estreito. Primeira barbatana dorsal com 5 a 9 raios. Com menos de 50 escamas na linha lateral. Corpo esbranquiçado, transparente quase translúcido. Faixa longitudinal prateada em cada flanco.
Tamanho máximo (cm) - 10
Época de reprodução - Abril-Junho (Guadalquivir); Maio-Junho (Lagoa de Santo André).
Habitat geral - Espécie que vive principalmente nos estuários e em mar aberto, no entanto ocorrem populações totalmente dulciaquícolas que preferem águas tranquilas.
Alimentação - É uma espécie omnívora (que se alimenta de muitas presas diferentes) mas preferencialmente zooplâncton (isópodes, ostrácodes, anfípodes e copépodes). Em estuários come preferencialmente decápodes, misidáceos, poliquetas, isópodes, anfípodes e larvas de peixe. Em barragens alimenta-se de zooplâncton e larvas de quironomídeos.
Tamanho mínimo de captura - 0
Período de pesca - Todo o ano.
Localizações em Portugal - Rios Douro, Lima, Mondego, Tejo e Vouga, ribeiras costeiras de Mira até ao Algarve e nas barragens de Belver, Crestuma Lever, Fratel, Régua e Torrão. Também se encontra naa lagoas de Óbidos e de Santo André.
helldanger1
04-12-2007, 18:59
Perca-Sol
http://www.aaspesca.com/images/peixe-sol.gif
Nome científico - Lepomis gibbosus
Nomes comums - Perca-Sol, Peixe-sol
Morfologia - Peixe de pequeno tamanho que não ultrapassa os 15 cm, corpo alto com cor muito vistosa. A barbatana dorsal tem uma ligeira depressão, sem constituída por uma primeira parte de raios ossificados e uma segunda com raios ramificados. O maxilar não alcança o bordo posterior do olho. Bandas azuladas que irradiam da cabeça até aos flancos. Mancha negra e vermelha na parte posterior do opérculo. Ventre amarelado.
Tamanho máximo (cm) - 15
Época de reprodução - Abril a Julho/Agosto; Guadiana: Maio até Agosto; Março a Agosto.
Habitat geral - A perca-sol ocorre nas zonas lênticas nomeadamente lagoas e troços de rios com escassa profundidade de corrente lenta e densa vegetação. Esta espécie suporta a falta de oxigénio e altas temperaturas.
Alimentação - A perca-sol alimenta-se de insectos (espécie insectívora). Consome preferencialmente larvas de quironomídeos, hemípteros, tricópteros, efemerópteros, odonatos, corixídeos, copépodes, ostrácodes, ovos de peixe e material vegetal. Os indivíduos de maiores dimensões alimentam-se de Atyaephyra desmaresti e caracóis, enquanto os indivíduos de menores tamanhos consomem microcrustáceos, especialmente cladóceros.
Tamanho mínimo de captura - 0
Período de pesca - Todo o ano.
Localizações em Portugal - Rios Ardila, Ave, Caia, Castelo de Bode, Chança, Degebe, Douro, Gerês, Guadiana, Leça, Lima, Lis, Mira, Mondego, Paiva, Sabor, Sado, Sorraia, Tâmega, Tejo, Vouga, Xarrama, Xévora e Zêzere. Barragens: Alvito, Andorinhas, Arade, Barrocal, Belver, Carrapatelo, Crestuma Lever, Fagilde, Fratel, Funcho, Idanha-a-nova, Lamas de Olo, Maranhão, Marateca, Montargil, Monte da Barca, Mourão, Pêgo do Altar, Rôxo, Santa Clara, Torrão e Vale do Gaio. Ribeiras costeiras entre Mira e Algarve.
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04-12-2007, 19:00
Pimpão
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Nome científico - Carassius auratus
Nomes comums - Pimpão, Peixe-vermelho, Peixe-dourado
Morfologia - Espécie de tamanho médio, com uma barbatana dorsal comprida com pelo menos o dobro do comprimento da anal. Cabeça grande relativamente ao tamanho do corpo, apresentando uma boca pequena, terminal e sem barbilhos. Coloração variável entre castanho esverdeado e dourado, existindo formas com cores e aspectos chamativos usadas como peixes ornamentais.
Tamanho máximo (cm) - 45
Época de reprodução - Maio-Junho. Fevereio-Maio e Julho-Agosto (Lagoa de Santo André).
Habitat geral - O pimpão vive em águas pouco profundas de lagoas e rios de corrente lenta, com vegetação abundante e fundos vasosos ou arenosos.
Alimentação - Esta espécie é principalmente detritívora mas também alimenta-se de invertebrados aquáticos, nomeadamente larvas de dipteros (quironomídeos e simulídeos), copépodes, ostrácodes, e efemerópteros (caenídeo). Ocasionalmente come material vegetal, algas e fanerogâmicas.
Tamanho mínimo de captura - 10
Período de pesca - Todo o ano.
Localizações em Portugal -Açores, rios Águeda, Ave, Caia, Cávado, Degebe, Douro, Guadiana, Leça, Lima, Lis, Minho, Mondego, Nabão, Sabor, Sado, Sorraia, Tâmega, Tua, Vouga, Xarrama e Zêzere e barragens de Aguieira, Belver, Bemposta, Caia, Carrapetelo, Crestuma-Lever, Maranhão, Montargil, Odivelas, Pêgo do Altar, Régua e Torrão, e nas ribeiras do Oeste, Sado e sul até Sines e no Paúl de Magos.
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04-12-2007, 19:01
Rutilo
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Nome científico - Rutilus rutilus
Nomes comums - Rutilo
Morfologia - Espécie de tamanho médio com corpo altp e comprimido lateralmente, cabeça pequena que representa 25% do corpo.
Tamanho máximo (cm) - 50
Época de reprodução - Abril-Junho; Açores: Fevereiro a Abril.
Habitat geral - Vive em rios, lagos e barragens preferindo águas tranquilas. Esta espécie tolera águas poluídas e salobras.
Alimentação - Esta espécie tem uma alimentação generalista (omnívora) ingerindo insectos, crustáceos e plantas. Os adultos preferem plantas, algas verdes e dáfnias.
Tamanho mínimo de captura - 0
Período de pesca - Todo o ano.
Localizações em Portugal -Açores, nas lagoas do Fogo, Furnas e Sete Cidades
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04-12-2007, 19:02
Saboga
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Nome científico - Alosa fallax
Nomes comums - Savelha, Saboga
Morfologia - Peixe de tamanho médio, com corpo alto, escamas grandes, delgadas e pouco aderentes. Maxila superior com um recorte nítido que corresponde a uma protuberância na maxila inferior. Exibe uma coloração azul brilhante no dorso e prateada nos flancos e ventre. Na porção anterior dos flancos com 9 a 10 manchas escuras que diminuem de tamanho ao longo do corpo.
Tamanho máximo (cm) - 55
Época de reprodução - Tejo entre Maio e Junho; Migração reprodutora entre Março a Junho e desova em Julho; Guadiana e Mira: Maio; inicia a migração anádroma com 2 a 8 anos.
Habitat geral - Peixe que ocupa a coluna de àgua, pelágico. Ocorre principalmente na parte mais a jusante dos rios (próxima dos estuários). A savelha reproduz-se nos rios.
Alimentação - A savelha alimenta-se na coluna de água, alimentação planctónica (misidáceos, caranguejos, camarões, isópodes, insectos, detritos e ocasionalmente anelídeos, gastrópodes, cefalópodes, ovos de peixes, decápodes e anfípodes) mas também come peixes (sardinha, anchova, alcabrozes, peixe-rei). As savelhas com apenas 3 cm ingerem copépodes, depois com 5 a 10 cm comem zooplâncon, insectos e plantas. Nos estuários consomem crustáceos e no mar peixes e crustáceos. Durante a migração reprodutora os peixes adultos não se alimentam.
Tamanho mínimo de captura - 20
Período de pesca - 1 de Fevereiro a 14 de Junho.
Localizações em Portugal - Rios Cávado, Douro, Guadiana, Lima, Minho, Mira, Mondego, Sado, Tejo e Vouga e ribeiras desde Mira até ao Algarve.
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04-12-2007, 19:04
Saramugo
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Nome científico - Anaecypris hispanica
Nomes comums - Saramugo, Pardelha
Morfologia - Espécie de pequeno tamanho com cabeça pontiaguda e boca súpera sem barbilhos. Os olhos são grandes e próximos do perfil doral da cabeça. As escamas são muito pequenas e numerosas a linha lateral é incompleta. Barbatana dorsal pequena atrás da inserção das barbatanas pélvicas. Barbatana dorsal com 7 raios ramificados e barbatana anal com 9 raios ramificados. Corpo prateado com os flancos com pequenas pontos negros.
Tamanho máximo (cm) - 7,5
Época de reprodução - Abril (Primavera) Maturação sexual no primeiro ano de vida.
Habitat geral - O saramugo habita em pequenos cursos de água com zonas de correnteza (espécie reofílica). Esta espécie ocorre em habitats com plantas aquáticas submersas e está associado a habitats com pouca profundidade, com velocidade de corrente fraca a moderada e com substrato de granulometria fina. Existe uma associação positiva entre a abundância do saramugo com os rios que apresentam declives acentuados, locais distantes do rio principal e com baixa cobertura arbustiva.
Alimentação - A sua alimentação baseia-se principalmente em invertebrados (larvas de dípteros e hemípteros), detritos, algas e fanerogâmicas. Outros autores apontam para que o saramugo se alimente de quironomídeos, tricópteros, copépodes assim como algas filamentosas e detritos.
Tamanho mínimo de captura - 0
Período de pesca - Todo o ano.(*)
Localizações em Portugal - Rios Caia, Guadiana e Xévora e Ribeira do Vascão.
(*)Especie em vias de extincao(pesca proibida)
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04-12-2007, 19:06
Sável
http://www.aaspesca.com/images/savel.gif
Nome científico - Alosa alosa
Nomes comums - Sável
Morfologia - Peixe de tamanho médio com corpo esbelto, fusiforme e alto, escamas grandes, delgadas e pouco aderentes. Maxila superior com um recorte nítido que corresponde a uma protuberância na maxila inferior. Linha lateral ausente. Na porção anterior dos flancos apresenta geralmente uma mancha escura.
Tamanho máximo (cm) - 83
Época de reprodução - Junho-Julho; Fevereiro a Maio (Tejo); inicia a migração anádroma com 2 a 7 anos.
Habitat geral - Peixe que ocupa principalmente a coluna de água, i.e. peixe pelágico.
Alimentação - O sável ingere principalmente animais de pequenas dimensões, zooplâncton (nomeadamente crustáceos cladóceros, copépodes e ostrácodes) e algas filamentosas. No mar, os adultos desta espécie alimentam-se de zooplâncton (larvas de crustáceos e de peixes), enquanto que nas águas salobras comem sobretudo crustáceos. Nas águas doces ingerem larvas de insectos e pequenos crustáceos planctónicos. Durante a migração reprodutora os peixes adultos não se alimentam.
Tamanho mínimo de captura - 35
Período de pesca - 1 de Fevereiro a 14 de Junho.
Localizações em Portugal - Rios Cávado, Douro, Guadiana, Lima, Minho, Mondego, Sado, Tejo e Vouga e ribeiras costeiras do Sado até Sines.
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04-12-2007, 19:07
Tainha
http://www.aaspesca.com/images/tainha-amarela.gif
Nome científico - Liza aurata
Nomes comums - Tainha-garrento, Tainha amarela
Morfologia - Peixe de médias dimensões com duas barbatanas dorsais bem separadas, sendo primeira barbatana dorsal com 4 raios. O lábio superior estreito. Não apresenta membrana ocular adiposa. 6 a 10 listas longitudinais mais escuras nos flancos.
Tamanho máximo (cm) - 27
Época de reprodução - Agosto a Outubro (Mira).
Alimentação - A taínha parece ter uma grande plascidade alimentar, sendo uma espécie detritívora com faceta marcadamente herbívora. Acentuada apetência por poliquetas.
Tamanho mínimo de captura - 20
Período de pesca - Todo o ano.
Localizações em Portugal - Rios Coura, Douro, Guadiana, Mira, Mondego, Sado, Tejo e Vouga, e nas ribeiras do Oeste até ao Algarve.
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04-12-2007, 19:08
Tenca
http://www.aaspesca.com/images/tenca.gif
Nome científico - Tinca tinca
Nomes comums - Tenca
Morfologia - Espécie de tamanho médio com corpo alongado com peduncúlo caudal curto e alto, um par de barbilhos nos lábios. A barbatana dorsal com menos do dobro do comprimento da dorsal. A tenca tem escamas muito pequenas e a barbatana caudal é pouco fendida. Esverdeada mas pode variar consoante o meio em que vive.
Tamanho máximo (cm) - 85
Época de reprodução - Maio-Agosto.
Habitat geral - A tenca ocorre sobretudo em lagos e rios com pouca velocidade de corrente. Suporta baixos niveis de oxigénio dissolvido na água.
Alimentação - Esta espécie é considerada omnívora, ingerindo principalmente de insectos aquáticos e zooplâncton. Outros autores consideram a tenca como detritívora.
Tamanho mínimo de captura - 15
Período de pesca - 1 de Junho a 14 de Março.
Localizações em Portugal - Rios Douro, Guadiana, Mondego, Nabão, Sado, Tejo, Xarrama e Zêzere. Barragens: Barrocal, Belver, Bemposta, Carrapatelo, Facho, Fonte Serne, Odivelas, Vale do Gaio e Vigia.
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04-12-2007, 19:10
Truta Arco Iris
http://www.aaspesca.com/images/truta-arco-iris.gif
Nome científico - Oncorhynchus mykiss
Nomes comums - Truta-arco-iris
Morfologia - Espécie de tamanho médio, com a cabeça mais pequena do que a truta comum. Apresenta duas barbatanas dorsais sendo a primeira espinhosa e a segunda adiposa. As escamas são relativamente pequenas. Barbatana caudal pode estar completamente coberta de manchas negras. Geralmente apresentam uma lista de côr purpura no flanco. As manchas nos flancos são sempre negras não são rodeadas por um circulo colorido.
Tamanho máximo (cm) - 50
Época de reprodução - Informação escassa para Portugal; De Janeiro a Abril em local indeterminado.
Habitat geral - A truta-arco-íris habita em rios com águas limpídas com temperaturas estivais na ordem dos 12ºC apesar de tolerar temperaturas até aos 25ºC. Prefere rios com corrente moderada e rápida e com pouca profundidade. Ocorre também em lagos e barragens.
Alimentação - Esta espécie consome larvas de invertebrados e peixes de pequeno tamanho. Os juvenis ingerem zooplâncton.
Tamanho mínimo de captura - 19
Período de pesca - 1 de Março a 31 de Julho.
Localizações em Portugal - Barragem de Alto Rabagão, Azibo, Caniçada, Paradela ePoio. Rio Coura, Minho, Mondego, Vouga e Zêzere. Também ocorre nos Açores e na Madeira.
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04-12-2007, 19:12
Truta Marisca
http://www.aaspesca.com/images/truta-marisca.gif
Nome científico - Salmo trutta
Nomes comums - Truta-marisca, Truta-fário, Truta-de-rio
Morfologia - Espécie de tamanho médio com duas barbatanas dorsais sendo a primeira espinhosa e a segunda adiposa. As escamas relativamente pequenas. Boca maior do que a do Salmão estendendo-se para lá do bordo posterior da orbita. Dorso em geral pardo-esverdeado, flancos esverdeados ou amarelados e ventre amarelado ou branco. A barbatana caudal nunca é completamente pintalgada de manchas negras. As manchas dos flancos podem ser avermelhadas ou negras, estando as primeiras rodeadas de um circulo colorido.
Tamanho máximo (cm) - 100
Época de reprodução - Novembro a Janeiro (Espanha); Primavera a Outono. Lima: Novembro a Fevereiro, postura em Janeiro.
Habitat geral - A truta surge em rios com águas frias e oxigenadas, preferindo locais com elevadas velocidades de corrente, normalmente evita locais pouco profundos. Ocorre em locais com substrato com granulometria superior a 7,5 cm para abrigo e seleciona zonas com vegetação ripícola saliente e raízes. As trutas com menos de 10 cm ocupam águas menos profundas com correntes fortes (riffles). A truta vive em rios geralmente com boa qualidade da água.
Alimentação - A truta apresenta uma alimentação generalista, ingerindo as presas que descem o rio (deriva). Esta espécie ingere larvas de dípteros e de plecópteros sendo um predador selectivo que aumenta a sua selectividade com o tamanho-idade. Os juvenis de truta (0+ e 1+ de idade) consomem tricópteros, efémerópteros, dípteros, coleópteros e raramente alguns invertebrados terrestres e peixes, enquanto as trutas adultas comem peixes (Barbos, Bogas, outras trutas) e anfíbios.
Tamanho mínimo de captura - 19
Período de pesca - 1 de Março a 31 de Julho.
Localizações em Portugal - Rio Alva, Âncora, Adrão, Ave, Ázere, Bazágueda, Castro Laboreiro, Cávado, Côa, Corgo, Coura, Estorãos, Gerês, Homem, Leça, Lima, Minho, Mondego, Olo, Paiva, Paivó, Sabor, Tâmega, Tamente, Troufe, Tuela, Vade, Vez, Vouga, Zêzere. Barragem de Alto Lindoso, Alto Rabagão, Andorinhas, Azibo, Bemposta, Cabril, Caniçada, Crestuma Lever, Ermal, Ermelo, Paradela, Poio, Ribafeita, Ribeiradio, Sabugal, Santa Luzia, Torrão, Touvedo, Venda Nova, Vilar. Em ribeiras na Madeira.
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04-12-2007, 19:13
Verdemã
http://www.aaspesca.com/images/verdema.gif
Nome científico - Cobitis paludica
Nomes comums - Verdemã, Peixe-rei, Serpentina
Morfologia - A verdemã é um peixe de pequenas dimensões sem escamas ou tão pequenas que só se podem distinguir à lupa. Apresenta um corpo alongado com boca inferior de pequena dimensão e com três pares de barbilhos na região da boca. A barbatana dorsal é pequena, geralmente os machos são menores que as fêmeas, apresentando na base do segundo raio das barbatanas peitorais uma lamina circular a escama de canastrini. Esta espécie normalmente tem manchas escuras nos flancos e dorso. A cabeça tem pequenas manchas escuras. Os machos apresentam manchas laterais que formam linhas bem definidas.
Tamanho máximo (cm) - 8,5
Época de reprodução - Maio-Junho; Guadalquivir: Abril-Junho; Tejo: entre meados de Maio a Julho.
Habitat geral - A verdemã ocorre nas partes médias e baixas dos rios. Esta espécie associa-se a habitats com pouca corrente, pouca profundidade, fundos de areia, gravilha, lodo e pedras e vegetação. Ocorrendo em rios com coberto arbóreo pouco desenvolvido, solos ácidos e com sedimentos (areia). A pluviosidade parece estar associada negativamente com a abundância desta espécie no rio Mira. É uma espécie que vive enterrada na areia movendo-se pouco.
Alimentação - A verdemã é considerada como detritívora bentónica, mas alguns autores constataram que se alimenta de larvas de dípteros (quironomídeos, simulídeos e ceratopogonídeos), efemerópteros, ostrácodes, algas unicelulares, cladóceros, moluscos e crustáceos.
Tamanho mínimo de captura - 1
Período de pesca - Todo o ano.
Localizações em Portugal - Rios Ardila, Caia, Cávado, Chança, Degebe, Douro, Guadiana, Lena, Lis, Minho, Mira, Mondego, Nabão, Sado, Sever, Sorraia, Sôr, Tejo, Vouga, Xévora e Zêzere. Ribeiras de Mira ao Algarve e Guadiana e barragem do Cabril.
helldanger1
04-12-2007, 19:14
Verdemã-do-norte
http://www.aaspesca.com/images/verdema-do-norte.gif
Nome científico - Cobitis calderoni
Nomes comums - Verdemã-do-Norte, Peixe-rei
Morfologia - Espécie de pequenas dimensões, corpo lateralmente comprimido, cilindrico, alongado. Apresenta um pedunculo caudal longo e estreito, a barbatana dorsal é pequena. O corpo com escamas redondas indistintas a olho nú. A boca é inferior com 3 pares de barbilhos apresentando espinhos sub-orbitais e olhos pequenos. Flancos cobertos com pequenas manchas escuras ventralmente alongadas, não têm manchas escuras na base da caudal.
Tamanho máximo (cm) - 8
Época de reprodução - Março-Maio.
Habitat geral - A verdemã-do-Norte vive nos troços médios e superiores dos rios, em águas limpidas com gravilha e rocha de baixa profundidade.
Alimentação - Esta espécie ingere principalmente macroinvertebrados aquáticos, nomeadamente larvas de dipteros (quironomídeos) e de efemerópteros.
Tamanho mínimo de captura - 0
Período de pesca - Todo o ano.
Localizações em Portugal - No rio Ave, Cávado, Douro, Lima, Minho, Sabor e Tua. Na barragem das Andorinhas e do Ermal.
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