O Toyota Auris 1.4 D-4D MM e o Opel Astra 1.3 CDTI Easytronic recorrem a caixas manuais robotizadas, as quais são mais simples e menos dispendiosas que as tradicionais caixas automáticas. A acção humana é substituída pela máquina: a electrónica é o “cérebro” que determina o melhor momento para fazer cada passagem e dá ordens aos componentes hidráulicos, que são os “músculos” encarregues de actuar a embraiagem e o selector da caixa. E sempre que o condutor assim o entender, pode sobrepor a sua vontade neste processo e, através do comando sequencial, prescindir da função automática. Os 2500 euros que separam estas duas propostas devem-se ao facto da Toyota só disponibilizar a caixa MM com o nível de equipamento Sol, o mais completo da gama, enquanto o Astra Enjoy representa o patamar de acesso.



Rivais à altura
Auris e Astra são familiares compactos muito nivelados, contando com avultadas listas de equipamento de segurança e tanto as cotas de habitabilidade como as bagageiras são equiparáveis. O condutor do Opel desfruta de um habitáculo mais sólido e de uma melhor postura ao volante, mas é no Toyota que encontramos locais de arrumação dignos do nome.
Ambos são bem insonorizados, sobejamente eficazes e, se bem que Auris seja mais filtrado, levam-nos ao destino com uma razoável margem de conforto. As caixas robotizadas seguem o mesmo princípio de funcionamento das caixas manuais e, como tal, convém dar “dicas” à electrónica sobre qual o momento mais adequado para se passar à mudança seguinte, o que se faz aliviando ligeiramente o acelerador. Em manobras mais difíceis, como estacionar numa subida, é de prever alguma dificuldade em dosear correctamente o acelerador, mas as demais situações de condução passam-se com à-vontade, havendo apenas a registar um ligeiríssimo aumento dos consumos. A combinação ideal seria ter a caixa Easytronic do Astra acoplada ao 1.4 D-4D do Auris, porque o 1.3 CDTI é o motor mais amorfo a baixo regime e a caixa MM, embora seja competente, é menos resoluta nas trocas e falta-lhe uma 6ª para os troços de auto-estrada. No Astra, o melhor será o condutor deixar sempre ligado o modo Sport – o que espevita a resposta do 1.3 CDTI ao acelerador – e optar por ser ele próprio a comandar a caixa de seis velocidades, senão a Easytronic irá o tempo todo a “espremer” o motor. O modo desportivo do Auris de nada serve, uma vez que só estipula passagens de caixa (muito) mais tardias, e a actuação sequencial da MM não é tão rápida, mas as patilhas no volante estão bem colocadas e dão imenso jeito quando decidimos imprimir um ritmo mais afoito.


Fonte: Autocom.com