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    Boatos e mitos da "net"
    TRÁFICO DE ÓRGÃOS GOLPADAS NA VIA VERDE, ESQUEMAS

    Chamam-lhes e-rumores e têm como objectivo denegrir e difamar os serviços e a imagem de uma determinada empresa ou grupo étnico.
    Noutros casos, estes boatos tornam-se mitos e têm verdadeiras legiões de seguidores

    Filipe Matias

    QUANTAS vezes já diminuiu a velocidade na Via Verde porque leu algures num e-mail que a Brisa instalou radares nas portagens? Já evitou andar sozinho no corredor dos fundos de uma loja chinesa?
    Estes são apenas alguns comportamentos influenciados pelos «e-rumores», mensagens de e-mail que lançam avisos e alertas sérios para esquemas e perigos que, afinal, não existem. A maioria é tratada como um Hoax (que traduzido à letra significa embuste ) e é algo que, na maioria das vezes, é tratado como se fosse lixo electrónico.
    A chave do sucesso destes maus reside nos seus destinatários. São eles que os acham importantes e tratam do seu reenvio para outros conhecidos. A cadeia de amigos faz o resto. Torna-se, por isso, praticamente impossível terminar com um destes boatos. Desde cedo que os criadores destas calúnias têm as suas principais setas apontadas a um alvo: as empresas.
    E quanto mais populares e influentes elas são nos seus mercados, mais vulneráveis ficam a estas exposições públicas que, em alguns casos, têm resultados devastadores.

    Telemóveis à borla?
    Um desses casos aconteceu com a fabricante de telemóveis Ericsson. As suas principais caixas ficaram bloqueadas devido a uma avalanche de maus enviados por pessoas de todo o mundo. Tudo porque um texto que circulava na net informava que os primeiros leitores a enviar um e-mail para a Ericsson receberiam um telefone topo de gama à borla.
    «O nosso principal concorrente, a Nokia, está a distribuir telefones gratuitamente na net . Nós, da Ericsson, queremos deter esta oferta, por isso estamos também a distribuir os nossos novos telefones WAP gratuitamente para testes. Tudo o que tem a fazer para ganhar esta oferta é enviar este mail para 8 pessoas suas conhecidas e remeter os seus endereços por e-mail para as nossas instalações. Ao fim de duas semanas receberá gratuitamente um Ericsson T18», dizia o mail.
    Só depois de muitos desmentidos é que a situação foi regularizada nos servidores da Ericsson. Curiosamente, este «e-rumor» foi lançado poucos meses antes da milionária fusão da Ericsson com a Sony. Houve quem especulasse que o rumor começou dentro de uma empresa concorrente. Outra curiosidade é que o modelo de oferta, T18, não tinha a funcionalidade WAP (como o mail mencionava). Ou seja, quem criou o mau nem sequer sabia que o telefone não tinha essa funcionalidade. Mesmo assim, ninguém pareceu ter reparado nisso...

    Tráfico de órgãos nas lojas chinesas

    «Cuidado! Nunca entre sozinho numa loja chinesa! Um amigo da minha namorada desapareceu misteriosamente depois de ter sido visto pela última vez a entrar numa loja chinesa, em Águeda. Ele só foi encontrado quando os pais foram à procura dele na loja. Como o dono não os queria deixar entrar, chamaram a polícia. Foram os agentes que viram o corpo decepado do rapaz... tinham-lhe arrancado vários órgãos para transplante e o corpo ficou dentro de uma arca que o dono da loja tinha nas traseiras lia-se num popular e-mail que, durante mais de 2 anos, circulou pelas caixas de correio electrónico dos portugueses.
    Com o tempo também começaram a surgir versões alternativas , em que os relatos passaram a falar de clientes sedados e operados nas arrecadações das lojas...
    «Removem os órgãos, cosem a pessoa e ao fim de algumas horas o cliente acorda no corredor do estabelecimento sem saber o que lhe aconteceu», lê-se numa dessas mensagens.
    Esta série de e-mails provocou uma onda de medo e pânico por todo o país. De tal forma que em Dezembro de 2006 a Comissão para a Igualdade e Contra a Discriminação Racial enviou uma participação contra incertos à Procuradoria Geral da República, devido aos boatos sobre chineses que circulavam na web .

    Setas apontadas à Via Verde

    A Via Verde também não tem sido poupada em boatos e difamações. O mais recente conta uma manobra da empresa para ganhar dinheiro à custa da renovação forçada de contratos.
    «A Via Verde acaba de adoptar uma técnica fraudulenta para aquisição de novos contratos. Os condutores com um identificador com mais de 3 anos começam a receber um sinal amarelo ao passar na portagem.
    Os seus proprietários deslocam-se ingenuamente às instalações da Brisa no sentido de substituir a pilha do aparelho, quando 3 dias depois é surpreendido com a informação de que o seu contrato cessou devido a uma avaria no identificador. Perante esta realidade a situação mais lógica seria a substituição do mesmo identificador. No entanto, a Via Verde obriga a celebração de um novo contrato, obrigando assim todos os clientes a aderirem às novas taxas de aluguer de identificadores... 10 euros anuais ou o pagamento de 30 euros para aquisição de um novo identificador», lê-se neste e-mail.
    «É mais um boato que não corresponde minimamente à verdade. A Via Verde Portugal repudia o texto divulgado, nos últimos dias, na Internet, com conteúdo difamatório idêntico ao de outro boato divulgado em Fevereiro de 2005, que relata uma prática que não existe, bem como pretensos casos reais que nunca existiram», esclarece Nuno Sequeira, da direcção de comunicação da Brisa.
    «A Via Verde Portugal desenvolveu, em 2004, um novo contrato de adesão, tendo em vista a necessidade de adaptar o regime contratual da Via Verde às novas funcionalidades e aplicações deste serviço. Desmentimos categoricamente quaisquer mudanças de contrato forçadas, contrárias à lei e à boa-fé tal como é referido no e-mail!», afirma o responsável.
    Este episódio levou a Via Verde a entregar uma queixa-crime contra os autores do boato. Contactada pelo «o Crime» a Deco disse não ter qualquer queixa relacionada com a alegada burla da Via Verde.

    Radares nas portagens

    No inicio deste ano, a Via Verde foi alvo de um outro «e-rumor». A empresa era agora acusada de ter instalado, em várias portagens do país, radares de controlo de velocidade.
    «Foram hoje inaugurados os radares de controlo de velocidade, em todas as entradas das vias verdes. Não esquecer que o limite de velocidade é de 6OkmM! Senão a multa vai de 150.000 euros até carta apreendida», lia-se no mail.
    Este boato circulou por milhares de caixas de correio portuguesas e forçou a Via Verde a emitir um novo desmentido, onde referia que apenas as autoridades de viação e trânsito, nomeadamente a Brigada de Trânsito da GNR, tinham competência legal de fiscalização.
    «São boatos difamatórios e a Via Verde nunca desistirá de perseguir criminalmente os seus autores», conclui Nuno Sequeira.

    Red Bull mata?

    A Internet continuou a dar fortes dores de cabeça às multinacionais instaladas em Portugal. Depois do popular caso Coca Cola vs Mentos (em que um rebuçado Mantos fazia transbordar o conteúdo de uma garrafa de coca-cola), a bebida energizante mais famosa do mundo também não foi poupada pelos criadores de mitos .
    «A Dinamarca e a França proibiram a venda de Red Bull por ser um cocktail de morte, deivos aos seus componentes vitamínicos misturados com glucuronolactone um produto químico altamente perigoso desenvolvido pelo departamento de defesa dos Estados Unidos durante os anos 60 para estimular o mora! das tropas americanas no Vietname. Causa enxaquecas, tumores cerebrais e doenças do fígado. É perigoso tomá-lo se, em seguida, não se fizer exercício físico, já que a sua função energizante acelera o ritmo cardíaco e pode provocar um enfarte fulminante», lia-se no e-mail, precariamente traduzido de inglês para português.
    «Este é um e-mail repetente, não é a primeira vez que circula em Portugal. As informações que contêm são falsas e infundadas e tem como intuito denegrir a marca e criar boatos em tomo de empresas que, tendo sucesso, provocam naturalmente algumas invejas no mercado» referiu a «o Crime» Filipa Moura, responsável do departamento de comunicação da Red Bull Portugal.

    Actualização de dados bancários...

    O sector bancário também não conseguiu fugir dos «e-rumores». Desta vez, os piratas informáticos foram mais ousados, enviando mails em nome da Caixa Geral de Depósitos, Millennium BCP e Banif, solicitando «actualização de dados bancários , disponibilizando um link e 10 dias úteis para a resposta. Afinal, tratava-se de uma fraude.
    «Com o intuito de melhor o servir, o (nome do banco) vem transmitir-lhe que está a proceder à verificação e actualização dos dados de cliente», lê-se no e-mail.
    A Polícia Judiciária emitiu diversos alertas para esta forma avançada de phishing (roubo digital de dados confidenciais), que era frequentemente acompanhada de outras técnicas de roubo de identidades on-line.

    Os prefixos da PT

    Um dos últimos boatos a ganhar grande expressividade no contexto digital nacional visava a empresa Portugal Telecom. Nesse e-mail lia-se que era possível realizar chamadas gratuitas digitando as teclas #33.
    «Durante a noite, os larápios adulteram as caixas telefónicas e depois basta-lhes pedir aos utilizadores para marcarem #33. Ao fazê-lo, os ladrões conseguem depois fazer chamadas à borla do seu telefone e deduzir os custos na sua factura. São até, em alguns casos, capazes de ouvir as suas conversas», lia-se no e-mail.
    Contactada pelo «o Crime» logo que este e-mail foi descoberto, a Portugal Telecom desmentiu que tal operação seja possível.


    Não seja enganado!

    Não há um método infalível para detectar estes «e-rumores». Ainda assim, vários sites na Internet, (como o hoaxbusters.ciac.org ) lançam alguns conselhos: o primeiro deles é recorrer ao seu bom senso. Nada é de borla, por isso desconfie sempre que lhe digam que «basta enviar um mau para receber o produto». Nunca envie dados pessoais ou confidenciais pela Internet e nunca abra ficheiros anexos sem ter a certeza de que vêm de fonte segura. Caso receba um mail e desconfie que o conteúdo é falso (ou improvável), nada como entrar em contacto com a empresa ou serviço visado e pedir um esclarecimento adicional...

  2. #2

    Registo
    Aug 2007
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    3
    Radares nas portagens...Pois, nao foram mesmo radares, mas sim novas camaras, para fotografar matriculas de veiculos, que cometam violaçao de via verde!lol Apenas isso!
    Cumps

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