Universidades:Maioria dos caloiros em Évora é sexo feminino

A maioria dos cerca de 1.500 alunos que ingressaram este ano lectivo na Universidade de Évora pertence ao sexo feminino, residindo no distrito alentejano um terço dos novos estudantes, divulgou hoje a academia.
O perfil dos novos alunos da Universidade de Évora (UE) foi «desenhado» através de um estudo que, anualmente, é realizado pela instituição, sob coordenação do pró-reitor e catedrático Carlos Vieira.

O inquérito, explicou hoje à agência Lusa Carlos Vieira, permitiu concluir que, à semelhança da «tendência nacional e europeia», a maioria dos «caloiros» são do sexo feminino.

«Todas as universidades que têm um leque mais alargado de cursos, em Portugal e na Europa, recebem mais mulheres do que homens, ao contrário das mais especializadas em engenharias, procuradas sobretudo por alunos do sexo masculino», disse.

Quanto à proveniência geográfica dos novos estudantes do ensino superior, a UE tem este ano um terço de «caloiros» residentes no distrito de Évora, sendo os restantes dois terços oriundos dos distritos de Lisboa, Setúbal e Santarém.

«Estamos implantados numa região com uma população reduzida e envelhecida e os outros dois distritos do Alentejo (Beja e Portalegre) não fornecem muitos alunos à universidade, pelo que o âmbito de atracção tem que ser mais alargado», justificou.

No estudo realizado este ano, comparativamente aos anos anteriores, segundo o docente, uma das alterações foi o «aumento do ingresso de trabalhadores estudantes», graças ao «programa para captar alunos com mais de 23 anos».

«Também tivemos um aumento do número global de candidatos. Desde meados dos anos 90 que o número de candidatos vinha a diminuir e as universidades ressentiam-se, mas, este ano, tivemos mais candidatos do que as vagas disponíveis», realçou.

A Universidade de Évora conta, este ano lectivo, com uma oferta formativa de 36 cursos de primeiro grau, 12 dos quais oferecidos pela primeira vez.

«O número de colocações aumentou consideravelmente em relação a anos anteriores, tendo a taxa de ocupação de vagas ficado muito próxima dos cem por cento», refere a instituição.

Considerando todos os regimes de ingresso, acrescenta a UE, matricularam-se este ano cerca de 1.500 alunos de formação inicial, o que revela um crescimento de 16,5 por cento em relação ao ano anterior.

Numa alusão a dados oficiais da Direcção-Geral do Ensino Superior, a academia alentejana sublinha mesmo que a sua taxa de crescimento de novos matriculados foi «consideravelmente acima da tendência nacional».

Diário Digital / Lusa

15-01-2008 17:15:00