Remédios à venda no metro

Os clientes da Metro do Porto vão poder passar a comprar medicamentos, desde que não sujeitos a receita médica, nas próprias estações.

Nos próximos meses, serão abertas parafarmácias, quiosques e livrarias em diversas plataformas.

As principais estações da rede vão ganhar novos espaços comerciais. Os novos serviços surgirão no Estádio do Dragão, Bolhão, Trindade, Aliados, S. Bento, Castelo da Maia, Casa da Música, Póvoa de Varzim e na estação Ribeira do Funicular dos Guindais.

No total, deverão nascer 11 novos projectos, contabiliza a Metro do Porto, especificando que as novas estruturas resultam de um concurso público, que foi antecedido de um estudo para avaliar quais os serviços que poderiam enriquecer a "cadeia de valor" do sistema de transporte.

Como os contratos ainda não foram assinados com os concessionários, a Metro prefere não divulgar, por enquanto, o que cada estação vai ter. Mas tem já uma certeza: "As novas apostas permitirão não só uma maior atenção e melhores serviços aos clientes Metro do Porto, mas também trazer uma nova dinâmica às estações". Recorde-se que, quase desde os primeiros passos da rede, em 2002, existem cafetarias em duas estações (Trindade e Casa da Música) e que, entretanto, foram colocadas dezenas de máquinas de venda de comida e bebidas.

Os novos projectos "abarcam tipos de lojas como as que já existem, mas também outras completamente distintas como quiosques, livrarias e parafarmácias (vende os mesmos produtos de uma farmácia comum, excepto medicamentos sujeitos a receita médica)", explica a empresa.

"Um número considerável de empresas, mas também de particulares, havia já mostrado interesse em desenvolver projectos nesta área", acrescenta a Metro, assegurando que os novos espaços "também vão distinguir-se pela sua linha estética e por uma notória imagem de qualidade e modernidade". A empresa acredita, ainda, que a "nova dinâmica" introduzida nas estações permitirá reforçar "a sensação de conforto e de segurança".

Recorde-se que a legislação determina que só se pode aceder às estações com o bilhete devidamente validado. Mesmo para atravessar a gare é preciso validar o bilhete, conforme foi já noticiado pelo JN. A Empresa do Metro garante, contudo, que a determinação legal é imposta com "bom senso" e que essas são as instruções dadas aos agentes responsáveis pela fiscalização.


Hugo Silva
JN