Paredes. Inês ia fazer 11 anos na próxima sexta-feira. Mas o que poderia ter sido uma divertida tarde de Verão com as primas acabou em tragédia. Quando saiu da piscina para lanchar, a criança, ainda molhada, ligou um motor eléctrico para renovar a água do equipamento de borracha. O gesto foi fatal

Pai da vítima é emigrante em França

Uma típica brincadeira de Verão terminou em tragédia. Inês, que se preparava para festejar o 11º aniversário na próxima sexta-feira, morreu electrocutada quando brincava na piscina da casa de um familiar. Com ela estavam mais três crianças, mas apenas uma delas apanhou um pequeno "choque" quando tocou no corpo da prima, já inanimado no chão.

Inês, 10 anos, Helena, 11, Adriana, 11, e Ana, também com 10 anos, estavam, na tarde de sexta-feira, a brincar, pela segunda vez neste Verão, na pequena piscina de plástico da família Coelho, em Duas Igrejas, Paredes. "Temos a piscina há três anos e era normal as crianças virem para cá tomar banho", conta Maria de Fátima Silva, proprietária da piscina e tia da vítima.

Inês foi, propositadamente, da vizinha freguesia de Rebordosa e estava há 30 minutos dentro de água quando sucedeu o incidente. "Eram perto das 17.30 quando as mandei sair da piscina e sentarem-se debaixo do guarda-sol para lanchar. Todas elas saíram e eu fui para dentro de casa passar a ferro", conta Maria de Fátima.

Porém, pouco tempo depois, a casa, situada na Avenida Sá Carneiro, ficou sem electricidade e logo Maria de Fátima foi ver o que se passava. Quando chegou ao jardim encontrou a pequena Inês tombada no chão, com a barriga para baixo. "Ainda pensei que estava a chorar, mas quando me aproximei vi que estava com os olhos revirados e com as tomadas do motor da piscina e uma extensão eléctrica nas mãos, junto ao peito", recorda.

Alertados os Bombeiros Voluntários de Rebordosa, a menina foi transportada para o Hospital Padre Américo, em Penafiel, mas acabaria por sucumbir aos ferimentos momentos depois.

Mais tarde, as primas revelaram que Inês tentou, ainda molhada, ligar o motor que faz circular a água da piscina. "Disse que queria a água limpa para o dia seguinte", recorda Maria de Fátima.

A morte de Inês deixou transtornada toda a família e, ontem, ainda se procuravam explicações para o sucedido. "As minhas filhas estavam mais do que avisadas para não mexerem nas fichas eléctricas, nem no motor da água, que estava junto à piscina. Não sei o que lhe deu para mexer naquilo", declara António Coelho, dono da piscina e tio da vítima.

Inês Leal fazia 11 anos na próxima sexta-feira e era, segundo a descrição da tia, "uma criança irrequieta". "Estava sempre a jogar à bola e até pertencia ao Grupo de bombos Os Toupeiros", diz. Tinha duas irmãs, uma com seis anos e outra com 15, e o pai, emigrante em França, onde se encontrava há alguns meses, regressou assim que lhe comunicaram o acidente . "Já cá está outra vez", lamenta António Coelho.


Fonte Inf.- DN


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