Descoberto fóssil «raro» de crânio de mamute

Uma equipa de paleontólogos desenterrou, no sul de França, um fóssil «extremamente raro» e bem preservado do crânio de um mamute, que poderá ajudar os especialistas a melhor entenderem as etapas da evolução destes animais extintos há milhares de anos.

O crânio terá pertencido a um mamute-da-estepe macho, uma espécie que viveu há cerca de 400 mil anos, durante o período Pleistoceno Médio, e representa a fase de transição entre o mamute meridional ou ancestral e o mamute lanudo.

O mamute meridional terá vivido em savanas, onde se alimentava de arbustos e frutos de árvores, enquanto que os dentes molares do mamute-da-estepe e do lanudo indicam que estas espécies estavam adaptadas ao pasto, escreve o "Globo.com".

Apesar de até hoje já terem sido encontrados vários dentes de mamutes-da-estepe, apenas foi desenterrado um pequeno número de esqueletos, cujos crânios raramente estavam intactos.

Os investigadores estimam que o mamute-da-estepe ao qual pertencia o crânio encontrado media 3,7 metros de altura e tinha cerca de 35 anos quando morreu.





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