“Desilusão, descrença na classe política local, regional e nacional e nos projectos que a Câmara do Cartaxo não está a conseguir levar a cabo” são as razões invocadas pela vereadora do PSD na autarquia cartaxense para ter pedido a suspensão do mandato por 180 dias. O documento escrito por Manuela Estêvão foi apresentado na reunião de 23 de Setembro, a mesma em que tomou posse o elemento seguinte na lista social-democrata. O presidente da concelhia laranja, Pedro Reis, deixa de ser deputado municipal e passa a vereador.

“Estou desiludida com o estado do país, com um Governo do PS mais à direita de todos entregue aos lobbies, em que as pequenas e médias empresas estão em dificuldades. Mas também vemos que o PSD não é alternativa porque não sabemos o que pensa”, argumenta Manuela Estêvão.

No que respeita ao concelho do Cartaxo, também faz um balanço negativo. Para a vereadora com mandato suspenso, depois de se ter falado na Ota e posteriormente nas compensações no valor de 140 milhões de euros, continuam por se fazer as zonas empresariais, somam-se as dívidas brutais aos fornecedores da autarquia. O projecto de pagamento das dívidas de 13 milhões ainda não foi autorizado pelo Tribunal de Contas e o saneamento básico está por fazer. “Aproxima-se o final do mandato e está tudo por fazer”, conclui Manuela Estêvão, que apesar da descrença e desilusão manifestadas, preferiu suspender a renunciar ao mandato.


O Mirante