O homem que atingiu hoje a tiro um militar da GNR em Ceira, Coimbra, suicidou-se quando se sentiu cercado pela polícia, disse fonte do gabinete de relações públicas da GNR de Coimbra.

O homem encontrava-se evadido há cerca de três meses do Hospital Sobral Cid, onde cumpria internamento compulsivo por ordem judicial, por ter sido considerado inimputável no caso de homicídio do seu próprio filho de sete anos.

O homem estava a ser procurado por várias dezenas de elementos da GNR, PSP e Polícia Judiciária, junto à linha ferroviária da Lousã e ao rio Ceira, depois de ter atingido um militar da GNR com um tiro no pescoço, à hora do almoço.

Ao ser «encurralado» pela polícia, «quando viu que não conseguia fugir, suicidou-se», após uma troca de tiros, disse à Agência Lusa a fonte do gabinete de relações públicas da GNR de Coimbra.

O indivíduo estava evadido desde 18 de Julho do hospital psiquiátrico, onde cumpria internamento compulsivo por, no início de 2006, em Proença-a-Nova, ter morto a tiro o filho de sete anos, quando viajava com ele de carro.

Momentos antes, avisara o INEM do que pretendia fazer. Depois, tentou suicidar-se com um tiro e acabou por embater num camião. Hoje, cerca das 06:30, uma patrulha da GNR localizou-o próximo da sua habitação, em Ceira, Coimbra, mas o homem conseguiu pôr-se em fuga, num carro, depois de ter agredido um militar e dado um tiro para o ar.

Com o empurrão, o militar sofreu uma lesão no ombro «com alguma gravidade», segundo a fonte da GNR. A viatura viria a ser localizada mais tarde pela GNR, também na zona de Ceira, e quando os militares procediam à remoção do veículo, foram surpreendidos pelo indivíduo, que atirou sobre um dos elementos da GNR, colocando-se em fuga a pé e armado.

O militar da GNR foi transportado para uma unidade hospitalar de Coimbra, mas, segundo o gabinete de relações públicas da GNR, «não sofre perigo de vida».

Na perseguição ao homem foram utilizados cães-pisteiros. Em declarações à Lusa, Luís Militão, vogal-executivo do Hospital Sobral Cid, disse que, na altura da evasão, a unidade contactou a Direcção-Geral de Serviços Prisionais, o Tribunal de Execução de Penas e a GNR.

«Desde então, nunca mais tivemos notícias sobre essa pessoa», referiu o médico, sublinhando que o hospital não é uma prisão, mas sim uma unidade que presta cuidados médicos. Os doentes estão «minimamente controlados mas circulam (pela unidade), não estão presos e episodicamente surge uma ou outra fuga», afirmou aquele responsável.


Fonte Inf.- Lusa/SOL


.