15 de Dezembro de 2008, 13:48

Lisboa, 15 Dez (Lusa) - Os alunos, professores e funcionários da Casa Pia estão a receber acompanhamento psicológico após o homicídio, sexta-feira, de um jovem aluno do Colégio Pina Manique, disse hoje a secretária de Estado Adjunta e da Reabilitação, Idália Moniz.

"Estamos a fazer uma reflexão profunda com professores, alunos e pais sobre o que se passou. Temos de avaliar a situação. Temos de perceber o que se passou, o que levou um grupo de jovens a invadir a instituição", sublinhou, à saída do Cemitério de Benfica onde hoje de manhã foi a sepultar o aluno que morreu sexta-feira após ter sido esfaqueado no tórax.

Na opinião de Idália Moniz, estes fenómenos são muito complexos e incontroláveis.

"Vamos esperar pelas conclusões da investigação, quer das autoridades, quer da avaliação interna na Casa Pia", disse a responsável, acrescentando que a reflexão tem de ser feita, não apenas pelo Estado, mas também pela sociedade: "por todos nós".

Idália Moniz manifestou também a sua solidariedade com a família do jovem, garantindo que todo o processo está a ser acompanhado pelas autoridades.

"Apresento a minha solidariedade total com a família. Ninguém consegue imaginar a dor de perder um filho", afirmou.

Cerca de mil pessoas, entre amigos, familiares, alunos, professores e funcionários da Casa Pia compareceram hoje de manhã no funeral do jovem de 19 anos natural de São Tomé e Príncipe.

Além da secretária de Estado Adjunta e da Reabilitação, esteve também Joaquina Madeira, presidente do conselho directivo da Casa Pia.

Joaquina Madeira explicou sexta-feira que os incidentes aconteceram por volta das 13:00, com um grupo de cerca de 40 jovens a entrar de "forma abrupta" no Colégio de Pina Manique, forçando os portões e dirigindo-se ao refeitório onde os alunos almoçavam.

A confusão gerou-se durante a fuga dos alunos, com o adolescente de 19 anos a ser atacado num dos pátios exteriores por um elemento do grupo que provocou os desacatos.

A presidente do Conselho Directivo explicou ainda que existe segurança 24 horas por dia no colégio, "oito (seguranças) permanentemente" e que estes estavam presentes no colégio à hora do incidente.

Joaquina Madeira explicou ainda que o jovem frequentava o curso de restauração do colégio há dois anos e residia no bairro de Santa Filomena, na Amadora.

Um jovem foi detido sábado de madrugada em Lisboa por suspeita de envolvimento na morte do aluno da Casa Pia, encontrando-se em prisão preventiva após inquirição judicial.

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