Fotos mostram efeitos do aquecimento em cordilheira no Peru



O Intituto Nacional de Recursos Naturais do Perú (Inrena) informou nesta segunda-feira que a neve do monte Quilca, situado a 5.250 m de altitude na região de Puno, na fronteira entre o Peru e a Bolívia, desapareceu por causa do aquecimento global. Fotografias divulgadas neste domingo pela agência estatal Andina identificaram a situação da cordilheira em 2006, ainda com gelo, e no final de 2008, com os efeitos visíveis da mudança climática.

Segundo a agência peruana, um dos principais atrativos do país teve a neve evaporada, deixando à mostra apenas um grande manto de terra. "O desaparecimento foi gradual e é conseqüência do aquecimento e variação do clima que está acontecendo em nível mundial", afirmou o diretor da Unidade de Glaciologia do Inrena, Marco Zapata.

O especialista explicou que o aquecimento global repercute de maneira especial no Peru, onde os danos são maiores. A montanha não é a primeira a derreter no país - em 2005 o segundo maior monte glacial também desapareceu devido ao clima.

O Inrena comunicou ainda que atualmente existem cerca de 150 picos cobertos por neve em processo de derretimento. "Há montes cada vez menores no país. É um processo irreversível", completou Zapata.

O Peru possui 19 cordilheiras nevadas, a maioria delas no noroeste e no sudeste andino, que são um importante atrativo turístico e servem de desafio de escalada para montanhistas.


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