Multivitaminas não reduzem risco de doenças, diz estudo

Muitas mulheres usam multivitaminas depois da menopausa por acreditarem que elas ajudam a prevenir doenças vasculares ou câncer, mas um estudo de grande porte concluiu que os suplementos não fazem nada nesse sentido.

Estudos anteriores apresentaram resultados contraditórios, com alguns sugerindo que os suplementos multivitamínicos estão associados a uma redução no risco de alguns cânceres, e outros constatando efeito limitado ou nulo.

Para as novas constatações, publicadas na edição de fevereiro da Archives of Internal Medicine, os pesquisadores analisaram dados de 68.132 mulheres que participaram de um teste clínico e de 93.676 mil que participaram de um estudo de observação. Eles acompanharam as mulheres por em média oito anos, a fim de averiguar os efeitos de saúde das multivitaminas.

Depois de ponderar os resultados levando em conta idade, nível de atividade física, histórico familiar de câncer e muitos outros fatores, os pesquisadores constataram que os suplementos não tinham efeito sobre o risco de câncer de mama, câncer de intestino e reto, câncer endométrico, câncer de pulmão, câncer ovariano, ataques cardíacos, derrames, coágulos sanguíneos e mortalidade.

Os cientistas reconhecem que as mulheres que tomam vitaminas também se envolvem em outros comportamentos saudáveis, e que pode haver variáveis desconhecidas que afetem os resultados.

"Os consumidores gastam dinheiro em suplementos vitamínicos supondo que isso melhorará sua saúde, mas não há prova disso", disse Marian Neuhouser, diretora do estudo e epidemiologista nutricional do Centro Fred Hutchinson de Pesquisa do Câncer, em Seattle. "Comprar mais frutas e legumes poderia ser uma escolha melhor".


The New York Times