O Facebook cedeu aos protestos dos internautas e anunciou nesta quarta-feira (18) que voltará a adoptar seus antigos termos de uso --ao menos por enquanto. Há duas semanas, as condições de uso da rede indicavam que o Facebook teria o direito de usar livremente tudo o que fosse publicado por seus membros, inclusive se eles já tiverem saído do site.

As mudanças passaram despercebidas até domingo, quando o blog norte-americano Consumerist as tornou públicas.

"Decidimos voltar a nossos antigos termos de uso enquanto resolvemos as questões que as pessoas apontaram", dizia a mensagem recebida pelos usuários que acessavam o Facebook hoje.

O Facebook é a rede social mais popular da web, com 175 milhões de membros. As novidades na política de uso se espalharam rapidamente pelo site durante o domingo. No dia seguinte, o Facebook já possuía vários grupos de protesto formados, com milhares de membros. Muitos usuários decidiram sair do portal ou retirar informação particular.

No fim da noite de ontem, o fundador do Facebook, Mark Zuckerberg, anunciou no blog corporativo que a rede social decidiu retomar seus antigos termos legais até que encontrem a maneira de resolver a situação.

"A próxima versão será muito diferente da atual", afirmou Zuckerberg, acrescentando que a terminologia será menos legal e tentará refletir a filosofia de que são os usuários os que possuem sua informação e controlam com quem querem compartilhá-la.


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