O cadáver de um homem com cerca de 50 anos foi ontem de manhã encontrado, por acaso, por uma equipa de manutenção da CP junto à passagem de nível de Miguel Bombarda, na Linha do Minho, em Ermesinde.



O corpo, em adiantado estado de decomposição, estava ali há 20 dias, soube o CM junto de fonte policial.

O homem terá sido colhido por um comboio, numa zona de acesso proibido, no passado dia 31 de Janeiro, tendo caído num canavial junto ao rio Leça. Estava tombado a 10 metros da linha férrea, completamente coberto por vegetação. Talvez por isso ninguém se tenha apercebido da sua presença.

Ao que o CM apurou, a CP tinha registo de um acidente com uma das suas composições, naquela zona, no passado dia 31, mas não havia indicação de colisão com uma pessoa.

O corpo da vítima, retirado pelos Bombeiros da Trofa cerca das 14h00, tinha vários ferimentos na cabeça, um golpe profundo nas costas e hematomas nas pernas e nos braços. Terá morrido algumas horas depois de ter sido abalroado pelo comboio.

'Parece impossível como é que ninguém deu fé dele, ali, coitado, há tantos dias', comentavam ontem os moradores das proximidades, curiosos com o aparato policial no local.

Ao que o CM soube, a vítima estava vestida com uma camisa, calças, e tinha uma capa de plástico de resguardo para a chuva. No local, o cheiro a putrefacção era intenso. O corpo foi levado para o IML do Porto, onde será autopsiado. A investigação está a cargo da PJ.
Liliana Rodrigues