Maia: Dono das duas aves roubadas do seu galinheiro retirou a queixa no dia do julgamento
‘Pilha-galos’ perdoado


Foi a julgamento acusado do furto de dois galos no valor de 50 euros, mas o dono das aves afirmou à juíza que perdoava o crime. José Teixeira, de 28 anos, que entrara na sala de audiências acompanhado por dois guardas prisionais, ficou encantado com a notícia e concordou logo com a decisão. Todavia, regressou à cadeia de Custóias, onde cumpre pena de prisão por outros furtos.

"Se eu lhe tivesse soltado o cão, ele ter-se-ia arrependido depressa da ousadia", disse ao CM Manuel Costa, de 61 anos, de Moreira, Maia, proprietário das aves roubadas. O reformado e criador de galináceos garante que o mesmo indivíduo lhe roubara no dia anterior, em 25 de Outubro de 2007, outras 17 aves. "E a um vizinho roubou-lhe todas as máquinas da oficina. Estes galos eram os que ele levava num saco quando o vi a fugir", disse ainda Manuel Costa.

O processo das duas aves obrigou a deslocações dos guardas prisionais, ao pagamento de advogado oficioso, a um imenso trabalho para funcionários e magistrados. "Foi uma teimosia do Ministério Público, o ofendido já tinha manifestado intenção de desistir da queixa", afirmou a advogada oficiosa Paula Rocha, pouco depois do julgamento – que durou dois minutos – ter sido dado como encerrado.

Manuel Costa, que estava surpreendido com a presença de tantos jornalistas, ouviu ainda os agradecimentos da mãe do arguido, e manifestava ao CM que a sua maior frustração é "não saber a quem ele andava a vender os galos e as galinhas, mas decerto que era para restaurantes da zona".