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  1. #1
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    Padrão Curso prático de Web Design, parte II

    Segunda parte de nosso manual de web design, que trata temas mais avançados dentro dos que um webdesigner deve conhecer.



    Capítulos do manual


    1.- Introdução à digitalização de imagens
    Vemos os tipos, tratamento e formas de armazenamento das imagens digitais.

    2.- Digitalização de imagens. O scanner
    Definimos o scanner, os elementos que o formam e seu modo de utilização.

    3.- Digitalização de imagens. Os tipos de scanners
    Neste capítulo trataremos sobre os modelos de scanners, suas características, vantagens e desvantagens, entre outras questões.

    4.- Digitalização de imagens. Resolução de um scanner
    Falamos das distintas resoluções de um scanner e recomendamos as mais indicadas segundo o tipo de imagem.

    5.- Digitalização de imagens. Trabalhando com o scanner
    Como começar a trabalhar com um scanner de mesa, instalação, configuração, e características.

    6.- Digitalização de imagens. Fotografia digital
    As câmaras digitais, tipos, preços e características.

    7.- Digitalização de imagens. Mecanismo de uma câmara digital
    Descrevemos detalhadamente o funcionamento de uma câmara digital.

    8.- Digitalização de imagens. Programas gráficos
    Vemos os tipos de programas gráficos para o tratamento das imagens escaneadas.

    9.- Digitalização de imagens. Programas de pintura ou retoque
    Pequena descrição dos melhores programas de retoque e pintura existentes na atualidade no mercado e menção de suas ferramentas mais básicas.

    10.- Digitalização de imagens. Programas de ilustração
    Falamos dos programas de desenho mais importantes e de suas ferramentas principais.

    11.- Digitalização de imagens. Programas de criação de animações vetoriais
    Continuamos o curso de digitalização de imagens explicando um pouco sobre o programa de animação vetorial Flash.

    12.- Introdução aos formatos gráficos
    Introdução teórica dos formatos gráficos em geral.

    13.- Formatos gráficos. Formatos nativos de aplicações de design
    Vemos diferentes tipos de formatos gráficos assim como suas compatibilidades.


    Todos os artigos por mim postados, estão hosp na própria Internet,Qualquer arquivo protegido deve permanecer,no máximo, 24 horas em seu computador. - Eles podem ser baixados apenas para teste, devendo o usuário apaga-lo ou comprá-lo apos 24 horas. - A Aquisição desses arquivos pela internet é de única e exclusiva responsabilidade do usuário.

  2. #2
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    Introdução à digitalização de imagens



    Vemos os tipos, tratamento e formas de armazenamento das imagens digitais.

    Por Luciano Moreno


    A utilização de imagens digitais em projetos de desenhos passa necessariamente pela obtenção das mesmas, seu tratamento e seu armazenamento no formato gráfico adequado. Este processo se completa com um acertado gerenciamento do material gráfico usado no projeto.



    A obtenção das imagens necessárias pode se realizar por diferentes meios, sendo os mais comuns a digitalização das mesmas mediante scanners, sua obtenção direta usando câmeras digitais ou programas gráficos e sua aquisição a empresas ou particulares dedicados a este trabalho, seja em CD's temáticos ou através dos websites das mesmas.

    Uma vez obtidos os originais adequados, geralmente é necessário um processo de tratamento dos mesmos para adequá-los às necessidades particulares de nossa composição gráfica ou página web, processo que pode incluir mudanças no tamanho ou na resolução de imagens, obtenção de alguma das partes das mesmas, retoque ou aplicação de filtros, etc.




    Finalizado seu tratamento, será necessário armazenar as imagens no formato ou formatos gráficos adequados ao projeto. Se a imagem está destinada a ser apresentada em tela deveremos salvá-la preferivelmente em um formato sem perdas, que mantenha sua qualidade original, como BMP. Se for utilizada em uma composição impressa será conveniente armazená-la em um dos formatos típicos deste meio, como TIFF. No caso de estar destinada a sua inclusão em uma página web, os formatos adequados serão aqueles que reduzam significativamente o peso do arquivo mantendo a melhor qualidade possível, como GIF, JPG, PNG ou SWG.

    Por último, o material gráfico usado em nossos projetos deve ser recopilado e armazenado adequadamente, sendo necessário para isso um processo de gerenciamento que defina a estrutura de armazenamento, os suportes utilizados, a confecção e forma dos catálogos, etc, de tal forma que seja possível a conservação e a rápida recuperação do material gráfico utilizado.

    Vamos estudar neste capítulo os principais mecanismos de obtenção e retoque de imagens digitais, mais concretamente os scanners, as câmeras digitais, os programas gráficos e as tabelas digitalizadoras.




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    Digitalização de imagens. O scanner



    Definimos o scanner, os elementos que o formam e seu modo de utilização.

    Por Luciano Moreno


    Um scanner é um dispositivo que transforma uma imagem analógica em uma digital convertendo a luz refletida em um objeto em um sinal digital que pode ser editado, mostrado e armazenado




    Basicamente, um scanner está formado pelos seguintes elementos:
    Uma fonte de luz fluorescente ou incandescente para iluminar o objeto que se deseja digitalizar.
    Um sistema óptico, geralmente formado por espelhos, que recolhe a luz refletida pelo objeto e a dirige ao fotosensor.
    Um fotosensor que recolhe a luz refletida pelo objeto e a transforma em um sinal elétrico analógico, normalmente um chip CCD.
    Um conversor analógico/digital (ACD ou A/D), que converte o sinal elétrico que produz o fotosensor em impulsos digitais em formato binário (zeros e uns), entendíveis por uma máquina informática.
    Um dispositivo que se encarrega de armazenar essa imagem ou de transpassá-la a um computador para que seja armazenada ali.



    Ademais, os scanners necessitam de um software específico para poder tratar as imagens que através dele se obtém. Existem dois tipos básicos de software de tratamento de imagens:

    Programas para a digitalização de objetos em imagens. Produzem arquivos digitais gráficos formados por imagens de mapa de bits.
    Programas para a digitalização de documentos como textos, denominados OCR (Optical Character Recognition) ou ICR (Intelligent Character Recognition). Produzem documentos digitais formados por caracteres ASCII que se podem editar e armazenar e por elementos gráficos de mapas de bits.
    Para digitalizar um objeto com um scanner se deve situar o mesmo (um documento, uma fotografia, uma ilustração, um slide, um desenho, etc.) sobre a tela do scanner, onde é banhado por raios de luz procedentes da fonte de luz do scanner. A luz refletida pelo objeto passa ao sistema óptico, que centra a luz no fotosensor, geralmente do tipo CCD, que converte a intensidade da luz que recebem em uma série de sinais elétricos analógicos equivalentes.


    O CDC (Charge Coupled Device) pode conter até 4000 células fotoelétricas densamente empacotadas que agem convertendo o sinal luminoso de intensidade variável que recebem em um sinal elétrico de voltagem proporcional. O CCD pode ser linear ou matricial, O primeiro se utiliza nos scanners planos e de mão, e os segundos em scanners de transparências, câmeras digitais e câmeras de vídeo.

    Os sinais elétricos analógicos procedentes do fotosensor são enviados ao ADC, que os converte em sinais digitais codificados aptos para ser lidos pelo software apropriado. Com o passar do tempo se consegui estabelecer um software padrão, denominado TWAIN, que costumam trazer todos os padrões do mercado, e que se instala como um controlador que pode ser utilizado por qualquer aplicação que cumpra com tal padrão, permitindo que possamos digitalizar uma imagem através da aplicação com a que vamos retocá-la, evitando passos intermediários. Ademais, proporciona uma interface visual desde a qual podemos controlar todos os parâmetros do escaneado (resolução, número de cores, brilho, etc), assim como definir o tamanho da zona que queremos processar.



    Os scanners podem realizar o processo de leitura do original em um ou mais passos.

    No primeiro caso, o mecanismo do scanner captura em uma só passada a imagem com todos seus atributos de cor, separando-se logo os componentes de cor vermelha, azul e verde da luz refletida mediante um prisma ou um filtro, sendo enviados então a uma faixa de CCD's responsáveis de cada cor particular.

    No processo de três passos, a imagem se escaneia em três vezes, uma para cada canal de cor primária (vermelha, verde e azul). A luz refletida em cada passo é enviada a um filtro colorido e centralizado na faixa de CCD's responsáveis dessa cor.

    O sistema de um passo é obviamente mais rápido que o de três passos, porém tem o inconveniente que necessita mais CCD's para processar a informação.

    O scanner é um dispositivo de captura de imagens imprescindível para um designer gráfico, existindo modelos básicos, que se podem conectar ao computador através do porto paralelo, USB ou SCSI, capazes de digitalizar até um tamanho DIN-A4, e cujo valor não supera os 90 euros.




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    Digitalização de imagens. Os tipos de scanners



    Neste capítulo trataremos sobre os modelos de scanners, suas características, vantagens e desvantagens, entre outras questões.

    Por Luciano Moreno


    Existem no mercado diferentes tipos de scanners, cada um dos quais utiliza uma forma particular de escaneado, uma tecnologia mais ou menos avançada e, consequentemente, uma qualidade (e um preço) maior ou menor.

    Os tipos de scanner mais comuns são:

    Scanners de mão:

    O scanner de mão é claramente a alternativa mais econômica, visto que elimina grande parte dos mecanismos que encarecem aos dispositivos de mesa, como o de tração, sendo o usuário quem move o scanner sobre a imagem ou documento a digitalizar.


    São especialmente eficazes para escanear rapidamente fotos de livros encadernados, artigos, faturas e toda classe de pequenas imagens, e são bastante econômicos.

    Como inconvenientes, há que citar o limitado tamanho do original a escanear (geralmente pode ser tão longo quanto quisermos, mas deve ter pouco mais de 10 cm de largura como máximo), sua baixa velocidade e a pouca confiabilidade do processo, já que depende da habilidade e o pulso do usuário.

    Há alguns anos atrás eram os únicos modelos com preços acessíveis para o usuário médio, já que os de mesa eram extremamente caros. Porém com os preços atuais deste tipo de scanner, os de mão estão desaparecendo do mercado, restando somente aqueles que por suas características técnicas estão especialmente preparados para certos trabalhos.

    Scanners planos:

    Também chamados de scanners de mesa, são formados por uma superfície plana de vidro sobre a que se situa o documento a escanear, geralmente opaco, sob o qual se desloca um braço ao longo da área de captura. Montados neste braço móvel se encontram a fonte de luz e o fotosensor (em geral um CCD).

    Conforme o braço vai se deslocando, a fonte de luz banha a cara interna do documento, onde o sensor recolhe os raios refletidos, que são enviados ao software de conversão analógico/digital para sua transformação em uma imagem de mapa de bits, criada mediante a informação de cor recolhida para cada pixel.


    A maioria destes scanners pode trabalhar em escala de cinzas (256 tons de cinzas) e a cor (24 e 32 bits) e em geral tem uma área de leitura de dimensões 22 x 28 cm e uma resolução real de escaneado de entre 300 e 400 ppp, embora mediante interpolação podem conseguir resoluções de até 1600 ppp.
    São indicados para digitalizar objetos opacos planos (como fotografias, documentos ou ilustrações) quando não se precisa nem uma alta resolução nem muita qualidade.

    Alguns modelos admitem também adaptadores especiais para escanear transparências, e outros possuem manipuladores de documento automáticos (ADH), que podem aumentar o rendimento e diminuir a fatiga do operador no caso de grupos de documentos uniformes que se encontram em condições razoavelmente boas.

    Uma variante do scanner plano é o scanner de trajetória aérea , o qual permite escanear volumes encadernados com as folhas para cima graças a que a fonte de luz e o sensor CCD se encontram articulados a um braço de trajetória aérea.



    Os scanners planos são os mais acessíveis e usados, pois são velozes, fáceis de manejar, produzem imagens digitalizadas de qualidade aceitável (sobretudo se estão destinadas à web) e são baratos hoje em dia.

    Como desvantagens, poderia citar que apresentam limitações com respeito ao tamanho do documento a escanear, que fica limitado aos formatos DIN-A5 ou DIN-A4.

    Scanners com alimentador de folhas:

    Nesse tipo de scanners o sensor e a fonte de luz permanecem fixos enquanto que o que se move é o documento, ajudado por um transporte de rolos, de fita ou de tambor.

    Desenhados geralmente para digitalizar grandes quantidades de documentos, normalmente escaneiam em preto e branco ou em escala de cinzas e resoluções relativamente baixas, utilizando a mesma tecnologia básica que os scanners planos, porém maximizando o rendimento a gastos da qualidade.



    Nem todos os documentos são válidos para sua digitalização neste tipo de scanner. Deve ter um tamanho uniforme e ser o suficientemente resistente como para suportar uma manipulação brusca, embora os mecanismos de transporte de alguns modelos mais novos reduzam a tensão.

    Um subtipo de scanners com alimentador de folhas são os modelos de pé, especificamente desenhados para documentos de grande formato, como mapas e planos arquitetônicos.

    Scanners de tambor:

    Os scanners de tambor são os que mais fielmente reproduz ao documento original, já que produzem digitalizações de grande resolução (até 4.000 ppp em modo óptico) e qualidade. Em contrapartida, são lentos, não são indicados para documentos de papel quebradiço e requerem um alto nível de habilidade por parte do operador. Ademais, são bastante caros.




    Utilizam uma tecnologia diferente a do CCD. Os originais, normalmente transparências (embora se possa escanear opacos também), se colocam em um cilindro transparente de cristal de grande pureza, que por sua vez se monta no scanner. O tambor gira então a grande velocidade enquanto se faz a leitura de cada ponto da imagem. A fonte de luz costuma ser um laser que se encontra dentro do tambor, e o sensor um Tubo Foto Multiplicador (PMT) situado na parte exterior do tambor.

    Produzem digitalizações de alta resolução e boa gama dinâmica entre baixas e altas luzes, com imagens em cores primárias, que podem ser convertidas em CMYK enquanto o leitor percorre a imagem.

    São realmente muito caros, por isso costumam ser usados exclusivamente por empresas especializadas do sector das artes gráficas (laboratórios, imprensas, editoriais, etc.).

    Scanners para microfilm:

    Os scanners para microfilm são dispositivos especializados em digitalizar filmes em rolo, microfichas e cartões de abertura.





    Pode ser difícil obter uma qualidade boa e consistente em um scanner deste tipo, devido principalmente a que eles costumam ter um funcionamento complexo, a qualidade e a condição do filme podem variar e oferecem uma capacidade de melhora mínima.

    São scanners muito caros, existindo poucas empresas que os fabriquem.

    Scanners para transparências:

    Os scanners para transparências se utilizam para digitalizar slides, negativos fotográficos e documentos que não são adequados para o escaneado direto. Podem trabalhar com vários formatos de filme transparente, já seja negativo, positivo, colorido ou preto e branco, de tamanho desde 35 mm até placas de 9 x 12 cm.






    Existem duas modalidades deste tipo de scanners:

    Scanners de 35 mm. Só escaneiam negativos e transparências, porém o fazem a resoluções muito altas. Scanners multiformato. Costumam capturar transparências e negativos até formato médio ou até formato de placas 4"x 5" ou inclusive 5"x 7", têm uma resolução muito alta e um categoria dinâmica em ocasiões surpreendente, porém frequentemente não permitem escanear opacos. O uso de meios transparentes em geral produz imagens com uma boa categoria dinâmica, porém, dependendo do tamanho do original, a resolução pode ser insuficiente para algumas necessidades.

    Sua qualidade é maior que a dos scanners planos, conseguindo imagens com uma boa categoria dinâmica, embora o rendimento costume ser baixo e há que ter cuidado com a presença de ciscos de pó ou arranhões nas transparências, que podem ocasionar o aparecimento de impurezas na imagem digitalizada resultante.





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    Digitalização de imagens. Resolução de um scanner



    Falamos das distintas resoluções de um scanner e recomendamos as mais indicadas segundo o tipo de imagem.

    Por Luciano Moreno


    O fotosensor, geralmente de tipo CCD, é o componente fundamental de um scanner, já que dele depende em grande parte a resolução que pode alcançar a imagem digitalizada.

    Em geral, a resolução de um scanner se vê condicionada pelos seguintes fatores:
    Tipo de scanner.
    Tipo de sensor do CCD e alinhamento do mesmo.
    Interpolação.
    Sistema óptico (longitude do foco, profundidade de campo das lentes, qualidade, estabilidade, mudanças de temperatura, umidade, etc.).
    Ruído supérfluo dos circuitos eletrônicos e do CCD.
    Escala de resolução.
    Resposta de frequência dos circuitos eletrônicos.
    Em um scanner podemos considerar diferentes tipos de resolução:

    Resolução óptica ou real:

    É o número de pontos individuais de uma imagem que é capaz de captar o CCD. É a resolução mais importante, já que define os limites físicos do scanner, e se expressa dando os pontos horizontais e os pontos verticais que há em uma polegada linear.

    Por exemplo, um scanner com uma resolução de 400 x 600 dpi é capaz de captar 400 pontos individuais em uma linha horizontal de uma polegada e 600 pontos individuais em uma linha vertical de uma polegada.

    Resolução interpolada:

    É uma resolução artificial, que cria o software do scanner ou do computador que processa a imagem interpolando pontos entre os pontos captados na resolução real. Estes novos pontos devem suas características aos pontos reais que tiverem ao lado.

    A interpolação é o método pelo qual se calculam mais pontos de mostra, de acordo com um algoritmo do software adequado, para compensar as limitações da resolução óptica. Portanto, se a resolução óptica é de 1000 dpi, a interpolação só se utilizará se forem necessárias resoluções maiores que este valor.



    A interpolação é especialmente útil naqueles casos em que se necessita aumentar as dimensões de uma imagem sem que sofra perdas desastrosas de qualidade. Se a imagem se aumenta sem interpolação, o mesmo número de pontos terá que se situar em uma área duas vezes maior, dando à imagem uma qualidade granulada inconsistente. Com a interpolação, a densidade da imagem se mantém introduzindo o número de pontos que se requerem no espaço aberto, dando assim à imagem resultante uma melhor qualidade.

    Nestes casos, a imagem se escaneará à maior resolução óptica possível, e o programa de tratamento de imagens interpolará a imagem capturada à resolução necessária. O resultado final dependerá da resolução óptica ou real. Quanto mais resolução real houver, melhores interpolações se conseguirão.

    Resolução de escaneado:

    Resolução configurável, definida pelo usuário. Pode ir desde um mínimo de 75 dpi até o máximo que puder alcançar o scanner com a definição interpolada.

    Existe uma relação direta entre a resolução da imagem e seu número de cores com a qualidade da imagem e com o tamanho do arquivo de imagem resultante de processo de escaneado. Quanto maior resolução e maior número de cores, maior peso terá o arquivo resultante.




    Quando passamos uma imagem digitalizada a um programa de edição, como Photoshop ou Paint Shop Pro, se a resolução de escaneado usada tiver sido alta a imagem terá umas dimensões elevadas, produzindo um arquivo de muito peso. Mesmo que salvemos uma cópia do original para futuros trabalhos, é conveniente adaptar a imagem à resolução do meio no qual se usará. Para imagens destinadas à web a resolução necessária é só de 72 ppp - 96 ppp (nestes casos se pode considerar a equivalência entre dpi e ppp), por isso que empregar uma resolução maior aumentará excessivamente o peso do arquivo sem produzir aumentos de qualidade apreciáveis.

    Escala de Resolução:

    A escala de resolução determina quanta informação real se captura sem interpolação na imagem resultante, sendo determinada pelo scanner automaticamente, sem intervenção do usuário.

    É uma variável complexa, que vamos mencionar principalmente por não deixar lacunas no que se refere à resolução, e que pode nos dar uma idéia da qualidade real do scanner.

    De acordo com a teoria da amostragem digital, o scanner, se não quiser perder qualidade no processo de digitalização, tem que trabalhar a uma escala duas vezes superior à periodicidade máxima da imagem que está sendo mostrada. Isto significa que se escaneia uma imagem de 200 lpi (lembramos que a resolução de imagens impressas se mede em linhas por polegadas), a escala de amostragem tem que ser de pelo menos 400 dpi.

    A escala de amostragem do scanner se determina pelo número de elementos foto-sensíveis em uma faixa do sensor e pela distância que se move a cabeça leitora pela imagem em um tempo de exposição determinado.

    Uma escala de resolução típica seria de 300 x 600 dpi, pela qual, se uma faixa de 5000 CCD´s se escaneia uma largura de 8,5 polegadas, a escala de resolução será 5000/ 8,5 = 600 dpi, enquanto que para escanear uma imagem de 4,25 polegadas de largura, a escala de amostragem seria de 1200 dpi.

    Escalagem:

    Entende-se por escalagem o processo de aumentar ou reduzir o tamanho relativo de uma imagem de maneira que a altura e a largura continuem tendo a mesma proporção.




    Quando se aumento o tamanho de uma imagem, a interpolação adiciona mais detalhes para compensar as perdas em resolução no aumento. Pelo contrário, quando se reduz seu tamanho, a informação não necessária se elimina para manter a resolução aparente. Disso se deriva que é preferível escanear a muita resolução e reduzir logo o tamanho até as dimensões necessárias do que escanear a uma menor resolução e logo aumentar seu tamanho aplicando interpolação.

    A interpolação se produz sempre que se modifica o tamanho de uma imagem, tanto se se aumenta como se se diminui, já que se não se realizasse a interpolação apareceriam traços nos contornos da mesma.

    Resoluções recomendadas:

    Na hora de digitalizar um objeto com um scanner podemos escolher a resolução que se realizará o processo. Este é um valor muito importante, já que segundo o meio em que será usada a imagem resultante necessitaremos mais ou menos resolução, com o qual o arquivo gráfico que a armazene terá maior ou menor tamanho. Como sempre, uma das missões principais do designer será determinar a relação qualidade/peso mais conveniente.

    Em geral, a resolução de captura deve ser o dobro da resolução do dispositivo de saída, já que desta forma poderemos imprimi-la ou visualizá-la em tela no tamanho real, e inclusive aumentá-lo um pouco, sem perdas de qualidade. Se a resolução de captura for menor e aumentamos o tamanho da imagem digitalizada (afinal, um mapa de bits), se perderá qualidade e aparecerão bordas denteadas.

    Portanto, se a imagem digitalizada está destinada a ser impressa em um dispositivo que trabalha a 300 dpi, a resolução de escanear deve ser de 600 dpi. Em troca, se a imagem estiver destinada a ser visualizada em tela, como as usadas nas páginas web, não necessita mais de 96 dpi (72 dpi no caso de um MAC), por isso se tivermos escaneado com maior resolução, ao preparar a imagem convém baixar a mesma a 96 (72) ppp.





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    Digitalização de imagens. Trabalhando com o scanner
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    Por Luciano Moreno


    Vamos explicar o funcionamento de um scanner de mesa, já que é o mais usado pelos designers gráficos e web designers.

    Em primeiro lugar há que conectar o scanner à corrente elétrica, o que se pode fazer diretamente, ou através da fonte de alimentação que alguns modelos trazem. Depois teremos que conectar o scanner ao nosso computador pelo porto adequado (paralelo, USB ou SCSI), usando para isso o respectivo cabo de conexão.

    A seguir será necessário instalar o software que vai permitir o manejo do scanner por parte das diferentes aplicações gráficas de nosso computador (o scanner costuma incluir um ou vários programas destes, porém se pode escanear diretamente através de aplicações como Photoshop ou Paintshop Pro). Este software é habitualmente um controlador Twain (ou Twain-32.), padrão de fato neste tipo de dispositivo.

    A instalação do software pode-se realizar através do painel de controle do computador, opção adicionar hardware, com o qual o sistema operacional começará a buscar o novo dispositivo instalado e nos pedirá a localização do software associado, que normalmente vem em um CD Rom. Este método não será necessário se o scanner for do tipo Plug & Play, já que então será reconhecido pelo sistema operacional quando o conectarmos ao computador, que nos pedirá o software necessário.



    Uma vez instalado o scanner, se situarmos sobre a placa de captura do mesmo um documento e fecharmos a tampa, automaticamente se carregará o programa de escaneado que por padrão traga o scanner. Também se pode iniciar o processo de captura desde a maioria das aplicações de tratamento de imagens acessando ap menu Arquivo > Adquirir, colocando o original sobre a placa do scanner e seguindo as instruções que irão aparecendo.



    Muitos controladores Twain lançam inicialmente uma pré-visualização da imagem, que mostra em tela uma captura prévia do original a baixa resolução. Na pré-visualização podemos selecionar a parte da imagem que nos interessa, a resolução de captura e o número de cores a usar (colorido, cinza ou preto e branco). Inclusive em alguns scanners é possível girar a imagem, aplicar efeitos de Moare ou Gaussianos e outras funcionalidades avançadas.

    É possível configurar adequadamente os parâmetros em que se realizará a captura, já que deles depende a qualidade final da imagem digitalizada. Os parâmetros mais habituais nos scanners são:

    Resolução:

    Quanto mais resolução se usar, maior detalhe terá a captura e maior peso terá o arquivo resultante. Entretanto, chega um momento em que o aumento de resolução deixa de produzir uma ganância evidente, enquanto o peso continua aumentando.



    O segredo está então em determinar a resolução necessária para capturar todos os detalhes importantes que estão presentes no documento fonte, nem mais nem menos.

    Umbral:

    No caso em que o documento a capturar com o scanner seja preto e branco (escaneado bitonal), como um documento escrito a máquina, o umbral define o ponto, em uma escala que varia entre 0 (preto) e 255 (branco), no qual os valores cinzas capturados se converterão em pixels pretos ou brancos.



    Profundidade de bits:

    A profundidade de bits usada na captura vai definir o número de cores com que se vai realizar esta, que será os máximos que possa ter logo a imagem digital resultante.

    A profundidade de bits também irá determinar a categoria dinâmica, total de variações tonais desde a mais clara das claras até a mais escura dos pretos, assim como o peso dos arquivos resultantes. Em geral, ao aumentar a profundidade de bits ficarão afetados os requisitos de resolução, tamanho de arquivo e método de compressão utilizado.

    Obter uma captura que reproduza fielmente as cores do original é talvez um dos aspectos mais difíceis da digitalização de imagens, pois depende de uma série de variáveis como o nível de iluminação no momento da captura, a profundidade de bits capturada e gerada, as capacidades do sistema de escaneado e a representação matemática da informação da cor à medida que a imagem é capturada, cujo controle em conjunto é difícil de conseguir.



    Em geral, se o original é em preto e branco com escala de cinzas, obteremos melhores resultados se o escaneamos em cor de 24 bits, e logo lo passamos a escala de cinzas em nosso programa de tratamento de imagens.

    E se o original for preto e branco sem cinzas (sem desenhos a lápis, por exemplo), os melhores resultados seriam obtidos se o escaneássemos em escala de cinzas e logo o reduzimos ao preto e branco no programa de tratamento.

    Resumindo: é melhor capturar com mais informação de cor que a que tem o original, e logo adaptar o resultado às nossas necessidades (e o mesmo poderíamos dizer da resolução).

    Filtros adicionais:

    Muitos scanners permitem aplicar no processo de pré-visualização diferentes filtros de correção de erros. Em geral, estes filtros aumentam a qualidade do escaneado, porém sua utilização gera inquietudes quanto à fidelidade e autenticidade.

    Os filtros mais comuns são:

    Eliminação de moiré (descreening)
    Eliminação de pontos (despeckling)
    Eliminação de obliqüidade (deskewing)
    Aumento de nitidez (sharpening)
    Correção do efeito moiré
    Correção do contraste

    Halftones:
    O moiré se produz porque quando os CCD´s do scanner captam a cor, às vezes não podem diferenciar perfeitamente os tons a certas freqüências altas. Origina-se então um efeito de cores ou de padrões muito pequenos, conhecido com o nome de moiré. O filtro de eliminação previne opticamente este efeito, ao reduzir a informação de alta frequência que registram os fotodiodos do CCD.



    A correção do contraste é útil já que o olho humano tem a tendência a desenfocar as imagens procedentes de um escaneado. Este erro não depende da resolução de escaneado, inclusive as imagens escaneadas em um scanner de tambor produzem este efeito. A ferramenta de correção do contraste que oferecem alguns scanners permite paliar este efeito negativo durante o processo de captura.



    Por outra parte, o processo de escaneado mediante halftones nos oferece a possibilidade de conseguir tons contínuos aparentes com só 1 bit de profundidade. A imagem se forma mediante um padrão de células de pontos pretos conseguindo-se assim um aspecto de escala de cinzas.



    Conforme apliquemos qualquer destes filtros, geralmente poderemos ver seu resultado em tela.

    Seja como for, uma vez fixados os parâmetros desejados se produz o verdadeiro processo de captura, que é mais ou menos lento dependendo do scanner usado e dos serviços do computador. A imagem digital obtida no processo fica disponível para ser salva ou é enviada à aplicação gráfica que ordenou o scanner para seu tratamento.

    Uma vez tratada a imagem até o resultado final desejado, é hora de armazená-la em algum dos formatos gráficos existentes. É conveniente sempre salvar uma cópia da imagem original sem tratar e outra da imagem tratada no formato nativo da aplicação, já que assim a teremos sempre disponível para outros trabalhos com sua máxima qualidade. Logo, teremos que salvar outra cópia, a que utilizaremos em nossa composição, em um formato adequado ao meio em que vai se usar. Mais adiante estudaremos os principais formatos gráficos que podemos usar.




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  7. #7
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    Digitalização de imagens. Fotografia digital



    As câmaras digitais, tipos, preços e características.

    Por Luciano Moreno


    Uma opção prática, versátil e de qualidade aceitável para capturar diretamente cenas do mundo real é a fotografia digital.

    A fotografia tradicional foi desde sempre uma das ferramentas mais úteis para o designer gráfico, já que permite converter em imagens elementos do ambiente real, tal como se encontram naturalmente ou mediante a preparação do cenário e os personagens ou objetos adequados.

    O principal inconveniente deste sistema é sua complexidade e seu custe, já que é necessário realizar muitas fotografias para escolher logo a mais acertada, revelá-las, passá-las a papel e escaneá-las para obter ao fim a imagem desejada em formato digital (embora já saibamos que é possível escanear diretamente os negativos).





    Com o aparecimento das câmeras digitais o processo se simplificou enormemente, já que as cenas exteriores se capturam diretamente em formato digital, eliminando do processo a revelação, o passo e o escaneado, o que reduz muito o tempo de processamento e os custos.

    Em comparação com as câmeras de filme tradicionais que utilizam uma emulsão baseada em um halogênio de prata para produzir imagens, as câmaras digitais utilizam componentes eletrônicos. Em uma câmara digital, um captador sensível à luz substitui o filme. Este captador converte a luz que recebe em informação digital, que armazena em uma memória em arquivos de imagem similares aos arquivos JPEG ou TIFF usados em um computador.

    Apesar de no princípio seu preço ser muito elevado, atualmente as câmaras digitais já começam a ser realmente acessíveis, sendo uma prática ferramenta para o desenho, em especial para o webdesign, porque nestas condições não é preciso uma resolução muito alta.

    Existe no mercado una ampla variedade de câmaras digitais, desde as mais simples, cujo preço oscila entre os 250 e 1000 reais, até as câmeras profissionais mais sofisticadas, que podem chegar a custar mais de 10.000 reais.

    As câmeras de tipo baixo e médio costumam ser portáteis, armazenando as fotografias em um suporte de memória localizado na própria câmera, desde onde são transferidas logo ao computador para sua visualização, retoque ou impressão. Pelo contrário, nas câmaras profissionais de gama alta o armazenamento das imagens se realiza diretamente em um computador conectado à câmara.



    As câmeras podem ser compactas, nas que o visor de imagem é independente da lente, ou reflex, nas que a porção de imagem que capta a lente coincide exatamente com o que pode se visualizar através do visor de imagem.

    Quanto aos visores, podem ser LCD, que permitem compor a imagem observando uma reprodução digital desta através do mesmo, ou TTL, nos que a imagem visionada é exatamente a mesma que capta a lente.




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  8. #8
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    Digitalização de imagens. Mecanismo de uma câmara digital



    Descrevemos detalhadamente o funcionamento de uma câmara digital.

    Por Luciano Moreno


    As câmaras digitais costumam empregar a óptica e os mecanismos das câmaras tradicionais, porém substituem o filme por um fotosensor eletrônico (CCD, CMD ou Cmos).




    Geralmente, o fotosensor é um CCD de tipo área (Area Array CCD), consistente em uma matriz reticular de centenas de milhares de células fotosensíveis microscópicas (fotodiodos). A cada fotodiodo lhe corresponde um pixel, por isso quanto mais fotosensores tiver o CCD, melhor será a qualidade obtida com a câmera, sendo valores habituais nas câmeras atuais uma média de 2 a 5 Mb de resolução nas de gama baixa mais básica, de 6 a 12 Mb nas de gama média e acima de 12 Mb nas profissionais de gama alta.



    Durante o tempo de exposição, a luz que passa através do jogo de lentes da câmara é dirigida aos fotosensores do CCD, que se encontram cobertos por um filtro vermelho, verde ou azul, encarregados de deixar passar só a longitude de onda correspondente a uma das cores básicas aditivas. Por exemplo, o filtro vermelho detém os raios verdes e azuis, porém deixa passar o componente vermelho da luz.



    A energia luminosa filtrada é convertida então em cargas elétricas, que são amplificadas e enviadas a um conversor A/D, que as transforma em informação binária de cor (zeros e uns) associada a cada um dos pixels da imagem digital resultante, para passar logo à memória interna da câmara, onde é armazenada mantendo a ordem de captura, de forma que os pixels estejam dispostos corretamente de acordo com o modelo fotografado.


    A imagem obtida com uma câmera digital consta geralmente de milhões de pixels ordenados em linhas e colunas.

    Uma variante melhorada do CCD é o Super CCD, desenvolvido por Fujifilm, que se caracteriza pela inclusão de pixels por interpolação para conseguir imagens com uma resolução maior, porém incidindo diretamente em uma perda de sua qualidade. O Super CCD dispõe os pixels octogonalmente, em forma de painel de abelhas, de modo distinto ao típico CCD, que o faz retangularmente.

    O processo de captura pode se realizar em uma ou mais passadas, em cada uma das quais se recolhe informação do modelo real. No caso de captura em uma só passada, um de cada quatro elementos do CCD lê a informação correspondente ao vermelho, outro a correspondente ao verde e os dois restantes a correspondente ao azul, sendo preenchidos os vazios de informação cromática que se produzam mediante interpolação.

    A captura pode se fazer também em método entrelaçado, no qual o sensor da câmara recolhe informação sobre a imagem processando primeiro as linhas ímpares e logo as pares, ou no método progressivo, no qual o sensor recolhe informação sobre a imagem processando as linhas de forma seqüencial, uma atrás da outra.

    Una vez capturada a imagem, é necessário armazená-la temporalmente na câmera até seu download ao computador. Dependendo da marca e do modelo da câmara se salvará a imagem digital em formatos gráficos puros, como RAW, TIF, FlashPix ou Targa (TGA).

    As imagens digitais fotográficas contem uma grande quantidade de dados, por isso geram arquivos de muito tamanho, tornando-se necessário o uso de algum tipo de suporte que permita armazenar grande quantidade de dados em um espaço físico reduzido ou de mecanismos de compressão que permitam diminuir o peso do arquivo gráfico (sistema habitual nas câmaras portáteis).

    A compressão da imagem é realizada por um programa específico residente nos componentes eletrônicos da câmara. Em função da qualidade escolhida pelo usuário, esta compressão produzirá um arquivo de imagem JPEG de tamanho variável.

    Finalmente, se armazena a imagem no suporte de armazenamento da câmera, normalmente cartões de memória CompactFlash, SD, Memória Stick, etc. Com o passar do tempo, lançaram evoluções desses tipos de cartões que oferecem mais velocidade de leitura e escritura e maior capacidade para armazenar fotos. No momento de escrever este artigo de CriarWeb.com as capacidades de armazenamento mais comuns variam entre 1 Gb e 16 Gb. Mas se supõe que estes valores com o tempo aumentarão ainda mais.

    Outras possibilidades de armazenamento são os discos compactos CD-R e CD-RW (até 750 Mb), DVD ( até 4,7 Gb) e ademais, a nova geração de discos parecidos aos DVD's porém, que suportam capacidades até 10 vezes mais como os Blue-Ray. Como dispositivo de armazenamento também estão se popularizando os pen-drive cuja capacidade de armazenamento já está superando os 16 Mb.





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  9. #9
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    Digitalização de imagens. Programas gráficos




    Vemos os tipos de programas gráficos para o tratamento das imagens escaneadas.

    Por Luciano Moreno


    Uma vez digitalizadas as imagens que necessitamos para nossa composição gráfica (folheto, cartaz, pôster, cartão, página web, etc.), geralmente se torna preciso um tratamento de retoque para configurá-las de acordo as nossas necessidades de apresentação (resolução, número de cores, dimensões, peso do arquivo, etc.) e dar-lhes o aspecto final desejado.

    A chave do tratamento de imagens digitais são os programas gráficos, que podemos dividir em três categorias principais: programas de retoque fotográfico, programas de ilustração vetorial e programas de criação de animações.



    Os programas gráficos são ferramentas fundamentais para o designer, intervindo na maior parte das fases de criação gráfica, desde o scan de um documento ou a criação direto de um novo gráfico até o armazenamento da imagem digital resultante no formato gráfico mais adequado.

    Também nos vão permitir retocar imagens já existentes, configurar suas propriedades, aplicar filtros e efeitos, incluir conteúdos textuais e inclusive criar com elas vistosas animações interativas.

    Existem no mercado uma infinidade de aplicações gráficas de todos os tipos e preços, embora haja algumas delas que ganharam fama, como Adobe Photoshop e Adobe Ilustrator, Macromedia Flash e Macromedia Freehan, Corel Draw, Paint Shop Pro, etc.

    Um fator importante na hora de se decidir por um jogo de programas gráficos concretos (geralmente um de retoque e um de ilustração) é conveniente contrapesar a fundo a relação preço/qualidade, já que nem sempre o mais caro é o melhor, existindo programas como Paint Shop Pro que são bastante econômicos, são muitos úteis e fáceis de aprender e manejar.





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  10. #10
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    Digitalização de imagens. Programas de pintura ou retoque



    Pequena descrição dos melhores programas de retoque e pintura existentes na atualidade no mercado e menção de suas ferramentas mais básicas.

    Por Luciano Moreno


    Os programas de pintura ou retoque, também denominados Paint, trabalham normalmente com imagens de mapa de bits, permitindo a mudança de resolução das mesmas, seu redimensionamento, a aplicação de filtros e efeitos especiais, e os mais potentes, o trabalho com camadas e máscaras e a inclusão de textos e objetos vetoriais (embora uma vez definidos costumem convertê-los a mapa de bits).




    Estão especialmente indicados para o trabalho com fotografias e capturas mediante scanner ou câmera digital, assim como para a criação direta de imagens de mapa de bits. Também permitem, em maior ou menor grau, a otimização de imagens para a web e a exportação a diferentes formatos de mapa de bits.

    Entre os programas de retoque existentes no mercado podemos citar:

    Adobe Photoshop:

    Número um, tanto por seu amplo uso como por suas características técnicas, permite o uso de camadas, máscaras, transparências, contornos, efeitos especiais, filtros, etc. Seu principal inconveniente é o preço, bastante elevado.

    Paint Shop Pro:

    Uma boa alternativa da caixa Jasc Software, oferecendo funcionalidades avançadas, filtros e manejo de camadas a um preço muito mais acessível. Ideal para trabalhos rápidos.

    Paint de Windows:

    Vem instalado por padrão com os sistemas operacionais Windows, por isso sua principal vantagem é que não nos custará dinheiro. Resulta útil para gráficos simples, permitindo a inclusão de textos nos mesmos.

    Picture Publisher:

    Outra boa ferramenta para o designer, da casa Micrografx, com assistentes interativos e tutoriais on-line, exportação e importação de arquivos em diferentes formatos gráficos e diversos efeitos e macros.

    Corel PhotoPaint:

    Boa e econômica alternativa da casa Corel, que oferece as ferramentas habituais deste tipo de programas.

    A interface gráfica é similar em todos eles, e está formada por uma superfície retangular, denominada tela, na que se trabalha com a imagem, uma barra superior de menus, parecida a da maioria das aplicações (menu Arquivo, menu Edição, menu Ferramentas, etc., e uma série de paletas de ferramentas, flutuantes ou situadas na lateral.



    A paleta de ferramenta principal inclui geralmente:

    Um pincel com formas variáveis, para pintar tanto linhas retas como traços manuais.
    Ferramentas de desenho de formas básicas (elipses, retângulos, polígonos, estrelas, etc.), que se desenham clicando e arrastando o cursor.
    Ferramentas de seleção, entre as que se incluem seleções retangulares e circulares, seleções manuais (laço) e a famosa varinha mágica, que seleciona zonas de cores similares com um grau de tolerância configurável.
    Ferramentas de adição e modificação de texto.
    Ferramentas de tratamento de cor, tanto para seleção das cores frontais e de fundo como um conta-gotas que permite selecionar a cor de uma zona já existente.
    Os programas de retoque mais avançados dispõem de um conjunto de paletas de ferramentas adicionais, encarregadas do manejo de funcionalidades mais avançadas. Entre elas destacam as camadas, os canais e as máscaras.



    As camadas são uma espécie de lâminas transparentes sobre as que se podem desenhar qualquer tipo de elementos, de tal forma que se podem colocar sucessivas camadas umas em cima das outras, visualizando-se as partes desenhadas de cada uma delas. É algo semelhante às folhas de acetato superpostas utilizadas na produção clássica de desenhos animados.

    A paleta de controle das camadas mostra as camadas existentes, permite mudar sua ordem, adicionar ou eliminar camadas, atribuir o nome que se queira a cada camada, decidir se são ou não visíveis (símbolo do olho), imprimíveis, editáveis (símbolo do lápis ou pincel) ou transparentes (em um grau configurável).




    Deve ficar claro que as camadas são uma forma interna de trabalhar do programa de retoque, já que ao exportar a imagem a um formato útil para o desenho, o resultado é uma imagem normal de mapa de bits, com todos seus elementos situados em uma só camada.

    Os canais separam os diferentes valores cromáticos da imagem. Por exemplo, em modo CMYK há quatro canais, para as cores básicas ciano, magenta, amarelo e preto.



    Cada canal pode ser modificado separadamente, se pode criar canais artificiais que preservem uma parte da imagem de qualquer modificação das cores, e se pode processar a cor por partes. Este procedimento é muito útil para colorir ilustrações de todo tipo.

    As máscaras ou reservas realizam uma seleção de parte da imagem que faz com que só se possa modificar esta enquanto que o resto fica protegido.



    Photoshop, por exemplo, tem uma excelente ferramenta para isso, chamada máscara rápida, que essencialmente converte ao momento o pincel ou qualquer outra ferramenta em um aplicador de máscara. Ao acabar, e passar ao modo normal, tudo o que tivermos selecionado ou pintado se converte em uma área selecionada. Este sistema permite efeitos especiais e retoques avançados.



    Os programas de retoque são muito úteis, embora apresentem uma série de limitações nascidas de sua própria natureza de trabalho com mapas de bits. Em primeiro lugar, a resolução da imagem é fixa, por isso perde a qualidade ao modificá-la (mudando seu tamanho). Qualquer modificação que aplicarmos a uma zona da imagem pode afetar aos pixels vizinhos.




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  11. #11
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    Digitalização de imagens. Programas de ilustração




    Falamos dos programas de desenho mais importantes e de suas ferramentas principais.

    Por Luciano Moreno


    Os programas de desenho ou ilustração foram desenhados basicamente para a criação de novas imagens, dispondo de ferramentas específicas para a criação de imagens desde zero.



    Trabalham de forma nativa com objetos vetoriais, geralmente formados por curvas de Bézier, embora permitam a inclusão de imagens de mapa de bits, como fotografias e texturas. Os objetos que formam o desenho podem se ordenar com respeito a outros, podem se agrupar ou se manter independentes.



    Entre os programas de desenho vetorial existentes cabe destacar os seguintes:

    Adobe Ilustrator:

    Um dos programas mais utilizados pelos designers profissionais, que oferece funcionalidades como trabalho com camadas, pincéis, motivos, símbolos, operações diversas com objetos vetoriais (ordenação, corte, interseção, extrusão, agrupamento, combinação, etc.) e exportação aos formatos PDF e SWF (Flash). Ademais, sua interface gráfica é similar a de Photoshop, programa ao que complementa à perfeição. Seu principal inconveniente é o mesmo que Photoshop: seu elevado preço.

    Corel Draw:

    Bom programa de gráficos vetoriais da casa Corel, funcional e econômico, que ademais de oferecer as funcionalidades habituais neste tipo de aplicação, vem com uma infinidade de clipart (desenhos vetoriais) prontos para seu uso.

    Freehand MX:

    Uma das alternativas mais importantes a Ilustrator, com a vantagem adicional de trabalhar perfeitamente com Macromedia Flash.

    Assim como ocorre com as aplicações de retoque, os diferentes programas de ilustração oferecem ao usuário um conjunto de ferramentas de desenho similares, entre as que cabe destacar por sua utilidade as seguintes:

    Ferramentas de seleção:

    Permitem selecionar um ou mais objetos vetoriais. Uma variação são as ferramentas de seleção direta, que permitem selecionar nós específicos de um objeto.

    Ferramenta Texto:

    Permite criar textos editáveis e escaláveis, que logo podem ser convertidos em traços, embora percam sua qualidade passando a ser vetores.

    Ferramentas de desenho geométrico:

    Permitem desenhar figuras vetoriais de formas diversas, como quadrados, retângulos, círculos, elipses, estrelas, etc, todas elas de caráter vetorial.

    Lápis e pincéis:

    Desenham traços lineares simples e complexos, definidos por vetores, que imitam inclusive diferentes motivos pré-definidos ou criados pelo usuário.

    Paletas de cor e degrades:

    Definem as cores utilizadas em cada objeto, tanto em sua borda como em seu preenchimento, permitindo ademais criar diferentes tipos de degrades e malhas de degrade. Costumam admitir diferentes sistemas de cor (Escala de cinzas, RGB, CMYK, HSB, etc.).

    Ferramentas de manejo de objetos:

    Permitem agrupar e desagrupar diferentes objetos do desenho, fundi-los, combiná-los, recortá-los, ordená-los, alinhá-los, etc.

    Ferramenta transparência:

    Oferece a possibilidade de definir o grau de transparência de cada objeto do desenho, que pode oscilar entre um valor 0% (objeto opaco) e 100% (objeto totalmente transparente).

    Camadas:

    Funcionalidade herdada das aplicações de retoque, as camadas permitem definir diferentes níveis de desenho que se superpõe, similares a papéis transparentes empilhados, de tal forma que o usuário pode colocar objetos em cada um deles, mudar sua posição relativa no empilhamento, mostrá-los ou ocultá-los, bloqueá-lo para que não se possam modificar, agrupá-los, etc.



    Os gráficos obtidos com os programas vetoriais de ilustração dificilmente podem ser tão realistas como os mapas de bits (são perfeitos demais, muito geométricos), porém podem se escalar a qualquer tamanho sem perder qualidade, resultando ideais para criação gráfica de ilustrações lineares e estilizadas, esquemas, texto, desenho técnico, logotipos, ícones, etc.



    Uma das principais aplicações deste tipo de programas é o desenho de interfaces gráficas de usuário (IGU). No caso de uma interface web, por exemplo, podemos ir construindo cada um dos elementos que a formam (logotipo, sistemas de navegação, ícones, conteúdos textuais, etc.) e posicionando-os no espaço de trabalho de diferentes formas, até encontrar aquela mais equilibrada e funcional.

    Uma grande vantagem de desenhar com programas vetoriais de ilustração é que mudanças posteriores de cores, tamanhos e posicionamentos são fáceis de realizar.












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  12. #12
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    Digitalização de imagens. Programas de criação de animações vetoriais




    Continuamos o curso de digitalização de imagens explicando um pouco sobre o programa de animação vetorial Flash.

    Por Luciano Moreno


    O terceiro grupo de aplicações gráficas são aquelas destinadas fundamentalmente a criar animações de gráficos vetoriais, dentro do qual se destaca com todo seu esplendor Flash (atualmente em sua versão MX), completa aplicação que permite não só criar gráficos vetoriais avançados, trabalhar com capas, aplicar transparências, implementar botões interativos, definir símbolos, etc.

    Uma das funcionalidades mais avançadas de Flash são os frames, espécie de quadros independentes, ao estilo dos fotogramas dos filmes de cine clássicos.



    Cada frame é um contêiner de desenho independente no qual se podem situar objetos, em uma ou várias camadas. Posteriormente, os frames são visualizados em sucessão, podendo ser mostrado cada frame um intervalo de tempo determinado, com o que se consegue criar complexas animações.



    As ferramentas que oferece Flash são as comuns dos programas de desenho vetorial, às que se que adicionam as específicas para o manejo de frames. Entre elas destaca a denominada linha de tempo, na que se visualizam e manejam os frames existentes no filme, de uma forma similar à ferramenta do mesmo nome das aplicações de edição de vídeo.



    Nas animações criadas com Flash é possível incluir imagens de mapa de bits, áudio e vídeos. Também suporta conectividade persistente com dados XML, o que lhe permite mostrar informação em tempo real.



    A interatividade do filme se complementa com uma linguagem de script próprio, ActionScript, similar a JavaScript, porém orientado ao manejo de frames e objetos próprios de Flash. Mediante ActionScript se pode iniciar ou deter a animação, pular um frame determinado, responder com ações complexas aos eventos produzidos por ação do usuário, criar contadores, etc.



    Foi tanto o sucesso de Flash que outras empresas lançaram programas que o imitam, embora nenhum deles cheguem ao nível da aplicação de Flash. Entre eles podemos destacar a Swish, que permite a criação de animações de texto em formato SWF.




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  13. #13
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    Introdução aos formatos gráficos




    Introdução teórica dos formatos gráficos em geral.

    Por Luciano Moreno


    O armazenamento dos dados que compõe uma imagem digital em um arquivo binário pode se realizar utilizando diferentes formatos gráficos, cada um dos quais oferece diferentes possibilidades com respeito à resolução da imagem, a gama de cores, a compatibilidade, a rapidez de carregamento, etc.

    A finalidade última de um formato gráfico é armazenar uma imagem buscando um equilíbrio adequado entre qualidade, peso final do arquivo e compatibilidade entre plataformas. Para isso, cada formato se baseia em uma ou mais técnicas diferentes, que podem incluir codificação especial, métodos de compressão, métodos de dithering, etc.

    Geralmente, todo arquivo gráfico começa com um cabeçalho (header) de estrutura variável, que indica ao programa que solicite as características da imagem que armazena (tipo, tamanho, resolução, modo de cor, profundidade de cor, número de cores da paleta se houver, etc).



    A seguir se encontram os dados próprios da imagem, geralmente comprimidos com um algoritmo específico desse formato, que contém informação sobre a cor de cada pixel da imagem (mapas de bits) ou uma tabela com as características próprias de cada objeto (gráficos vetoriais). Em caso de se usar uma paleta de cores, a informação sobre tal paleta também deverá estar contida no arquivo.

    A imagem pode estar formada por um número diferente de pixels, dependendo de seu tamanho e resolução, e ter mais ou menos cores. Em função do número de pixels e do número de cores a imagem terá mais ou menos qualidade, porém quanto mais qualidade tenha, mais ocupará o arquivo necessário para armazená-la. No caso dos gráficos vetoriais não se definem pixels individuais, dependendo da qualidade e o peso final do formato concreto em que se armazenem.




    Os arquivos gráficos de mapas de bits contem um cabeçalho, os dados dos pixels (geralmente comprimidos) e a paleta de cores (salvo se se usam 24 bits por pixel, caso no qual não é necessário nenhuma paleta). Os arquivos vetoriais, um cabeçalho e uma tabela com as características de cada vetor componente do gráfico.

    Por outro lado, com o passar do tempo os arquivos gráficos armazenados em nossa máquina se tornam cada vez mais numerosos, fazendo-se necessária uma estratégia de gerenciamento dos mesmos para conseguir estabelecer certa ordem que nos permita saber em todo momento quantos arquivos temos, de que classe e que tipo de informação contem cada um deles.

    Vamos então estudar neste capítulo os principais formatos gráficos usados em imagem digital, ressaltando aqueles usados normalmente nas páginas web, assim como as diferentes estratégias de gerenciamento que podemos seguir.



















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  14. #14
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    Formatos gráficos. Formatos nativos de aplicações de design
    Vemos diferentes tipos de formatos gráficos assim como suas compatibilidades.

    Por Luciano Moreno

    AI (.ai)

    O metaformato AI (Adobe Ilustrator) é o utilizado pelo programa Adobe Ilustrator para salvar seus arquivos gráficos nativos.




    Os arquivos AI admitem cabeçalho de pré-visualização (thumbnail) e podem trabalhar com vetores e mapas de bits. Permitem texturas, degrades, fotos integradas ou vinculadas a arquivos externos, textos traçados ou com fontes incluídas e manejo de camadas e máscaras.

    Costuma produzir arquivos de peso médio, dependendo do conteúdo, pode rebaixar já que admite algoritmos de compressão sem perdas.

    É um formato muito popular, válido para PC e MAC, apto para intercambiar gráficos entre diferentes aplicações, porém tendo sempre em conta a versão de Ilustrator que criou o arquivo original, já que devem de ser versões compatíveis.












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  15. #15
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    CDR (.cdr)

    CDR (Corel Draw) é o formato nativo do programa de gráficos vetoriais Corel Draw, sendo válido para PC e MAC.




    É um formato vetorial, porém admite a inclusão de elementos de mapa de bits (integrados ou vinculados a arquivos externos), podendo levar ademais cabeçalho de pré-visualização (thumbnail). Junto a AI é um dos formatos com mais possibilidades com respeito à cor, à qualidade dos desenhos e ao manejo de fontes, podendo conter os textos traçados ou com fontes incluídas.

    Uma das principais desvantagens deste formato é sua falta de compatibilidade com o resto de aplicações gráficas, ao ser estas incapazes de armazenar imagens sob este formato.

    DXF (.dxf)

    O formato DXF (Drawing Interchange Format) é um formato vetorial que a empresa Autodesk lançou para permitir o intercâmbio de arquivos de desenho entre os diferentes programas de CAD. Suporta até 256 cores (8 bits).




    Existem duas versões de DXF (ASCII e binário), que não utilizam nenhum algoritmo de compressão. Os arquivos da versão ASCII contém números e ordens a realizar escritos em codificação ASCII, por isso podem ser abertos e lidos com qualquer editor de texto, como o Notepad de Windows. Esta informação indica a localização de pontos flutuantes matemáticos ou floating points, utilizados para exibir a imagem em tela. Este sistema, mais lento que o de outros formatos, requer hardware avançado para poder funcionar corretamente.

    Os arquivos em formato DXF são reconhecidos pela maioria de sistemas CAD e por alguns programas de desenho gráfico vetorial, como Corel Draw e Adobe Ilustrator, que podem manejá-lo sem maiores dificuldades.

    Não são suportados por nenhum navegador web.




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