O facto de os pais fumarem durante a gravidez e depois do nascimento do seu filho constitui um grave problema de saúde pública. As crianças em que pelo menos um dos pais fuma são vítimas do fumo passivo.Para resolver esta situação, é fundamental que os pais sejam informados, sendo de salientar as medidas tomadas pelas entidades oficiais, com destaque para a campanha ‘Help: por uma vida sem tabaco’ da Comissão Europeia que, além de transmitir boas práticas aos cidadãos dos Estados-Membros da UE, tem alertado para os perigos do tabagismo.

Apesar de ser do conhecimento geral que fumar durante a gravidez aumenta os riscos para a saúde do bebé e da mãe, talvez nem todos tenham consciência que é mais difícil para uma mãe deixa de fumar (ou manter-se sem fumar) quando outras pessoas fumam em seu redor.

O seu companheiro é a pessoa que tem maior influência no seu comportamento tabágico. Diversos estudos mostram que há mais recaídas, sobretudo depois do nascimento da criança, no caso das mães cujos cônjuges fumam.

Por outro lado, um estudo levado a cabo em 2005 revela que quanto maior for o nível de informação dos pais sobre os malefícios do fumo passivo nas crianças, maior será o número daqueles que procuram deixar de fumar.

Deixar de fumar é, pois, uma questão de informação e para ser discutida a dois, sendo que a ajuda externa pode aqui desempenhar um papel de extrema importância



Fumar durante a gravidez significa:

- um risco quatro vezes acrescido de o bebé sofrer de bronquite, inflamação dos brônquios e pneumonia nos primeiros anos de vida;

- quatro vezes maior probabilidade de morte súbita;

- risco de dar à luz um bebé com baixo peso e mais frágil;

- reduzir as hipóteses de amamentar e a duração da amamentação.