A Total, a terceira maior petrolífera europeia, rescindiu com cerca de 900 trabalhadores com contratos a prazo na sua refinaria de Lindsey, no Norte de Inglaterra, depois de estes terem participado numa greve que segundo a empresa foi “ilegal”.

“A Total confirma, lamentando, que os contratantes [empresas de trabalho temporário] iniciaram o processo de término dos actuais contratos de emprego para esses trabalhadores”, informou a empresa numa nota hoje divulgada.

Em causa está uma greve que durou uma semana, de protesto contra reduções de postos de trabalho e contra o emprego de mão-de-obra estrangeira. Segundo a petrolífera francesa, a Total e a Jacobs Engineering Group, que é a principal entidade contratante, “procuraram repetidamente encorajar os colaboradores a voltar ao trabalho para que pudessem ter lugar negociações adequadas”.

Segundo a Bloomberg, a Acas, que é uma entidade britânica de capitais públicos de resolução de conflitos, tentou, sem sucesso, mediar o conflito entre a empresa e os trabalhadores. A Total recusou-se a manter conversações directas com os sindicatos antes de os trabalhadores voltarem aos seus postos de trabalho.

Jornal de Negócios