E à terceira noite Portimão foi convidado a entrar numa máquina do tempo. Primeiro com os Björn Again, uma «imitação» dos Abba, e depois com James e The Waterboys, foi possível constatar que a média de idades no recinto aumentou consideravelmente. E enganam-se os que pensam que, por isso, a festa foi mais calma.

Os Waterboys ficaram para o fim, para aumentar o apetite dos fãs portugueses. No entanto, o muito frio que se fez sentir acabou por obrigar os menos resistentes a ir embora mais cedo, o que empobreceu o espectáculo.

«Este não é um sítio estranho para se fazer um concerto de rock and roll?», perguntou o vocalista Mike Scott, surpreendido pela pista de automóveis que o cercava. Os álbuns lançados desde que a banda se reagrupou, em 2000, depois de sete anos afastados, estiveram destaque, mas o público exigiu voltar mais atrás.

E os Waterboys fizeram-lhe a vontade, recuando até 1985, quando o single «The whole of the moon» rebentou as tabelas. Agora, em 2009 e no Autódromo Internacional do Algarve, foi o mais aplaudido pelos fãs.

James vestiram a camisola

Se dúvidas houvesse, esta noite os James provaram que estão mais vivos do que nunca. A jogar em casa, como os próprios confessaram, e com as famílias e os amigos a assistir, os britânicos deram um concerto intimista e conseguiram transformar cada pessoa do público no mais louco fã dos James.

O álbum «Hey ma», o único lançado desde que a banda regressou, em 2007, após um interregno de seis anos, não estava decorado pelos fãs, mas estes foram embalados e acabaram por acolher bem as músicas praticamente desconhecidas, cujo toque de James foi facilmente reconhecível.

«Sit down», «Born of frustation» e «Getting away with it (all messed up)» foram cantadas por Tim Booth, mas sempre com muita ajuda do público, que não arredou pé sem ter a certeza que os James voltavam. E assim fizeram, terminando com «Sometimes» e «Laid». A loucura foi tanta que os James não resistiram e saíram dos camarotes para vir aplaudir os fãs.

Mamma mia! Serão os Abba?

Não era o quarteto sueco, mas até parecia. Os Björn Again, que até já têm mais anos do que os originais Abba, usaram todos os trunfos da famosa banda dos anos 70 e arrancaram um momento único no Rock One.

Pais e filhos dançaram e cantaram alegremente músicas tão conhecidas como «Mamma mia!», «Dancing queen» e «Waterloo». Pelo meio, ainda houve algumas brincadeiras e até uma tentativa de rap por parte de «Benny Andersson».

Mais uma estrela do YouTube

Depois de Mia Rose, foi a vez de Ana Free saltar do YouTube para o palco do Autódromo Internacional do Algarve. A cantora portuguesa começou por atrair o público com uma versão de «Wonderwall», dos Oasis, e continuou com os seus sucessos da Internet.

O single «In my place» foi naturalmente o mais aplaudido, um bom sinal para o primeiro álbum de Ana Free, que está a ser gravado em Londres.


iol