Os autarcas dos Estados Unidos e da União Europeia declararam hoje em Bruxelas que querem trabalhar juntos para salientar o papel do poder local e regional na adaptação aos efeitos das alterações climáticas.

A sessão plenária do Comité das Regiões, realizada hoje, contou com a participação da vice-presidente da Conferência dos Autarcas norte-americanos – representando cidades com mais de 30 mil habitantes -, Elizabeth B. Klautz. A responsável reuniu-se com o presidente do Comité das Regiões, Luc Van den Brande, e com o comissário europeu da Energia, Andris Piebalgs, para debaterem quais as melhores formas para trabalharem em conjunto.

“Acreditamos que a perturbação climática é uma ameaça urgente ao ambiente e à saúde económica das nossas comunidades”, disse Kautz. “Apesar de o nosso Governo nacional não ter ratificado o Protocolo de Quioto, cerca de mil autarcas norte-americanos assinaram o Acordo para a Protecção Climática dos Autarcas dos EUA, comprometendo-se a cumprir ou mesmo ultrapassar as metas de Quioto”.

Na Europa, o Pacto dos Autarcas reúne já mais de 700 câmaras, 14 das quais portuguesas (Águeda, Almada, Aveiro, Cascais, Ferreira do Alentejo, Guarda, Lisboa, Moura, Oeiras, Palmela, Ponta Delgada, Porto, Santo Amador e Vila Nova de Gaia). “A sua mensagem será mais eficaz se for coordenada com a mensagem dos autarcas norte-americanos”, considerou Brande.

“Se a batalha contra as alterações climáticas é para ser ganha, terá de ser travada nas cidades”, comentou Piebalgs.

Entre as várias oportunidades de colaboração discutidas hoje está a partilha de boas práticas sobre adaptação e mitigação, acções coordenadas de sensibilização entre os cidadãos, apelando a uma maior poupança energética e redução de emissões.

Um acordo formal de cooperação entre as duas estruturas deverá ser assinado durante a cimeira de Copenhaga, em Dezembro.
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