O Millennium investment banking elevou o preço-alvo atribuído à Novabase para 6,25 euros, uma avaliação que confere à empresa liderada por Luís Salvado um potencial de valorização de 40%. A empresa tem um endividamento líquido negativo, pelo que deverá ir às compras em breve.

Num “research” com data de hoje a casa de investimento afirma que reviu as estimativas para a Novabase na sequência dos resultados do terceiro trimestre e da alteração da avaliação de 2009 para 2010.

O preço-alvo passou de 5,35 para 6,25 euros, uma avaliação que representa um potencial de subida de 39% face ao valor de fecho das acções na sessão de hoje, pelo que a recomendação atribuída é de “comprar”.

“Acreditamos que a Novabase está bem posicionada para enfrentar os ventos contrários criados pelo ambiente de recessão” uma vez que “pode beneficiar com a recuperação económica, pois na maioria da vezes a indústria das tecnologias supera o desempenho do PIB”, refere a analista Rita Silva.

O Millennium destaca ainda, como factor positivo, o facto de a Novabase ter tomado a decisão correcta ao focar a sua actividade no negócio da consultoria, no “outsorcing” e na televisão digital.

A casa de investimento antecipa que a Novabase vai continuar a ser uma empresa com uma estrutura de capitais livre de dívida. Antecipa mesmo que a empresa terá mesmo um excedente, que atingirá 26 milhões de euros, “colocando a inevitável questão de como usar este dinheiro”.

“Claramente este assunto está no topo da agenda da Novabase e não surpreenderia se uma decisão for tomada nos próximos 6 a 12 meses”, refere Rica Silva, antecipando que o mais provável passará por uma “aquisição de uma empresa que actue num segmento de nicho, nomeadamente na área dos transportes ou energia, áreas em que a empresa já está envolvida”.

As acções da Novabase fecharam a sessão a subir 0,45% para 4,50 euros.


Fonte: Jornal de Negócios