Massimo Tartaglia, o homem que agrediu o primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, num comício no domingo, em Milão, pediu hoje desculpas ao governante e assegurou que agiu sozinho.
Numa carta divulgada pelos seus advogados, Tartaglia desculpou-se pelo que chamou de gesto «superficial, mau e impensado» e afirmou que «não faz parte de qualquer organização política».

Tartaglia, de 42 anos e que há 10 está sob tratamento psiquiátrico, permanece actualmente isolado na prisão San Vittore, em Milão, para onde foi enviado depois de agredir o primeiro-ministro com uma miniatura de metal da catedral de Milão enquanto Berlusconi distribuía autógrafos no final de um comício.

O primeiro-ministro foi hospitalizado com dentes quebrados, fratura no nariz e com cortes no rosto. Um boletim médico divulgado hoje afirma que não há grandes receios sobre o estado de saúde de Berlusconi, mas que este continuará no hospital até pelo menos terça-feira devido a fortes dores de cabeça e no rosto e pela perda de quase um litro de sangue. O agressor disse ter actuado devido a uma forte aversão às políticas do partido do Povo da Liberdade, liderado por Berlusconi, e pelas do primeiro-ministro, segundo fontes policias. Disse ainda aos investigadores que assistiu ao comício de Berlusconi, mas que saiu antes de acabar, porque não estava de acordo com as suas afirmações.

No entanto, enquanto se dirigia para o metro viu um grupo de pessoas a protestar contra Berlusconi, altura em que voltou e lançou a estatueta contra o primeiro-ministro.

Deverá ser hoje realizada uma audiência para decidir sobre a manutenção da detenção de Tartaglia, solicitada pelo promotor adjunto de Milão Armando Spataro.

O site do jornal Corriere della Sera divulgou que os investigadores estão a ouvir amigos de Tartaglia, para determinar se alguém pode ter induzido o italiano a cometer a agressão.


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