O deputado social-democrata Carlos Páscoa, reeleito pelo círculo fora da Europa, defendeu que o futuro da presença portuguesa em Macau tem de ser assegurado através da diplomacia económica.
De visita à Região Administrativa Especial de Macau nas vésperas da comemoração do 10º aniversário da transição de poderes de Portugal para a China, Carlos Páscoa encontrou uma presença portuguesa “muito viva” no território, mas considera necessário um incentivo do Governo português para aumentar o peso dessa presença e a influência na Ásia com a atracção de mais investidores.

“Acredito que após estes dez anos, a presença portuguesa continua muito viva em Macau. Precisamos de cuidar do futuro, porque não se vive só de história. E entendo que o futuro de Portugal aqui em Macau passa muito pela diplomacia económica. É por aí que temos de assegurar a presença portuguesa”, afirmou.

Carlos Páscoa considera Macau uma “óptima plataforma para a Ásia e não só para a China” e, por isso, defende que Portugal não pode deixar de “aproveitar essa mais valia”. Com o dinamismo que encontra nas instituições portuguesas em Macau aliado a um incentivo extra do Governo português para aprofundar a diplomacia económica, o deputado considera ser possível inverter-se uma certa “timidez” que Portugal hoje denota em relação ao território que governou por mais de quatro séculos.

“Portugal está mais presente em Angola e no Brasil, porque aí existem oportunidades de negócio que são exploradas directamente. Ora, na China existem muito mais oportunidades do que em África ou na América do Sul, mas tem que se passar pela plataforma e, por isso, é aqui que tem de se investir”, alerta.

Ao salientar que a “fronteira com a China é hoje muito mais permeável do que antes e certamente será muito mais permeável nos próximos anos”, Carlos Páscoa defende que Portugal terá de aproveitar as potencialidades de Macau enquanto plataforma com o gigante asiático.

dd.