A família de Manuel José Alexandre diz estar revoltada com o Hospital de Beja, acusando a unidade de falta de assistência. O homem, que residia em Selmes, Vidigueira, faleceu no dia de Natal, aos 74 anos, depois de ter ido três vezes à Urgência.


"Da primeira vez, eram cerca de 00h30, disseram que era gripe e mandaram-no para casa, mas tivemos de voltar. Não suportava as dores e dizia que estava seco por dentro", relatou ao CM Ana Louçã, mulher do falecido. De novo observado e medicado, voltou a ter alta.

O estado de saúde agravou-se já durante a tarde de dia 25. "Não parava com dores nas pernas. Deviam ter olhado por ele logo à primeira vez", disse a viúva. Novamente na unidade, o homem começou a sentir-se mal e acabou por falecer. "É uma morte que custa a engolir. Vamos apresentar queixa", referiu o primo, José Cesário.

Contactada pelo CM, fonte do hospital disse que da primeira ida ao serviço o homem apresentava febre e dores. Foi feito um raio-x e efectuadas análises, que revelaram uma situação normal.

Na última vez que foi ao serviço, verificava-se "um agravamento geral do estado de saúde". "Entrou em paragem cardiorrespiratória. Tentaram a reanimação durante 26 minutos, até que foi declarado o óbito. O hospital pediu a realização de uma autópsia para esclarecer os motivos do falecimento. Aguardamos esses resultados", referiu ainda a mesma fonte do Hospital de Beja.




lusa