Silves: Tribunal adia por “dificuldade em notificar arguidos”
Arguidos faltam ao julgamento


Estava marcado para ontem, no Tribunal de Silves, o início da repetição do julgamento de sete galegos que em 2007 tinham já sido condenados a penas pesadas por envolvimento na apreensão de oito toneladas de cocaína pura, interceptadas pela Polícia Judiciária em Fevereiro de 2006. A diligência foi adiada, segundo fonte judicial, por "dificuldade em notificar alguns arguidos".

No dia 27 de Junho de 2007, os sete arguidos – seis homens e uma mulher, com idades entre os 30 e os 55 anos – foram condenados a penas entre os sete e os doze anos de prisão. O advogado de Defesa recorreu, alegando que a intervenção de cinco arguidos no crime não justificava a pena e que não teve direito a contraditório na acção de um agente encoberto validada pelo tribunal. A Relação de Évora anulou esse julgamento, mandando repetir e dar à Defesa o acesso ao dossiê dos encobertos. Os arguidos foram libertados.

Pelo menos três arguidos, incluindo o ‘cabecilha’, compareceram ontem no Tribunal de Silves, mas a diligência foi adiada, para dia 1 de Fevereiro, por não ter sido possível notificar "alguns arguidos".

A apreensão das oito toneladas foi, na altura, a maior de sempre em Portugal e a segunda maior na Europa. Cerca de 2300 quilos foram interceptados na A2, perto de Grândola, num camião-frigorífico. Os fardos de droga estavam dissimulados entre couves-flor. No armazém em Silves onde o camião tinha carregado, a PJ apreendeu mais 5700 quilos. O valor total situa-se entre os 250 e os 300 milhões de euros. A droga terá entrado por via marítima e tinha como destino o mercado espanhol.



Fonte Correio da Manhã