O presidente do Iémen afirmou que está disposto a negociar com o ramo da Al-Qaeda no país, caso aceite depor as armas. «Apelámos há dias a um diálogo com todas as formações políticas da oposição, porque o diálogo é a melhor solução», declarou Ali Abdallah Saleh.
Em entrevista à televisão Abu Dhabi, o chefe de Estado iemenita anunciou que, «se depuserem as armas e renunciarem à violência e ao terrorismo, estamos prontos para um entendimento com eles», referindo-se ao grupo extremista.

Para Saleh, a Al-Qaeda «constitui uma ameaça para a segurança e a paz no mundo», qualificando os seus elementos de «traficantes de droga, ignorantes e pessoas sem nenhuma relação com o Islão», apesar de o invocarem para justificar as suas acções terroristas. O presidente do Iémen explicou ainda que as negociações deveriam ter começado em Dezembro, mas foram adiadas.

O presidente do Iémen já tinha exortado «os jovens que se deixam enganar pelos elementos da Al-Qaeda a voltarem à razão e renunciarem à violência e ao terrorismo», numa altura em que a Al-Qaeda na Península Arábica (Aqpa) reivindicou a tentativa de atentado no dia de Natal contra um avião comercial norte-americano, o que levou vários países a intensificar as medidas de segurança nos aeroportos e as autoridades iemenitas a insistirem na sua campanha contra as facções terroristas naquele país.

A secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, afirmou, no início da semana passada, que a guerra e o aumento da actividade da organização fundamentalista Al-Qaeda no Iémen representam uma ameaça global para a região e para o mundo.


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